
Não sei se é da Ilha Terceira
Ou se é dos arquipélago dos Açores
Porque esta ilha foi a primeira
E já me encantei com as suas cores...
Não sei porquê tanto desejei
Voar ao encontro deste lugar
Mas já sei que ficarei
Com vontade de cá voltar...
Olá!
Hoje quero contar-vos que a poesia nem sempre foi olhada por mim de forma semelhante. Dantes não conseguia alcançar a beleza da subjectividade. Escrevi rimas como estas que saem na hora, mas que não têm aquele calor, aquele sabor. Acho que qualquer um de vós irá compreender, mas sei que, este blog "obriga-me" a escrever. Dantes pegava numa caneta quando precisava e escrevia apenas para mim os desabafos, as paixões não correspondidas... escrevia poemas a fio e achava que não era eu que estava a escrever aquilo, mas, o que é certo é que escrevia...
Cheguei a colar na parede poemas escritos por mim, mas não os assinava só para saber a opinião de quem me visitava. Poucos sabiam desta minha faceta... quando liam perguntavam de quem era e eu ficava orgulhosa do que diziam (sem saberem que eram meus) e chegavam a escolher o que gostavam mais! Gostei muito deste feedback! Continuo a gostar. Neste quarto não colei nenhum poema meu, mas, neste espaço tenho escrito alguns, desses que saem e posso saber a vossa opinião sem me conhecerem, podendo ser sinceros, pois a maioria não me conhecem de lado nenhum e pode-se sentir à vontade para criticar, se bem que os que me conhecem também sentem, mas vocês entendem!!!
Hoje, abro o meu espaço a todos vós que me comentam agradecendo, porque me fazem companhia aqui, neste cantito dos Açores...
Nas paredes do meu quarto, tenho desenhos feitos pelos meus alunos, desenhos e construções que me mandaram pelo correio feitos pela Susana_Aveiro, postais: da Susy, da Filomena e da Geby, mapas da Ilha que imprimi antes de sair daí, um poema que a Tânia me deu antes de vir embora e muitas fotografias, apesar de não ter tantas como gostaria... Tenho também um recado escrito a Braille e umas outras coisas que não vou referir! Afinal tenho que resguardar o meu espaço!!!
Ah! Estrelas, daquelas que brilham no escuro e uma lua... Saudades das minhas estrelas coladas no tecto!!!
Postei esta imagem, porque é daquelas que gosto mais, porque mesmo ao pé do verde, temos logo o mar! Nós (eu pelo menos) imaginamos o mar com areia, mas, aqui, a areia é bastante escassa.
Partilho a foto, pois é isso tudo e um bocadinho do que vai ficar quando me for embora!
Isto de ver o mar todos os dias é uma inspiração para mim e nunca sofri do síndroma insular, o mar nunca foi evitado e nunca me assustei. Sinto que vim parar aqui, porque tinha que vir e desde sempre soube que tinha que partir para longe!
No entanto, quero regressar à base (piada, não é a das Lajes)...
Obrigada. :)