Agora nem nómada, nem emigrante.


terça-feira, fevereiro 28, 2006

Tão...


Era assim que pensavas que ias ficar?
Vou-te levar...

Não há cores, não há sabores,
Nem cheiro, nem flores...

Não importa. Há mar.

Em tantas noites em semelhantes a esta,
Num passado longínquo,
Me percorri pelas vibrações...
Das ondas sonoras
Da solidão,
Pelas sensações
De ilusão.

Embalaste-me ao som de uma música... de olhos fechados...
Já te sentiste paralisado com o sentir profundo?!
Transformaste o meu mundo.

Andas com um sorriso parvo, contido...
Demorado, meu e brilhante...
Rasgado e entre humanos escondido...
Inteligente...
Forte, tépido e querido...
Tão...

:)

Eli

:)

domingo, fevereiro 26, 2006

Medo


Eu não sei muito bem o que se passa com a imagem e com a inspiração...
Com o sorriso e com o sonho...
Mas, nem queria esta sensação...
Nem passar pelo incógnito medonho.

Revejo-me num passado semelhante
Assusta-me o meu olhar
Entras na minha vida de rompante
E... eu... tentei negar...
No entanto, sorrio e rio e... mar.
:)
Eli
:)

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Pedras

Imagem de Eli

Como descrevo a sombra do vazio...?
Como edifico um chão frio...?
Era uma vez um homem. Alto, moreno, ora sério e triste, ora sempre com a piadinha inteligente na pontinha da língua!!! À sua volta todos se perguntavam o que pensaria aquele enigmático homem. Tão misterioso, tão senhor das suas próprias filosofias. Carregava no seu corpo o peso do sentir, do pensar, das vitórias, que, apesar de conseguidas, não lhe aliviavam o peso da alma.
Quase todos os dias subia uma montanha. Só. Gostava de sentir o silêncio e tomar o espaço como seu, deixar-se envolver pelas sensações... Queria libertar-se de seus pensamentos, por um momento que fosse, deixar o chão de terra negra que pisava, mas sentir o céu. Sem saber porquê, começou a atirar pedras... Atirava sempre pedras daquele lugar... quase deserto... Elas rolavam por entre árvores, orvalho, erva, flores, pesadelos, lágrimas... mas, nunca se conseguia libertar...
Era uma vez uma rapariga triste, cabisbaixa, mas apenas nas horas da solidão. Quando acompanhada, sentia em si uma alegria imensa e fazia rir os que a rodeavam... Era alta, sorridente, gorda, intuitiva... Um dia, nas horas de solidão, foi caminhar nas calçadas de terra batida do lugar limitado que podia percorrer.
De repente, sente uma rocha a bater-lhe no ombro. Era ligeiramente pequena, mas sentiu-a com tanta força, que tombou. Quando olhou à volta para ver de onde teria vindo, apenas encontrou chão. Pedras.
Via sempre as pedras com formas semelhantes e algumas voltaram a acertar-lhe enquanto se deixou estar. Queria saber quem as atirava... mas apenas via uma sombra.
Voltou no dia seguinte e no outro e todos os outros... Esperava horas naquele lugar, à espera de ler nas rochas o presente, enquanto pensava no passado, porque de futuro não era ela feita, apenas de sonhos.
Se são pedras, então gravas o que escreves.
Eli

:)


quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Enigma

Dali


Decifra-me...
Enquanto abotoo as emoções
Enquanto, em tempestades e olhares, me abraças
E...

Decifrarás...
Mais do que reacções
Mais do que letras, transparências, reticências e desgraças
E...

Decifraste...
Minhas passadas paixões
Meus sonhos que abandonei, tantas vezes, às traças
E...


Eli

:)

domingo, fevereiro 19, 2006

Escuro




A cada pequeno passo que dão os meus olhos, a brilhar...
Atrás de coisas pequenas, a fugir...
Encontro onde me refugiar
E cada pálpebra reconhece o teu sorrir.

Há dias em que no claro, vejo o negro...
Onde me saciar.

Encontro-me, em almas, que Alguém me enviou
Para que meu caminho não seja apenas uma espera
O que eu vejo... lugar onde estou
Mundo meu... a quimera.

Do frémito, vibram as cordas...
Não as que apertam, mas as sonoras
Livres... ousadas de veemência...
De... arrebatadora eloquência...
Soltam-se âncoras nas horas
Ausentes de ti.

De impulsos sou feita.
Não sou esguia, nem perfeita.
No silêncio desta página negra
Entoam-se melodias aos ouvidos
És alma que encerra sem regra
Os suspiros esquecidos.

Eli

:)

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Expiração




Não! Não aguento mais este sufoco!
Por que me agarras o coração?
Por que o apertas
Não vês que está oco
De rastejar na solidão?!

Não tenho palavras certas
Vejo um sol que não tem cor
Vejo uma maré que não tem ondas

Cortei o sentimento de dor
E levei a tua música pequena
Pelos espaços que sondas

Não estou aí, mas minha presença se deixa bater
A cada levantar de pano, a cada cena
Sou actriz de palavras que pecam em vão
Que se inspiram e me fazem corromper!...


E... esvais-te assim, numa evaporação...
Constante, qualquer, contigo.

Terás o nome do meu abrigo?!

Eli

:)


Escrito ao som de "My Immortal" - Evanescence.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Mania

Andei-me a "armar em difícil" para não ceder a esta onda... mas, hoje, resolvi ceder ao desafio, pois também me apetece! Depois de ler o Corvo Negro que escreveu um post tão... acerca das suas manias, resolvi escrever também e partilhar, como tenho vindo a fazer (embora de outra forma ultimamente)...

Bem... quando me perguntam algo sobre mim, costumo responder mesmo "Isso Agora... :)"... esta é uma mania que não vou incluir nas seguintes, porque senão nunca mais saía daqui!!!

Desafio > Manias

Proposto pela Butterfly

Regulamento: «Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.»

Então estas são 5 das minhas manias:

1 - Dar cotoveladas/ agarrar o braço de uma pessoa quando vou na rua com ela (isso só acontece com duas ou três pessoas);

2- Quando chego a casa, visto logo uma roupa confortável (calçar os chinelos...);

3- Mania das surpresas;

4- Absorvo os sotaques das pessoas e/ou tiques das pessoas, porque tenho a mania de imitar (principalmente a pronúncia);

5- Quando vou a casa de alguém, tenho a mania de bater à porta de forma invulgar (ou estou sempre a bater, ou arranjo um ritmo qualquer);


Agora é a vez de lançar o desafio a mais 5 bloguistas:
- Antonior (Red grine and Blu);
- Clife (Blog do Clife);
- Dreamer (Imensidões);
- Fernando Vasques (O Meu Mundo)
- Santinha (Então vá!!!);


Bem, se não aderirem, não me vou zangar... Só propus estes nomes, porque faz parte!...

Também tenho a mania de dizer "deves ter a mania"!!!

Eli

:)

sábado, fevereiro 11, 2006

Mimo


Dentro da minha mente, os pensamentos voam a cada segundo... Volto-me e não vejo nada... Sei que está lá algo, mas todo o passado se envolve no nevoeiro característico... Queria sair de mim, para depois voltar e me contar como tinha sido. Quero que meu corpo continue aqui, a seguir o que está previsto e planeado, mas, preciso que a minha mente alcance descobertas maiores. Este lugar é pequeno para mim... Ou serei eu demasiado exigente?!

- Eli, matas-me a cada carta que me escreves... Matas-me aos bocadinhos. Escreves letras, como se fosse música a matar a sede à orquestra... e esses dedos percorrem olhos, boca... e as cordas da guitarra em que tocas silêncios que te quero sentir... e matas-me... matando-me cada vez mais... Por que é que me pertences e não te posso ter?

- Podes tudo.

- Por que é que te escrevo sempre pela manhã e tu só te diriges a mim à noite?!

- Não me dirijo. Tu diriges cada palavra que te envio.

- Eli... sabes o que...

- Sei.

Eli

:)

.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Paz

Salvador Dali

Ainda não sei tantos motivos de meus passos
Mas sei que sinto uma paz
Sei que me revejo nos meus traços...
Sei do que sou capaz...

Trago força que me fará viajar
Nesta vida triste, alegre, sentida
Entreguei-me ao mar
Que, simplesmente, é a minha vida...

Era uma vez um sonho... realizá-lo?!
Não... os sonhos ficaram no passado!
Morder âncoras... esperá-lo?!
Só depois de ter embarcado!

Imaginas o mundo sem imaginação?!
Flutua naquilo que não vês
Deixa-te levar na inspiração
E naquilo que apenas crês.

Depois... o vento enviou-me o guia...
E...
Acreditei no que não via...
E...


Eli

:)

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Não sei...

Foto de Eli

Não sei bem porquê...
Não sei porque é que sinto uma manhã como se não existisse, não sei porque sinto uma mancha na minha levitante e constante felicidade... Não sei o porquê da minha forma estranhíssima de ser... e não sei o porquê de quem não me pode compreender...
Passo horas a fio tentando descodificar os sinais que já me enganaram outrora... Aquelas coincidências que me disseram que o Amor vinha aí, mas, afinal, era - outra vez - o coração a sonhar sozinho com a capacidade de voar sem asas. Não quero asas. Já voei com elas. Não gosto de voar, agora. Só queria flutuar... às vezes consigo lá chegar com uns sorrisos que nascem de mim, vindos de pessoas que não me deixam descer mais.
Quero um pedaço de nada para transformar em tudo e, quando falei em "ti", em "tu"... não sei... também... again...
Volto, de novo, a pisar espaços, a tentar algo que me leve para a mesma forca... Mas, não sinto. Não consigo. Anseio mais os medos que as realizações.... e, antes dos medos chegarem, já estou a especular o SENTIR. Sinto, mas não sei.
Perco-me em fotografias que recolho dos momentos de solidão em que estou acompanhada... desnudo-me perante palavras e sentimentos e lágrimas e confiança... e não tenho nada do que me preenche no fundo, no sonho... e, se tivesse, provavelmente já não teria... estrago tudo, nem que seja por ter sido como quisessem que fosse. Pois, eu assim sou e assim fico e... Não sei!
Mas... quem me manda tentar saber o que não é próprio da sabedoria... Ah! Por isso é que nunca dá certo... por mais que seja pensadora, nunca...
E... também não tenho o sonho, apesar de sonhar... pouco. Nem sonseguiria deixar de o fazer...
Não existem ondas que me façam voltar a ver o horizonte, porque vejo apenas o mar e o céu. Vislumbro as espectantes nuvens, mas não lhes digo nada. Elas que me digam a mim!
E... às vezes, mordo o lábio e largo umas lágrimas num silêncio que nem os escolhidos têm conhecimento... Não sou nenhuma dessas lágrimas... mas anseio sê-las, porque, ao caírem, cairiam também pedaços de mim que ainda me fazem sentir assim... tão miserável, tão fora da poesia...
E largava aos lábios esta última gota...
Veria então... um pôr-do-Sol não só meu e dos que me querem... mas de um Nós... que teima em deixar-me fora... e... não sei...

Eli

:')

(Escrito parcialmente ao som desta banda sonora http://aladiah.blogspot.com/)

terça-feira, janeiro 31, 2006

Reflexo


Foto Eli

Não escondo eu o que o mar me mostra?!
Como quererei não mostrar o que reflicto?!
Estava mesmo assim... Não era ostra...
Nunca fui pérola... Mas, reflicto...

Queria poder não ser transparente
Queria escolher o que reflicto
E estar sempre sorridente
Nunca fui bela, mas reflicto!

Sabes?! Quero, numa onda me envolver
Assim... Como uma barbatana me sentir
Como um Peixe, escrever
E... sempre assim... a sorrir!!!

Porque... tal como o mar
Volta a reflectir o azul do céu
Lá voltarei a ver reflectido o meu olhar
Que será o reflexo do teu...


Eli

:)

sexta-feira, janeiro 27, 2006

escreverumlivro

Salvador Dali


Nas raízes rasgadas...
Pude escrever...
Encantadas...
Por uma canção...
Dei-me a ler...
Deram-me atenção.

Fui escrevendo este livro aberto?!
Rasurando mensagens proibidas...
Não temi o destino certo...
De verdades escondidas.

Não inspiro confiança.
Não trago azul marinho.
Não tenho aliança.
Nem sei o caminho!

Eli

:)

quarta-feira, janeiro 25, 2006

O Sol Azul

Podemos pedir que nos sorriam...
Podemos alcançar água...

O Mar e a Terra criam...
Sem dor nem mágoa...
Um Sol de Azul valor...

Como um céu que se espelha no Oceano
Como um deserto de Inferno insane
Como o... opaco transparente de... dor?!

- Não!
Então...
De... ?!

Isso agora...


Eli

:)

domingo, janeiro 22, 2006

A Voz

Salvador Dali


Era uma vez um menino que vivia numa ilha. Ele vivia com os pais, mas com os sonho de um dia sair dali e conhecer outros lugares, outras pessoas...
Logo pela manhã, assim que acordava, mal tomava o pequeno almoço, pegava na bicicleta e punha-se a pedalar para a escola, feliz, pois ia jogar à bola com os colegas e com a professora nova que gostava tanto de lhe fazer cócegas!
Esse menino cresceu. Tornou-se um jovem cabisbaixo. Não sorria, não sentia. Apenas esperava.
Um dia, apareceu-lhe uma borboleta encantada que exclamou:
- Sei que tens um grande desejo!
Ele disse, admirado:
- Como sabes?! Só és uma borboleta!
- Sei, porque eu senti-te triste e vim realizar o teu desejo. Mas preciso de duas coisas tuas, uma é a libertação material - dás-me a tua bicicleta. A outra é uma lágrima tua, com sentimento.
O jovem não quis chorar... quis antes guardar todo o sentimento para ele, muito menos lhe dar o pouco que tinha (a bicicleta).
Passadas cinco semanas, o jovem estava pensativo, a olhar o céu e a lamentar a sua triste existência. Permanecia num lugar alto de onde conseguia ver o mar em todo o seu explendor. Vislumbrava o horizonte e deixou cair uma lágrima.
Dentro de si, uma voz questionou:
- Dás-me o que tens?
Ele respondeu no pensamento... sem proferir qualquer palavra:
- "SIM".
Nesse momento, as cores do céu misturam-se com as cores da terra. O perfume do mar encheu-se de ternura e ele viu aproximar-se aquilo que julgava impossível...
- Aceito, mas se nunca me deixares, Voz.
- Sou a borboleta que conheceste. Estive sempre dentro de ti... mas precisaste de me ver para acreditar em mim.


Eli

:)


(Quando damos tudo o que temos, recebemos muito mais do que demos e não perdemos nada do que realmente já tínhamos...)

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Estrela

Foto de Eli...

Estranho este meu sentir...

Estranho este meu eu... alone... assim...

Acompanhado de tanta gente a sentir

Garras de mim!!!

...

Tentáculos em sorrisos que não posso ocultar...

Sentimentos em salas de janelas altas...

As minhas veias a pulsar!

Em silêncios e falas...

(...)

A minha vida passou neste espaço

Em cinco meses do mesmo sonhar

Agora, sonhos vazios, um abraço

É tempo de recomeçar!

(...)

Tenho tantas páginas brancas por escrever

Tenho tanta alma e coração

Tenho tanto para crescer

Tanta imaginação...

(...)

Vi uma estrela brilhar

E num livro escrever

Um desejo de continuar

A renascer!

.

Eli

:)

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Amigo



Tantas e tantas vezes ficamos apenas a olhar para a nossa vida como ela era, foi e como será!...

Estou bem.

Uma amiga faz anos hoje (dia 18) e venho agradecer a sua presença, assim como dar-lhe os meus parabéns!

Aproveito para deixar um abraço a todos os meus amigos e dizer (mais uma vez) que cada um tem um espaço só seu no meu coração, aquele espaço que fica vazio se não for ocupado pela pessoa que é dona dele!

Reguemos as plantas da amizade!

Parabéns, ranha!

Eli

:)

ranha - s. do verbo "ranhar"; congra.

domingo, janeiro 15, 2006

Morada


Andas com a esferográfica ténue nas linhas brancas e escreves para quem lê?! Ou deixas-me ao acaso para te admirar, apenas olhando para trás?! Sorrateiramente, o vento me bate nos olhos quando avisto o mar todas as manhãs. Mas, teimo em não ver o horizonte que me faz sonhar. Não possuo negro nem branco. O meu coração foi azul em ti e revi-me nos teus gestos. Cada vez que te tocavas, era eu que não queria fazer assim, pois foram traços que não me foram permitidos. Não posso e sei que nunca vou poder, apesar de ainda não o conseguir! És letras em mim, és teclas, és o clique! Vives as manhãs com sabor e eu durmo-as como sonhos que se matam por apenas existir. Agora, estás à entrada da minha porta, mas ela fechou-se, já não está escancarada, nem sequer entreaberta. Não sei se algum dia se abrirá, se não me pedires. No entando, a janela estará sempre lá, porque podes sempre ocupar o lugar de amigo que sempre mereceste. Moro aqui, na campainha do meio... sabes?! Quiçá sonharei muitas mais vezes nestes lençóis de nevoeiro... ou nestas ervas que já foram verdes...
Saboreias as palavras quando queres, quando podes, as que mostro, aquelas que mantenho... Hoje sorrio muito. Alivio o pouco que me faz renascer... a minha alma é esta e não quero outra!
Escrevo cartas daqui e aqui as recebo!
Eli
:)
P.S. Apetecia-me deixar a minha morada!!!

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Passado


Quando olho para trás, consigo ver...
Quando olho para a frente, não.
Quando... capacidades infundadas
E estranhezas realizadas
Se fundem num só pensar
Deixam-me sonhar
Mas, não passa de passado...

Há momentos em que o amor
Fica ultrapassado
Pela autonomia da inteligência...
Em que, seja como for,
Cada momento, na sua existência
É, por ter sido, um ponto a favor
Na sua real excelência.

Pegadas
Suadas
Marcadas
Queridas
Sentidas
Desejadas
Mortas
Enterradas


Eli

terça-feira, janeiro 10, 2006

Aos amigos!


Fotos minhas

Nas férias do Natal, falei aqui do passeio e hoje venho mostrar um pouco do que eu vi.
As viagens de carro, a própria condução me fazia pensar em muitas coisas. Em lugares que ousava alcançar, em pessoas com quem ia estar nesses lugares, mas pensava sobretudo em mim e naquilo em que acredito, confio e sonho...
Foi uma época de reflexão em que me punha muitas vezes a conduzir na A25 e me deixava levar... ansiando que não fosse a única a fazer o mesmo. Muitas pessoas não aproveitam o que têm. Não dão valor ao simples calor humano de um amigo que o espera...
Foi tão bom saber os meus amigos junto a mim, com a mesma dose de confiança, reforçando o carinho... Lamento que não possa estar mais vezes com essas partes de meu coração... no entanto, vou tendo provas que aqui também posso triunfar, pois, quando aqui cheguei já vinha acolhida, já não vim sozinha no avião.
Gosto de sentir os amigos. Gosto da sua presença, que, mesmo teimosamente ausente, me leva a crer que é a mais próxima possível de momento devido às suas vidas tão preenchidas... Acredito que não sou esquecida, assim como não os esqueço. Sei perfeitamente que não posso esperar dos outros, o mesmo que faço, por isso é que às vezes me dão tanto e também eu fico a pensar se serei merecedora... pois, se acho que tais merecem, então eu também aproveitarei essa partilha tão saborosa...
A vida é uma estrada... onde nos conduzimos e deixamos que nos conduzam... então, os amigos são como os carros...
Eli

:)

domingo, janeiro 08, 2006

Haverá?!

Dali

Haverá um lugar quente onde os que já foram nos possam esperar?!
Será que nos poderão acolher?!
Haverá esse lugar?
Será que nos podem ler?!
...
Será que me poderão ouvir os pensamentos, ou levar-me as palavras como uma banda sonora que não acaba, para nunca acabar o filme... e chegar à despedida... e quando não nos despedimos... ficamos.


(Pelo 7 de Janeiro de 1998)

Eli

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Felicidade

Salvador Dali

Conseguir ser um golfinho e abraçar o mar

Em todo o seu explendor

E, conseguir fazer-se desejar

Na retoma do Amor.

Deixar linhas de poemas em aberto

Pela telepatia descobrir,

Qual o gesto mais certo

Para te fazer sorrir...

Felicidade é sobretudo poder sonhar

É seguir o coração aparentemente frio

É deixar-me levar

Pelo grande desafio...

Eli

:)


(Dantes nem ligava aos golfinhos, mas, nos Açores seria impossível... gostaria de os ver aí, numa viagem de barco...)

sábado, dezembro 31, 2005

quarta-feira, dezembro 28, 2005

O passeio...

Tenho andado a conduzir... tenho andado a pensar, a descansar... tenho estado por aqui e ali, com sorrisos de uns, palavras de outros e já estou a pensar que estou quase a ir embora...

Adoro conduzir. Até ando mais devagar só para aproveitar a viagem e a música enquanto viajo!
Depois vou postar uma ou outra foto dessas viagens!

Quando chegar aos Açores vou aos vossos blogs todos marcar a minha presença! Agora só tenho visitado um ou outro! Desculpem a minha ausência, mas prometo compensar!!!

Entretanto, tenham uma boa passagem de ano!

Hmmm, nestas viagens penso muito... penso tanto sem precisar, mas gosto tanto de pensar... Fazem parte de mim os desvaneios...

Também erro e neste momento estou assim, com um pensar diferente... cabisbaixo, mas vai passar, deve ser só hoje...

Eli

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Feliz Natal

Uma vez decorei uma quadra de António Aleixo, que uma professora de Português me dedicou... ela disse que ali estava descrito como eu era... e hoje, num regresso às origens, vos deixo essa quadra, porque dou de mim... assim... ando a partilhar...

"Não sou esperto, nem bruto
Nem bem, nem mal educado,
Sou simplesmente o produto
Do meio onde fui criado."

Óbvio que poder-se-ão retirar muitas interpretações, mas neste sentir da minha terra, mesmo que eu me ache com um espírito de grande aventura para não me prender a ela... mesmo que eu não seja simplesmente isso, mas simplesmente eu... mesmo que eu conseguisse inspirar-me e escrever algo meu... hoje estou assim... nesta partilha, com o coração cheio de AMOR.

Que o espírito natalício esteja em cada um de vós... e volto a comentar-vos quando voltar aos Açores e à net em casa...

Obrigada pelo apoio, carinho, presença que tive de vós este ano! Que o próximo continue assim e que realizemos os nossos sonhos! Ah! Como sonho e gosto de sonhar...

Eli

:)

(Com um sorriso da alma e a escrever ao som da banda sonora do blog do Orfeu!!!)

quinta-feira, dezembro 15, 2005

O Espaço

Mas, tu sabes...
Agora, assim como ontem...
Realmente o espaço e o tempo são muito relativos...
Não se sabe onde Começa um e onde termina o outro...
O Espaço também te faz!...

:) Eli

domingo, dezembro 11, 2005


Quantas vezes me pergunto se estou certa...
Quantas e quantas decisões tomei
De não deixar mais a porta aberta...
Mas, nesta luta, acho que errei.

Apetece-me desistir de tão cansada
De procurar na penumbra o Amor
De tentar alimentar-me da realidade sonhada
Que me persegue para onde eu for.

Estou rodeada de sorrisos, do meu,
Mas imensas dúvidas fazem-me parar.
Não consigo olhar o céu,
Nem deixar de pensar.

Apetece-me perguntar
"Até quando tenho que esperar?"
Mas, um dia volto a fechar
A porta por onde te recusaste a entrar.


Só. Sinto-me só.

Fico, mas sem sonhos, que dantes me acariciavam, mas que agora não quero, embora querendo, porque me atormentam e exigem de mim uma luta cujos resultados não passam de incógnitas... Há capacidades que não tenho e não me sinto perfeita, nunca o fui e acho que estão sempre à espera de alguém que o seja. Peço desculpa por ser feia, por ser exigente, por existir assim... mas não tenho capacidades sempre, sou tão eu que até me dói a alma... Só posso ter errado, mas nem eu mesma sei em quê... Só sei ser assim.

Eli

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Biscoitos


As casas não existem apenas na nossa imaginação.
Hoje encontrei um lugar
Que já tinha sonhado com paixão
E que prometi reencontrar

Aquele espaço não era simplesmente uma imagem
Mas um pedaço de céu quente
Uma simplicidade de miragem
Um sonho remetido para um futuro consciente

Uma casa que li em livros e descrevia
Gargalhadas ao saudoso som do mar
Rochas negras em sintonia
Na mira de um olhar...

Eli

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Saudade numa carta deste lado do Mundo...


Às vezes chego a casa e deparo-me com sensações estranhas. Sinto-a casa, sinto esta ilha um espaço também meu, que me dá uma magia que não sei descrever...
Às vezes, chego aqui e fico a olhar para umas tantas janelas que se abrem e não me falam de nada que eu não ouse escrever...
Mas... fico.
Hoje, no meu quarto, cheguei à janela, olhei a imensidão até conseguir vislumbrar um minúsculo horizonte onde o céu acaricia o mar e senti aquilo que muitos chamam de telepatia: a pessoa a quem estava para ligar, ligou-me. Essa pessoa fantástica chama-se Susana (Aveiro) e já vos a apresentei. Desculpem a repetição, mas sei que ela ficará feliz ao ler isto e estou a pensar no sorriso dela que não aguento sentir ausente.
Às vezes, quando chego a casa, gostava de sentir assim uma pessoa que ouve, compreende, fala, confia... ou apenas uma voz do outro lado do telefone...
Às vezes, chegamos a casa e queremos apenas que essa casa seja um espaço ao qual podemos chamar "home". Este espaço (blog) é a minha casa.
Obrigada por me visitarem, porque cada comentário tem sido recebido com um sorriso!
Já falta pouco! Está quase!!!
Tantos abraços neste Natal! Adoro o Natal, mas este ano terá outro sabor! O sabor do espaço que nunca deixou de ser meu... lugares...

Viseu é nosso,
Viseu é nosso,
Viseu é nosso e há-de ser
Viseu é nosso até morrer!

:)

Eli

sábado, dezembro 03, 2005

Açores :)

Não sei se é da Ilha Terceira
Ou se é dos arquipélago dos Açores
Porque esta ilha foi a primeira
E já me encantei com as suas cores...

Não sei porquê tanto desejei
Voar ao encontro deste lugar
Mas já sei que ficarei
Com vontade de cá voltar...


Olá!
Hoje quero contar-vos que a poesia nem sempre foi olhada por mim de forma semelhante. Dantes não conseguia alcançar a beleza da subjectividade. Escrevi rimas como estas que saem na hora, mas que não têm aquele calor, aquele sabor. Acho que qualquer um de vós irá compreender, mas sei que, este blog "obriga-me" a escrever. Dantes pegava numa caneta quando precisava e escrevia apenas para mim os desabafos, as paixões não correspondidas... escrevia poemas a fio e achava que não era eu que estava a escrever aquilo, mas, o que é certo é que escrevia...
Cheguei a colar na parede poemas escritos por mim, mas não os assinava só para saber a opinião de quem me visitava. Poucos sabiam desta minha faceta... quando liam perguntavam de quem era e eu ficava orgulhosa do que diziam (sem saberem que eram meus) e chegavam a escolher o que gostavam mais! Gostei muito deste feedback! Continuo a gostar. Neste quarto não colei nenhum poema meu, mas, neste espaço tenho escrito alguns, desses que saem e posso saber a vossa opinião sem me conhecerem, podendo ser sinceros, pois a maioria não me conhecem de lado nenhum e pode-se sentir à vontade para criticar, se bem que os que me conhecem também sentem, mas vocês entendem!!!
Hoje, abro o meu espaço a todos vós que me comentam agradecendo, porque me fazem companhia aqui, neste cantito dos Açores...
Nas paredes do meu quarto, tenho desenhos feitos pelos meus alunos, desenhos e construções que me mandaram pelo correio feitos pela Susana_Aveiro, postais: da Susy, da Filomena e da Geby, mapas da Ilha que imprimi antes de sair daí, um poema que a Tânia me deu antes de vir embora e muitas fotografias, apesar de não ter tantas como gostaria... Tenho também um recado escrito a Braille e umas outras coisas que não vou referir! Afinal tenho que resguardar o meu espaço!!!
Ah! Estrelas, daquelas que brilham no escuro e uma lua... Saudades das minhas estrelas coladas no tecto!!!

Postei esta imagem, porque é daquelas que gosto mais, porque mesmo ao pé do verde, temos logo o mar! Nós (eu pelo menos) imaginamos o mar com areia, mas, aqui, a areia é bastante escassa.
Partilho a foto, pois é isso tudo e um bocadinho do que vai ficar quando me for embora!
Isto de ver o mar todos os dias é uma inspiração para mim e nunca sofri do síndroma insular, o mar nunca foi evitado e nunca me assustei. Sinto que vim parar aqui, porque tinha que vir e desde sempre soube que tinha que partir para longe!

No entanto, quero regressar à base (piada, não é a das Lajes)...

Obrigada. :)

segunda-feira, novembro 28, 2005

Nenúfar

Era uma vez uma fada que voou tanto, que, quando queria descansar, não tinha onde poisar... Voava voava, mas só via nenúfares e água. Não pousava nas flores com medo de as estragar e na água com medo de se molhar!

"Que faço eu, agora, que tenho já poucas forças nas minhas asas?!"

Então, o milagre aconteceu e o Nenúfar falou:

"Podes descansar nas minhas folhas, que são resistentes e aninhar-te nas minhas flores. É apenas o que te posso oferecer, pois mais não tenho..."

A fada lá continuou e só alcançava água... os Nenúfares ficavam para atrás.

Então, o milagre aconteceu e a Água revelou:

"Podes-te sentar em mim, porque os nenúfares são feitos de água, tu és feita de água e conseguirás descansar um pouco aqui, flutuando..."

A Fada lá pensou, pensou... e, quando as suas asas não batiam mais de tanto bater, deixou-se cair na Água... e flutuou... descansou... até que, com a corrente chegou de novo junto ao Nenúfar, que lhe lembrou:

"Por que fugiste, quando te ofereci um lugar quente, um colo?! Podes tentar ficar só, porque na Água só te vês a ti, ou podes ter-me a mim, que estarei sempre aqui à tua espera..."

Eli

sábado, novembro 26, 2005

Quebraram o Horizonte

Quebraraste o Horizonte ao qual assisti todos os dias como ermo...
Julgaram-me ausente, mas fui eu que estive sempre AQUI.
Como posso não estar presente, se já o estou?!...
Mas, a presença não é no espaço, mas no lume que arde...

Cumpro os preliminares - Afeição...
Dou-me conta da tua Índole...
Voltas-te e vejo Carácter, Coração...
Capacidade de revelar, converter, cativar...

Cada pedra que se soltou nesse mar,
Foi resultado do gelo que tentaste criar,
Antes de me tentares vir buscar.

Espero pelo dia em que vou voar
Para sair
Da clausura deste lugar.

O Atlântico gelou no dia em que disseste vir.
Mas, no qual que não me enviaste sequer um olhar.

Amanhã, partirás - o gelo - em navios,
Mas, só me conseguirás alcançar,
Se não tiveres medo de naufragar!


Eli Rodrigues

(como sempre)