Agora nem nómada, nem emigrante.


segunda-feira, junho 26, 2006

Dia

Foto de Eli na praia do Malhão (Alentejo) no Verão passado.
Aqui, na Terceira, a areia é escassa e escura.

Num daqueles dias em que abandono o meu lado racional, saindo quase de mim, para viver todas as emoções das quais sou capaz... existem momentos em que não me sinto particularmente igual aos outros dias. Parece que cada parte do sentir se transforma num sofrimento pela ausência e pela saudade. Quantas e quantas vezes os grãos de areia colaram na minha pele sem que eu desse conta... quantas vezes acariciaram-me os pés, enquanto eu só sentia a água debaixo deles... os olhos vislumbram as ondas e a ansiedade é mínima aos olhos de quem vive assim, não só porque aprendeu, mas porque gosta. E falar de gostar?! Sou eu, que passei a maior parte da minha vida a evitar conjugar esse verbo com destinatários para que não se banalizasse... quantos não me entendem, quando eu procurei apenas alguém que me entendesse como sou... Dá-me uma sensação de solidão, apenas porque exigi demais do meu lado emocional... e sei que ser sensível sem "escudo" é muito difícil em momentos assim. Mas o hoje passa e o amanhã será melhor, mesmo que seja difícil, tem que ser um de cada vez. Carpe Diem.
Eli
:)
P.S. Muito obrigada pelas visitas que me têm feito e peço desculpa por não as ter retribuído como merecem.

quarta-feira, junho 21, 2006

Difícil

Salvador Dali


Difícil... tão difícil...
Mas eu quero tanto.

As tempestades vieram para ficar
Não há rio que seque

Vejo-me ainda a sonhar
Permite

Por mais que escrevas com os meus dedos
Não adivinho sempre os teus pensamentos

Preciso de ti

Barco, avião, automóvel... água. Somos.

Os sonhos realizam-se primeiro no coração.


Eli

:)

segunda-feira, junho 19, 2006

Coração



Quando escrevo, inspiro-me sempre

Em alguém que faz parte de mim

Cada um é cimento, é pedaço da construção

...

Há uma viragem.

Cada dia de semente

Hoje é coração

...

Há um destino e não apenas uma viagem

Inspiro-me em alguém poderoso

...

Quantas vezes olhei para esta imagem

Esperando atribuí-la a alguém

Cujo coração batesse por mim

Como o significado de uma música apaixonante

...

Quando me escreves...

Quando me falas assim...

Quando?!

Agora. Sinto-te.

Eli

:)

sexta-feira, junho 16, 2006

GNM


http://extranumerario.blogspot.com/



Hoje (dia 16) venho felicitar um amigo pela sua obra. Eu perdi-me em páginas, onde se sente.
Sim, eu li e gostei imenso... :) TANTO!!
Um poeta nossa referência disse "sentir, sinta quem lê" (Pessoa) e o Gonçalo Nuno Martins escreveu nada para sós sentirmos tudo.
Quando lemos posts dos nossos colegas, vemo-nos lá, ou sentimos que poderiam ter sido escrito para nós, pois, neste caso, eu ouso...
Por isso, deixo-vos aqui as palavras dele:
"Eu quero olhar-te nos olhos, /E ver-te afastar delicadamente o cabelo da cara (...)" (Martins, Gonçalo Nuno; "Nada em 53 Vezes" )

E é já na próxima Sexta-feira, dia 16 pelas 21 horas, que será lançado, na Fnac do Cascais Shopping, o livro “NADA em 53 vezes”!Adivinho-te a olhar para o parágrafo anterior, e sentir uma inquietude percorrer-te cada centímetro do corpo, impelindo-te a estar presente neste lançamento. Por que não o fazes?Ao estares presente nesta inesquecível noite de Sexta-feira, estás a contribuir para uma grande causa: A minha. E a garantir que este livro te vai chegar às mãos (ou aos pés se assim preferires) devidamente autografado.Interessante, não é? Então por que não apareces?Mas se não puderes realizar esse ardente desejo de estar presente, podes encontrar este livro nas lojas Fnac de todo o país, e se por algum motivo não o encontrares, ou simplesmente preferires um exemplar personalizado, experimenta enviar-me um mail!É que longe vão os tempos em que bastava um Rolex e uma Secretaria de Estado para se poder ombrear com a Mimi, o Tópê, e restante elenco dos Morangos com Açúcar. Hoje, a ascensão é difícil e morosa. O último passo, esse, só está ao alcance de um reduzido lote eleitos: Ler o “NADA em 53 vezes”.Ousa(http://extranumerario.blogspot.com/)
Eli
:)
P.S. Atreve-te!!! HOJE!

terça-feira, junho 13, 2006

Ir


Hoje, só hoje e só agora
Queria-me entregar à poesia
E não ter que carregar
Com os incómodos pensamentos de outrora
Simplesmente queria...
Que fosse fácil deixar
Gestos
Palavras
Pontes...

Mas, neste momento,
Relembro as horas passadas a conduzir
Neste eterno momento
Sonho com espelhos a reluzir
Encontrando uma face cansada
...sonhada
Partilhada
Desgraçada

Apagada?! Não.
Que se reacenda
O sonho, o poder, o luar
Um pouco de encanto
E fazes-te desejar!

Eli

:)

P.S. Foto de Eli, numa viagem a conduzir (em Dezembro).

sexta-feira, junho 09, 2006

Prossigo...



Baixo os olhos num pensar profundo, em que me deposito... Nos sonhos, flutuo e os corações não são mais que momentos vislumbrados por asas ao passar... Prolongo o meu voo e observo tenebrosas suposições de solidão que se deseja. Procuro um sinal sem saber que já o sinto. O Inverno já foi, mas a chuva continua, para que me inspire na musicalidade das gotas e de violinos deixados por alguém ao passar... alguém que transforma espaços... como outro, que me ensinou sobre o vento e o sentimento puro. Aprendo a cada canto, a cada suspirar de alívio e de mim. As raízes acabam onde começa a vida, mas, sem elas seriam apenas palavras mortas, mesmo que, poderosamente apetecíveis. Gritei por ajuda em todas as línguas que eu conhecia, mas, parecia que não era suficientemente clara para ser compreendida, até que a comunicação não se fez mais por palavras, nem houve uma única interpretação que me limitasse o sonho... Uma sombra de chuva, um sorriso na face, uma paz minha e prossigo. Tudo muda. O que dantes era fraqueza, agora é mais forte. O que outrora fora dúvida, agora é certeza, pois mantenho a fé na inspiração e não hei-de apenas sobreviver, mas seguir feliz. No sentir de mim, prossigo.

Eli

:)

P.S. Foto por Eli, aqui...

domingo, junho 04, 2006

Nunca estou só



Existirá sempre um pedacinho daquele azul em mim, pois sou feita de tudo o que já senti e já aprendi, mesmo que já tivesse sido o tempo do azul de determinada pessoa.
Virá alguém que me fará ouvir música de guitarras, que se deleitam com o prazer de sussurar moradas e destinos ousados e bravios... E mais uma linha será escrita a seguir à outra...
Seria eu capaz de passar toda a minha vida sem me apaixonar?! Esse pensamento não existe numa pessoa como eu. Já me apaixonei tantas vezes, que não sei como seria não acontecer...
Quando estou "assim", entre sentimentos fortes, ou seja, quando já não os sinto, mas sei que vou voltar a sentir, sinto uma segurança enorme na vida que carrego e que imponho, não pondo nada em causa.
No entanto, existem alguéns, que sofrem mesmo ao meu lado e, debaixo dos meus olhos, não posso minorizar essa dor, mas a minha "missão" está sempre relacionada com os outros.
Ainda não cumpri. Não. Mas, a cada dia que passa, sinto que estou no lugar, onde deveria estar. Mas, outras vezes, parece que estou a viver noutra vida. No entanto, nunca deixou de ser a minha.
Declaro a presença de anjos a colorir o meu caminho. Não existem porquês. Esses são os que fazem simplesmente parte. Preciso e necessitam-me... Resisto à ambiguidade das reticências.
Não deixarei de me permitir de sentir, seja o que for, pois só assim a intensidade continuará a ser parte de mim. Meu ser estará sempre ao meu próprio alcance, mesmo quando me escapo.
A dormir sonhei novamente com caras que desconheço. Acho que sempre me aconteceu. E com um sorriso, não apenas sobrevivo, mas vivo a cada dia de sonho na alma e...
Eli Rodrigues
:)
P.S. Foto de Eli.

sábado, junho 03, 2006

Qualquer

Salvador Dali

Vou contar ao vento
O quê?!
O que vai na alma
... e o que lamento?
Não esperes nada, sê.
Não me peças calma
Se rodopio no ralo do tormento
E... peço-me...
E... despeço-me de fantasias e ambições
Desmedidas às janelas de luzes
Pedidas, salientadas
Solicitadas
Com o bater de cada tecla de música
Numa rima que outrora existiu
Numa nota ritmada
Mas, acima de tudo desafinada.
Paz repousa.
Quando passa, sente frio.
Alma confusa
Quando vem, acende o pavio
E... numas palavras simples
E olhares fugidios
Fazemos o nosso ser
Continuar os sonos vadios
Os sinos embalam uma aldeia
Que nunca aspirou a cidade
Os demónios urgem nas esperas
Das mulheres sensíveis
Para lhes aguçar beijos
Desesperados de desejo
Anseios perdidos
E borboletas a voar
O vento?!
Esse já foi. Passou
Qualquer dia escrevo. Hoje, nem palavras trouxe para atirar.
Eli
:)

quinta-feira, junho 01, 2006

I want...


Eu só quero Paz.
Eli.
P.S. Thank's for comments.

segunda-feira, maio 29, 2006

Plim



Plim Plim Plim...

E a música de embalar bebés continua... plim. Era uma vez...

Num país pequenino, num espacinho que ninguém conhecia, uma alma de anjo saiu do corpo de um menino e veio adormecer junto à campa dos sonhos. Ali se deixou ficar...

"Aqui jaz, quem soube dar tudo e continuou a ser cada vez mais."

Não chores. Não circulaste com cuidado, mas viste a tua alma ir e deixaste, porque, em voos profundos quiseste não estar sem sentir, porque te entregaste ao cúmulo do monte quando tudo parecia uma só fantasia e... ama-te a cada sorriso que te dês, e devora-te em cada doença, pois é na cura que está o maior pedaço de terra. A doença é o mar, onde não podes viver com o que tens agora, mas apenas com o que és.

Um dia, criei um guia na mente e olhei-te sempre assim. Ouço-te a contar-me rasgos de orgulho, em que apenas vejo o brilho dos teus olhos... às vezes precisas de três rodas atrás, quando soluças e te sentes pequenino... sim, eu sei... mas, quero fazer o que tiver ao meu alcance e, neste momento, além de te abraçar, também te dou o meu colo, para que repouses... mesmo que não precises, mesmo que não seja o momento de desespero... mas já pensaste que também é difícil apoiar quando alguém está mesmo bem sem o puxarmos para o nível em que estamos. Quando estiveres lá em cima, puxar-te-ei mais para cima ainda! Sê sempre como és e serás cada vez mais feliz*.

Os abismos de cumplicidade são inspirações que se vêm sem olhar...

Eli

:)

P.S. * Frase escrita por mim há alguns anos. Foto foi tirada por mim...

sábado, maio 27, 2006

Companhias


2006.05.26

Não tenho um diário, nem com linhas, nem com argolas, nem...
Hoje aconteceu uma coisa que jamais esquecerei. Foi como um marco. Não, não estou a falar de Amor, nem de saudade, nem...
Estou simplesmente a escrever aqui como escreveria num caderno de capa negra que me persegue e ao qual me entrego sem regras, sem cuidados, sem barreiras, nem tabus... onde sou o todo do eu e tudo o que sentir... onde posso exagerar, sonhar, riscar, chorar...
Hoje não aguentei. Foram tantos meses a corromper o vaso que estava cada vez mais cheio de repressões, de paciência, de aguentar... e... e... nunca transbordava nesse lado. Sempre forte e segura. Sempre. Consegui. Até ao dia em que solucei. Este dia. Tão poucas vezes solucei na minha vida. Lembro-me do descontrolo delas e, talvez por isso, hoje, sinto esta tarde, aquele momento, como um sinal de que não consigo tudo com frieza, dedicação, ou trabalho...
As minhas forças sempre me pareceram ilimitadas quanto ao controlo de emoções. Mal ou bem, consegui sempre manter aquele lado... e os outros...
"Desculpa"
Não, não quero desculpas de quem me magoa todos os dias. Eu... sempre soube receber novamente de ouvidos atentos e sorriso no olhar. Minha voz amável e serena não é para quem não a merece. Será ignorado mais do que nunca até que sinta a minha falta e também soluce.
E... quando olho à volta e vejo duas dezenas de sorrisos... uns ocultos, outros evidenciados, sofrendo comigo, mas sorrindo, dou-me conta de tudo o que tenho que aprender... mesmo que não possa ser natural, serei sempre eu mesma em tudo o que faça... mesmo que sofra.
Evidencio os laços que me unem a eles e a duas meninas (grandes) que fazem parte da minha vida mais do que imaginam... a elas e a todos eles, o meu agradecimento. Hoje é só assim, mas é muito de mim e pouco de Eli.
Junto a mim,
No esplendor da sua presença
Está cada alma... assim...
Embrulhada em cada trança
Mimada por beijinhos
Em cada bola jogada
Esquecendo beicinhos
Não quero objectivar mais nada
Nem mais um tiro na madrugada.
Eli
:)

P.S. Foto tirada por Eli (às amigas).

quarta-feira, maio 24, 2006

Teu rosto



Em cima do sofá,

Com um lápis descalço,

Numas folhas brancas e perdidas,

Desenhei no teu rosto,

Um pedaço de serenidade e nervosismo...

Cada traço a preto, a cinza, a acabar, a ti

Revelavam muito... tanto.

Depois, o teu rosto era estranho

Mas... eu só te via a ti.

Então, risquei outro branco aos bocados

E... num poema ajudado

Senti os teus traços

Em palavras de desejo rasgado

De ternura

De anseio

De bravura

E... abraça-me com esse sorriso escondido...

Afaga-o nos meus cabelos...

Eli

:)

P.S. Desenho por Eli.

domingo, maio 21, 2006

Queria não sentir


Queria não sentir.
Só hoje, só agora, só neste momento em que as veias estalam de tão secas pelo sangue que me é congelado. Mas, mesmo assim, não deixei, ainda, de sentir. Já não há vermelho, nem cores que revelem sopros de vida, mas continuo a sentir. É apens um toque de sinos de sobrevivência, onde rasgo palavras e atiro-as nos becos... não estou perdida, porque me acho em abismos. Se soubesse que a morte era um intervalo, pedir-lhe-ia para me acordar quando chegasse a altura de viver. Não há qualquer gota de sangue que tenha ficado para me mostrar viva... minha pele é um resto de branco sem mais, sem faquear, sem...
Se não sentisse, seria fácil.
"Nem sempre o que quero é o melhor para mim." Disse-me a Susana Rocha, uma vez, concluindo.
Hoje, sinto mais do que nunca que o que quero não é bom para mim, pois baseia-se em contradições estúpidas e sou cruel para mim quando me chego a perder dentro do abismo que conheço... mas mesmo este é mais do que um lugar sombrio. É um espaço onde me deixo flutuar apenas para me lembrar de mim enquanto sonho de sentires... e a fluidez dos líquidos não jorra nesta alma ensanguentada. Morte seca. De que valho sem sangue?!
O progresso da alma é lento devido às regressões.

Eli

:)

sexta-feira, maio 19, 2006

Pedaço de Sonho

Sussurando uma música que ouço, vim só aqui sonhar assim, baixinho, para que ninguém me ouça...
Vem aí alguém...
.
- Eli?! Por aqui a estas horas?!
- Não tenho outras. Estas são minhas.
.
Já estou só eu outra vez... ah! Eu e o sonho...
Uma lágrima vibra na alma, mas não tenho vontade chorar. Há algo dentro de mim que é tão forte e me faz feliz a cada momento...
E chego ao meu espaço e os meus companheiros saciam as respostas às minhas perguntas ténues. Conseguirá alguém ser-me objectivo na alma?
.
Os meus refúgios não são mais que lógicas apenas por mim decifradas e por alguns entendidas que, embora não tenha escolhido, foram escolhidos por Alguém que me entendesse. Hoje, até referia nomes... mas quem poderia não citar?!

Ei! Vou arrancar um "obrigado"
Que tu nunca ousaste ser tão bem soletrado
Mesmo que não me deixes penetrar
Nessa teia tão fina sem partir
.
As suas linhas de seda branca
Serás tu a colocar
Pétalas vermelhas onde eu não cair...
.
Cada porta sua tranca
Não a viste escancarada?!
Nunca esteve, nem por paixão, nem por arte...
.
Só o olhar da "Outra Parte"
Trará o sinal... e será amaldiçoada...
.
...a alma que me amar o âmago.
.
Eli
.
:)


Eu disse que só tinha vindo sonhar!!! Quem me mandou sonhar aos bocados?! Vou sonhar só quando vier aqui... Hmmm... Boa ideia... (I can't)!


:)

P.S. Fotografia por Eli (Lagoa das Patas - Ilha Terceira).
Todos os escritos publicados aqui são da minha autoria, excepto os devidamente assinalados como citações.

terça-feira, maio 16, 2006

Regressos


Não me tenho atirado por abismos

Não tenho recorrido aos nervos para me vestir

Pois a ansiedade esteve dentro de mim

E o negro foi morar num barco a partir

.

Vou pôr a música alta e gritar como quem sente
Vou subir montanhas e não me afectar pela altitude
Quero que desças cá abaixo e me olhes de frente
Sem esperar que esperes de mim, magnitude.

Eli

:)

segunda-feira, maio 08, 2006

Queres?




Eu queria que esperasses por mim
Ansiosamente
Com quem conta os minutos
De um relógio teimoso

Eu queria que sentisses na barriga
Esta impressão de querer
Subtilmente
Passar os dedos pela pele...

Eu queria ouvir passos
E ao virar da esquina
Ver-te a ti
E não à imaginação

... dos teus olhos.

Quero que as tabelas das possibilidades
Não se rejam pela maltratada razão

Quero que gráficos de barras
Sejam baixos em estatísticas de desilusão

Às vezes queria que apenas me fosse gritado um “não”
Em vez de sempre mo sussurrarem
Sem saber ou não...

Mas sei.


23:19 Açores
Eli
:)
P.S. Fotografia por Eli.

quinta-feira, maio 04, 2006

Pensar

.
Deixei de me recordar
Prontamente de cada imagem vista no céu
Deixei de me lembrar
De cada sinal que assumi como meu
.
Parei. Fiquei a pensar....
Simplesmente num sonho que morreu
Mas, o fim não está na morte?
.
Então?! Para quê escrever
Sobre memórias de fado e de sorte?
Então... para quê sofrer
Se cada dia é pedaço de céu
Se vivo comigo...
.
E não devo o meu sorriso...
... nem ao mais belo homem que passe... Amigo,
No entanto, sorri aos belos olhos estampados nas palmas
De cada um que pise o chão
... da minha vida
Rodo um só coração
... em poesia.
.
Poemas dedicados a cada virar de página
E sorrio com a fantasia
De soletrar um verso ao despertar.
.
Eli
.
:)

terça-feira, maio 02, 2006

Azul

Imagem de Eli

Perdoa-me por escrever um poema ajudado cada vez que penso em ti, mas queria que a música não fosse necessária tu, a tua voz... Perdoa-me por te bombardear com pensamentos em mensagens de embalar, só porque gosto de te mimar. Gosto sim...

Não é amor... não é beleza, não é atracção, não é sonho, não é pesadelo, não é um só sentir, não é apenas um pensar... É um abraço que sinto envolver-me cada vez que nos perdemos em estórias... é tudo o que tenho...

Não és um segredo... és um mistério além do tempo e do espaço e... quando me “namoriscas” eu observo-te com um sorriso penetrante que te invade as tuas regras, sentes saudade e queres logo abraçar-me. És estórias repletas de ternura e apetece-me mimar-te assim.

Eli
:)

O fundo azul



Quantas vezes me perco em pensamentos e me lembro de ti e sobre o que me dizes, de como me fazes sentir... No entanto, depois lembro-me de como já me apeguei às pessoas tantas vezes e passei maus bocados devido à minha espectativa... no entanto, da outra parte haverá sempre alguma, que eu, com a minha frieza prezo em dissipar tantas vezes.

Em tudo o que me envolvi me entreguei, sou eu, mas quando me aceitam, não é só à minha alma dissecada do corpo. Além disso, seria impossível não ser composta por aqueles que considero parte de mim. Sou também o que vêem em mim, os sentimentos que têm por mim... sou tantas vezes o meu nascimento e a minha morte em fatias... nunca fui apenas aparência e, agora, sou quase e só interior. Neste interior revelado em palavras, sou um ente, não chego a ser gente... e sou as relações humanas e sou muito mais do que isso, porque a cabeça não me permite apenas um só sentimento, um só coração... que é vadio acima de tudo.

Eli

:)

sábado, abril 29, 2006

Mais!


Salvador Dali

Mais do que um simples toque...
É o sorriso que trazes pela manhã
É a dentada, o olhar e o toque
Que dás nu, numa maçã...

Cores?! Aquelas cores. Nada de paletas.
Talvez o rosa, o qual nem gosto nada
Mas, mais do que estúpidas ilusões ou tretas
Temos as frases sussurradas pela madrugada!

Apenas mais uma quadra neste manto negro
No qual me deito e deleito outra vez
Numa envolvência só minha, que ergo
Estro, eminência, sensatez...

... À inteligência que me consome
... Às palavras timbradas e tolerantes
... Ao momento de soletrar o teu nome
... Aos tentadores e consentidos beijos sufocantes.

Eli

:)

quinta-feira, abril 27, 2006

Abraço!


A minha face destapa-se a cada olhar
A cada um dos teus sorrisos de alma
De cada palavra proferida a pensar
Em mim agitada, serena e calma

Conheces-me assim... num soluçar
De palavras subjacentes ao mimo
És especial, vieste para ficar.

A tua voz sussurrante serena a minha
Num azul de mar que verás comigo
Tal como te pedi em horas tardias
Dás-me a tua mão, meu amigo...

Talvez tua mão não chegue...
E num abraço
Mataremos o tempo e o espaço.

Mais?!

Isso Agora... :)

Eli

:)

P.S. Todas as imagens deste blog, sem identificação, foram retiradas da internet, cujo endereço não possuo.

segunda-feira, abril 24, 2006

Nevoeiro...

Foto de Clifford Ross

Eu again!!!
Parece-te o preto algo que não trago em mim? Brilharei demais neste nevoeiro de tamanha dimensão?! Talvez não. Talvez nenhuma objectiva consiga obter a imagem do meu Eu para ti. Sou tudo o que te escrevi em cartas intermináveis, pois nunca lhes puseste o fim e o meu terminar é sempre um meu sorriso.
Tu...
Reticências de tua alma lançadas supostamente ao acaso. És muito. Enviei-te apenas reticências, porque não saem as palavras quando há tanto. Tudo já fora descrito tantas vezes, mas haverá sempre um poema para escreveres, haverá sempre um sorriso para me enviares, estaremos sempre nalguns lugares só nossos pela forma como nos lembramos deles... Os meus pensamentos estão claros e teus olhos me dirão as minhas certezas... são as tuas verdades e és especial... por mais que possa parecer qualquer outra coisa... as tuas letras resumiraram os passos recatados que permitiste...
:)

O nevoeiro é um ponto
De umas reticências entregues nos meus dedos
Em palavras encontradas
Numa alternância significativa
Entre dúvidas capazes
Entre tomadas de mãos que se partilham

O nevoeiro está denso
Assim... prossigo na obscuridade
Apenas caminho, calma, cúmplice
Aguentando... esses remos que me querem levar
Mas vou... onde só vai...
..."quem não tem medo de naufragar"...

Eli

:)

quinta-feira, abril 20, 2006

Tempo no Espaço


Encontro-me no meio do tempo
Em que escrevo palavras à deriva

Dantes escrevia quando precisava
Agora, neste espaço, a alma está viva
Sempre que me deixo levar
Por músicas
Por cordas de embalar
Por mim,
... pelos que me podem tocar

Podem ser de aço
Ter força para segurar
Poderão permanecer cá em baixo
Sem força para me levantar...

Mas, tanta meditação
Acabará por nunca decifrar
Moedas em espaços
Que não posso pagar

Sou uma meta ultrapassada
... à morada que encontrar
Tenho umas linhas de chegada
Que me podem enforcar!

Trato-me com arrogância
Tantas vezes, só para não acreditar...
Em que, cada palavra, a inteligência
Permanece em gestos, impulsos e no não esperar.

Dantes, desesperada,
Apenas explodia poesia
Em dias de desânimo, paixão, tristeza, cobardia...
Aqui posso permanecer parada.
...
Aqui, soube manter-me, achar-me, desejar-me...
Adoro o feedback... Obrigada.
Em cada vislumbrar de gotas, vou saciar-me.

Pois, só assim consigo sobreviver
Não me deleito apenas em papel e velas arder
Mas preciso, anseio e contorno sempre sentir
Para, em passagens paralelas, conseguir
Este olhar (expressivo e desconfiado) manter
Num triste, mas doce caminhar
Sob bandas sonoras de um sonhar...


Eli

:)

Este Espaço faz um ano dia 20 de Abril de 2006.

terça-feira, abril 18, 2006

Dualidade


Capacidade de sonhar com montanhas cada vez mais altas
Deixar-me levar pelas marés com nomes de meses quentes
Sou pertence desconhecida de conhecidos que são
Apenas energia... mesmo quando na presença me faltas
Mesmo quando tudo é um perpetuar de mentes
Um olhar transversal desvenda partes da minha razão
Não...

Subir à montanha mais alta e procurar respostas.
Ando perdida e não quero ser achada
Cada pista que deixei atrás das costas
...foi por mim apagada.

Apenas me quero e à consciência
Que me liberte para... simplesmente...
Consumir-me
Respirar-me
...

Sem precisar de clemência
Sem matar meu lado exigente.

Eli

sexta-feira, abril 07, 2006

segunda-feira, abril 03, 2006

Lugar de sempre...

Foto de Eli

Resumidamente...
Parece tão pouco tempo aquele que já circulei
Já me prostrei,
Me esqueci e... efectivamente
Me lembrei...

Quando olho para aquele lugar
Não vejo sempre o mesmo espaço
Nem o mesmo céu
Nem o mesmo encanto do desejar
Nem me puxo pelo braço
Nem sequer sonhei que fosses meu

Trago fantasmas em passados
Pouco lembrados e nada esquecidos
Mas, pediste-me de olhos arregalados
Que te levasse até aos gemidos

De choro, de impaciências,
De acreditar
E de sorridentes crenças
Levo-te ao meu mar

Porque assim o desejaste.
E...
Não quero ir sozinho...
Sabes os versos que cantaste
Anseio ouvi-los de mansinho...

Eli

:)

sexta-feira, março 31, 2006

Ergue-te

E... no tombar dos sinos
Badaladas serei
E... ao chegar o fim,
Silêncios romperei

Não me fui embora,
Ainda.
Não me deixaste

Numa das pressões do fantasmagórico cenário
Fingi-me bela... alma poderosa

No chão te prostraste
Abusando do abecedário

Para que a poesia moribunda e manhosa
Me obrigasse a ver cor

Andando em círculos...
À volta de
"não"
Apenas esse tambor
Tocaria vezes sem fim
Para eu acreditar na recusa do Amor
O que um anjo deleita
Sofre, mas rejeita.

Sabes da tua alma feminina... de amigo...
Sei eu, mas não conto, nem a ti
Pois, esse caminho que faço contigo
Escolheste caminhar sozinho

Quando as lágrimas o forem
...essas que não vês, sente-las.
Quando me deixares cartas embalsamadas...
Saberás, no sentir, que a entrega pode ser maior
Mesmo não engendrada nome do Amor.


Eli

:)

terça-feira, março 28, 2006

O Vulcão



Era uma vez um Vulcão. Um dia entrou em erupção, explodiu força e fogo, cuspiu rochas negras e frias, quentes e fortes e foi feliz assim. Um dia, deixou-se ficar, ficar, ficar e, quando deu conta, já estava a dormir. As ervas, daninhas e felizes, cresciam à sua volta, dentro de si e... a pouco e pouco foi-se transformando numa montanha de pedras e de vegetação verde viçosa e... pedras. Ora, o Vulcão, mesmo adormecido, achou que aquilo não era vida, mas não tinha força para rebentar again. Estava demasiado frio... Ele morava numa ilha. A Terceira a contar do Sol. Passaram-se muitos anos, até que um dia resolveu que aquilo não poderia continuar assim. Só ficava e pensava. Só estava em paz e nada fazia... Não sabia como rebentar... Pensou, pensou, pensou até que começou a deitar fumo. Deu-lhe uma enorme vontade de sorrir e a alegria fê-lo acreditar que voltaria a ter a força de verdadeiro Vulcão. Ele inquietou-se, pois só deitava fumo durante semanas... Cheirava a enxofre à sua volta, mas... nada de magma... apenas rochas negras do passado. Foi-se deixando ficar, onde estava e achou que nunca conseguiria sair dali... perdeu o ânimo e ficou-se pelas reticências da beleza, das aparências de paisagem e todos se esqueceram da força que outrora fora. Apenas admiravam a sua aparência...

Eli

:)

sábado, março 25, 2006

PeixeS

Salvador Dali (again)

Quem for peixe, como eu, sabe o que é ser consumido e consumir-se até à espinha...
LOL
:) (:
Eli
:)
P.S. Mais logo escrevo o post! Eh eh!!!

quarta-feira, março 22, 2006

...Deslizo

...Profundamente, deslizo

Entro em transes absurdos

E sussurro um sorriso

Viajo como palavras em filmes

E gosto do cinema em série

Voo um pouco, flutuo

Vejo-me em câmaras escondidas

Em corações enclausurados

Em cobiças escondidas

Intuitos calados

Por mordaças invisíveis,

Transparecendo o que não foi

O que não fui, o que não foste,

O que sou e não

Deixei de ser

...

Volto-me, afável e viro cada página ateando fogos

Com uma sede de viver absoluta de águas frias

E os verdadeiros homens não são iguais

Apenas os sintomas são análogos

De mortes e magias

Demais...

...

Deixei de ser

O que não sou e não

O que não fui, o que não foste,

Transparecendo o que não foi

Por mordaças invisíveis,

Intuitos calados

Em cobiças escondidas

Vejo-me em câmaras escondidas

Em corações enclausurados

Voo um pouco, flutuo

E gosto do cinema em série

Viajo como palavras em filmes

E sussurro um sorriso

Entro em transes absurdos

Profundamente, deslizo...

Eli

:)

segunda-feira, março 20, 2006

Criador

Ora, nem sei falar sobre quem cria, sobre quem proteje, sobre quem exercita, sobre quem elege... mas sei falar de mim. Não criei ninguém. As minhas ideias são de outros que não foram escritas deste modo e ser original era inventar palavras com as letras que alguém inventou através de alguém que já tenha criado material para isso... afinal, nós somos todos um, não devemos isso, mas... e, com o mínimo de inteligência, damos conta que algo novo feito por nós, precisa de outrem, pois, por mais individualista que eu seja, nunca faço mesmo nada sozinha... é impossível, pois utilizo tecnologia que outro inventou, uso palavras que aprendi...
O Criador. Não o defino. Mas, penso em quem cria outro alguém dando de si a essa pessoa... Os criadores definem o nosso futuro... somos criaturas criadas...
Afinal eu sou apenas mais uma a tentar incutir ideias em crianças, que nem sempre reconhecem valores, que não se dão conta de se existirem como seres portadores de ideias próprias... afinal a personalidade de cada um é um conjunto de vivências que se associam a uma herança genética...
E Ele pega no seu filho, cria-o para que prossiga sozinho, mesmo que caiam lágrimas...

Eli

:)