Agora nem nómada, nem emigrante.


terça-feira, setembro 26, 2006

Inspiração


Roubei-te a inspiração. Negros foram os túneis que tiveste que percorrer sozinho para a encontrar. Egoísta, guardei-a para mim, para que me a viesses pedir encarecidamente, de joelhos, rastejando, para que com um sorriso, te desse a minha mão, não para te erguer,mas para te manter aí, aonde eu te podesse controlar. A fonte de palavras ficou para mim, mas, sendo minha e não tua, não a soube usar e nem a música me salvou. A inspiração estava guardada, esperando para ser usada, calculada e aumentada, mas eu pensava que, se a usasse em pleno, ela poderia tornar-se cordas de guitarra e afastar-me das letras. Então, olhei para ti e não te vi. As imagens de ti jã não eram doces como o pôr-do-Sol, eram apenas uma prisão do que eu quis e não vi e do que eu tive e nunca prometi. Mas, as cordas da guitarra servem para serem tocadas. Libertei o feitiço e feiticeira me tornei, quando assumi a minha postura menos imposta. Rasgaste algumas das cordas da guitarra, mas ela soará cada vez melhor com notas rasgadas, porque será como eu. Imperfeita.

Eli

:)(:

Foto de Eli. Escrito ao som de "My Immortal".

quinta-feira, setembro 21, 2006

A Espera


Um fechar de olhos penetrante. Um lugar, onde só toca a alma de quem ama. Um todo e um completar de beleza e de inspiração que baila a cada nome, pronome, verbo, adjectivo, suspiro, silêncio...
Shiu!... E as palavras flutuam sem voz na mente sentindo poderes sobrenaturais, flutuando sozinhas e com vida própria. Silêncio. Queda. E continuação. Mãos. O calor consome o frio. O cobertor envolve os segredos. Os poros abrem-se à exaltação dos sentidos.
Estro. Consagração. Concretização.
A espera não me leva à janela, nem me traz ansiedades desmedidas e incontroladas. A espera sabe-me a satisfação.

:)(:

Eli

P.S. Foto de Eli.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Estou em ti.



Perco-me tantas vezes na procura de respostas que não existem claras para mim, como eu gostaria de as dar. Volto-me tantas vezes para locais que não me dizem nada, apenas para continuar no silêncio em que me exijam palavras. Estou muitas vezes presente apenas na percentagem necessária, que conduz um carro, que reage a estímulos... porque o meu verdadeiro eu não está aqui...

Eli

P.S. Foto minha (das preferidas) digna de um post bem melhor... mas hoje é ela que fala por mim...

domingo, setembro 10, 2006

O Respirar


Deixa que o brilho
Mostre além do rio
Deixa que a capacidade
De te respirar
Me deixe revelar
Lágrimas de saudade

Digito letras que não te dizem
Nada sobre ansiedade
Nem sobre a forma de ... amar.

Não me basta ser inspiração
Não me basta permitir

Leio o que marcas no chão
E o que suspiras a sorrir...

Eli

:)(:

P.S. Foto de Eli.

Cogumelos


São perspectivas. São palavras. São sonhos. São cogumelos.
São árvores e paredes camufladas por cabelos esvoaçantes, como nomes de aves raras e significantes para corações atentos e cultos.
Sinto-te a aprender em mim e que te aprendo todos os dias, sentindo mais e mais...
Sinto-te a crescer em mim e os ramos das árvores florescem apenas com folhas verdes que se tornam castanhas ao nosso olhar e as cores são sons nos meus ouvidos pálidos e esquecidos de passado.

Eli

:)(:

P.S. Foto nossa!

quarta-feira, setembro 06, 2006

A Lua desta Noite


Entrelaçaram-se as folhas, enquanto as mãos assobiavam como pássaros. Não é da exactidão, nem das certezas que o cálice bebe, ou entorna... ele existe em cima da montanha.
No momento de exactidão, a água parou e bebeu do tempo e do momento. Milhares as aves que não fizeram observações de homens destemidos.
As histórias incapazes prevalecem, as palavras vindouras não aborrecem, porque sabem a beijos consentidos.
A cor não é definida...


Pé ante pé, reconheço-te nos ramos das árvores, em que escrevo apenas as linhas de uma história não escrita, apenas surgida, contada, consentida. Abraço o momento da Lua além dos nossos olhos.

Aquele astro envolto em nevoeiro. Noite cúmplice. Entrelaçam-se os ramos das árvores cinzentas pela noite... perde-se o castanho e o verde e o caule é um tronco de emoção.

Eli

:)(:

P.S. Foto de Eli.

domingo, setembro 03, 2006

Quando


Quando as pedras se encontram nos mistérios da água e falam com olhos de canção...
Quando cada rocha sussurra ao ouvido o ténue da cor absorvida nas gigantes sensações de paz...
Quando em vez do sim se ouve um não e este não entoa, pois só o outro faz sentido...
Quando uma corrente abraça a outra e se tornam rio de braços dados até no mar se tornar...
Quando os espelhos reflectem a música de palavras esquecidas de tempo e espaço...
Quando...

Eli

:) (:

P.S. Foto de Eli.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Vou...

Vou. Cada passo que dei em falso, me fez cair, mas também me fez levantar. Cada amigo que me segurou nas mãos da alma desejando-a a sorrir, também me deixou cair, mas nunca deixou de estar lá... Percorri estradas muitas vezes duvidosas, mas na luta tive o sabor de me sentir recompensada por fazer o que me mandou o coração e este doido não se deixou render e... ainda bem! Hoje, posso dizer que ter vivido um dia de cada vez, não tentando dar um passo maior do que as pernas, nem marcar pegadas que não fossem apenas as minhas, fez com que não estivesse sozinha, apesar da solidão ser uma condição parte da minha personalidade! Os meus pés vão conduzir e os meus passos guiar... uma dança que me guiará, assim como ele, que me deu a mão.
Agradeço de coração a quem mora nele.
Eli
:)

P.S. Foto de Eli.

sexta-feira, agosto 25, 2006

As Nuvens


Regresso às gotas do passado

Que deixaram-me fios

Para constituir o tecido que sou agora

.

Os registos revelam um sentir

Envolto em chuva e em geada

.

Mas, consegui sempre sorrir

E, hoje, sinto-me desejada

Não há atalhos a surgir

Não me sinto atrapalhada

.

Há palavras que não se escrevem

São ouvidas no brilho, no cheiro...

Há nuvens simples e sombrias

Mas, vejo o céu por inteiro.

.

As sombras ditaram-me a cor das rochas

Onde caminho sem pousar os pés

Onde flutuo em nuvens minhas e...

Onde tens acessos ilimitados

Onde te ergues como meu ermo

Na fantasia de sapateados

E danças bem reais

Porque a música...

... já me inspirou!

.

Regressas ao meu estado de felicidade e completas-me na realização dos nossos sonhos.

.

Eli

:)

P.S. Foto de Eli.

sábado, agosto 19, 2006

... We?



Em cada palma a saudade

Em cada passo, poesia, sou.

Lembras-te do que trazia em cada mão?!

Naquele sonho que te decepcionou?!

.

Será o vermelho que não viste?

Será que não sabes a cor da paixão

Da qual fugiste...

.

Observas as cartas que não recebi,

Resgatas-me por segundos,

Para depois me deixares novamente...

Regressarás à intersecção dos nossos mundos?!

.

Vejo-te por aí

Onde o teu olhar

Não me pode alcançar...

.

Ou terás coragem de lutar todos os dias

Pela imagem do meu sorriso

Pelo som da minha voz

Por mim...

.

Existem muitas lágrimas por enxugar

E tu não sabias, mas eu ainda estou aqui...

Até quando não sei...

Entoarás o poema que nos fará dançar?!

.

Eli

:)

.

P.S. Foto de Eli, tirada hoje, aqui...

terça-feira, agosto 15, 2006

Vivo!



E parei mesmo ali.
As ondas de calor banhavam os rostos da lenha...
Foram trazidos poemas soltos em agulhas de consertar.
Às vezes os toques profundos não se vêem.
...Ou o mesmo carro só passe uma vez.

No escrito do quarto, só o amor é o talvez.
Os pingos de tinta são as gotas de suor das paredes.
Encontrou-se frente a uma árvore.
Quis lutar com ela.
Bocejou.

Acredito que existem sempre dias melhores. O outro dia será sempre melhor no nosso pensamento e a segurança do que foi não será mais desejada!

Vivo-o...

Sou muito mais do que isto. Sou o Teatro que assisti, no Sábado. Sou o cinema que vi esta noite. Sou o completar de tantos à minha volta, que se identificam com o pouco que tenho. Sou alguém que anseia a verdade nua e crua ao invés de qualquer falta de palavras. Eu gosto das palavras, gosto que as usem. Apaixono-me com elas, através delas... Gosto de ser, existir, viver, sorrir...

Eli

:)

P.S. Foto de Eli.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Quebras


Ensurdecedora a música que faz com que não ouça mais nada. Apenas me embala esta música que me envolve, não há mais nada, não me possui, apenas está em mim. O tempo deixou-se ficar, cambaleando até ao meu regresso. Não vivo, não sobrevivo, apenas olho com os olhos dos que me baixam o volume... mas, de que vale ouvir mais algum som?! Eu só quero a música. Um dia, um homem especial, ofereceu-me uma ampulheta, o meu objecto preferido, já que tinha aprendido a esperar por ele. Ele ensinou-me com a sua alma meiga e gentil... mas, de que valeram todos os sinais?! Passou o tempo e passou ele, ficando como uma óptima recordação e o objecto contou o tempo do que viria a seguir. Os sinais mostraram-me apenas o caminho da aprendizagem. De que vale sonhar com momentos certos, se eles não existem?! Como areia escura antecipada, o rumo me foge por entre as mãos... como uma tela abandonada pelo pintor que a deixou a meio, pois correu em busca de equilíbrio... e a Psicologia não traz mais nada que o Carpe Diem de tantos momentos em que sorri, dancei... para quê escrever a alguém que não responde?! Ora... porque eu vivo cada momento e foi assim que os vivi até que descobri que tinham acabado e não tinha a retoma das palavras... e... deslizarei mais?! Flutuarei mais daquela forma escorregadia entre lençóis?! Ah! Como cada pensamento me leva a mais e não a menos do que já tinha. Não conquistarei, não serei conquistada. Acontecerá um belo amanhã envolto em pétalas sedentas de toques quentes e profundos... e embalo-me numa música alta que me inspirará outras danças...
Eli
:)

terça-feira, agosto 08, 2006

Retorno ao lugar

Quando nos vemos rodeados de gente, temos tendência para nos "perdermos" e nos distrairmos das faces. Há um espaço dentro de cada um que é só seu. Não vale a pena arrastá-lo para as tentativas de não solidão. Esse lugar só quer o escuro, mas o negro não é apenas um escape, mas um refúgio que já vai longo de tanto se imperar...
Uma vez disse "mais valia nunca deixar de estar sozinha". Estava em tamanho sofrimento, que parecia que não tinha o meu lugar, onde estar apenas eu!
Quando é que deixei de me identificar comigo mesma e passei a projectar-me para o outro?! Gostei assim tanto dele, que parecia ter perdido o chão, quando ele se retirou?!
Será que as cenas deste teatro serão sempre o mais difícil de representar?!
Estaria apenas à espera que ele representasse o seu papel?!
Esperar...
Um homem que chega de olhos fechados e se deixa embalar por mim, que se deixou comover, que se sentiu desejado... será que eu não vi o que ele viu e não entendi?!
Poderia ele ter optado por me escolher, apaixonando-se... e por me abandonar?!
Ora... eu fiz o meu papel e... mais uma vez retorno ao meu lugar sombrio para tantos, mas meu, onde ninguém entra.
Decidi que os sonhos no ar não constroem nada e não aprendi nada... quiçá...
Só quero estar EU.
E... só assim estou bem!
Incrível! Como é que queremos estar melhor e nos deixamos levar, abandonando a frieza que nos protege, para depois tentar encontrar apenas o caminho de antes, mas não finjo que nada aconteceu, por mais que consiga ignorar.
E... volto-me a mim, num sorriso tão enorme, que não cabe em mim a felicidade de me recuperar. E... continuo assim, Eu.
:)

quarta-feira, julho 26, 2006

Simplesmente sonhos...

Começo este texto pensando que não vai dar para pôr sequer uma imagem, pois estou num local público... apesar das minhas tentativas de ter internet em casa...

Mas, era para começar a escrever sobre uma história... do tipo de "era uma vez"... uma história apenas... mais uma.

ONCE UPON A TIME...

Numa noite destas, se tivesse net, tinha escrito sobre o barquinho onde navego, mesmo não vendo a água e de um navio, onde navega uma outra pessoa...

Duante algum tempo, ele dispôs do seu tempo para estar à beira do seu grande navio, comunicando comigo.

Acho que amarrou uma corda invisível ao meu barquinho a remos, para não se perder de mim...

Um dia, a corda deve-se ter soltado, desamarrado...

E vi-me cada vez mais longe.

Eu remei, remei, remei...

Mas, uma planta não sobrevive apenas com uma água.

THE END

Nem todos os sonhos precisam de ser realizados. Alguns existem apenas para o ser, simplesmente sonhos!

quinta-feira, julho 13, 2006

Desci a rua...

Vista para a praia ("pexixinha") e cidade de Angra do Heroísmo
(onde moro)

Uma das mais apaixonantes "imagens" da Terceira


Desci a rua mais uma vez...

Desci a rua mais uma vez... uma como tantas outras em que pensava trazer-te no pensamento, mas quem estava a pensar em mim era eu... mas, novidade, eu já não sou só eu e tu não és apenas extensão de mim. Estás em mim e fazes parte do meu eu, por isso, quando me falta parte, não me sinto completa...

Desci aquela rua, onde já me falaste ao ouvido com um sorriso ténue, tímido, teu e sussurámos palavras atlânticas, num desmistificar de ondas de perfeição, que não anseio, não quero, não consigo.
Nos teus braços me fiz sonhar... envolveste-me e parei de pensar de tanto sentir!


Desci, com passos confiantes, aquela rua que já me inspirou textos vezes sem conta... mas não tinha onde, nem como escrever... então, deixei-me flutuar em poesia. O asfalto dá-me conta da festa que foi ali outrora, que preencheu sonhos fugazes de estómagos vazios... porque a impressão na barriga acontece simplesmente... A festa acabou e... tal como todas as festas, trazem o êxtase, mas não deixam de ser apenas isso, momentâneas. Não quero festas. Quero olhar a estrada que desci mais uma vez sem reparar nos papéis no chão da festa que foi, dos cheiros a comida da festa que foi, dos cheiros a bebida da festa que prossegue com o presságio de acabar em horas tardias. Quero fazer parte do difícil, do fácil, do encantador, do apaixonado, mas quero fazer parte, porque do ausente sinto que às vezes não faço parte, embora saiba, só que eu decidi que podia reger-me pelo coração... então, a compreensão torna-se árdua, mas tento e, num dia de cada vez, consigo. Hoje consegui. Amanhã começo de novo outra vez.

Tenho música nos ouvidos. São teclas de um piano. Uma voz canta “I miss you”... e eu sorrio, porque consegui “parar de fazer” e “esperar por”, porque sentimos o sonho.

E vou conduzir-me a casa.

Estou de partida.

Desci aquela rua como tantas outras vezes que me inspirou para escrever neste espaço (blog), neste espaço (Açores).

Aprendi tanto aqui, mas sei tão pouco, que cada dia me vejo envolvida em novas aprendizagens de mim, substancialmente...

Eli

:)

E... música nos teus ouvidos e...

P.S. Fotos de Eli, tiradas em Outubro de 2005.

sábado, julho 08, 2006

Sonho Insular


...são páginas e páginas brancas por escrever
Onde me perco
Com certezas que me apertam o estómago
Libertam a alma
Enchem-me de sensações
Que se terminam em sorrisos

Sou um todo de solidão
Que não passo sozinha
Pois, carrego no meu colo
Anjos como amigos
E amizades que não se perdem
Embora se transformem

Há que plantar
Cultivar
Amar...

Contruir
Sentir
Sorrir

Há que sonhar com pontes e barcos
Com navios e rios

E sonho.

Imagino onde já fui sem daqui sair
E o que construí onde não estou
Só porque não deixei ficar para trás
O que de melhor sou capaz

Às páginas tantas...
A tinta acabou
E num aglomerado de visões
Surrealistas
Inspiradoras de sombrios corações
Volto a ver tudo no seu lugar
Com pedaços de mim
E do meu sonhar

São brancas, grandes estas páginas novas
Onde revelo em ti, meu ser
Estão por escrever, pesadas
Vou ter que as transportar
Mas não vou sozinha
Vais onde eu estiver
Vais-me abraçar.


01:14 (Açores)

Eli

:)

P.S. Agradeço ao Fernando Vasques ter-me enviado o mail onde estava esta imagem, a qual já tinha sonhado, mas não sabia da sua existência!

domingo, julho 02, 2006

Imagens

Ilha Terceira (ponto mais alto)

São imagens...
Vislumbro imagens com os olhos
Mas, não estou ali, no espaço
Estou tão longe tantas vezes

E... apesar de pensar e pensar
Sinto-me vazia sem comunicar

São filmes que se fazem na memória
Mas, fico sempre eu como observadora

E... entristeço-me tanto...
Não queria revelar essa mágoa
Pois sei que não é propositada

Mas... de que vale ensinar o coração?!
Tantas tentativas e espero...

Eli

:)

E sorrio porque confio em ti.

segunda-feira, junho 26, 2006

Dia

Foto de Eli na praia do Malhão (Alentejo) no Verão passado.
Aqui, na Terceira, a areia é escassa e escura.

Num daqueles dias em que abandono o meu lado racional, saindo quase de mim, para viver todas as emoções das quais sou capaz... existem momentos em que não me sinto particularmente igual aos outros dias. Parece que cada parte do sentir se transforma num sofrimento pela ausência e pela saudade. Quantas e quantas vezes os grãos de areia colaram na minha pele sem que eu desse conta... quantas vezes acariciaram-me os pés, enquanto eu só sentia a água debaixo deles... os olhos vislumbram as ondas e a ansiedade é mínima aos olhos de quem vive assim, não só porque aprendeu, mas porque gosta. E falar de gostar?! Sou eu, que passei a maior parte da minha vida a evitar conjugar esse verbo com destinatários para que não se banalizasse... quantos não me entendem, quando eu procurei apenas alguém que me entendesse como sou... Dá-me uma sensação de solidão, apenas porque exigi demais do meu lado emocional... e sei que ser sensível sem "escudo" é muito difícil em momentos assim. Mas o hoje passa e o amanhã será melhor, mesmo que seja difícil, tem que ser um de cada vez. Carpe Diem.
Eli
:)
P.S. Muito obrigada pelas visitas que me têm feito e peço desculpa por não as ter retribuído como merecem.

quarta-feira, junho 21, 2006

Difícil

Salvador Dali


Difícil... tão difícil...
Mas eu quero tanto.

As tempestades vieram para ficar
Não há rio que seque

Vejo-me ainda a sonhar
Permite

Por mais que escrevas com os meus dedos
Não adivinho sempre os teus pensamentos

Preciso de ti

Barco, avião, automóvel... água. Somos.

Os sonhos realizam-se primeiro no coração.


Eli

:)

segunda-feira, junho 19, 2006

Coração



Quando escrevo, inspiro-me sempre

Em alguém que faz parte de mim

Cada um é cimento, é pedaço da construção

...

Há uma viragem.

Cada dia de semente

Hoje é coração

...

Há um destino e não apenas uma viagem

Inspiro-me em alguém poderoso

...

Quantas vezes olhei para esta imagem

Esperando atribuí-la a alguém

Cujo coração batesse por mim

Como o significado de uma música apaixonante

...

Quando me escreves...

Quando me falas assim...

Quando?!

Agora. Sinto-te.

Eli

:)

sexta-feira, junho 16, 2006

GNM


http://extranumerario.blogspot.com/



Hoje (dia 16) venho felicitar um amigo pela sua obra. Eu perdi-me em páginas, onde se sente.
Sim, eu li e gostei imenso... :) TANTO!!
Um poeta nossa referência disse "sentir, sinta quem lê" (Pessoa) e o Gonçalo Nuno Martins escreveu nada para sós sentirmos tudo.
Quando lemos posts dos nossos colegas, vemo-nos lá, ou sentimos que poderiam ter sido escrito para nós, pois, neste caso, eu ouso...
Por isso, deixo-vos aqui as palavras dele:
"Eu quero olhar-te nos olhos, /E ver-te afastar delicadamente o cabelo da cara (...)" (Martins, Gonçalo Nuno; "Nada em 53 Vezes" )

E é já na próxima Sexta-feira, dia 16 pelas 21 horas, que será lançado, na Fnac do Cascais Shopping, o livro “NADA em 53 vezes”!Adivinho-te a olhar para o parágrafo anterior, e sentir uma inquietude percorrer-te cada centímetro do corpo, impelindo-te a estar presente neste lançamento. Por que não o fazes?Ao estares presente nesta inesquecível noite de Sexta-feira, estás a contribuir para uma grande causa: A minha. E a garantir que este livro te vai chegar às mãos (ou aos pés se assim preferires) devidamente autografado.Interessante, não é? Então por que não apareces?Mas se não puderes realizar esse ardente desejo de estar presente, podes encontrar este livro nas lojas Fnac de todo o país, e se por algum motivo não o encontrares, ou simplesmente preferires um exemplar personalizado, experimenta enviar-me um mail!É que longe vão os tempos em que bastava um Rolex e uma Secretaria de Estado para se poder ombrear com a Mimi, o Tópê, e restante elenco dos Morangos com Açúcar. Hoje, a ascensão é difícil e morosa. O último passo, esse, só está ao alcance de um reduzido lote eleitos: Ler o “NADA em 53 vezes”.Ousa(http://extranumerario.blogspot.com/)
Eli
:)
P.S. Atreve-te!!! HOJE!

terça-feira, junho 13, 2006

Ir


Hoje, só hoje e só agora
Queria-me entregar à poesia
E não ter que carregar
Com os incómodos pensamentos de outrora
Simplesmente queria...
Que fosse fácil deixar
Gestos
Palavras
Pontes...

Mas, neste momento,
Relembro as horas passadas a conduzir
Neste eterno momento
Sonho com espelhos a reluzir
Encontrando uma face cansada
...sonhada
Partilhada
Desgraçada

Apagada?! Não.
Que se reacenda
O sonho, o poder, o luar
Um pouco de encanto
E fazes-te desejar!

Eli

:)

P.S. Foto de Eli, numa viagem a conduzir (em Dezembro).

sexta-feira, junho 09, 2006

Prossigo...



Baixo os olhos num pensar profundo, em que me deposito... Nos sonhos, flutuo e os corações não são mais que momentos vislumbrados por asas ao passar... Prolongo o meu voo e observo tenebrosas suposições de solidão que se deseja. Procuro um sinal sem saber que já o sinto. O Inverno já foi, mas a chuva continua, para que me inspire na musicalidade das gotas e de violinos deixados por alguém ao passar... alguém que transforma espaços... como outro, que me ensinou sobre o vento e o sentimento puro. Aprendo a cada canto, a cada suspirar de alívio e de mim. As raízes acabam onde começa a vida, mas, sem elas seriam apenas palavras mortas, mesmo que, poderosamente apetecíveis. Gritei por ajuda em todas as línguas que eu conhecia, mas, parecia que não era suficientemente clara para ser compreendida, até que a comunicação não se fez mais por palavras, nem houve uma única interpretação que me limitasse o sonho... Uma sombra de chuva, um sorriso na face, uma paz minha e prossigo. Tudo muda. O que dantes era fraqueza, agora é mais forte. O que outrora fora dúvida, agora é certeza, pois mantenho a fé na inspiração e não hei-de apenas sobreviver, mas seguir feliz. No sentir de mim, prossigo.

Eli

:)

P.S. Foto por Eli, aqui...

domingo, junho 04, 2006

Nunca estou só



Existirá sempre um pedacinho daquele azul em mim, pois sou feita de tudo o que já senti e já aprendi, mesmo que já tivesse sido o tempo do azul de determinada pessoa.
Virá alguém que me fará ouvir música de guitarras, que se deleitam com o prazer de sussurar moradas e destinos ousados e bravios... E mais uma linha será escrita a seguir à outra...
Seria eu capaz de passar toda a minha vida sem me apaixonar?! Esse pensamento não existe numa pessoa como eu. Já me apaixonei tantas vezes, que não sei como seria não acontecer...
Quando estou "assim", entre sentimentos fortes, ou seja, quando já não os sinto, mas sei que vou voltar a sentir, sinto uma segurança enorme na vida que carrego e que imponho, não pondo nada em causa.
No entanto, existem alguéns, que sofrem mesmo ao meu lado e, debaixo dos meus olhos, não posso minorizar essa dor, mas a minha "missão" está sempre relacionada com os outros.
Ainda não cumpri. Não. Mas, a cada dia que passa, sinto que estou no lugar, onde deveria estar. Mas, outras vezes, parece que estou a viver noutra vida. No entanto, nunca deixou de ser a minha.
Declaro a presença de anjos a colorir o meu caminho. Não existem porquês. Esses são os que fazem simplesmente parte. Preciso e necessitam-me... Resisto à ambiguidade das reticências.
Não deixarei de me permitir de sentir, seja o que for, pois só assim a intensidade continuará a ser parte de mim. Meu ser estará sempre ao meu próprio alcance, mesmo quando me escapo.
A dormir sonhei novamente com caras que desconheço. Acho que sempre me aconteceu. E com um sorriso, não apenas sobrevivo, mas vivo a cada dia de sonho na alma e...
Eli Rodrigues
:)
P.S. Foto de Eli.

sábado, junho 03, 2006

Qualquer

Salvador Dali

Vou contar ao vento
O quê?!
O que vai na alma
... e o que lamento?
Não esperes nada, sê.
Não me peças calma
Se rodopio no ralo do tormento
E... peço-me...
E... despeço-me de fantasias e ambições
Desmedidas às janelas de luzes
Pedidas, salientadas
Solicitadas
Com o bater de cada tecla de música
Numa rima que outrora existiu
Numa nota ritmada
Mas, acima de tudo desafinada.
Paz repousa.
Quando passa, sente frio.
Alma confusa
Quando vem, acende o pavio
E... numas palavras simples
E olhares fugidios
Fazemos o nosso ser
Continuar os sonos vadios
Os sinos embalam uma aldeia
Que nunca aspirou a cidade
Os demónios urgem nas esperas
Das mulheres sensíveis
Para lhes aguçar beijos
Desesperados de desejo
Anseios perdidos
E borboletas a voar
O vento?!
Esse já foi. Passou
Qualquer dia escrevo. Hoje, nem palavras trouxe para atirar.
Eli
:)

quinta-feira, junho 01, 2006

I want...


Eu só quero Paz.
Eli.
P.S. Thank's for comments.

segunda-feira, maio 29, 2006

Plim



Plim Plim Plim...

E a música de embalar bebés continua... plim. Era uma vez...

Num país pequenino, num espacinho que ninguém conhecia, uma alma de anjo saiu do corpo de um menino e veio adormecer junto à campa dos sonhos. Ali se deixou ficar...

"Aqui jaz, quem soube dar tudo e continuou a ser cada vez mais."

Não chores. Não circulaste com cuidado, mas viste a tua alma ir e deixaste, porque, em voos profundos quiseste não estar sem sentir, porque te entregaste ao cúmulo do monte quando tudo parecia uma só fantasia e... ama-te a cada sorriso que te dês, e devora-te em cada doença, pois é na cura que está o maior pedaço de terra. A doença é o mar, onde não podes viver com o que tens agora, mas apenas com o que és.

Um dia, criei um guia na mente e olhei-te sempre assim. Ouço-te a contar-me rasgos de orgulho, em que apenas vejo o brilho dos teus olhos... às vezes precisas de três rodas atrás, quando soluças e te sentes pequenino... sim, eu sei... mas, quero fazer o que tiver ao meu alcance e, neste momento, além de te abraçar, também te dou o meu colo, para que repouses... mesmo que não precises, mesmo que não seja o momento de desespero... mas já pensaste que também é difícil apoiar quando alguém está mesmo bem sem o puxarmos para o nível em que estamos. Quando estiveres lá em cima, puxar-te-ei mais para cima ainda! Sê sempre como és e serás cada vez mais feliz*.

Os abismos de cumplicidade são inspirações que se vêm sem olhar...

Eli

:)

P.S. * Frase escrita por mim há alguns anos. Foto foi tirada por mim...

sábado, maio 27, 2006

Companhias


2006.05.26

Não tenho um diário, nem com linhas, nem com argolas, nem...
Hoje aconteceu uma coisa que jamais esquecerei. Foi como um marco. Não, não estou a falar de Amor, nem de saudade, nem...
Estou simplesmente a escrever aqui como escreveria num caderno de capa negra que me persegue e ao qual me entrego sem regras, sem cuidados, sem barreiras, nem tabus... onde sou o todo do eu e tudo o que sentir... onde posso exagerar, sonhar, riscar, chorar...
Hoje não aguentei. Foram tantos meses a corromper o vaso que estava cada vez mais cheio de repressões, de paciência, de aguentar... e... e... nunca transbordava nesse lado. Sempre forte e segura. Sempre. Consegui. Até ao dia em que solucei. Este dia. Tão poucas vezes solucei na minha vida. Lembro-me do descontrolo delas e, talvez por isso, hoje, sinto esta tarde, aquele momento, como um sinal de que não consigo tudo com frieza, dedicação, ou trabalho...
As minhas forças sempre me pareceram ilimitadas quanto ao controlo de emoções. Mal ou bem, consegui sempre manter aquele lado... e os outros...
"Desculpa"
Não, não quero desculpas de quem me magoa todos os dias. Eu... sempre soube receber novamente de ouvidos atentos e sorriso no olhar. Minha voz amável e serena não é para quem não a merece. Será ignorado mais do que nunca até que sinta a minha falta e também soluce.
E... quando olho à volta e vejo duas dezenas de sorrisos... uns ocultos, outros evidenciados, sofrendo comigo, mas sorrindo, dou-me conta de tudo o que tenho que aprender... mesmo que não possa ser natural, serei sempre eu mesma em tudo o que faça... mesmo que sofra.
Evidencio os laços que me unem a eles e a duas meninas (grandes) que fazem parte da minha vida mais do que imaginam... a elas e a todos eles, o meu agradecimento. Hoje é só assim, mas é muito de mim e pouco de Eli.
Junto a mim,
No esplendor da sua presença
Está cada alma... assim...
Embrulhada em cada trança
Mimada por beijinhos
Em cada bola jogada
Esquecendo beicinhos
Não quero objectivar mais nada
Nem mais um tiro na madrugada.
Eli
:)

P.S. Foto tirada por Eli (às amigas).

quarta-feira, maio 24, 2006

Teu rosto



Em cima do sofá,

Com um lápis descalço,

Numas folhas brancas e perdidas,

Desenhei no teu rosto,

Um pedaço de serenidade e nervosismo...

Cada traço a preto, a cinza, a acabar, a ti

Revelavam muito... tanto.

Depois, o teu rosto era estranho

Mas... eu só te via a ti.

Então, risquei outro branco aos bocados

E... num poema ajudado

Senti os teus traços

Em palavras de desejo rasgado

De ternura

De anseio

De bravura

E... abraça-me com esse sorriso escondido...

Afaga-o nos meus cabelos...

Eli

:)

P.S. Desenho por Eli.

domingo, maio 21, 2006

Queria não sentir


Queria não sentir.
Só hoje, só agora, só neste momento em que as veias estalam de tão secas pelo sangue que me é congelado. Mas, mesmo assim, não deixei, ainda, de sentir. Já não há vermelho, nem cores que revelem sopros de vida, mas continuo a sentir. É apens um toque de sinos de sobrevivência, onde rasgo palavras e atiro-as nos becos... não estou perdida, porque me acho em abismos. Se soubesse que a morte era um intervalo, pedir-lhe-ia para me acordar quando chegasse a altura de viver. Não há qualquer gota de sangue que tenha ficado para me mostrar viva... minha pele é um resto de branco sem mais, sem faquear, sem...
Se não sentisse, seria fácil.
"Nem sempre o que quero é o melhor para mim." Disse-me a Susana Rocha, uma vez, concluindo.
Hoje, sinto mais do que nunca que o que quero não é bom para mim, pois baseia-se em contradições estúpidas e sou cruel para mim quando me chego a perder dentro do abismo que conheço... mas mesmo este é mais do que um lugar sombrio. É um espaço onde me deixo flutuar apenas para me lembrar de mim enquanto sonho de sentires... e a fluidez dos líquidos não jorra nesta alma ensanguentada. Morte seca. De que valho sem sangue?!
O progresso da alma é lento devido às regressões.

Eli

:)

sexta-feira, maio 19, 2006

Pedaço de Sonho

Sussurando uma música que ouço, vim só aqui sonhar assim, baixinho, para que ninguém me ouça...
Vem aí alguém...
.
- Eli?! Por aqui a estas horas?!
- Não tenho outras. Estas são minhas.
.
Já estou só eu outra vez... ah! Eu e o sonho...
Uma lágrima vibra na alma, mas não tenho vontade chorar. Há algo dentro de mim que é tão forte e me faz feliz a cada momento...
E chego ao meu espaço e os meus companheiros saciam as respostas às minhas perguntas ténues. Conseguirá alguém ser-me objectivo na alma?
.
Os meus refúgios não são mais que lógicas apenas por mim decifradas e por alguns entendidas que, embora não tenha escolhido, foram escolhidos por Alguém que me entendesse. Hoje, até referia nomes... mas quem poderia não citar?!

Ei! Vou arrancar um "obrigado"
Que tu nunca ousaste ser tão bem soletrado
Mesmo que não me deixes penetrar
Nessa teia tão fina sem partir
.
As suas linhas de seda branca
Serás tu a colocar
Pétalas vermelhas onde eu não cair...
.
Cada porta sua tranca
Não a viste escancarada?!
Nunca esteve, nem por paixão, nem por arte...
.
Só o olhar da "Outra Parte"
Trará o sinal... e será amaldiçoada...
.
...a alma que me amar o âmago.
.
Eli
.
:)


Eu disse que só tinha vindo sonhar!!! Quem me mandou sonhar aos bocados?! Vou sonhar só quando vier aqui... Hmmm... Boa ideia... (I can't)!


:)

P.S. Fotografia por Eli (Lagoa das Patas - Ilha Terceira).
Todos os escritos publicados aqui são da minha autoria, excepto os devidamente assinalados como citações.