Era já o fim do dia [do nosso dia]
Então, ele perguntou-me...
Quando voltas a escrever?
Eu respondi:
Amanhã.
Eli Rodrigues
Um apelo ao toque através das palavras. (Eli)
Agora nem nómada, nem emigrante.
Era já o fim do dia [do nosso dia]
Então, ele perguntou-me...
Quando voltas a escrever?
Eu respondi:
Amanhã.
Eli Rodrigues
Que a música toque, que me inspire
sem forçar a parte da alma que me define
quando estou junto a ti.
São necessárias palavras que me dêem segurança
São precisas as tuas mãos intensas de perseverança
Que me abraces sem eu pedir
Que me faças sempre sorrir.
Eli Rodrigues
Talvez eu não devesse voltar ao passado. É que lá posso encontrar um parte de mim que julgava já não existir. Ainda não percebi qual foi a urgência de me deixar para trás, mas talvez agora siba com alguma certeza que não passava de sobrevivência. Esta solidão veio consolidar-me, Trouxe-me uma solitude feliz e perene. Terminei algures a intensa, a escritora, a poeta (...) Ah, se eu pudesse dar-me ao luxo de suspirar sem ser obrigada a recusar-me. Só não queria ser deixada para trás, nem que fosse por mim, uma outra de mim que não esta que está no sossego.
Eli
Eu nem queria usar esta palavra
Mas vi-me obrigada
Pela Liberdade
Que me dispensou
De ser mal amada, ignorada
Pela Felicidade
Que me transformou
Em tudo mais que nada
Ai, como serás tu, suspiro,
Como serás, concretização?
Como será esta jornada
De amor no coração. ❤️
Eli
Às vezes gostava de entender esta coisa do destino. Não basta acreditar nele. Ele prova a sua existência e só quem não quer, não observa os pormenores, factos, provas...
Queria entender.
Eli Rodrigues 💫
Não era uma lágrima
Era uma comichão qualquer
Não era, não foi
Uma lástima
Uma réstia de mulher
Enquanto não se sente, não se dói
E aquela estima
Que eu ainda tiver
Será deixada no lugar que não corrói.
Eli Rodrigues
Sabemos que importa
Quando nos arrepia uma frase simples
Que dantes não entenderíamos sentido, nada
É um novo ser que bate à porta
Nos ilumina sem pegadas tristes
E eu, aqui parada
Num ápice me leva
Para a mesa de três
Que o terceiro são velas
Que promete danças
Sem pisar as canelas
Amor em tranças
Pijamas, sofás e chinelas.
Eli Rodrigues
Por tantas vezes te quis, te imaginei, te (quase) perguntei
"Por que me deixaste para trás?"
E não obtive resposta. um ano passou, ainda não chorei,
nem sei se sou capaz
Ou se, alguma vez serei.
É um fervilhar de escrever,
de voltar lá
Onde me esperarias
E eu, em vão, sem sofrer
Te quis, quiçá
Num tormento de romarias
Não te quero, mais uma vez
Decido que ainda não
Desenhas o presente
Apagas o futuro e crês
Que eu tivera coração
E que ele não sente.
Eli Rodrigues
Just right now!
Foram tantos encontros adiados que às vezes as letras se baralhavam com a consciência de uma coisa qualquer, que não seria todo o afeto outrora demonstrado, mas a música perdida, sem o sentido realizado, outrora numa dança contigo.
Eli Rodrigues
São ondas de um oceano gigantesco
Sabendo a vida entre os dedos pequenos
São notas de um quarto pitoresco
Musicando pedaços descalços
De momentos saudosos
Daqueles abraços
Dormes sob o som
E sonhas descontroladamente
Com o negro sem chuva.
Traz-me frutos vermelhos
E o beijo quente!...
Eli Rodrigues
É como se todas as músicas nos tocassem na pele e nos mostrassem que sim, que queríamos ser ouvidos um pelo outro. É uma sintomatologia de reencontro de algo que não se planeou, mas se quis. Tanto. És a positiva ansiedade que carrego com carinho até ao próximo reencontro.
Eli Rodrigues
Para quê trazer a emoção
Para uma vida controlada
Sem música, sem reação
De lágrimas atolada
Não queria ter ido ao engano
Mas fui teatro, fui peça
Fui dama que baixa o pano
Numa tarde que me entristeça
Foi uma espera ponderada
Aceitei ficar sentada
Não vieste ao meu encontro
Escondo mais um monstro
Eli
Queremos muito, queremos tanto
Aquelas cócegas que ele nos traz, trará,
Mas parece que primeiro, em silêncio, pranto.
Acreditando no que a tua presença me fará.
Eli Rodrigues
Talvez seja um final antecipado
Pelas mágoas da poesia
Pelas cartas anunciado
De uma forma tão fria
Não fui mais uma vez
Capaz de me afigurar
Não sei porquê, ou talvez
Mais uma fase que há de passar...
Eli Rodrigues
Mesmo que pensasse todos os dias ou pusesse em causa a continuidade desta ligação, custa sempre cortar. Custa, mas, não queria que te custasse. Sei como és bom e como gostamos um do outro. Pena que isso não baste.
Eli
Balanças-me até à plenitude
De um beijo meio guardado
Em lábios perenes em quietude
Meu querido namorado
Transformas as mágoas em saúde
De um coração apaixonado.
Eli Rodrigues
Outrora sentira algo desigual
Tão absolutamente fora do normal
Que quisera chegar aqui e despejar
Não tenho mais por onde escapar
Vejo as letras à minha frente
Mas não encontro o diferente
Deixo-me ficar
Não tenciono sons que me salvem
Ou jamais aquilo que poderia ter
Não há como sonhar
Ou voltar a escrever.
Eli Rodrigues
Percebemos bem o que foi outrora mudar tudo e todos procurando o nosso bem nos encontros casuais, nos lugares que não vinculamos, sem raízes, só com princípios.
Anda lá. Vem daí. Entregavam-nos um olhar pedinte, entre a pena e a coragem. Dávamos um sorriso solitário na esperança de uma amizade iniciada.
Magoaste a minha esperança. Falei em expetativa e tive que me resignar mostrando pouca mágoa, pouco querer, poucochinho. E eu que já estava nos degraus de uma coisa qualquer que me levasse.
Mataste a poesia durante um bocadinho, porque não me percebes os sentires.
Então, fico, aliás, ficamos mais uns dias nas sombras.
Eli
Quero ou não quero...
Queres.
Entre tesouras e sonhos
Olhando o céu,
Trazes-me o corte dos nadas.
Tempo de um ano que volveu
Imagens raspadas
Entre passados
Despassarados
Não quero
Aquilo que deixei
Quero ter a força do abraço novo
Do romantismo que fui
E que foi em mim.
Até que se desvaneceu.
Com a vitória
Da derrota dos amores que quis.
Ainda bem que com um olhar meu, queres.
Eli