Agora nem nómada, nem emigrante.


terça-feira, agosto 02, 2005

Respira-se fundo e suspira-se com a ausência
E queixamo-nos da incomodatória presença de alguém
Que nos pede não mais do que simples clemência
Mas, que nos quer abandonar também.

Medo. Temos medo de começar tudo de novo.
Doem as feridas quando saram de sangue jorrado.
Escrevem-se marcas que se gravam num corpo todo
E aquilo que me pedes é que nunca te tivesse amado?!

Não, não quero coisas fáceis.
O quotidiano é demasiado óbvio para querer esse corpo novamente.
Sei que me dão luta as coisas difíceis
E quero lutar até mesmo quando estiver doente.

Espera. Doente já estou.
Meus pensamentos circulam fora do coração.
Não posso chamar amor a nada que sinto, tudo que sentia de forte voou
E não quero mais essa ilusão...

3 comentários:

Penumbra disse...

Bonito texto... profundo!
Beijo grande

Sozinho... disse...

O medo sara as feridas!!! O caminha mais dificil é com certeza aquele que nos faz melhor quando o objectivo é deixar o "sofrimento" em que se transformou o que dantes era amor.

Muito intenso... Situação vivida ou imaginada?!... Gostei!

Beijinho

Orfeu disse...

Quando nos tiram o coração e a alma, nada há a fazer...perdemos para sempre uma parte de nós, retiraram-nos carne, sangue e parte da alma...não queríamos ter dado tanto, não queríamos ter perdido demais, mas roubaram-nos...E agora? queremos viver, sonhar, iludir...mas tarde demais, tiraram-nos preciosidades nossas que nunca nos vamos esquecer...e irá se tornar sempre em nossa cruz. (Desculpa...foi um desabafo)
Gostei bastante...Um beijo