Gosto de James Blunt, so what?! Vão castigar-me?! Não serão suficientes os tempos que demoro a massacrar-me com sonhos?! E fico a pensar, mais uma vez na minha vida e vejo-me aquela romântica, sim aquela de outrora, já adormecida há décadas... esperando metaforicamente. Tentei ser outras coisas, se tentei!... Mas, aquela não era eu. Eram pedaços de mim a desfazerem-se na estrada dos desconhecidos. Continuo a caminho. Fui.
Eli
Agora nem nómada, nem emigrante.
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segunda-feira, maio 07, 2012
quarta-feira, março 14, 2012
Dia
Imagem de Eli
Como escrever tudo, como condensá-lo aqui sem o expressar explicitamente?!
Todos os anos nesta altura (dia) escrevo algo mais meu, mais pessoal, onde deixo de ser a Eli e transporto um pouco mais de mim, dando-me a nível pessoal. Já coloquei uma foto minha, por exemplo, em tempos que só publicava sombras na minha imagem... enfim. Eu nem sou saudosa de ficar a olhar para trás, mas sei fazer uma reflexão... quando quero. Aliás, na minha vida é sempre tudo como quero. Se não for assim, não é! (Rindo...) Então, fui ver o que publiquei no ano passado, assim como os comentários e foi bastante curioso encontrar aquelas pérolas. Não é um trinta e um, fazer os trinta, mfc, tens razão, mas, sabes, eu nunca pensei que o fosse. Sentia-me e sinto-me bem. Não sou pessoa para fazer resoluções de ano novo ou de aniversário, mas soube logo que ainda iria viver mais. Assim o fiz. As pessoas que o viveram comigo (conhecidos/desconhecidos) sabem-me bem e reconhecem o que sou e como sou. Acontece também por aqui, nesta casa que é a única que levo para todo o lado. Todas as pessoas com quem lido têm uma importância fulcral para o preenchimento dos meus dias com aquelas coisas que valem a pena. Durante este ano, fiz algumas mudanças imprevisíveis e tomei atitudes ainda mais impulsivas... fiz, aconteci, muito mais do que descrevo aqui, porque há coisas que jamais contarei "em público" ou para mais do que uma pessoa ao mesmo tempo. Durante mais de trinta anos me orgulhei de ser uma pessoa de confiança, em quem muitos se sentem bem em confiar e é esse o meu maior trunfo para triunfar!
Obrigada por me lerem.
Eli
:))
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Deitada
Toca-me.
Toca-me, não, tacteia-me como se estivesses de olhos fechados. Como se sentisses apenas o meu perfume ao longe, ora suave, ora intenso. Demora-te nos meus dedos, longamente. Não deixes que o meu sorriso te faça parar. Vai-me contando histórias ao ouvido, daquelas que te contei, enquanto fico com a garganta seca e respiro profundamente. Podes escrever-me assim, num mais ou menos de desdém, como se fosse uma coisa que se faz entre a pausa de um café e a maçaneta de uma porta. Sente-me. Há quanto tempo não existia a esperança. Há... E o piano pode sofrer a dor das teclas, mas a música sou eu, sempre eu, sempre... reticências do meu ser. Deixa-me deitada, prostrada, deixa-me que te beije a pele enquanto te debruças... enquanto invento uma forma de ser original e me faço entender entre pesonalidades bravias e um doce tão meu, tão lado, tão... e resumir em breves sons a minha existência, num suspiro, só porque sim.
Eli
:)
quinta-feira, janeiro 26, 2012
Sai
Guardei uma imagem para usar quando quiser... escondi a história que escrevi até ao final do segundo capítulo. Reservo tudo, elevo do chão... coloco a música da paixão, para me enganar. Sobrevivo aos pequenos cortes e fico-me pela imaginação. Pudera eu construir, edificar, mas há em mim uma barreira que não me permite não ser feliz. Como é bom ser-se eu! Mais ninguém poderá dizer isto, jamais! Sou uma sobrevivente com uma garra para amar, tocar, sentir, maior do que a plenitude alguma vez sonhou. Nem que a dança mais ténue me roube o momento, nem que a conversa mais fugaz me desvie do trilho. O que importa é caminhar, de preferência abraçada... se não gostas daqui, não gostas de mim, porque eu estou aqui e tenho esta veia carregada de letras, este horizonte sem cor... apenas o negro me poderá entender em dias de divagar? E... vais olhar-me, beijar-me, mas não vou sentir nada. Chorarás por não me ter, porque não quero quem não me ame por completo.
Eli
:)
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Questões Ocultas
Queria explicar-me melhor perante a adversidade. Prosseguir sem ter que parar por... num processo de reflexão. Para quê? Não vale tudo o mesmo, não vai dar tudo ao mesmo?
E se eu admitisse colocar uma máscara sem cremes, sem rugas, apenas e só um sorriso esboçado em plena manhã?!
Será que consigo abafar todos os sonhos que teimam em se destapar?
Será que vou continuar a esconder a vontade enorme de comunicar, atrás de tentativas afastadas de manter a segurança?!
Ainda sou uma península. Espero nunca vir a ser ilha, embora faça tudo nesse sentido.
Eli
:)
terça-feira, novembro 29, 2011
Esquecida
Imagem de Eli
E eis que me aparecem os sorrisos, os tais, aqueles, os sinceros...
... quando mais preciso, neste turbilhão de inércia onde me meto...
... constantemente, sem querer.
Apareceu-me uma réstia de pensar...
Eis que esboço um sorriso a pouco e pouco, aquele que me tem sido desenhado pelas palmas de amigos puros que me dão sem pedir, que me esperam naquela imensidão onde ando perdida sem saber, sem acreditar.
Cheiro as velas da solidão e esqueço-me de mim para não me lembrar do pouco, porque só sei querer o tudo, o tal, o sonho.
Agradeço as boas vindas de todos quantos me fazem sentir viva, eu, precisava, única e especial.
Mas, a vontade passou a pouca e a sensibilidade aguçou-se!
Eli
segunda-feira, novembro 21, 2011
Sonhos
Imagem de Eli
Quão matreiro é o mar.
Quão matreira é a areia.
Deixa-se ser levada, pisada, degustada...
E os sonhos são assim...
Por mais que mudem as pegadas
Estão sempre no meu caminho.
Eli
:)
Participação em Novembro, na Fábrica de Letras
sábado, novembro 12, 2011
Química
Gostava de saber explicar... ou talvez não. Se o explicasse bem, complicaria ainda mais, pois sairía desconfida e com sede de vingança. Assim, abstraí-me. Pensas que não, mas sim, abstraí-me, de uma forma minha, só minha, incompreensível, tal como toda eu. Usaste aquela palavra que não ousei proclamar jamais. Amor?! Não, que tal falsidade me deparei. Mas, o toque, a comunicação pele a pele. Como poderia incompreendê-la... como poderia aceitá-la?! Um convite objectivo, outro e outro mais se seguem numa realidade clara, com umas tantas semelhanças. Bebo um trago de cada vez, minha alma saciou num momento. Voltei.
Eli
:)
sexta-feira, julho 01, 2011
domingo, junho 05, 2011
Reflexões abstratas
Faço reflexões sem conta, que não escrevo, que não digo. Voltei àquele tempo em que pensava demais e sei que isso não me faz bem, mas não consigo evitá-lo... mas não consigo escrevê-lo como dantes. Há uma pausa espiritual e a pragmática que pouco divulgo, acentua-se. Na hora exacta, que o tempo trará, conseguirei a abertura que tanto pretendo... penso eu.
Eli
:)
quarta-feira, abril 06, 2011
O jarro
Pequenos gestos, que não ignoro, mesmo que não façam a maior diferença de todas. Hoje de manhã, fui trabalhar sem vontade, sentia-me mesmo em baixo, sem forças psicológicas. Quando cheguei à sala, uma menina esperava-me com um ramo de flores colhido e amorosamente amarrado com uma prata.
- Oh, professora, aqui tem isto, porque põe nódoa, é para não se sujar.
(Sorri carinhosamente.)
Apressei-me a agradecer-lhe com beijinhos.
- Sabe o que é isto?
- Sei, é salsa!
Um jarro e salsa a fazer um raminho. Seguidamente, entregou-me uma concha em forma de coração. Naquele momento não duvidei mais, aquilo era mesmo para mim que sentia o coração assim, num estado triste, mas ela nem imaginou. Apenas foram as suas mãos puras que me trouxeram tal beleza.
Aquela flor que que só conseguia ver em tons de cinza foi ganhando cor durante o dia. Parece que o Universo adivinhou-me e conspirou para que o meu estado melhorasse. Várias pessoas (sem saberem de mim) apareceram pelos vários meios de comunicação habituais perguntando-me como estava (estou) e visivelmente a minha resposta começou a melhorar consideravelmente. Até aquela formação que pensei que hoje não me traria nada de útil me conseguiu surpreender.
Na verdade, há um brilho na minha vida que não quero que se apague. Pelo contrário, é uma luz que me faz caminhar preenchida. Assim, estou eu, pronta para a caminhada, a viagem.
Eli
:)
domingo, março 27, 2011
Docemente
Vem, docemente... vamos aconchegar o beijo com o calor.
Entrega-te aos meus olhos com essa emoção, tua, amor.
Seremos tanto e tanto. A intensidade sem máscaras...
As pétalas no caminho. O cheiro a floresta.
A manta em comum. Um sorriso que não cabe em mim...
Eli
:)
sábado, março 26, 2011
Instrumental
Apetece-me pensar, porque o pensamento me foge para as sensações boas que trago. Apete-me ouvir a música dos sonhos e sentir. Aquele, onde o meu toque se leu ternura, aquele que me aconchegou entre o sono e o sonho... entre a viagem e o caminho. Todos, ambos, nós, num despertar.
Eli
:)
quarta-feira, março 16, 2011
Trinta
Sinto-me tão bem... o meu corpo está em pleno acordo com o meu eu.
Somos um só, sem incompatibilidades.
hmmm
:)
E nada mais importa...
domingo, março 13, 2011
The Eli
(Imagem de Eli)
Sempre gostei de pegadas
Já escrevi em lágrimas
Já sofri sem ninguém saber
Já menti porque tinha que ser
Sei disfarçar quando me emociono, mas já não sei se quero
Sempre me fiz de forte
Sou uma sonhadora nata
Evito saber o que não me diz respeito
Consigo imaginar as fotos antes de as ver na máquina
Há trinta anos que procuro o amor da minha vida
Adoro o meu trabalho assim
Os meus amigos ocupam uma parte principal da minha vida
Já me apaixonei por quem não conhecia
Há anos que guardo segredos
Há uns meses que comecei a ver mal ao longe
Gosto tanto do meu carro
Tenho momentos de felicidade por coisas mínimas
Não sou nem quero ser tríste
Sou selectiva
Gosto bastante de escrever
Sou preguiçosa
Gosto de elogios sentidos e verdadeiros
Invisto tempo em quem me faz bem
Gosto que me escrevam
Tenho muito peso a mais
Desapaixono-me num instante
Não digo quando não gosto de uma prenda
Tenho um problema na coluna
Sou sorridente
Gosto de falar com desconhecidos
Tenho saudades de andar de avião
Digo (quase) sempre o que penso
Não uso saltos altos
Detesto o cheiro a hortelã
Gosto muito de mim
Eli
:)
Agora cliquem aqui para ouvi o que vamos fazer a seguir.
:))
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Voltar
Imagem de Eli
Deixei de ser convencional, sabias?! Já não uso o preto no branco, nem o branco no preto. Sou tão mais, tão eu e estou tão cansada. Sinto-me assim, suspensa. No entanto, vislumbro a fonte dos meus sorrisos, aqueles que só eu entendo. Uma miragem, um sussuro, uma miragem, um murro... no destino que se entediou e resolveu transformar a tua Estrela na minha companhia. Atenta. As maiúsculas que quero que permaneçam vão sendo gravadas na minha memória. E... hoje li-te, mais uma vez. Saberás que estou contigo?! A retórica não perdoa neste espaço tão longo, tão profundo, tão inspirador. Calcarei uma areia molhada pelas lágrimas do passado para que me possa reerguer. São estes pedaços de amor que eu preciso, esta esperança, esta ansiedade que me percorre as veias e me faz esquecer tudo... e... ao mesmo tempo querer lembrar-me desse tudo por te querer contar.
Eli
:)
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Descontracção
Imagem de Eli
Mesmo que a minha cara tenha estado descontraída, assim que me sento para escrever, os meus pensamentos recorrem àquelas imagens tão únicas, tão minhas, tão... parte de um passado que não volta. O lamento não vale a pena, os troncos das árvores apenas envelhecem, parte por parte, castanho por verde e amarelo a imitar azul... Nas festas e jantares, um novo brilho se abre à humildade e ao amor... um pedaço de mim escreve automaticamente e as letras fogem ao ritmo da música que não, não me traz poemas. A poesia magoa-me. A ausência de palavras também. Necessito disto. Numa perspectiva quase animalesca, sobrevivo graças a isto. Clico em ti e não me trazes nada de novo. Esqueço. Horas e horas a esquecer. Olho através dos vidros do carro. Aumento o volume de uma guitarra tão sonhadora quanto a minha alma me permite. Não desisti. Eliminei-te. Não fazes parte, jamais. A mentira dá sempre lugar a uma outra vontade. Qualquer, sim, mas outra!
:)
segunda-feira, novembro 29, 2010
Memória dos flocos brancos
Imagem de Eli
Sim, já vi que sim. Tal como o azul do céu que brilhou naquela tarde. Sim, eu conheci-o tão bem. Eu conheço-me tão bem e leio nos sinais um caminho. O mundo leva-nos à frente e diz-me para renuvescer. A neve nunca mais voltará a ser a mesma, nem os flocos terão a mesma forma ou feitio. Talvez uma lágrima pública se escape atrevés do branco. Nem deixarei as janelas. Nem quero um boneco. Nada será igual.
Eli
sábado, novembro 27, 2010
A verdade
Fotografia tirada por Eli
Como poderei escrever sempre com uma ideia que nunca digo?! Quanto tempo mais serei capaz de aguentar este sufoco! Quero gritar isto, mas não quero dar asssim esta informação. Conheço as pessoas, elas sobrevivem à minha volta. Como poderei, por um lado, não partilhar?! Por outro lado, deverei entregar mais uma preocupação àqueles que nem sabem que ela me existe?!
Às vezes quero tanto esquecer a realidade da ausência, que as lágrimas rebentam do sufoco onde permanecem, quando o sorriso prevalece.
Ser-me-á permitido... sim, eu sei que eu faço, eu aturo, eu seguro, porque quero. Acima de tudo, sim, eu dou valor, embora muitas vezes ninguém saiba qual é a minha corrida, como é o meu respirar e por que é que me agarro tanto ao que tem valor para que a felicidade permaneça na minha alma, nem que seja apenas pelo tempo possível, sim, porque a esperança traz-me um pouco de alegria e paz, embora não possa esperar tudo, a alegria não vem, exijo a paz.
Há dias, esta semana, sonhei levemente com algo, que no próprio sonho, sabia ser impossível. Não me venham dizer que "ah, tudo é possível". Eu sei que NÃO é! Por isso, me fecho, por isso não falei do sonho e de outras coisas, porque sei que ninguém me pode ajudar. Só eu me posso entender melhor, assim, sozinha.
Manda-me sinais... como aqueles que li... apenas porque acredito.
De que me vale ser nómada...
De que me vale ser rica...
De que me vale gostar...
De que me vale ter...
De que me vale sorrir...
De que me vale...?
A minha dor é tão difícil de suportar
Que nem todos os abraços serviriam para a acalmar
Eu escorrego entre as teclas de uma música
Que insiste em não parar
E não consigo mais
E preciso superar
Deixem-me libertar
Só uma vez, só mais uma vez...
Quero tanto chorar mais e mais e mais e mais
Não preciso que me digam que sou isto ou aquilo
Eu tenho direito a sofrer e preciso de viver e sentir
... atabalhoadamente as minhas lágrimas
Para as limpar a seguir
E... quem sabe, numa paz
... dormir.
Preciso tanto dele.
Tanto tanto tanto
Dá-me a mão, por favor
Preciso que me façar levantar outra vez
Preciso
... da tua presença, aqui e na minha vida.
Não me deixes assim triste...
Nem consigo respirar assim.
O meu coração bate descompassadamente
E não sei como será um Natal sem ti,
... porque nunca o vivi...
Preciso de viver sozinha,
... porque preciso de chorar sozinha.
Eli
terça-feira, novembro 23, 2010
Simplesmente
Vou buscar uma imagem antes de escrever o texto. E, quando olho para ela, aqui, neste espaço, depois de escolhida, penso que poderia muito bem ter sido uma das fotografias que tirei quando morei nos Açores! No entanto, esta imagem é tão continental e não fica nada a dever aos Arquipélagos portugueses. Estou a viver num lugar privilegiado e sinto-me feliz, porque tenho sobretudo esperança acima de tudo. Posso dizer que adoro o que faço, o lugar onde moro, os amigos que fiz e acredito no preenchimento que sinto cá dentro. Resumindo, muito simplesmente, assim sou eu, simplesmente.
Eli
:)
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