Agora nem nómada, nem emigrante.
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sexta-feira, abril 13, 2012
Noite
Amava-te sete vezes se assim parasses para me respirar.
Um compasso sem danças, um beijo sem esperanças...
Certezas. Tu, tu, tu.Eu. Esperar.
Teclas. Noites... Inseguranças
Uma história ao cair da noite.
Rodo num poema desafinado.
Logo, lambo-te as feridas
Deixa-me que te pernoite.
Um beijo descompassado.
Um sonho sem medidas.
Não sou eu quem rima, acredita.
Sabes, são os dedos a baloiçar.
Sem pontuação
Sem penetração
Deixarei de ser aquela maldita
Quando a faca me trespassar
Face a face, amor com amor
Dor, dor, tacteando teu calor
Eli
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Last Year
Imagem de Eli
Excepcional. Sim. Eu podia ser. Podia. Não quero. Até podia dizer outras coisas e mudar algum sentido e usufruir do rumo da viragem e da oportunidade. Mas, não quero. As raízes que me pertencem, mas regras que não são minhas, os dedos, o toque. Tudo está assim para que o meu coração sinta. Preciso de o sentir sempre. Passa um ano do abraço. As pegadas derreteram, os sorrisos apagaram-se. E eu? Permaneço fugidia. Eu sabia que era melhor dizê-lo na altura, com uma capa de ferro e espada em punho. Tempo depois não ajuda, não alivia. Sem explicações... um lugar será um caminho, um sinal...
Eli
segunda-feira, novembro 29, 2010
Memória dos flocos brancos
Imagem de Eli
Sim, já vi que sim. Tal como o azul do céu que brilhou naquela tarde. Sim, eu conheci-o tão bem. Eu conheço-me tão bem e leio nos sinais um caminho. O mundo leva-nos à frente e diz-me para renuvescer. A neve nunca mais voltará a ser a mesma, nem os flocos terão a mesma forma ou feitio. Talvez uma lágrima pública se escape atrevés do branco. Nem deixarei as janelas. Nem quero um boneco. Nada será igual.
Eli
sábado, novembro 27, 2010
A verdade
Fotografia tirada por Eli
Como poderei escrever sempre com uma ideia que nunca digo?! Quanto tempo mais serei capaz de aguentar este sufoco! Quero gritar isto, mas não quero dar asssim esta informação. Conheço as pessoas, elas sobrevivem à minha volta. Como poderei, por um lado, não partilhar?! Por outro lado, deverei entregar mais uma preocupação àqueles que nem sabem que ela me existe?!
Às vezes quero tanto esquecer a realidade da ausência, que as lágrimas rebentam do sufoco onde permanecem, quando o sorriso prevalece.
Ser-me-á permitido... sim, eu sei que eu faço, eu aturo, eu seguro, porque quero. Acima de tudo, sim, eu dou valor, embora muitas vezes ninguém saiba qual é a minha corrida, como é o meu respirar e por que é que me agarro tanto ao que tem valor para que a felicidade permaneça na minha alma, nem que seja apenas pelo tempo possível, sim, porque a esperança traz-me um pouco de alegria e paz, embora não possa esperar tudo, a alegria não vem, exijo a paz.
Há dias, esta semana, sonhei levemente com algo, que no próprio sonho, sabia ser impossível. Não me venham dizer que "ah, tudo é possível". Eu sei que NÃO é! Por isso, me fecho, por isso não falei do sonho e de outras coisas, porque sei que ninguém me pode ajudar. Só eu me posso entender melhor, assim, sozinha.
Manda-me sinais... como aqueles que li... apenas porque acredito.
De que me vale ser nómada...
De que me vale ser rica...
De que me vale gostar...
De que me vale ter...
De que me vale sorrir...
De que me vale...?
A minha dor é tão difícil de suportar
Que nem todos os abraços serviriam para a acalmar
Eu escorrego entre as teclas de uma música
Que insiste em não parar
E não consigo mais
E preciso superar
Deixem-me libertar
Só uma vez, só mais uma vez...
Quero tanto chorar mais e mais e mais e mais
Não preciso que me digam que sou isto ou aquilo
Eu tenho direito a sofrer e preciso de viver e sentir
... atabalhoadamente as minhas lágrimas
Para as limpar a seguir
E... quem sabe, numa paz
... dormir.
Preciso tanto dele.
Tanto tanto tanto
Dá-me a mão, por favor
Preciso que me façar levantar outra vez
Preciso
... da tua presença, aqui e na minha vida.
Não me deixes assim triste...
Nem consigo respirar assim.
O meu coração bate descompassadamente
E não sei como será um Natal sem ti,
... porque nunca o vivi...
Preciso de viver sozinha,
... porque preciso de chorar sozinha.
Eli
quarta-feira, novembro 03, 2010
DestinoS
...
Procuro incessantemente um lugar onde possa estar escrito que tenho razão, que todos os sinais são peças fundamentais do meu caminho. Ouço uma música que o fazia assemelhar-se a mim. Os gostos uniam-se. Como vou conseguir sobreviver a este nó?!
Ontem, o Sol brilhou entre a multidão e procurei uma letra no céu e não é que ela estava lá mesmo?!
Olha para mim. Olha por mim.
Precisava de fugir para que também chegasse a minha vez de ser egoísta.
Eli
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