Agora nem nómada, nem emigrante.


quinta-feira, dezembro 31, 2009

Insatisfação



Encosto-me para trás. Há muito que não me sentia assim. Pensei em escrever naquele diário de capa negra, sem linhas, onde mais ninguém coloca o pensamento, onde não sou interpretada ou analisada. Mas, aqui estou eu, tentando ultrapassar mais um dissabor. Quando algo está bem comigo, necessita sempre de um ponto de viragem. Normalmente, não é para melhor. Só agora reparo nisso. Só agora guardo algumas ideias na gaveta certa. De que vale uma dança, de que vale a porcaria de uma estabilidade. Onde pára o sonho?! Em tempo de balanços e desejos para um novo ano, sinto-me um pouco à deriva. Deixei de ter grandes motivos de luta, pois esta já se tornou normal. As banalidades de uma nova adaptação surgirão mais tarde...

Hoje sinto-me um pouco como que atraiçoada. Não me vou culpar. Há que erguer as mãos e agradecer pelo que sou. Deixar esta raiva passar, pois há muito para além disso.

Amanhã
Como eu
O mundo será o mesmo
Envelhecendo mais um dia
Sem excessos
Nem demasia.

Bons progressos!

:)

Eli

sábado, dezembro 26, 2009

Moon



Ainda não percebi como aconteceu. Estava lá. Não estava sozinha. Havia apenas espaço para dois. De repente, fui projectada por uma força exterior. Fiquei a olhar de fora. O sofrimento não tardou em chegar. Sozinha. Não me vieste procurar e eu não tinha como te contactar... Não é fácil, mas amanhã vai custar menos.

Boa Noite...

Eli

...

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Feliz...



Quando aquele pensamento chegar e se transformar em oração, não fujas ao cheiro das pétalas que colocaram no teu caminho. Será suave, será intenso, mas serás tu a percorrê-lo. Ainda que por vezes nos guiem, nos dêem a mão, nos ultrapassem ou atrapalhem, o que importa é o que fazemos durante todas as etapas. Ri, chora, diverte-te, mas ama, acima de tudo, começando por ti.

Eu acredito em Deus.

Feliz Natal

Obrigada.

Eli

:)

P.S. A caminho de Bragança... Onde nunca fui e agora me acolherão para passar o Natal. Está bom de partilha?! Eu sei, basta por agora, mas voltarei, assim, tal como sou...

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Neve e Natal


Imagem de Eli

A imaginação não me tem presenteado
Com poesias loucas e abraços mudos.
.
Mas, os sorrisos encantados
Chegam de todos os lados.
.
O meu Natal será na neve
Longe dali, no desconhecido
.
Sinto-o como quem descreve
O calor da lareira
.
Numa dança dentro de mim
.
Agradeço tudo o que sou
.
Assim
...

Que nestas reticências, se sintam confortáveis a jantar numa Noite de Natal em paz e com sorrisos verdadeiros! Toquem no amor sem pudor.

Eli

:)


segunda-feira, dezembro 21, 2009

Remember


Imagem daqui

"Remember?"- Perguntei com vontade de voltar a sentir as árvores sendo arte... Talvez seja melhor eu não agitar o passado como se fosses um boneco de borracha que não toco, não provoco, do qual nem sequer tenho medo. Não vale a pena tocar-te através dos olhos. Não vale a pena escorregar-te pelos dedos, enquanto, subitamente te lembras de mim. O sangue já esqueceu o calor dos corpos e deu lugar àquela sempre presente ausência. A distância nunca me impediu de sonhar. Foste uma hipótese. Alguma serás para alguém?! Ou varrerás o chão com a língua enquanto o teu corpo pedir mais e mais?! Não te lembres de mim se não sabes quem és. Os números apagam-se e damos luta àqueles encontros fugazes. Mesmo assim, não saí vitoriosa. As viagens esperam-me ansiosamente para que cumpra a minha missão, aquilo que realmente preciso de fazer. Relato-me profissionalmente ente letras escritas e palavras proferidas. As poesias do passado não tocam o futuro, mas precisamos que nos absorvam de vez enquando para que nos lembram de que somos feitos.

Eli

:)

C. & Cafuné




Bem, se eu fosse coleccionadora, este sêlo seria dos mais especiais. Então, ele tem esse caráter e olho-o como mais um desafio. Vai custar-me falar disto...

Desta vez terei de revelar cinco arrependimentos. Acho que só nos deveríamos arrepender do que fazemos. Não fazer algo por medo é algo que desconsidero e desencorajo na minha vida.

1. Arrependo-me de não ter dado uma carga de porrada a todos os que me humilharam e bateram, na infância. Situação resolvida!

2. Arrependo-me de não perguntar mais sobre as histórias da minha família.

3. Arrependo-me por ter sido, por vezes, demasiado orgulhosa.

4. Arrependo-me de não ler mais.

5. Arrependo-me de ter sido fria com quem não merece.

Gonçalo, desta vez, fui bastante objectiva e clara. Já agora, o que é Cafuné? É que dizes que há cá e eu nunca o vi! (he he)

Nunca passo o Desafio a ninguém, então, agora, como quem não quer a coisa, vou fazer tudo como manda o figurino... ora, passo a...

Misantropia
Segredo Revelado
Sair das Palavras
Sushistick
Existência Pensante

Ena! Pela primeira vez cumpro um objectivo destes na totalidade. Fi-lo, porque é mais simples. Isto de ser original, cansa! Se bem que surpreendi na mesma, pois não fazer o que me mandam é que era o normal! HEHE

Boa noite!

Fui

Eli

:)

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Home - o meu lugar é no coração


Foto daqui

Já passou algum tempo desde que me propus a fazer algumas alterações aqui, neste meu espaço. Uma delas foi o título. Sem dúvida, uma escolha que reflecte melhor estes tempos vindouros! Gosto de me ler aqui, à sombra de uma liberdade que tinha optado por deixar no papel.
Hoje, não consigo pensar no meu dia sem passar por aqui. Mesmo que não possa vir escrever ou ler, não me esqueço deste espaço e do que ele representa para mim.
Surpreendi-me com a nova lufada de comentadores e com aqueles que já vinham aqui e continuam a apoiar-me, seja qual for o tipo de registo.
Agora estou a ouvir James Blunt "Carry you home". Bem sei que há muito quem não goste, mas soa-me bem. Um dos comentadores de outrora dizia que escrever com música era "um poema ajudado". Ele tinha razão. No entanto, tal como ele, muitos outros deixaram de vir aqui ou de marcar a sua presença.
São poucos os blogueiros (agora já gosto mais desta palavra, o jantar ajudou) que se mantêm desde os primórdios. São escassos os meus amigos pessoais que vêm aqui. Muito menos aqueles que deixam o seu rasto. Eu mostrei-lhes a sua importância, mas talvez nem gostem muito do que escrevo.
São meus amigos na mesma. Afinal, no dia de publicar os poucos textos no tal livro, lá estavam eles todos para irmos todos ao Porto... mais dois que foram lá ter. O O. disse que ia, mas não conseguiu! Ainda hoje lamento a sua ausência. Em Lisboa também tive alguns. (Deixem-me abrir aqui este parêntesis: quando entrei na livraria Barata em plena Lisboa e vejo uma pirâmide de livros logo à entrada, senti algo indescritível! Continuando...) Eu sei que posso contar com eles. Porém, hoje destaco aqueles que marcam a sua passagem propositadamente partilhando sentires e desejos.
Este blogue torna-se cada vez mais rico e dinâmico devido à vossa presença. Agradeço-vos muito e é por isso que respondo a cada um para vos mostrar que não passe em vão, embora por vezes não traduza exactamente em palavras aquilo que sinto quando vos leio.

E, sim, é um motivo para voltar a escrever.

Estamos todos em viagem, por isso, a partida é constante. Não é partida no verdadeiro sentido?! Pois, realmente... deve ser uma chegada. Eu chego aos corações e não os abandono. Assim, torno-me cada vez mais completa. "Nós tornamo-nos responsáveis por quem cativamos" (Saint-Exupéry).

Eli

:)


terça-feira, dezembro 15, 2009

Baús


Foto de Eli


Não preciso de provar. Provando não preciso da prova. Exigências. Aquela vai alta, a outra nem tanto. Vasculhei suportes no baú das imagens. Algo que mostrasse que não sou só de agora. Sempre me desenvolvi assim, sendo. Os amores são os sorrisos que me presenteiam sem eu merecer. Banho. Má disposição. Sorriso. Bom dia. Sorriso. Sorriso. Vozes. Músicas. Paciência. Boa disposição. Instabilidade na estabilidade. Olhar o longe pode impedir-me de ver o perto...

Quase de partida.

Eli

:)

segunda-feira, dezembro 14, 2009


Imagem de Eli


Já passei aquele rio algumas vezes. As necessárias?! Umas em sonhos, outras, pesadelos. Quando a realidade bateu à porta, aliás, telefonou-me, fui morar para lá. Vivi. Regressei. Momento. Assim, com aquelas malas com as quais fui. Parti. Bagagem, um peso necessário. Regressei com mais uns dias. Umas tantas histórias para contar e, sou isso mesmo. Passei a ponte, regressei à base. Não consolidei. Ainda procuro o que quereriam dizer aqueles nomes. A incógnita imensa vontade não bastou. Margem... Quem diria?!...

Será que as tuas histórias de infância serão algum dia arquivadas numa velhice junto das minhas?! Encontraremos pontos em comum?! Virás algum dia percorrer o mesmo caminho para que me decifres as pegadas?!

Procura-me.

Eli

:)

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Amigo


Imagem de Eli


Num momento musical de pensares longínquos, resolvi refugiar-me aqui, junto a um momento bom e inesquecível. És tudo aquilo que disseres, mas és tão mais! És uma força da Natureza, és alguém que vale a pena manter pertinho. Ter-te junto de mim é sinónimo de grande bem-estar. Tu dizes-me palavras da alma que fazem-me sentir que valho a pena também.

Lembro-me de me sentir livre ao dançar contigo. De esquecer tudo e viver a alegria da tua presença.

És especial. Quero que saibas isso e que preciso de ti. Tu conquistaste sorrateiramente o teu verdadeiro lugar no meu coração. Preciso de abraçar-te muitas vezes para sentir que realmente existes e me concedes esse abraço com o tal amor do qual és feito.

Ensinaste-me a aceitar-te com naturalidade e aprendeste a lidar comigo como mais ninguém. És insubstituível.
Agora consigo ter uma visão mais abrangente com os teus ensinamentos.


Eli

:)




terça-feira, dezembro 08, 2009

Atravessando o Tempo...




Imagem de Eli


Deixando a música tornar-se respirável pelos meus ouvidos, balanço a memória e entrego os meus erros a um processo de cogitação qualquer...


Descubro que afinal nem fiz nada de errado. Se não fiz nada de nada?! Não. Eu fiz muito. Sempre corri atrás, até sentir uma mão na minha testa a dizer-me que não valia a pena.


No princípio pensamos que pode não valer a pena percorrer Oceanos e Vales, mas depois, vale o caminho.


Quando parti, estavas no meu coração. Isso bastou-me. Quando cheguei, não te vi. Senti-te. Valeu a pena a viagem.


Desconstruí-me. Aprendo melhor quando sofro um pouco. Só não queria que tudo não passasse de descrições momentâneas e paixões fugazes.


Já foi tempo do "quero-te" e de manchas quentes nas palavras rubras que lia, tais histórias de amantes imortais.


O horizonte revelou-se... Traz-me mitos, poetas, sementes. Algo que eu possa tocar. Olhar... Sentir. Enquanto sou capaz.

Eli

:)

domingo, dezembro 06, 2009

Inverno em Espiral



Imagem de Eli

Participação no "desafio" com o tema Natal do blogue Fábrica de Letras , nas categorias de Deixa-me ver e ouvir (fotografia original) e Conta e Encanta.


Inverno, toca o meu ombro
Torna-te advento mimado
Num canto, toca e esconde
O que na tua cama é lembrado

Dentro de um novo espiral
Transformo-me com emoção
As danças do homem sentimental
Arrebatam-me o coração

E, em poucos segundos, encontras
Ou escondes surpresas de Natal
Que não estão nas montras
Enfeitam as ruas de pó de cristal

Eli

:)

sábado, dezembro 05, 2009

O meu blogue será filmado?



“O teu blog merece ser filmado!”

Recebi isto do Gonçalo e... e fiquei a pensar no que poderia descrever aqui... afinal há câmaras lentas que são só minhas (paguei-as lol).

Bem... como o blogue é meu e faz parte de mim, nao consigo sair dele para o ver de fora. Como vocês têm essa capacidade melhor do que eu, peço-vos para me dizerem os momentos que registaram desse lado.

Será que alguém se vai dar ao trabalho?

Eli

:)

terça-feira, dezembro 01, 2009

The "Encontrei-te"



Cortando nas casacas dos blogueiros...


A pedido de várias famílias (digo isto para soar bem, pois vai parecer que tenho montes de pessoal a ler o que escrevo), cá estou eu a falar (vocês ouvem a minha voz) sobre "The Encontrei-te". Até porque eu já me "desbronquei" com todos os que tiveram a oportunidade de privar comigo...
Pronto, já está. Agora, clico em PUBLICAR MENSAGEM e ficam todos contentes.

Mas, Eli, onde está o teu ponto de vista?!

Bem... sob a minha perspectiva, superou espectativas. Como eu disse lá, eu fui! (Isto é para despistar os que não lêem até ao fim). Logo a seguir, como "balanço", referi que ficou algo dentro de cada um. Como disse o F., foi um jantar de amigos. Afinal só com amigos é que me rio tanto num jantar.

Não, eu não fui ao jantar só para pedir um autógrafo (apesar de ter parecido inicialmente) ao RP (não, não é Relações Públicas)! Afinal, não tinha mais para fazer, segundo a minha agenda electónica, uma vez que já o tinha marcado há muito tempo...

A falta de pontualidade deixou-me preocupada. De quem?! A minha. Afinal, eu (quase) nunca falho nisso. Mesmo. No entanto, sendo eu a blogueira de mais longe, tenho desculpa... No próximo encontro vou chegar a horas e ficar à espera... Se calhar, nem aparece ninguém quando souberem que eu já cheguei.

Bem, à chegada, dois dos presentes tiveram logo que mudar de lugar. O quê? A culpa não foi minha... Os senhores do restaurante queriam aquela mesa. Só não percebo por que é que ninguém jantou nela... E ficou ali ao lado a noite toda... Enfim. Isso fez com que eu ficasse bem situada, mesmo a meio da mesa para não perder muito. Só que fiquei encurralada, não podendo sair mais dali. O xixi não apertou? Até me esqueci que tinha que ir à casa de banho. Mas, excepção, quando chegou o L., pedi muita licença para cumprimentar com um abraço. A partir daí, chegaram mais pessoas (e mais e mais). Assim muita qualidade de pessoas! :))))))))))

Comeu-se muito bem. Mas, nem que não fosse para jantar, eu teria ido na mesma.

Gostei muito do facto de cada pessoa apresentar por detrás (ou pela frente, Rafeiro, eu estou a antever essa piadola... continuando...) um blogue com um cunho pessoal bastante distinto do outro... Confesso que se os blogues fossem sobre futebol, eu teria que fazer um enorme esforço para os ler e comentar. Não foi preciso. Todos são interessantes! Ena! Agora o pessoal que veio aqui deve pensar "ah e tal, era tão extrovertida e comunicativa pessoalmente e aqui agarra-se ao enigma e ao mistério". Afinal, não deixam de ser facetas um pouco ocultas uma da outra.

Este último parágrafo saiu-me grande.

Agora, que a maioria do pessoal que chegou aqui já deve ter adormecido e está a ressonar sobre o teclado, eu vou assumir. Não fui adepta da ideia logo desde o primeiro instante. O "Sair das Palavras" não era muito a minha ideia. Gosto de me manter incógnita. No entanto, ainda bem que mudei de ideias, pois só tive a ganhar, Sim, G. tinhas razão. Só conhecia realmente este amigo, mas ganhei uns tantos outros!

Há um ano atrás, no dia 22 de Novembro, dia após ao 21 (lol), ao do "Encontrei-te", tinha sido a apresentação do livro "22 Olhares Sobre 12 Palavras" no qual fui co-autora. Naquela altura também dei corpo à personagem que interpreto aqui, interagindo com os outros autores e demais pessoas que não me conheciam. Actriz? Sim, personagem, sim interpreto, sim sou uma actriz social. Desempenho o meu papel.

Foi uma forma de comemorar. Mas, que bela forma!

Neste jantar, houve de tudo: sorrisos, gargalhadas, grelhados, partilha, bebida, sensibilidade, artefactos, beleza, alegria, amizade, leitura de poesia (hmmmm, N.) escrita, algum mistério... Sim, ainda estou para saber quem é o A., afinal várias pessoas testemunharam a sua indicação de como desvendaria o enigma depois...

O que é certo é que a (minha) sobremesa foi bolo de chocolate fantástico e ainda tive direito a um passeio à beira do Tejo. Hoje, escrevo "para lá das lentes" (também, F.) e partilho-me tal como me ensinaram há algum tempo. Agora vou fazer o jantar na minha cozinha de dois metros quadrados.

Com sorrisos, agradeço-vos...

Eli

:)

Da Espera...





É um toque. Uma palavra. Uma promessa. Uma qualquer coisa assim... ou não. Importa? Será que esta sede sabe a sangue? Rasura instrospecções? Marca o calor? Os temómetros foram desligados, para que pudesse usar desta navalha. O vermelho corrompe as falhas ignoradas. Como posso eu não vestir um arrepio ao sair da rua para uma cama assim, embrulhada em banda sonora? Frio. Arrefeço-te. Um cubo de gelo para que me possas beber... Telefono-te pouco a pouco. A imensidão viaja. Coloco-me confortável. Copio-me. Pausa.

Medo...
(...)
- Estou! Ah... Ainda estás cá?
- Onde?
- Aqui. Espaço. Revolução. Pedaço de Coração.
- Isso agora... (sorriso) - Vou-me embora.
- Porquê?
(...)
Quando...

Play. Todas as preces valem a pena. O Mundo partiu. Não me sinto abandonada. As ideias são-me gritadas. Dom. Oceanos de imensidão. Rugidos de desprezo. Dor. Por favor, relembra-me...

Eli

:)


sábado, novembro 28, 2009

A Música




Andava a ouvir algo que suscitava a minha curiosidade, misteriosamente. Não me conseguia lembrar de onde vinham os sentimentos que me prendiam. Aquelas vozes levavam-me ao profundo. Não imaginava porquê. O poder que tinha sobre mim fascinava-me. Porém, sentia que o meu inconsciente não me conseguia transmitir a mensagem por completo. Andei assim dias e dias, apenas com um leve conhecimento e com uma grande capacidade de sentir. Hoje, finalmente, desvendei. Poderia pedir perdão às pedras por onde caminho, por gastar mais do mundo do que lhe dou. Mas, consigo gritar alto demais dentro de mim. Consegui não ficar surda àquela sensibilidade inerente. Concerteza que o fôlego se perderia se tivesse ignorado o Sinal. Serei capaz de me despir de tantos precalços, de conduzir pela manhã com um sorriso. Acredito. A força que sinto não me vai deixar para trás. Não desistamos. Entoemos sinais assim. Abracemos esta cumplicidade. Revela-me as conjugações do teu verbo desvendar. Relembro um tempo em que os poemas jorravam dos teus dedos e eu os devorava. Tal vampira. Tal admiradora. Tal apaixonada. Então, um dia, vieste à superfície. Eu vi a tua sombra. O teu corpo permaneceu imerso. Aquele suspirar ardeu-me mais do que um beijo entregue às moedas que não pagavam grafemas. O som. Aquele. Se me levares a voar nessa missão, as condicionais evaporar-se-ão. Sem sentido, sem ter perdido, encontrei. Encontraste-me.

Eli

:)

sexta-feira, novembro 27, 2009

Mãe



A lareira crepita. Aqueço-me. O sofá envolve-me com calor. Leio palavras de desconhecidos. Aguardo entre o som do fogo e o de coros em oração. Ao meu lado, adormece. Ouvem-se vozes e vozes... quando uma delas chora dizendo "mãe" ela acorda, olha em volta e o subconsciente informa-a que está tudo bem. A voz feminina que clamava não era minha. Esconde-se no sonho, envolvida em sono... entre o profundo e o leve. Volta a abrir os olhos e dormita ao som do calor. Ecos... elas ouvem ecos e acordam. O amor e os umbilicais nunca sucumbem. Alicerce.

Eli

:)

(Foto de Eli.)

Aquele chover


Deixa-me chover um pouco. As pedras do alcatrão absorvem-me a ternura e as mãos. Não sei lidar. O mistério consome-me. A respiração perde-se. A vontade de enfrentar o sono desvaneceu-se. A tristeza mostra-me as suas garras. Aqueles pingos não são mais silenciosos. As letras amontoam-se e as ideias transtornam-se. Não é solidão. Não é depressão. Quero um poema e uma fada. Quero percorrer os olhos da poesia lida em voz alta, o olhar pela madrugada do amor.

Eli

quinta-feira, novembro 26, 2009

...One


Anseio pelo crepitar da fogueira numa sala inexistente. Sonho com o brilho da lua numa paisagem que não vi. Inspiro. Leio. Preciso de... Enquanto isso. Respiro. Afogo-me nas gargalhadas e esqueço-me que não sei nadar. Torna-se fácil. Sabes, conduzir durante algum tempo ao som de espectativas fulminantes é, de facto, um abraço ao caminho. Uma imagem, um nome, um som, o sorriso e escolho viver cada pormenor para que a imensidão das cores do meu vestido se relacione com as pálpebras enquanto te leio.

Eli

:)

P.S. Imagem de Eli.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Além


Quando quiser voltar para trás, olharei de lado, porque de frente fica tudo claro. O que faço agora que rasguei aquelas cartas enamoradas? Já sei. Mato o passado para que ele se possa libertar através dos sonhos. Aquele vislumbre que julguei não voltar. Escreve-me, porque as cartas não se repetem. Eu mudei. Será que ainda sei andar de bicicleta? Aprenderei a amar. As exigências cospem saliva lavada longe do mar. Além do muro estás... tal incógnita. Porém, quererei um lugar à beira das árvores, ou preciso das viagens? Saberei viver sem elas?!


Eli


:)


P.S. Imagem de Eli.

domingo, novembro 22, 2009

Prato



Abandono um número considerável de ideias sobre gozar o sol. Encontro-me preenchida com aquilo que não se explica. Há pedaços de mim ávidos por gargalhadas incógnitas. Os músculos bebem aquelas ideias e não tenho mais palavras para gritar. Não me repitam balanços, não me obriguem à paixão, não me toquem com ausência. A indiferença cola-se ao frio numa dança sem fim. Olho a imensidão da beleza que não apresento e... sei que não é fácil. Mais uma vez...

Eli

:)

quinta-feira, novembro 19, 2009

Crianças


- Estou com dor de cabeça. Façam menos barulho, se faz favor. - Coloco a mão na cabeça.
Sento-me.
- Oh "Proxora", se calhar estás com febre. - Um aluno aproximou-se com a tarefa para tirar uma dúvida e colocou a mão na minha testa. Outra, veio logo dar-me um beijinho na testa, coisa que vê alguns adultos fazer.
Quando dei conta, estava a turma toda com as mãozinhas na minha cabeça. Despentearam-me com amor.

Fiquei impávida e serena.

Eli

:)

quarta-feira, novembro 18, 2009

Inspirando...


Imagem de Eli...



Fotografas-me nos passeios de encantar
Numa cidade banhada pelos braços
Ternunerento testemunho temível mar

Os dedos entrelaçam-se nos sonhos perdidos
Os momentos fogem-me... escassos
À tua voz, ao teu cheiro, a ti rendidos

Eli

:)

domingo, novembro 15, 2009

Entre o Preto e o Branco


Imagem de Eli


Boa Noite!

Hoje apresento duas quadras para "Conta um Conto".
Um desafio que encontrei por acaso no Blogue
 Fábrica de Letras

Uma ideia, uma cor e o equilíbrio descai
A pétalas e o parágrafo morrem sem dor
Um vislumbrar que tanto vem como vai
As manchas da tua roupa sem cor

Ouço-te surrurrar mistério sem sentir
Arranho sons no teu ouvido sem amor
Canta e encanta num par a emergir
Abraça-me com os dedos e com calor

Eli Rodrigues

:)

quarta-feira, novembro 11, 2009

Aceitação

Nem sempre consigo aceitar uma verdade para a qual não estou preparada. Prefiro a realidade à ilusão, o positivismo ao negativismo, o acontecer ao esperar...

Talvez precise mesmo de mudar a visão de um caso ou vários. Olhar como um passado reflectido. Mesmo que isso signifique não ser natural.

Eli

:)

domingo, novembro 08, 2009

ENCONTRO


Boa Noite!

Venho sugerir que todos os blogueiros interessados no encontro ou apenas atentos (a este blogue e/ou aoutros), que divulguem este cartaz!

Obrigada.

(As confirmações são até dia 15 de Novembro.)

Eli

:)

quinta-feira, novembro 05, 2009

LoVe



Vou ficar aqui um bocadinho a pensar no quão o desejo pode ser algo fundamental. Vou-me despedir destas imagens sempre iguais sempre fiéis a um método. Vou sentir aquele sentimento que me eleva cada vez menos. Vou sentar-me no colo da areia e deitar a cabeça no teu perfume. Vou abraçar-te sonhando com uma plenitude e entendimento capazes de me manter audaz. O amor não sonha, não procura, não encontra. Ele acontece.

Acontecer é deixar viver os nossos pensamentos.

Eli

:)

Mais uma semana...


Encontrei uma imagem que me lembrasse de outros momentos.

Fiz uma pausa.

Encarei a possibilidade de não ver apenas trabalho.

Acordo a pensar em trabalho. Sonho com ele... Vivo apenas ele. Pena que Ele não é um homem! ahah

FIM

(A partir de agora não leiam mais, pois correm o risco de ficar com pena e isso é triste.)

Tenho que registar esta semana... Acordo todos os dias antes das 8:00. Vou trabalhar. Almoço na escola. Trabalho nos intervalos e na hora de almoço.

Segunda
Cheguei a casa antes das 22:00 h.
Trabalhei 14 horas seguidas e, quando cheguei a casa ainda fui esboçar umas coisas, arrastando-me para o dia seguinte.

Ontem
Deitei-me depois das 2:00 h.
Trabalhei 10 horas seguidas, mais duas em casa = 12 horas.

Hoje
Cheguei muito depois das 21:00 h.

Hoje trabalhei treze horas seguidas. Podem falar dos outros professores, mas eu registo isto para não me esquecer por que é que não consigo Ter Vida!...

Quando for grande quero ser professora?!

Boa noite...

Eli

P.S. Imagem de Eli.

terça-feira, novembro 03, 2009

Foste


Enquanto ainda resta um pouco de realidade, refugio-me na profissão e nas práticas imperfeitas. Acordo cada dia sem ideias que aparecem do nada quando mais preciso de motivação para entregar.

De mãos dadas, levantadas, entregues...
Sem letras, nem palavras rasuradas
Encontrei-me contigo

Com uma magia que não esqueces
Entre margens amarguradas
Serás esquecido.

:)

Eli

(Foto de Eli.)

sexta-feira, outubro 30, 2009

Eu VOU! E tu?


AI AI AI
O Gonçalo ( http://osabordapalavra.blogspot.com/ ) está a organizar um encontro de blogueiros (não gosto muito desta palavra).
.
Realizar-se-á dia 21 de Novembro de 2009, na Capital!
.
É um Sábado à noite...
.
Como estou numa onda de abertura... promovo esta iniciativa social.
.
Quem estiver interessado deve enviar um mail para o endereço supracitado.
.
Basta ter um blogue e vontade de partilhar sorrisos...
.
Eli
.
Ansiosamente à espera de SIM's!
:)

quinta-feira, outubro 29, 2009

Ir Ver o Mar

Lembrem-me de ir ver o mar
Fugi até aqui, pois as obrigações
Querem roubar-me a alma

Preciso de alento para entoar
Os sons das marés aos trambulhões
Encostar a face numa palma

Inspirar-te e encostrar
Os acentos e as pontuações

Ensinando a amar
Abandonando as frustrações

Ah! Que piano tão bravio, que triste saudar...

Escrevi, fotografei e fui alvo de paixões...

Eli

:)

(Imagem de Eli)

terça-feira, outubro 27, 2009

Carta


Queria entregar-me àquelas palavras...
Às que conquistam com sabor
Às maiúsculas e sábias
Às que me relembram o amor
.
Mas, o beijo tardou
A música rebentou...
.
... o... o abraço...
.
Os relevos penetraram
... e o olhar sonhou
.
Entendam-me pouco
Para que permaneça
Desta forma ténue
Como a dança
... que me define
sem me desmistificar...
.
Embala-me de uma vez
Leva-me para esse patamar
Onde as cartas de amor
Me possam atormentar.
.
Eli
.
:)
(Foto de Eli.)

domingo, outubro 25, 2009

Olhar

Uma vez li num livro que aquela pessoa trazia um ponto luminoso em cima do ombro e só quem fosse "talhado" para ela é que o conseguiria ver. Seria como referir aquela velha máxima de que "existe um chinelo para cada pé"... Só precisamos de encontrá-lo. Às vezes lembro-me disso e acho que, se nunca vi o ponto luminoso, é porque nunca me encontrei com ele! No entanto, posso não ter essa capacidade. Como tal, considero a hipótese de ver algo especial, do género do ponto, no olhar. Será que isso traduz algo, ou posso enganar-me num olhar?!

Eli

:)


Uma vez, uma amiga disse-me...
"Aconteceu quando eu estava mesmo a perder a Fé".
Será que não me acontece porque eu não perco a Fé?
Os caminhos que me trazem a inspiração são mais pessoais do que deviam ser ou serei eu mais uma no meio de uma imensidão planeada?
Os precalços e as experiências que vivenciei são, sem qualquer dúvida, o que sou hoje e do qual tanto me orgulho.
Destino?!
Eu acredito, mas às vezes é tão difícil.
Basta ter acordado hoje desta forma e ter escrito de manhã para prever uma sombra.
:)
Eli

sexta-feira, outubro 23, 2009

Papel?

Estava a escrever um comentário num blog e... de repente, tomei outra decisão. Vou começar a escrever aqui também sobre o meu lado profissional. Afinal de contas é a minha vida e por mais que isso seja descrito aqui de uma forma subtil, penso que já estou a perder a piada, pois o lado sentimental anda meio apagado e, com isso também o blog.

Como tal, vou despejar aqui umas tantas coisas!

Estava no blog da Professorinha (link ali ao lado) quando me apercebi que o que tinha lido tinha-me suscitado fazer justiça a uns tantos comentários que não só li lá como já tenho ouvido por parte de gente mal informada.

Portanto, vou ajudar nessa comunicação.








Uma amiga e colega respondeu a alguém com aquela conversa de "ah e tal ser professor é que é bom":

- Vem passar um dia inteiro comigo e depois podes dizer o que quiseres.

A tal pessoa não quis. Engoliu em seco.

Não se fale daquilo que não se sabe.

Se ser professor é tão bom, por que é que não escolheu esta profissão?!

Há quem nunca esteja em casa a semana toda e mesmo quando gostaria de ir a casa, porque é fim de semana e tem direito a uma paragem, não pode, porque está numa ilha a trabalhar, ou está tão longe que o dinheiro NÃO chega MESMO, pois ou se paga a estadia para trabalhar e o carro para as deslocações ou então não trabalha.

Estou a comprar tempo de serviço. Já ouviram falar em "chapa ganha, chapa gasta"?!

Pois é, aplica-se!

Às vezes, é tão cansativo segurar no braço de um aluno para que ele não agrida outro e dar a aula ao mesmo tempo que acho que chegar a casa várias noites cerca das 22h depois de estar a trabalhar desde as 8:30 já nem deve ser referido, apesar de ser lembrado.

Podia fazer as 35 horas na escola (ah ah ah são estas que me pagam... as outras ofereço...) e depois vinha para casa! Yupiiiii! Quando isso acontece tenho que mergulhar nos papéis.

Afinal de contas é Sexta-feira e, apesar do meu horário acabar hoje às 15:30, estive na escola a preparar aulas, escrever a letras manuscritas e ditongos vinte vezes, porque tenho limite de fotocópias!

E fiquei a fazer super-visão, pois se não estiver lá, os colegas não conseguem dar aula.

Por que é que estou assim hoje?!

Fui a casa no último fim de semana.

No Domingo...
Estando sozinha em casa, vim logo à hora de almoço, praticamente sem almoçar, porque não me apeteceu sentar a comer sozinha e precisava de chegar cedo para ter lugar para estacionar aqui na rua, já que vinha carregada.
Segunda-feira
Dia TODO a trabalhar. A formação à noite foi positiva, mas ter que andar nos becos perigosos sozinha, fez-me sentir medo. Cheguei a casa por volta das 22h.
Terça-feira
Cheguei a casa às 18h. Dormi um pouco para aguentar o resto da semana. Adormecer sempre depois da uma e acordar antes das oito é desgastante.
Quarta-feira
Reunião extraordinária. Implicâncias. Cheguei por volta das 22h. Tive que estacionar longe e chovia muito. Não tive medo, pois já estava tão abatida que já nem me importava com nada...
Quinta-feira
Saía às 15:30 mas arranjaram uma formação da treta sobre a Gripe A, que não serviu para nada! Gosto de aprender (como na Segunda), mas não foi o caso e nem sequer temos certificado! Lá para as 17:30 fui tratar da Via Verde. Finalmente não vou perder tempo nas portagens. Fiz algo por mim que não era trabalho, mas que comprei para vir trabalhar!
Sexta-feira
Saí cerca das 18:00 ! O meu horário era até às 15:30. Mais uma vez não usufruí. Fiquei a fazer super-visão, pois se não estivesse lá, os colegas não conseguem dar aula. Estive a preparar aulas, escrever a letras manuscritas e ditongos em vinte folhas, porque já não posso tirar mais fotocópias este mês.

Ser professora é a única coisa que sei fazer de melhor. O problema é que complicaram tanto que a parte que eu gostava mesmo, aquela que me faz andar tantos quilómetros longe, a tal que me fazia sentir vocação para o ensino é uma percentagem mínima. Passo o tempo a tentar educar para que haja o mínimo de condições dentro da sala.

Se houvesse respeito, teria meio caminho andado para não sentir isto tão penoso!

Os instantes que tenho felizes ainda compensam pelo que ainda poderá vir...

Eli

:)

Exportar-me


Deixem-me perseguir algo como o sonho. Deixem-me existir além das rimas e do medo. Preciso de calcar umas tantas areias e deixar umas lágrimas misturarem o Sol com o Sal para que a Lua permaneça. Gostava de inspirar pelas letras um coração. Preciso de um pedaço de fé no meu caminho. Quero chorar umas tantas lágrimas sozinha com o mundo. Cansei-me de mim.
Eli
:)

domingo, outubro 11, 2009

Homem


Às vezes, deixamos que a nossa vida se foque apenas num único objectivo. Às vezes, as pessoas encontram lacunas nos seus sonhos, porque talvez sejam os instituídos pelos outros. Se sou feliz? Sim, mas podia ser muito mais.
Eli
:)

domingo, outubro 04, 2009

Desafio


Para falar especificamente de mim e não apenas de um pensamento ou sentimento perdido no tempo, escolhi esta imagem que fotografei numa das minhas viagens... porque me faz lembrar como sou lutadora e só desisto se deixar ir algo for um acto mais corajoso do que ficar teimosamente agarrada a algo sem futuro...
O Gonçalo (do blog Sabor da Palavra) desafiou-me, mas eu não vou desafiar nomes... vou apenas deixar aqui o cheiro desta proposta...
Oito características...
Lutadora - Com armas impensáveis...
Escritora - Porque gosto, porque escrevo.
Nómada - De casa em casa com as tralhas às costas.
Teimosa - Quando sei tenho razão. Também sei ouvir os outros argumentos.
Desprendida - O necessário para sobreviver com equilíbrio.
Romântica - Mas, só com originalidade.
Conversadora - Característica essencial nos outros.
Humorística - Apenas quando me o permitem.
Havia muitas mais, mas não vou desnudar-me por completo quando o mistério é uma vertente essencial deste espaço, embora, quando mais damos, mais temos, mais SOMOS!
Eli
:)

sábado, outubro 03, 2009

Momento de Viragem


Às vezes amargamos a música para os plurais parecerem mais disponíveis. Sonhamos baixo para que não alcancemos os impossíveis.
.
Matamos o parágrafo da realidade escaldante e sobrevivemos.
Alucinamos?
.
:)
Eli

segunda-feira, setembro 28, 2009

Here I am

Quero mais.


domingo, setembro 27, 2009

Apenas

Parece tanto tempo. A vida vai passando à nossa volta e dentro de nós. Definitivamente, nós só queremos ser felizes.
Eli
:)

quinta-feira, setembro 24, 2009

A última gota

Às vezes, basta mesmo uma pequena pressão que todas as gotas de água transbordam.

Eli

terça-feira, setembro 15, 2009

Estação

Com um arrepio nos pés, sonho com uma nova estação, tal como fiz ano após anos. Uma esperança no conhecimento e num novo acontecer. Não faço parte, mas sinto que nenhuma alternativa é viável. As opções levam-me a consequências maiores e quiçá melhores, mas não deveria ter sido eu a esolher entre algo que desconheço.
Eli

:)

sexta-feira, setembro 11, 2009

Incompreendida


Se me quisesses despedida de um trabalho sem fim, para quê que me deixaste lutar?!
Por que é que tive que deixar no passado tudo aquilo que me fez mais vibrar?!
As danças sem sentido e os olhos sem sabor, estão desconfiados de uma perda...
Eu ainda tenho os dedos.
Os anéis nunca chegram e já partiram numa dor só.
O que tenho é muito mais que um poema perdido a meio da noite.
Incompreendida.
Mais uma vez, fiz parte de amores que sonhei no passado, mas foram tão fugazes! Ai que não me posso pôr a errar sem perdão.
Preciso de mais! De muito mais!
A luta não depende só de mim.
A esperança leva-me para casa do tormento e o medo é mais forte do que devia.
Pensei que esta capacidade estivesse perdida, mas estava simplesmente adormecida!
Oh! Quero sentir! Sentir.
.
Eli
:)

segunda-feira, setembro 07, 2009

Rasgo III


assim como quem se atira para o chão
esperando uma queda anunciada
e umas marcas pouco profundas
.
anuncio-me entre pontos e médias
entre pontuação e maiúsculas
bebo à misericórdia e aos morangos
.
revelo o pouco do muito
e em mim desloco o preto
lentamente
.
assino um atestado de sedução
lanço as cartas e bebo dos braços
o perfume da razão
.
Eli

sexta-feira, setembro 04, 2009

Rasgo II


viro as mãos
e as palmas tocam no coração
como se de um tambor se tratasse
rasgo um poema a meio da noite
estoiro umas fotografias sem paixão
e uma voz sussurrasse
.
não danço mais com maiúsculas
rendo-me aos raios de sol
baloiçando como ervas ao vento
.
vendes-me uma imagem de desejo
descobrem-se vestígios de história
e purifico o meu alento
.
Eli

quinta-feira, setembro 03, 2009

Rasgo


bebendo de uma água escura
como se tivesse um branco
cheio de perdões
sem qualquer brilho
ou pontuações
abotoava a imaginação
que não trouxe mais sonhos
deleitava a rima
prostrando-a pelo chão
Eli

quinta-feira, agosto 20, 2009

Prémio Frescura


O Gonçalo (http://osabordapalavra.blogspot.com/) ofereceu-me este prémio, através do seu blog, o qual eu já agradeci. No entanto, o que mais tenho a salientar foi as palavras que me dirigiu assim como a este blog. O prémio frescura pode não ser o mais indicado, mas a expressão "vive sorrindo" indentifica-me.
A primeira regra era mencionar quem me o ofereceu e a segunda era indicá-lo a oito pessoas. Quando não cumprir regras não é algo ilegal, eu gosto de fazê-lo à minha maneira, por isso... eu informo a todos os que me visitam e comentam que todos os comentários soam-me a frescura e gosto imenso de os ler.
Obrigada.
:)
Eli

segunda-feira, agosto 10, 2009

Ali

Imagem de Eli
(como praticamente todas as outras)
.
.
... ou em qualquer outro lugar, ouço "Glory Box - Portishead" e deixo-me a pensar em palavras parvas ditas por letras desconexas. Não vale a pena sonhar muito alto. Já não faço planos a longo prazo há demasiado tempo. Fiquei presa algures entre ao estar sozinha e o ser sozinha. Se, dantes os amigos bastavam, agora bastam-se entre si e nem as letras mais fugidias lá chegam com assobios. Partem para longe esperanças e amizades deixando vendas e compras à espera de um toque ou outro. O espaço laranja não me diz mais, o azul nem tanto e eu nem Eremitão sei ser como outrora fui capaz. Basto-me por enquanto, mas a fé não faz jus à esperança. Chama por mim, mas não quero ir. Preciso de mais. Muito mais.
.
"I just want to be a woman"
.
Eli
:)

quarta-feira, agosto 05, 2009

Nómada


Com mais de oitocentas páginas, este é o meu novo companheiro. É pesado, mas compensa pela originalidade verificando-se numa "lufada de ar fresco" relativamente à leitura que fazia outrora.
Vou na página 102. Já falta pouco!
:)
Eli

sexta-feira, julho 31, 2009

Erro

Quantos caminhos terei de percorrer mais até chegar lá?! Quantas vezes vou ter mais de me magoar?! As amizades que vou construindo sempre me fizeram sobreviver e, no mundo real, encontro vazios inexplicáveis que tento colmatar com ocupações... O tempo ocupado nem sempre rende. Tomei algumas decisões baseadas em atitudes mal (ou nã0) pensadas e... não irás sentir a minha falta, pois, se desligares a net, eu deixarei de existir.
.
Eli