Agora nem nómada, nem emigrante.


terça-feira, dezembro 01, 2009

Da Espera...





É um toque. Uma palavra. Uma promessa. Uma qualquer coisa assim... ou não. Importa? Será que esta sede sabe a sangue? Rasura instrospecções? Marca o calor? Os temómetros foram desligados, para que pudesse usar desta navalha. O vermelho corrompe as falhas ignoradas. Como posso eu não vestir um arrepio ao sair da rua para uma cama assim, embrulhada em banda sonora? Frio. Arrefeço-te. Um cubo de gelo para que me possas beber... Telefono-te pouco a pouco. A imensidão viaja. Coloco-me confortável. Copio-me. Pausa.

Medo...
(...)
- Estou! Ah... Ainda estás cá?
- Onde?
- Aqui. Espaço. Revolução. Pedaço de Coração.
- Isso agora... (sorriso) - Vou-me embora.
- Porquê?
(...)
Quando...

Play. Todas as preces valem a pena. O Mundo partiu. Não me sinto abandonada. As ideias são-me gritadas. Dom. Oceanos de imensidão. Rugidos de desprezo. Dor. Por favor, relembra-me...

Eli

:)


14 comentários:

Corvo Negro disse...

Sim... ainda.









Sempre.
Abraço-te.

Anónimo disse...

Há ''mel'' que tem, de tempos a tempos, sabor a sangue,suor e/ou lágrimas.
Por estranho que possa parecer, é quando o ''mel'' nos deixa um sabor amargo no palato e na alma, que despertamos para o sabor intenso e doce de tudo o que nos sacia a sede,a fome, o desejo,...
''Da espera...''... A espera pode ter 2 efeitos completamente diferentes...
Ou nos seca por dentro, por parecer quase uma espera eterna e por algo/alguém que tarda em chegar para saciar a nossa sede seja do que for, ou nos faz crescer água na boca, a cada minuto que se espera, nervoso miudinho instalado,coração descompassado,saciando sede até chegarmos a uma fonte de água pura.
:-)

em_segredo

Rafeiro Perfumado disse...

A maior dor vai ser a que a jove da imagem vai ter nas costas, se tiver de carregar com aquele trambolho...

O Profeta disse...

Porque será que os pássaros
Cantam na partida do dia
Porque será que um amante ausente
Fica de alma apertada, vazia?

Porque será que as ondas lamentam
Em sussuros de sal no areal
Porque será que as rezas são feitas
Para correr para o longe o perverso mal?


Boa semana


Doce beijo

Eli disse...

Corvo Negro


Sempre é muito tempo. Têm-se passado tempestades e o mar nem sempre é um espelho, mas... Estamos.

:)

Eli disse...

em_segredo

Há vários tipos de mel, assim como há vários tipos de interpretações e vivências. Somos nós as letras e vice-versa.

Thank you.

:)

Eli disse...

Rafeiro Perfumado

Doem as costas a quem carrega um coração demasiado grande?

:P

Eli disse...

O Profeta

Boas perguntas. Podes responder-lhes?!

:)

Boa Semana.

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Um registo diferente, este. Quase pesado. Quase tétrico. mas sempre sentido e poético. Fica a dúvida aqui: "Arrefeço-te. Um cubo de gelo para que me possas beber... Telefono-te pouco a pouco."

Arrefeço-te? Há razoes que a razao nao conhece, certo?

beijinhos amigos

Eli disse...

Daniel Silva

Consideras este registo pesado por ser mais negativista?! A escrita sai-me sempre do lado mais sombrio... É mais fácil assim...

Obrigada.

:)

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Não, não acho mais negativista. Acho mais denso, como que neo-realista, onde o sangue e o hiper-realismo nos entram pelo poema como um dia sério de palavras. Eu disse que achava um registo diferente: como quem tem capacidade para escreveres em vários registos ;) E este registo é denso, diferente dos outros, mas nao... nao acho negativista. Forte, se quiseres. Diferente :)

bjinhos amigos

Rafeiro Perfumado disse...

Ó se doem, há quem morra disso! ;)

Eli disse...

Daniel Silva

"como quem tem capacidade para escreveres em vários registos ;) E este registo é denso, diferente dos outros"

Deixa-me engolir em seco. Os comentários que recebo são o meu orgulho...

:)

Eli disse...

Rafeiro Perfumado

Podes explicar-me isso melhor!?

:)