Agora nem nómada, nem emigrante.


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quinta-feira, junho 14, 2012

Andando

Vou sonhar mais uma vez. Apenas uma noite sob um robe mal aberto e mal fechado. Esquecendo o calor e deixando que as músicas mandem em mim. Aquela que me enviou um amigo, dizendo que gosta de mim, que me surpreendeu, porque a letra escrita em português puro me fez lembrar de mim. Paro também para não olhar em volta, porque a televisão se dispersa e permaneço no profundo da minha música, errante. Esta, que já leu as minhas lágrimas em tempo de revolta e saudade. Não sou uma pessoa saudosa, daquelas que me desespera a despedida. Mas, passado um tempo, aquele tempo que não sei explicar, doem as lembranças com a ausência. Então, lembramo-nos apenas de alguns pormenores daquelas pessoas, porque todas as memórias são seletivas e, a minha tem a liberdade de bloquear e desfazer-se das tristes.

Há bocadinho dei por mim a pensar que se há alguma coisa que me faz mesmo feliz na minha vida são os amigos, são as pessoas que escolhi e que me escolheram.

Então, com elas partilho estes pensamentos, estes sonhos. São essas pessoas que me ouvem realmente e me deixam esquecer-me de tudo quando falo e que me confiam suas vidas, seus problemas. É disto que me alimento realmente. De conversas, de partilha, de confiança, de momentos com os outros.

Uma noite mais e... parece-me que até gosto de não fazer a mínima ideia do que irá acontecer. O contrato acabará, regressei àquela casa que é apenas um niquinho minha e... sem dinheiro para sair dali, só espero ter força para me superar, porque este ano tenho objetivos.

Háde sempre haver música, palavras, eventos, letras, livros, pessoas e terei algo pelo que lutar! Mesmo!

Estou a deixar-me ir, sem pressas. A paz que sinto é necessária.

Eli

:)


P.S. Fotografia tirada por Eli, num momento tão certo como ideal.

domingo, março 13, 2011

The Eli

(Imagem de Eli)


Sempre gostei de pegadas
Já escrevi em lágrimas
Já sofri sem ninguém saber
Já menti porque tinha que ser
Sei disfarçar quando me emociono, mas já não sei se quero
Sempre me fiz de forte
Sou uma sonhadora nata
Evito saber o que não me diz respeito
Consigo imaginar as fotos antes de as ver na máquina
Há trinta anos que procuro o amor da minha vida
Adoro o meu trabalho assim
Os meus amigos ocupam uma parte principal da minha vida
Já me apaixonei por quem não conhecia
Há anos que guardo segredos
Há uns meses que comecei a ver mal ao longe
Gosto tanto do meu carro
Tenho momentos de felicidade por coisas mínimas
Não sou nem quero ser tríste
Sou selectiva
Gosto bastante de escrever
Sou preguiçosa
Gosto de elogios sentidos e verdadeiros
Invisto tempo em quem me faz bem
Gosto que me escrevam
Tenho muito peso a mais
Desapaixono-me num instante
Não digo quando não gosto de uma prenda
Tenho um problema na coluna
Sou sorridente
Gosto de falar com desconhecidos
Tenho saudades de andar de avião
Digo (quase) sempre o que penso
Não uso saltos altos
Detesto o cheiro a hortelã
Gosto muito de mim


Eli

:)


Agora cliquem aqui para ouvi o que vamos fazer a seguir.

:))

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Da parte menos boa



Lembro-me de ser pequena e de ser tratada quando estava doente. Felizmente nunca fui obrigada a permanecer no Hospital. Em casa, recebi aquela atenção... tanto que cheguei a dizer que estava doente só para receber os tais mimos. O que é certo é que dei-me conta, com o passar do tempo que estar doente é também estar triste, porque não tenho quem trate de mim e sinto-me sozinha. Precisava de alguém que me ajudasse agora e não tenho. Pronto. Com os problemas é assim também. Orgulho-me muito de ser independente, mas que custa, custa!

Eli

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Inspiração

Imagem de Eli

A partir deste momento, este blogue terá música, caso a queiram ouvir. A sugestão vai para a minha música preferida, a que mais me inspirou em todos os tempos deste blogue e não só...

Ofereço-vos este momento com as palmas das mãos abertas em retribuição de tudo o que me têm dado.

Sorrindo ternamente...

Eli

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Descontracção

Imagem de Eli

Mesmo que a minha cara tenha estado descontraída, assim que me sento para escrever, os meus pensamentos recorrem àquelas imagens tão únicas, tão minhas, tão... parte de um passado que não volta. O lamento não vale a pena, os troncos das árvores apenas envelhecem, parte por parte, castanho por verde e amarelo a imitar azul... Nas festas e jantares, um novo brilho se abre à humildade e ao amor... um pedaço de mim escreve automaticamente e as letras fogem ao ritmo da música que não, não me traz poemas. A poesia magoa-me. A ausência de palavras também. Necessito disto. Numa perspectiva quase animalesca, sobrevivo graças a isto. Clico em ti e não me trazes nada de novo. Esqueço. Horas e horas a esquecer. Olho através dos vidros do carro. Aumento o volume de uma guitarra tão sonhadora quanto a minha alma me permite. Não desisti. Eliminei-te. Não fazes parte, jamais. A mentira dá sempre lugar a uma outra vontade. Qualquer, sim, mas outra!

:)

segunda-feira, novembro 29, 2010

Memória dos flocos brancos

Imagem de Eli

Sim, já vi que sim. Tal como o azul do céu que brilhou naquela tarde. Sim, eu conheci-o tão bem. Eu conheço-me tão bem e leio nos sinais um caminho. O mundo leva-nos à frente e diz-me para renuvescer. A neve nunca mais voltará a ser a mesma, nem os flocos terão a mesma forma ou feitio. Talvez uma lágrima pública se escape atrevés do branco. Nem deixarei as janelas. Nem quero um boneco. Nada será igual.

Eli

sábado, novembro 27, 2010

A verdade

Fotografia tirada por Eli

Como poderei escrever sempre com uma ideia que nunca digo?! Quanto tempo mais serei capaz de aguentar este sufoco! Quero gritar isto, mas não quero dar asssim esta informação. Conheço as pessoas, elas sobrevivem à minha volta. Como poderei, por um lado, não partilhar?! Por outro lado, deverei entregar mais uma preocupação àqueles que nem sabem que ela me existe?!

Às vezes quero tanto esquecer a realidade da ausência, que as lágrimas rebentam do sufoco onde permanecem, quando o sorriso prevalece.

Ser-me-á permitido... sim, eu sei que eu faço, eu aturo, eu seguro, porque quero. Acima de tudo, sim, eu dou valor, embora muitas vezes ninguém saiba qual é a minha corrida, como é o meu respirar e por que é que me agarro tanto ao que tem valor para que a felicidade permaneça na minha alma, nem que seja apenas pelo tempo possível, sim, porque a esperança traz-me um pouco de alegria e paz, embora não possa esperar tudo, a alegria não vem, exijo a paz.

Há dias, esta semana, sonhei levemente com algo, que no próprio sonho, sabia ser impossível. Não me venham dizer que "ah, tudo é possível". Eu sei que NÃO é! Por isso, me fecho, por isso não falei do sonho e de outras coisas, porque sei que ninguém me pode ajudar. Só eu me posso entender melhor, assim, sozinha.

Manda-me sinais... como aqueles que li... apenas porque acredito.

De que me vale ser nómada...
De que me vale ser rica...
De que me vale gostar...
De que me vale ter...
De que me vale sorrir...
De que me vale...?

A minha dor é tão difícil de suportar
Que nem todos os abraços serviriam para a acalmar
Eu escorrego entre as teclas de uma música
Que insiste em não parar
E não consigo mais
E preciso superar

Deixem-me libertar
Só uma vez, só mais uma vez...

Quero tanto chorar mais e mais e mais e mais
Não preciso que me digam que sou isto ou aquilo

Eu tenho direito a sofrer e preciso de viver e sentir
... atabalhoadamente as minhas lágrimas
Para as limpar a seguir
E... quem sabe, numa paz
... dormir.

Preciso tanto dele.
Tanto tanto tanto
Dá-me a mão, por favor
Preciso que me façar levantar outra vez
Preciso
... da tua presença, aqui e na minha vida.

Não me deixes assim triste...
Nem consigo respirar assim.
O meu coração bate descompassadamente

E não sei como será um Natal sem ti,
... porque nunca o vivi...

Preciso de viver sozinha,
... porque preciso de chorar sozinha.

Eli

quinta-feira, setembro 16, 2010

Procura-se Lista de Colocações. Quem encontrar é favor reenviar...



Ainda não fiz as malas, ainda não fui colocada. No ano passado, por esta altura, saíam listas diárias com as vagas imediatamanete preenchidas para que os alunos não tivessem de esperar mais. Tanto colocações anuais como temporárias.
Porém, este ano, anuciaram que nas primeiras quatro listas só sairiam vagas anuais. Nós suspirámos um pouco com uma vaga anual, principalmente eu que nunca tenho essa sorte. Sim, é uma sorte ficar um ano todo numa escola. Mas, felizmente, nos últimos dois anos, consegui trabalhar (em sete escolas)!
Mas, para não me esquecer do que ia a dizer, saiu apenas uma lista de professores em Setembro, na outra quinta-feira. Será que esta quinta sairá outra?! É que tenho visitado a página inúmeras vezes e nem são capazes de colocar lá uma data a anunciar. Bem disse um amigo meu, colega também, que nos ano passado as colocações eram diárias porque havia eleições!
Na verdade, eu sei de fonte segura, que ainda há muitos lugares por preencher em várias escolas. Então, de que é que estão à espera?! Eu sei, cada dia que deixam passar, são uns euros que não saem nos bolsos deles! Já não bastava não fazerem os contratos até 31 de Agosto.
E... outra coisa, este ano houve uma lista de renovações. Quem teve sorte, viu o seu lugar garantido por mais um ano!
Eu gostava de saber por que é que essas pessoas, estando atrás de mim na lista têm essa possibilidade e eu não. Aliás, eu sei, a lei permite que quando houver vaga e tiver entrado na escola antes de Dezembro, a pessoa fique.
A lei permite.
Também permite que eu ande de escola em escola e não seja valorizada por ser "tapa-buracos" e assumir as turmas quando as professoras têm bebés ou ficam doentes.

Enfim... foi uma partilha que me apeteceu ter depois do último post, se bem que há muito mais para falar sobre este assunto!

:)

Eli

Obrigada pelos comentários. Gosto imenso!

sexta-feira, julho 02, 2010

Já não é

Imagem de Eli


De repente, ela abriu os olhos e viu que aquilo que tinha sido já não é.
Se calhar nunca foi. Ela sabia. Sabe.
Eli

:)
:)

terça-feira, maio 18, 2010

Caminhando levemente...



Levantar o corpo. Seguir a alma. Que bom é estar viva e conseguir manter o equilíbrio. Quão importante sou e me sinto quando alguém procura o meu sorriso e me vê tal e qual sou. Lembro-me das histórias que conto, da entoação que lhes dou. Aproximo-me das pessoas, partilho partes da minha vida. São os meus pequenos tesouros, as minhas vivências. Gosto tanto quando alguém de quem gosto me lê/ouve e me sente, me envolve, me torna sua, nem que seja apenas por um bocadinho. Sou uma felizarda por ter tantas pessoas a gostar de mim. Valorizam cada momento que lhes entreguei, cada gargalhada que soltei ao mundo, cada pedacinho de mim. De vez enquando, desconstruo-me e recomeço a construção de um ponto qualquer. Afinal, o que importa é não ficar parada e aproveitar a abertura que os outros me dão para fazerem parte!

Eli

:)

Música do Momento, que não estava a ouvir quando escrevi o post, mas que encaixa. Por isso, vim aqui, sorrateiramente, a meio da noite, partilhá-la.

segunda-feira, abril 26, 2010

Curta Viagem Interior

Imagem daqui


Num dos dias em que mais de custa aguentar, tenho alguém que partilha comigo parte da sua história de vida, fazendo-me sentir útil e importante. Entretanto, ouço uma música que parte comigo entre palavras e sonhos. É o som de uma viagem que sinto. Faz-me esquecer as dores físicas e a alma eleva-se. O violino saúda-me, como se me pedisse para dançar. Entretanto, já as janelas do comboio me vão mostrando os filmes exteriores. Eu viajo dentro de mim. Consigo ver-me protegida por quem sentiu o mesmo que eu. Uma cumplicidade, um entendimento. Dou conta que perdi a inocência que me restava.

Eli

domingo, abril 25, 2010

Ténue...

Imagem de Eli

Radiante. A sabedoria esqueceu-me aqui. Há semanas que tento compreender. O esquecimento é impossível. A lembrança é penosa. Quando fico na linha ténue do equilíbrio entre a depressão e a euforia, acredito que é possível  manter-me assim. Mas, eu nunca fui de ficar simplesmente pelo suportável. Tornar-me-ei cada vez mais inconstante?!

Eli

segunda-feira, abril 05, 2010

Gota do Passado

Imagem de Eli

Não entendes. Tenho saudades de estar apaixonada por ti. Naquela altura tudo era maior, até podia ser mais difícil, mas tinha sabores e cheiros que me prendiam a ti. Eu sonhava. Tu alimentavas os meus sonhos. Eu desejava e tu alimentavas os meus desejos. Eu não percebia e tu confundias-me ainda mais. Tudo circulava à volta de uma ou duas múscias que ouvia numa tal repetição que ultrapassava o silêncio da minha respiração. Não preciso de rever isto. Já nem sei em que gaveta aqueles sentimentos sucumbiram. Também não importa. O passado, para mim, é mesmo isso. Só ficam memórias que possam ensinar alguma coisa. Preciso de escrever outras coisas... Descrever fantasmas para que os possa identificar e aniquilar. Mas, sempre que falo em voz alta, tudo toma dimensões incontroláveis.
Eli

:)