Agora nem nómada, nem emigrante.


sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Da parte menos boa



Lembro-me de ser pequena e de ser tratada quando estava doente. Felizmente nunca fui obrigada a permanecer no Hospital. Em casa, recebi aquela atenção... tanto que cheguei a dizer que estava doente só para receber os tais mimos. O que é certo é que dei-me conta, com o passar do tempo que estar doente é também estar triste, porque não tenho quem trate de mim e sinto-me sozinha. Precisava de alguém que me ajudasse agora e não tenho. Pronto. Com os problemas é assim também. Orgulho-me muito de ser independente, mas que custa, custa!

Eli

16 comentários:

mfc disse...

Ohhh... todos fazíamos por estar doentes quando eramos pequenos!
Primeiro tínhamos a atenção que julgavamos devida e em segundo lugar (e não menos importante), podíamos faltar à escolinha!

Pedro Gaivota disse...

E quem te disse Rapariga que para seres independente tens que estar só?

Com esse sorriso giro e não tens quem cuide de Ti? Anda tudo a dormir...

Ou terás mau feitio??? Olha, a minha sogra também dificuldades em arranjar quem cuide dela...Mmmmmm, é sintomático...

;)

Anónimo disse...

és independente pk keres, ó caralho. ha sempre um, preço, mula...

Eli disse...

mfc

Eu eu nem me lembro de ter faltado à escola por estar doente. Ia na mesma (doente)...

:)


Pedro Gaivota

Li o teu comentário hoje à tarde e olha que me fez rir. Obrigada por teres sido expontâneo! Sobre a tua questão, penso que foi retórica, por isso não carece de resposta, pois não?!

:)


Anónimo

Foi preciso estar em baixo para ser insultada.

Miguel disse...

Há várias definições sobre ser independente e, como já aqui li, pode-se realmente ser independente sem se estar só, embora não me pareça esse o caso a que o texto se referia. Podemos ser independentes, felizes, acompanhados ou sozinhos e seja qual for a situação haverá sempre vantagens e desvantagens inerentes a qualquer uma delas, sendo que na solidão se reflectem mais nos momentos tristes e de alguma nostalgia quando mais sentimos a necessidade daquele calor humano da nossa infância ou de outras memórias mais aconchegantes que nos aquecem o espírito. Seja qual for o caso, só desejo que esse estado de espírito melhore e que a chuva logo passe para dar lugar a tempos de bonança. Quanto a certos comentários, o melhor é mesmo ignorá-los, preferia a dor da solidão à tristeza desumana de proferir tais atrocidades. Tudo de bom.

Manuel Luis disse...

Concordo com o Miguel e fica quase tudo dito.
Tenho flores para si de todas as cores salpicadas de pingos de chuva.
Volte sempre.
Beijo

Gonçalo disse...

Ser independente tem os seus pontos negativos. Ter uns pais armados em enfermeiros (ou mesmo enfermeiros) em casa quando estamos doentes é um motivo para a dependência assumida :P

Felizmente também assumo tudo o que digo sem me esconder no papel de anónimo. E dizem que tenho boa educação, também...

:)

Beijinhos***

Eli disse...

Miguel

Aquilo que escrevemos aqui nunca é tudo. Há sempre outras faces das várias moedas que lançamos no blogue. Só que desta vez, resolvi deixar um apontamento sobre um momento que normalmente nem partilharia. Agradeço-te as palavras que atenciosamente me deixaste.

:)



Manuel Luís

Nunca está tudo dito, não é?! Agradeço-te as flores. Afinal, são estes gestos que nos aumentam o número de sorrisos!

:)


Gonçalo

Felizmente que tens quem trate de ti com todos os cuidados necessários, assim como tratas dos outros.

Quanto aos comentários anónimos, só lhes damos a importância que quisermos, mas o que disseste foi acertado, assim como o que referiram os outros comentadores.

:))

PauloSilva disse...

Até agora quando estou doente sou tratado como se fosse pequenino xD

É bom ser independente mas aquela dependência de quando éramos pequenos faz-nos falta não é? :x

Eli disse...

PauloSilva

Nunca quis depender de ninguém, nem que dependessem de mim. Penso que isto não pode ser tão linear, mas...

:)

Pedro Gaivota disse...

Estou de rastos...
Gastei todo o meu charme e delicadeza no meu comentário, armei-me em cavalheiro e chega um tal de "anónimo" e pulveriza todo o meu esforço...Isso é que é ser delicado, caro anónimo... O meu amigo tem cá um jeito para as mulheres... E já agora, quando os seus paizinhos programavam as aulas de boa educação e de boas maneiras para os filhos, o meu amigo nunca assistia e ia brincar para o jardim, Não é verdade?...

Eli disse...

Pedro Gaivota

O teu cavalheirismo não foi afectado, pois valeu por si.

Obrigada por ter vindo em minha defesa!

:))

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Também nós, os quatro irmãos, quando estávamos doentes, eramos tratados com um desvelo próprio, e até as comidas eram melhores ;) Percebo o que dizes. A grande diferença é que sou muito dependente, preciso sempre muito dos outros, e claro que a independência não raro se paga cara, mas penso que quem é independente, geralmente também gosta de o ser, o que suaviza o fardo.

:)

Eli disse...

Daniel Silva (Lobinho)

Muito acertado esse comentário. Se faço esta vida assim é não só porque preciso, mas também porque quero e até gosto!

:)

Anónimo disse...

Espero que os problemas já tenham sido superados ou atenuados.
Custa mesmo...
:))


em_segredo

Eli disse...

em_segredo

Superamos uns para logo depois nos depararmos com outros!

:)