Agora nem nómada, nem emigrante.


quarta-feira, novembro 25, 2009

Além


Quando quiser voltar para trás, olharei de lado, porque de frente fica tudo claro. O que faço agora que rasguei aquelas cartas enamoradas? Já sei. Mato o passado para que ele se possa libertar através dos sonhos. Aquele vislumbre que julguei não voltar. Escreve-me, porque as cartas não se repetem. Eu mudei. Será que ainda sei andar de bicicleta? Aprenderei a amar. As exigências cospem saliva lavada longe do mar. Além do muro estás... tal incógnita. Porém, quererei um lugar à beira das árvores, ou preciso das viagens? Saberei viver sem elas?!


Eli


:)


P.S. Imagem de Eli.

6 comentários:

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Wow!!!

Dividiria isto em três partes;

uma inicial de desencanto e sublimação:

"O que faço agora que rasguei aquelas cartas enamoradas? Já sei. Mato o passado para que ele se possa libertar através dos sonhos."

Logo seguida de um nao querer apagar nada, de uma segunda oportunidade, de nova expectativa e idealização: "Escreve-me, porque as cartas não se repetem. Eu mudei. Será que ainda sei andar de bicicleta? Aprenderei a amar."

E no fim, não apenas cair no real, como dizem os brasileiros ;) mas mais do que tomar consciência disso, enfrentar esse real e tomá-lo por garantido. A chamada inteligência emocional: "Porém, quererei um lugar à beira das árvores, ou preciso das viagens? Saberei viver sem elas?!"

És uma pessoa forte, Eli. Eu fico-me sempre pelo segundo passo.

Gostei da observação que fizeste ao meu comentário ao teu post das crianças. Agora lê-lo de outra maneira, nao é? :)


beijinhos amigos, grande poeta.

Eli disse...

Daniel (Lobinho)

(...)

Quanto à tua interpretação do meu texto, agradeço-a e, de alguma forma, corresponde a alguns dos meus pensamentos. Nem eu saberia descortinar plenamente aquilo que escrevo. Está sempre em aberto e alvo de cogitação. Estás convidado a participar sempre com os teus comentários. Obrigada. Muito.

:)

Anónimo disse...

Rasgar cartas é fácil. Matar o passado, dificil..muito dificil.
Dizem que nunca se esquece como é andar de bicicleta. Concordo!
Estar à beira das árvores pode ser tão agradável como fazer uma viagem.
Caso te seja possível conciliar ambas as coisas, fá-lo.
Gostei muito!!
:))

em_segredo

Eli disse...

em_segredo

Rasgar cartas não é fácil. O passado pode morrer, mas não é esquecido...

Tanto por dizer sobre a vida, não é?

:)

Fatucha disse...

Olá Eli! :) Gostei do que li, está com o teu sentido pela interpetação que queiras dar, é teu, é pessoal. bjs*

Eli disse...

Fatucha

Ao publicá-lo deixa de ser só meu...

:)