Agora nem nómada, nem emigrante.


segunda-feira, dezembro 14, 2009


Imagem de Eli


Já passei aquele rio algumas vezes. As necessárias?! Umas em sonhos, outras, pesadelos. Quando a realidade bateu à porta, aliás, telefonou-me, fui morar para lá. Vivi. Regressei. Momento. Assim, com aquelas malas com as quais fui. Parti. Bagagem, um peso necessário. Regressei com mais uns dias. Umas tantas histórias para contar e, sou isso mesmo. Passei a ponte, regressei à base. Não consolidei. Ainda procuro o que quereriam dizer aqueles nomes. A incógnita imensa vontade não bastou. Margem... Quem diria?!...

Será que as tuas histórias de infância serão algum dia arquivadas numa velhice junto das minhas?! Encontraremos pontos em comum?! Virás algum dia percorrer o mesmo caminho para que me decifres as pegadas?!

Procura-me.

Eli

:)

14 comentários:

Anónimo disse...

Li...Reli...Voltei a ler...
Continuo sem perceber.
Ainda bem que não sou pretensioso a ponto de me achar capaz de ler sempre( nem sequer muitas vezes) as entrelinhas que outros escrevem e com as quais se cosem, ou iria sair daqui algo desmoralizado.
''Virás algum dia percorrer o mesmo caminho para que me decifres as pegadas?!''
Duvido que procures um paleontólogo, até porque as tuas pegadas são bem menores e mais recentes do que as de um ''dino''. lol
:))

em_segredo

litleflower disse...

:-) Boa noite

um rio alcança sempre a foz... um rio enriquece os terrenos que banha, até mesmo quando os inunda ferteliza-os. Quantas vezes se atravessa o rio ( seja ele qual for real ou metafórico)... faz parte do ser humano ( creio eu) esta busca incessante ... os receios... e até mesmo a coragem necessária a sobreviver. Sobreviver rodeado de gente ... mas só por entre uma multidão. Sobreviver rodeado de ruido mas fechado no silencio do vazio que fica, quando nos fastamos de quem nos dá felicidade.... se é que realmente alguma vez somos felizes...
Tantos te procuram Eli, diariamente são dezanove pequeninos e muitos tantos graúdos... certamente que te referes a alguem mais «especial».... espero que encontres o calor, do frio mes de Dezembro ;-).....

boa noite .......
( litleflower)

Fatucha disse...

olá Eli! não sei o que comentar, a não ser que gostei verdadeiramente do que li! beijinho

Eli disse...

em_segredo

Sempre uma visão além da minha redutora e fraca imaginação!

Obrigada.

:)

Eli disse...

litleflower

Mostraste-me uma visão que nem sempre consigo ter. De fora, vê-se tudo. De dentro nem sempre consigo alcançar o que passa à minha volta.

Obrigada pela perspectiva. Gostei muito.

:)

Eli disse...

Fatucha

Então ainda bem. Obrigada!

:)

Sun Iou Miou disse...

Ir, voltar, como o rio, nunca somos o que fomos. Talvez por isso gosto de rios tanto, nunca param de caminhar, sempre água, água diversa.

(Tive de mudar o título aquele de que gostaste: não mudou mais nada.)

Natália Augusto disse...

Somos sempre tão diferentes e tão iguais e poucos sabem ou conhecem. Mas nós sabemos porque nos conhecemos em cada momento da nossa travessia.

Beijos

Eli disse...

Sun Iou Miou

E ultrapassar? Passar para a outra margem? Libertar...

Nem sempre depende de nós.

:)

Eli disse...

Natália Augusto

Essa travessia dependerá do passado, ou de nada, ou de tudo?!...

:)

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Wow! Como consegues dizer-te tao sublimamente e ao mesmo tempo rasgando a poesia como quem entreabre a cortina da janela para a realidade.

Ufa! Desafias nos teus poemas. Interpelas os outros. Ou alguém especial que procures.

E consegues tudo isso com mistério e poesia. Não que eu goste particularmente do mistério (nesse aspecto sou muito prático, demais) mas porque a beleza desse confronto interior entre realidade e poesia (confronto automático, no bom sentido) se manifesta tao naturalmente em ti.

aquele beijinho :)

Eli disse...

Daniel Silva (Lobinho)

Sorrisos...

Deixas-me com a mente leve a com vontade de escrever. Enaltecendo a minha escrita, enalteces-me.

Obrigada.

:)

Anónimo disse...

Colega, amiga de três meses e...
Poderás passar pelo mesmo rio, sempre no mesmo local, mas a água que passa, já não é a mesma, já passou. Assim, como se diz na giria "A água de um rio, nunca passa duas vezes num mesmo local...".
A água que passa debaixo da minha ponte, não será a mesma daqui a uns dias... Esta, nunca mais passará debaixo da minha ponte... Virá uma água pior? Uma água semelhente? Só tempo o dirá. Está a chegar o Inverno e que ele, traga água limpida e transparente para ambas!
E a água que fica nas entranhas da minha ponte, me ajudem a ultrapassar a água que me levarás contigo!

És especial! Como ser humano? Como profissional? Em Ambas!

Eli disse...

Anónima :)

Ainda bem que comentaste. Vieste acrescentar algo com as tuas palavras. De facto, "Lá" já passou a água e a mesma nunca passará duas vezes. Podemos ser nós a passar a mesma ponte, mas este "nós" já não será igual, porque entretanto vivenciamos novas experiências e conhecemos outras pessoas. O mais importante a reter será não ficar simplesmente a olhar para uma viagem que foi ou não, mas sentir-nos sempre preparados para prosseguir de cabeça erguida, orgulhosos pelo papel que desempenhamos.

Ainda havia muito por dizer. Teremos tempo para isso.

Muito obrigada.

Tal como já te disse, nunca me reconhecerias especial se não o fosses também.

:)