Agora nem nómada, nem emigrante.


segunda-feira, dezembro 21, 2009

Remember


Imagem daqui

"Remember?"- Perguntei com vontade de voltar a sentir as árvores sendo arte... Talvez seja melhor eu não agitar o passado como se fosses um boneco de borracha que não toco, não provoco, do qual nem sequer tenho medo. Não vale a pena tocar-te através dos olhos. Não vale a pena escorregar-te pelos dedos, enquanto, subitamente te lembras de mim. O sangue já esqueceu o calor dos corpos e deu lugar àquela sempre presente ausência. A distância nunca me impediu de sonhar. Foste uma hipótese. Alguma serás para alguém?! Ou varrerás o chão com a língua enquanto o teu corpo pedir mais e mais?! Não te lembres de mim se não sabes quem és. Os números apagam-se e damos luta àqueles encontros fugazes. Mesmo assim, não saí vitoriosa. As viagens esperam-me ansiosamente para que cumpra a minha missão, aquilo que realmente preciso de fazer. Relato-me profissionalmente ente letras escritas e palavras proferidas. As poesias do passado não tocam o futuro, mas precisamos que nos absorvam de vez enquando para que nos lembram de que somos feitos.

Eli

:)

11 comentários:

Gonçalo disse...

Um texto nostálgico e com pouco sentido revigorante. Habituaste-me mal nos últimos dias e esperaria um texto na linha dos anteriores. Mais sorridentes! :)

De qualquer das maneiras, estou disponível para te oferecer um sorriso...

:)

Apanhaste?

****;)

Anónimo disse...

(Quase) Sempre é bom recordar. Até os momentos e as pessoas que nos marcaram pela negativa, podem e devem ser recordados, para que nunca esqueçamos que esta moeda chamada vida tem caras e tem coroa.
Se há dias em que nos saiu caras, em muitos outros saiu-nos coroa.
Parafraseando Vitor Espadinha...
''Sim, eu sei,recordar é viver...''
Recordar é (re)viver, por isso...recordemos, pois é sinal de que vivemos e de que estamos vivos.
:))

em_segredo

Daniel Aladiah disse...

Querida Eli
Remexendo feridas, porventura saradas, como quem acaricia cicatrizes e daí retira prazer. Pois, sei... e vale a pena? Pois, sei...
Um beijo
Daniel

O Profeta disse...

Um formoso menino estava mesmo alí
Tocou de leve o lado esquerdo do meu peito
Olhou-me com um luminoso sorriso
Deixou-me sem fala, sem jeito

Deixou-me no apagar de uma vela
Olhei novamente o mar
A calmaria voltou como por encanto
Mil criaturas inundaram-me o olhar

Golfinhos felizes assobiaram
A cria de uma baleia acenou-me
Uma andorinha do mar poisou no parapeito da janela
Uma maravilhosa e antiga história sussurou-me

As estrelas brilharam no celeste
A Lua estendeu seu manto de fino lusr nesta cena
Adormeci na imensidão deste mundo
No embalo de...Uma Noite Serena...


Uma noite serena

Um mágico Natal

Um terno beijo

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Querida Amiga Eli

Estou arrepiadíssimo com este teu texto. O Natal também é isto.

Participar da dor interior como quem derrama na lareira de um dia de inverno momentos menos bons para melhores natais, de cada dia, de ferida em ferida, mágoa em mágoa, desencanto em desencanto num realismo igual ao do verdadeiro Presépio, num estábulo enregelado, apenas com o calor dos animais e a Humanidade do coração grande de José e Maria, certamente inquietos, preocupados, incomensuravelmente estonteados desde as dores do parto até terem encontrado um estábulo, depois das recusas nas hospedarias.

É desse estábulo que falas, Eli, mesmo sem saberes que esta é uma forma de te dizeres Natal, para depois do hiper-realismo que nos leva a roçar a raiva porque nem sempre as coisas correm bem, ter o Menino deitado nas palhas (Não num edredon) mas aconchegado na cama de seus pais que é o coração de quem vela pelo outro, ou seja, voltarmos ao dia a dia, que nao será subitamente sorridente, encantado e feliz, mas por certo nos amadurece com o frio da noite do nascimento, e nao com a artificialidade das luzes das árvores de natal, qual ilusão de nossas pretensões em cada gesto diário do que almejamos mas acabamos por nao ter.

Foi por isso que fizeste Natal, Eli.

Nao querio deixar de agradecer as palavras que me deixaste. Fiquei emocionado, porque te revelas na tua imensidão simples mas densa, e ainda me elogiaste como o sentiste.

este teu post marcou a diferença dos poemas de Natal. Eu gosto muito de viver o Natal com o frio, com os símbolos da época, as árvores, musicas, enfeites... tudo o que ha direito no Natal, a magia e o encanto, mas também aprecio esta maneira (embora a nao ideal porque nao corresponde aos nossos anseios) de se manifestar o nosso natal, com luz e amor mas sem mascarar as mazelas que ficam... e das quais tao bem falas, nao enaltecendo, claro, mas como quem expurga e sobe outro degrau.

FELIZ NATAL ELI

Eli disse...

Gonçalo

Quando fiz este post, imaginei que não gostasses deste registo, pois comunicas-me isso com bastante frequência. Porém, tu sabes que eu sinto-me bem a escrever assim e os meus pensamentos estão ali nem sempre para serem interpretados a letra, como sabes. Por isso, lê e viaja...

Obrigada pela sinceridade que tanto prezo.

Se apanhei? Só se me sentiste a esboçar um... timidamente.

:)

Eli disse...

em_segredo

É bom olhar para trás e reparar que a nossa vida não está a passar em vão. Eu não preciso de ter o que os outros têm, ou ser como eles. Eu apenas quero ser eu mesma e conquistar livremente o que conseguir. As minhas experiências são as minhas maiores vitórias e orgulho-me muito de relembrar... pois só assim sei quem sou e continuarei de cabeça erguida a olhar para a frente para mais uma etapa.

Obrigada pelas palavrinhas aconchegantes!

:)

Eli disse...

Daniel Aladiah

Penso que as cicatrizes contam histórias e olha que não tinha pensado na sua analogia com este post. Mas foi uma visão engraçada, pois não tinha visto por esse prisma...

(Pensando...)

:)

Eli disse...

O Profeta

Deixaste esta poesia neste espaço, mas será que o espaço ficou na poesia?! Um momento de reflexão e votos retribuídos.

Lembras-te de mim?

(lol)

:)

Eli disse...

Daniel Silva (Lobinho)

Sabes, eu recebo os comentários no meu mail... pois é mais fácil visualizá-los... Contudo, é-me delicioso poder lê-los lá porque me sabem a cartas, a palavras especiais que escreves(em) para mim. Se escrever no meu blogue suscita tais palavras, nunca vou parar de escrever!

Tu, é que tens uma alma que brilha a milhares de quilómetros de distância. Não, não o digo gratuitamente. Refiro-o, porque tu conseguiste ver o Natal numas palavras abandonadas às traças das recordações associadas a coisas minúsculas.

Fizeste-me descobrir que havia ali o tal sentido. Por isso é que podemos dizer que o Natal é quando quisermos.

Bem, agora, dizeres-me que te emocionei... bem... nem sei o que dizer... afinal mereces cada palavra pela pessoa que és. Continua a ser assim, verdadeiro como te tenho visto ser.

Obrigada e votos de Natal quentinho com uns docinhos em forma de carinho, uns sentimentos e desejos embrulhados e enfeitados com fitinhas de beijinhos.

:)

日月神教-向左使 disse...

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