Agora nem nómada, nem emigrante.


terça-feira, dezembro 08, 2009

Atravessando o Tempo...




Imagem de Eli


Deixando a música tornar-se respirável pelos meus ouvidos, balanço a memória e entrego os meus erros a um processo de cogitação qualquer...


Descubro que afinal nem fiz nada de errado. Se não fiz nada de nada?! Não. Eu fiz muito. Sempre corri atrás, até sentir uma mão na minha testa a dizer-me que não valia a pena.


No princípio pensamos que pode não valer a pena percorrer Oceanos e Vales, mas depois, vale o caminho.


Quando parti, estavas no meu coração. Isso bastou-me. Quando cheguei, não te vi. Senti-te. Valeu a pena a viagem.


Desconstruí-me. Aprendo melhor quando sofro um pouco. Só não queria que tudo não passasse de descrições momentâneas e paixões fugazes.


Já foi tempo do "quero-te" e de manchas quentes nas palavras rubras que lia, tais histórias de amantes imortais.


O horizonte revelou-se... Traz-me mitos, poetas, sementes. Algo que eu possa tocar. Olhar... Sentir. Enquanto sou capaz.

Eli

:)

18 comentários:

Marco Rebelo disse...

O youtube ás vezes tens dessa coisas. obrigado por voltares ao meu blog. E boa imagem , esta :)

Anónimo disse...

Vale sempre a pena , quando a alma não é pequena, não é?
Havendo vontade de procurar, qualquer momento, até um menos bom, pode deixar uma marca positiva e uma lição que será útil no futuro.
:-))

em_segredo

Eli disse...

Marco

Por vezes, olhamos mas não vemos estas imagens ao nosso redor!

Obrigada.

:)

Eli disse...

em_segredo

Sei que tens razão e, mais uma vez, fizeste um comentário acertado.

Obrigada.

:)

Anónimo disse...

Maravilhosa Amiga:
Um delicioso poema que vale a pena reler com atenção.
É uma pérola preciosa linda.
Penso que destruíram a minha conta onde moderava os comentários. Fiquei sem acesso. Onde chega a maldade dos homens...?
Respeito-a e considero-a imenso.
Para mim, é um Anjinho vindo do Céu.
Triste. Cabisbaixo.
Beijinhos amigos de enorme fascínio e encanto.
Sempre a admirar o seu gigante talento.

pena

Desculpe, comentar como anónimo.
Por certo entenderá...?
Bem-Haja, ternurinha.

Gonçalo disse...

Segundo o livro que ando a ler, cometeste um erro neste texto. Não, não ando a ler livros de Língua Portuguesa, nem cometeste nenhum erro ortográfico, mas esqueceste-te de descobrir o que fizeste de certo em vez do errado. Assim, além de entrares na espiral de Inverno, entrarias na espiral ascendente da felicidade...

(com voz RFM: Vale a pena pensar nisto...)

:P

Um beijinho na testa*:)

paula'maria disse...

Inspirada pelo espírito Natalício e pelas grandes festividades que se aproximam, tenho o prazer de oferecer aos leitores do dezperada, juntamente com a Oriflame, um conjunto de beleza Skindividual - Preserve your skin's natural beauty individually -. Para concorrer basta que deixem um comentário e tornarem-se seguidores do dezperada.

Este passatempo termina na próxima segunda-feira, dia 14 de Dezembro. A escolha do vencedor vai ser aleatória (através do site random.org).

Pena disse...

Maravilhosa e Doce Amiguinha Poetiza de sonho:
Um valioso hino ao existir. À pureza, encanto e beleza.
Parabéns sinceros pela extraordinária pessoa sensível e perfeita que é.
Já registei com imenso valor.
Bem-Haja.
Beijinhos infinitos perante a sua extraordinária pureza e encanto.
Excelente!
Com imenso respeito pela sua imensa significação na Blogosfera. É uma referência fabulosa aqui.

pena

Bem-Haja, adorável amiguinha.

Vieira Calado disse...

O seu texto é elegante.

Gostei.

Beijinho

Nilson Barcelli disse...

Para que o horizonte se revele é preciso saber olhar. E isso, aconteceu neste excelente texto.
Gostei imenso, querida amiga.
Beijos.

Eli disse...

Pena

Sorrisos e mais sorrisos... ainda mais e mais sorrisos com tão belas palavras deixadas aqui para mim. Abrilhantaste a minha leitura. Muito obrigada pelo que escreveste. Não sei como retribuir. Só te posso dizer como me soube (e sabe) bem ler o que escreves e que valorizo muito.

:)

Eli disse...

Gonçalo

Tu gostas de me deixar a pensar. Tu vens aqui "provocar-me" e sei muito bem que gosta de conseguir isso! Sim, sim, agradeço-te por vires registar o que pensas e por me ajudares a melhorar. Talvez eu "goste de errar", como já disse tantas vezes. Não por premeditar o erro, mas porque só tenho a certeza que é um erro quando o comento...

:P

Eli disse...

paula'maria

Obrigada pela informação, mas não participo nos desafios e outras sugestões com o intuito de receber prémios.

:)

Eli disse...

Pena

:)

Ternura para ti.

:)

Eli disse...

Vieira Calado

Boa Noite! Fiquei a pensar no que quereria dizer com "elegante"... poderá explicar-me?

:)

Eli disse...

Nilson Barcelli

Será que o horizonte está sempre lá?!

Ficarão as minhas questões sem respostas?!

Ou serão retóricas?!

:)

Daniel Silva (Lobinho) disse...

"Quando cheguei, não te vi. Senti-te.Desconstruí-me. Aprendo melhor quando sofro um pouco".

Se todo o poema é soberbo, esta parte diz-me muito. Mas voltando ao texto, iludes a própria poesia, como quem escreve ao outro que está acordada mas sabe que está a sonhar.

"Quando parti, estavas no meu coração. Isso bastou-me. Quando cheguei, não te vi. Senti-te. Valeu a pena a viagem.

Desconstruí-me. Aprendo melhor quando sofro um pouco. Só não queria que tudo não passasse de descrições momentâneas e paixões fugazes."

Os poemas nao se descontroem, mas permite-me dizer isto: "Quando parti, estavas no meu coração. Isso bastou-me." - não bastou nada, mesmo tratando-se da tua personagem. Porque depois clamas "Só não queria que tudo não passasse de descrições momentâneas e paixões fugazes." sem que antes tivesses dito que aprendes melhor quando sofres um pouco. Sofres. É o que importa reter. paixões fugazes e momentaneas. É o que importa reter.

"Já foi tempo do "quero-te" e de manchas quentes nas palavras rubras que lia, tais histórias de amantes imortais."

Mas deixas sempre a porta aberta:

"Sentir. Enquanto sou capaz."

beijinhos amigos



"

Eli disse...

Daniel

...

UaU

Não sei bem se é das tuas palavras, das minhas ou das tuas misturadas com as minhas...

Porém, penso que foi a tua interpretação tão chave que me deixou atenta!

Eu nem penso no que escrevo e tu ajudas-me a reflectir. Sem a tua ajuda, isto não teria a piada que tem.

:)