Agora nem nómada, nem emigrante.


terça-feira, dezembro 09, 2008

A mulher do toque mágico

Entrego o meu vestido usado ao costureiro para que me faça uma nova baínha, para eu voltar a dançar mais uma vez. Pinto um sorriso distante às paredes negras da vista inebriante e deixo-me levar. Sento-me naquele banco ao lado de uma alma sóbria e amorosa. Deleito-me no ombro confortável de um momento escolhido pelo toque de nossos dedos. Em cada palavra há o registo de sorrisos ora ingénuos, ora envolventes. Encontro o cheiro viciante dentro de longos braços protectores de mundos alheios. Palmo a palmo, luz a justificação do desejo, a suavidade da entrega, a queda do arrepio, a sombra do poema que termina numa vírgula reconhecida como ponto final. O tecido recompõe-se, recolhem-se as cadeiras e as agulhas tecem mais um pedaço de um vestido que entrego às margens do rio para que tudo não sejam recordações falhadas, mas vivências passadas relembradas com todo o sentido de alguém que possui um toque definido em magia.

Eli

:)

17 comentários:

Paula Raposo disse...

Achei excelente esta tua prosa poética!! Gostei muito. Muitos beijinhos.

Amaral disse...

Quando se escreve com o coração nas mãos, o resultado é inebriante.
As palavras podem, perfeitamente, constituir o mais quente abraço de carinho.
Todas as tuas palavras possuem um toque de magia.
Enroladas e abraçadas para construirem este texto, oferecem-nos uma paz e um momento tranquilo de bem-estar...

Gonçalo disse...

Os quadros são pintados pelos artistas, os espaços são criados pelas pessoas, e há espaços que dão belos quadros quando se junta a arte, o amor e...a magia! E o toque é revelador profundo de magia...:)

Um texto muito bonito que representa uma tapeçaria de sentimentos e emoções cosidos com o coração...well done!

:)

Indie-Go! disse...

belo blog parabens =)

viajante disse...

A noticia do Blogue de Fernando Nobre foi a notícia mais linda desta manhã.
Obrigado por isso.

Miguel disse...

Gostei do texto :)

Eli disse...

Paula Raposo

Uma poetiza reconhecer nas minhas palavras o valor da poesia só poderá ser ainda mais sensível do que eu!

Obrigada!

:)

Eli disse...

Amaral

Fiquei... esclaredida...

Ou seja, quando li o teu comentário, revi-me no que vivi ao escrever este texto. Demonstraste uma capacidade de interpretação fantástica!

Parabéns!

Bem sei que raramente sou clara e que bastantes vezes recorro aos mistérios, encondendo-me neles, entrelaçando sentimentos com a imaginação, no entanto, reconheceste-me aqui.

Obrigada.

:)

Eli disse...

Gonçalo

As tuas palavras foram "seleccionadas" tal qual deveriam ser. Nem demasiado interpretativas, nem fugidias. Agradeço-te por isso. Com o passar do tempo, conseguiste conhecer-me e adaptar-te também um pouco àquelas exigências, sem deixares de ser tu mesmo, agindo com a naturalidade que reconheço em ti. És, sem sombra de dúvida, fonte de inspiração e agradeço-te por permitires ser eu, tanto nas palavras, como nos gestos.

Thank you, my dear.

:)

Eli disse...

Indie-Go!

Obrigada!

:)

Eli disse...

Viajante

Perdi-me... Fiquei com a sensação que não sei que notícia é essa... ou será aquela publicada no blogue do Eremita?!


:)

Eli disse...

Miguel

Ainda bem! Isso significa que conseguiste lê-lo!!!

HEHE

:)

Sorrisos em Alta disse...

Uns a queixarem-se da crise, outros a terem alfaiates... está bem distribuído isto, está....
;o)

Beijoca

Sorrisos em Alta disse...

Com que então, a sonhar com o Luís de Matos, hein?????
hehehehh

Beijos a sorrir

Justine disse...

A magia está patente nesse tricot encantatório de palavras e sentimentos que é o teu texto. Muito belo.
Bom Ano, até para o ano:))

Eli disse...

Sorrisos em Alta

Pois, não é para quem quer, mas para quem sonha... e escreve!

:)

Eli disse...

Justine

Obrigada.Parece que vais "tricotar fora" durante algum tempo! Bom ano!

:)