Agora nem nómada, nem emigrante.


sexta-feira, abril 23, 2010

Vislumbre da dor

Fotografia tirada por Eli

Gostava que a luz se apagasse e eu com ela... que a Natureza não me procurasse. Os passeios desapareceriam e a estrada seria forrada de verde, onde tudo seria permitido. A música engana o caminho, esconde a solidão, disfarça-me. E eu, hoje, sou um piano abandonado, que ninguém consegue tocar. Imagino um abraço que me queira, um espaço onde sou desejada, onde me ouvem sem precisar de gritar. Como é difícil olhar à volta e ultrapassar-me. Perco-me um pouco entre a limpeza de uma casa e as malas que se amontoam à porta. Parto.

Eli

13 comentários:

izzie disse...

Todos nós precisamos de partidas e rupturas nem que seja para perceber o doce sabor de casa... que muitas vezes só aí reconhecemos.

Parte, mas deixa coordenadas para quem gosta de ti. :)

Beijinho,

Fragmentos Culturais disse...

... não posso crer que a menina que conheci, seja a que hoje aqui escreve em maiúscula 'desalento'! Será?!

Mas, uma boa leitura... neste dia! Uma flor por um livro?
:)

Anónimo disse...

como te compreendo e gostava que a minha luz também se apagasse...e que a Natureza não mais me procurasse.
a tristeza abateu-se sobre o nosso espaço, mas será vã... mais facilmente conseguimos rir do que chorar...ou engano-me???
mas às vezes é preciso chorar...
como alguém já comentou...rompe mundo fora mas deixa coordenadas
beijinhos

litleflower disse...

Minha querida

Há muito que por aqui não passava... há muito que não me sentava um pouquinho no espaço bebericando as tuas doces e sábias palavras.
Como é fácil imaginar a tua expressão ao lê-las, sempre foste tão autêntica, tão genuina, taão singular entre plurais iguais....

As partidas fazem falta... mas há sempre um regresso que nos aconchega!

Terás sempre muitos braços para te envolver, uns próximos outros distantes que te abraçam com o coração...

As malas... fazem falta ... é nelas que carregamos o que somos e o que temos ... não convém deixá-las empoeirar, porque isso seria marasmos, rotina.... e a minha Eli não sobrevive a rotinas....

És uma MULHER, COLEGA e AMIGA... aqui ainda conseguimos ouvir as tuas sonoras gragalhadas... ainda ontem dia do livro te recordámos!

E tal como algume já te disse aqui num post.... vás para onde fores, deixa as coordenadas porque há quem te queira acompanhar...


um beijo muito grande

Rafeiro Perfumado disse...

Forrada de verde? Com o SLB prestes a ser campeão? O tanas!

Gonçalo disse...

Beijinhos. Sorrisos. Abraços. Miminhos.

(tudo aquilo que tens direito!)

...

:)

Anónimo disse...

Partida metafórica ou real?
Partir ...deixar locais , objectos e , o que mais custa deixar , pessoas, é um acto solitário e triste , mesmo quando se parte para melhor.
:))


em_segredo

Eli disse...

izzie

Nem gostaria de jamais ser encontrada... às vezes, o mundo é pequeno e grande demais ao mesmo tempo. Obrigada pela força.

:)

Eli disse...

Fragmentos Culturais

Aqueles momentos que têm que sair. Encontrei uma forma de os registar.

Uma flor por um sorriso?

Uma história por um encontro?

Dia oito?!

:)

Eli disse...

litleflower

Como é bom ler essas palavras carregadas de mimo. É muito fácil lembrar as risadas, as conversas...

As coordenadas estarão sempre disponíveis. Nem eu queria que fosse de outra forma!

Muito obrigada. Volta sempre.

:)

Eli disse...

Rafeiro Perfumado

Quando o que eu escrever estiver carregado se sentido futebolístico, podes dar-me um pontapé!

:)

Eli disse...

Gonçalo

Eu só quero manter a minha força para conseguir todos os meus direitos e ajudar os outros a consegui-los também!

:)

Eli disse...

em_segredo

Partida metafórica e real... irreal... Às vezes as palavras que escrevo não têm grande sentido!

:)