Agora nem nómada, nem emigrante.


quarta-feira, janeiro 30, 2013

Rosto

Sem rosto...
Escolhi-te assim no meio de um dia qualquer, sem esperanças que a madrugada me instigasse a escrita ou tampouco a capacidade de me inspirar. De me voltar. De me dececionar. Precisava de voltar a ver que o caminho existe, mesmo que seja elevado em sonolências profundas de um abismo qualquer. Não teimo na poesia, porque não me lês. Nunca me lês a mim. Lês-te apenas num passado do qual não faço parte. Se limpasses os olhos, talvez visses que a água que poderias beber caiu do céu. Destapa-te, para que te possa responder às cartas mais profundas.

Eli

11 comentários:

Lua disse...

Oh, que bonito, adorei :)

James Dillon disse...

Surpresa, ou perplexidade talvez seja essa a expressão mais certa, na dúvida entrego-te a segunda imaginando-te no entanto, olho-te de esguelha como quem pede licença e sussura um,
- concordas com o meu perplexo aparvalhado?,

de facto das coisas rodam e ritmo displecente, e no meio da azáfama e do caos me esqueci de descarregar as frustações onde sempre (contundente mentira) o fizera, embora saltasse por aqui e por ali nesta ou naquela ocasião de vela de estai murcha fazia-o envergonhado, todavia mais aqui que ali confesso na minha timidez deixei de me sentir intitulado a enfiar-te com meus bitaites desconvexos, já que eu próprio não tinha tempo sequer para pensar no meu tão querido sem sentido quanto mais colocá-lo em palavras,

que derrame incoerente, entre as linhas percebes?, presumo..., mesmo que não anui que me deixa feliz,

o teu email supreendeu-me de uma forma positiva, como se de repente o tempo deixasse ser inexorável, (deixem-me estar com as minhas falácias), e dei por mim hoje depois do almoço a pensar em visitar-te e lançar uma vez mais palermices,

aqui estou, chafurdo no teu canto como um suíno, de botas sujas e cinzas a dançar pelo ar como se ébrias de ares quentes, enquanto mexo as mãos para moldar meu discurso, todo convencido que o que te digo é tão absoluto como a verdade que amanhã o sol nascerá, pouso a cana de pesca, nem imagino porque a tenho, e lanço-me para o sofá encostado à lareira, estico-me e ronrono enquanto o calor por mim sobe, primeiro em vagas curtas, e cada vez mais perto de chegar às pontas dos dedos,
- então que contas?, - agora sim!, perplexidade, não minha, mas tua...,

enfim tontices, já me alongei demais,

para onde for tenho sempre a mania de me destapar, infelizmente quando me destapo só encontro algo mais para destapar, como aquelas bonecas russas, que nunca terminam, e agora que penso nem começam,


cumprimentos,
JD


* Mil perdões por me alongar.

Mary Brown disse...

Eli espero que "o rosto" leia este trecho de amor.. Beijinhos

Anónimo disse...

Olha quem é ele... xD

O Sexo e a Idade disse...

Lindo!

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Eli disse...

Lua

Obrigada, foi sentido. :)

Eli disse...

James Dillon

Este comentário deixou-me num misto... de embevecida com orgulhosa ou até... sei lá...

Não voltes a pedir desculpa por te alongares, pois não senti uma única vez que me tivesses maçado com sua leitura.

Faz-te notar mais vezes, ou sempre que quiseres. Confesso precisar disto, beber destes momentos partilhados. Um enorme gosto que agradeço, assim com um olhar terno.

:)

Eli disse...

Mary Brown

É curiso o teu comentário... deixou-me a pensar... :)

Eli disse...

Anónimo

E tu? Quem és!? :)

Eli disse...

O Sexo e a Idade

Obrigada! :)