Agora nem nómada, nem emigrante.


quinta-feira, abril 04, 2013

Solar

Creio que posso escrever aqui
Porque esta tela parece branca
Mas não é
Creio que nem a música me salva
da raiva que me permanece na garganta
Permiti-me afugentá-la, sabes
E escrevo aqui para ser lida
Entre a morte e a sorte
Háde aparecer alguém
Que me apontará os traços
As faltas, os erros
E a solidão que permanece nos ombros

Não me faças mais chorar
Ou sentir essa vontade,
Envergonhando-me nas colinas
Evergando uma face cabisbaixa

Para já, vou escrever-te numa tela sombria
porque sei, tenho a certeza
que me entendes o cinzento

deixo-te aqui este lamento.

Eli

6 comentários:

(M)orfeu disse...

Olá...diferente desde a ultima vez que te encontrei...mas no entanto a mesma magia... escrita cinzenta em tela sombria...cores que se perdem em lamentos...ou certezas. Beijinhos

Eli disse...

(M)orfeu

Lamento que me tenhas encontrado cinzenta, mas felizmente não passou de um momento. Terrivelmente, a minha parte mais negra traz-me sempre mais letras para escrever, embora a outra também também... As minhas palavras são feitas de emoções. Creio que as tuas devem continuar embebidas em sentimento depois destes anos todos. Muitas vezes me lembro de ti. Obrigada pelas palavras que me escreveste. Significam muito para mim. :)

Emilie disse...

Oh, que bonito! :)

Morfeu disse...

:) emocionamos-nos um ao outro... tu querida Eli és a pessoa "mais antiga que me lê"...desde 2005... tanto...tanto...
Um beijinho...

Eli disse...

Morfeu

Obrigada pelo carinho. Mesmo. Nem imaginas como um gesto destes simboliza por vezes...

Eli disse...

Emilie

Obrigada! :))