Agora nem nómada, nem emigrante.


quarta-feira, outubro 23, 2013

Coisas






Foram sonhos atordoados que atirei
Dos penhascos abaixo, minha árvore
Meu tronco, meu amor louco

E jazem entre paredes vazias
As memórias de poucas noites
Esvaziando as cordas do ser

Enlouquece poema meu, vasto
Sorri-me entre a barba uma vez
Só aquela que não tive para saber

Conhece-me entre a partida
O pedaço de céu e o erro
Desenterra o teu eufemismo

Entre sete ou outro número
Estabelece-me nua e mórbida
Sem limbo de segurança, sim

Transporta-me entre coisas
De dormir colado, não sei

Sabes tu?

Eli


2 comentários:

Mary Brown disse...

Eli lindo poema de amor. Quem escreve poemas de amor? A minha teoria é que quem o faz anda triste e desiludida. Será? Beijinhos

Eli disse...

Mary Brown

Cada momento é único e por vezes nem esse conseguimos agarrar para descrever aqui...

Obrigada pelo comentário.