Agora nem nómada, nem emigrante.


sábado, dezembro 27, 2014

Destrói

 
Quando te encontro, não páro nos teus cabelos, porque tu não reparas nos meus. Ainda te sinto hoje, agora, como se algum dia tivesses tocado na minha pele. Durante cinco dias soube que não me querias, mas só hoje me "caiu a ficha" dolorosamente. Como é triste admitir finalmente o chão e beijá-lo com as lágrimas do meu silêncio, porque nada mais te posso dar. Tu não queres. Estou certa disso. Desta vez fiz diferente e não matei à chegada, não aniquilei. Vivi sem sobeviver, mas agora custa-me tanto deixar-te para trás sem ter ouvido o teu não. Por que será que preciso tanto de algumas palavras?! Queria gritar o teu nome e escrevê-lo centenas de vezes como fazem as adolescentes em cadernos, mas redimi-me novamente, porque a redenção traz a bênção futura do desaparecimento. Não desisti, se me perguntasses, dir-te-ia que tu desististe antes de qualquer olhar. Ainda não sei como lidar com isto. Será - mais - uma luta diária. Mas, no final, poderia contar-te que consegui sonhar. Sim, houve sonhos como há muito não deixava acontecer. Merda do amor, da paixão, do encantamento, desta coisa que deixo que me invada, que me detém, mas ao fim ao cabo só me destrói.

Quantas vezes pensei que só queria trazer-te para casa e tomar conta de ti. Simples assim, mas nem imaginas como a simplicidade assusta e eu não sou tão bonita como as outras.

Eli

2 comentários:

Buxexinhas disse...

Nunca sabemos lidar com o Amor, aprendemos... consoante a música que ele toca. Não és tão bonita como as outras, pois não... És bem mais, e na verdadeira essência da beleza. Tudo passa... e tu minha amiga, só ficas mais forte. Beijinho grande e abraço apertado :*

Eli disse...

Sim, comigo passa rápido! :-) Obrigada pela força! :-)