Agora nem nómada, nem emigrante.


domingo, maio 10, 2026

O Amanhã

 Era já o fim do dia [do nosso dia]

Então, ele perguntou-me...

Quando voltas a escrever?

Eu respondi:

Amanhã.



Eli Rodrigues




domingo, maio 03, 2026

Ao pé de ti

 Que a música toque, que me inspire

sem forçar a parte da alma que me define

quando estou junto a ti.


São necessárias palavras que me dêem segurança 

São precisas as tuas mãos intensas de perseverança 


Que me abraces sem eu pedir

Que me faças sempre sorrir.


Eli Rodrigues 

segunda-feira, janeiro 19, 2026

Fora-se

 Talvez eu não devesse voltar ao passado. É que lá posso encontrar um parte de mim que julgava já não existir. Ainda não percebi qual foi a urgência de me deixar para trás, mas talvez agora siba com alguma certeza que não passava de sobrevivência. Esta solidão veio consolidar-me, Trouxe-me uma solitude feliz e perene. Terminei algures a intensa, a escritora, a poeta (...) Ah, se eu pudesse dar-me ao luxo de suspirar sem ser obrigada a recusar-me. Só não queria ser deixada para trás, nem que fosse por mim, uma outra de mim que não esta que está no sossego.

Eli

quinta-feira, maio 22, 2025

Esperança

 Eu nem queria usar esta palavra 

Mas vi-me obrigada 

Pela Liberdade 

Que me dispensou

De ser mal amada, ignorada

Pela Felicidade 

Que me transformou

Em tudo mais que nada 

Ai, como serás tu, suspiro,

Como serás, concretização?

Como será esta jornada

De amor no coração. ❤️ 


Eli 

quarta-feira, abril 30, 2025

Bom

 Bom é encontrar alguém bom e que nos faça sentir bem.


Eli

domingo, fevereiro 23, 2025

Entender

 Às vezes gostava de entender esta coisa do destino. Não basta acreditar nele. Ele prova a sua existência e só quem não quer, não observa os pormenores, factos, provas...

Queria entender.


Eli Rodrigues 💫

terça-feira, maio 28, 2024

Não eras

 Não era uma lágrima

Era uma comichão qualquer

Não era, não foi

Uma lástima

Uma réstia de mulher

Enquanto não se sente, não se dói

E aquela estima 

Que eu ainda tiver

Será deixada no lugar que não corrói.


Eli Rodrigues 


quarta-feira, janeiro 10, 2024

A versão feminina do viajante

 Sabemos que importa

Quando nos arrepia uma frase simples

Que dantes não entenderíamos sentido, nada


É um novo ser que bate à porta

Nos ilumina sem pegadas tristes

E eu, aqui parada


Num ápice me leva

Para a mesa de três

Que o terceiro são velas

Que promete danças

Sem pisar as canelas

Amor em tranças

Pijamas, sofás e chinelas.


Eli Rodrigues


sábado, outubro 07, 2023

Apenas agora

 Por tantas vezes te quis, te imaginei, te (quase) perguntei 

"Por que me deixaste para trás?"

E não obtive resposta. um ano passou, ainda não chorei,

nem sei se sou capaz

Ou se, alguma vez serei.


É um fervilhar de escrever,

 de voltar lá

Onde me esperarias

E eu, em vão, sem sofrer

Te quis, quiçá

Num tormento de romarias


Não te quero, mais uma vez

Decido que ainda não

Desenhas o presente

Apagas o futuro e crês

Que eu tivera coração

E que ele não sente.


Eli Rodrigues


Just right now!


sábado, dezembro 17, 2022

Erro

 Foram tantos encontros adiados que às vezes as letras se baralhavam com a consciência de uma coisa qualquer, que não seria todo o afeto outrora demonstrado, mas a música perdida, sem o sentido realizado, outrora numa dança contigo.


Eli Rodrigues

quinta-feira, agosto 25, 2022

Ondas

 São ondas de um oceano gigantesco

Sabendo a vida entre os dedos pequenos

São notas de um quarto pitoresco

Musicando pedaços descalços

De momentos saudosos

Daqueles abraços


Dormes sob o som

E sonhas descontroladamente

Com o negro sem chuva.


Traz-me frutos vermelhos

E o beijo quente!...


Eli Rodrigues 






terça-feira, agosto 09, 2022

Tanto

 É como se todas as músicas nos tocassem na pele e nos mostrassem que sim, que queríamos ser ouvidos um pelo outro. É uma sintomatologia de reencontro de algo que não se planeou, mas se quis. Tanto. És a positiva ansiedade que carrego com carinho até ao próximo reencontro.


Eli Rodrigues 

domingo, abril 24, 2022

Precipitação sem tarde

 Para quê trazer a emoção

Para uma vida controlada 

Sem música, sem reação

De lágrimas atolada 


Não queria ter ido ao engano 

Mas fui teatro, fui peça

Fui dama que baixa o pano  

Numa tarde que me entristeça 


Foi uma espera ponderada 

Aceitei ficar sentada 

Não vieste ao meu encontro 

Escondo mais um monstro


Eli












quinta-feira, fevereiro 24, 2022

Dentro

 Queremos muito, queremos tanto 

Aquelas cócegas que ele nos traz, trará,

Mas parece que primeiro, em silêncio, pranto.

Acreditando no que a tua presença me fará.


Eli Rodrigues


terça-feira, fevereiro 08, 2022

Saudade

 Andar com uma sensação 

de trazer uma saudade 

constante no coração.


Eli


terça-feira, setembro 14, 2021

Setembro

Talvez seja um final antecipado

Pelas mágoas da poesia

Pelas cartas anunciado

De uma forma tão fria


Não fui mais uma vez

Capaz de me afigurar 

Não sei porquê, ou talvez

Mais uma fase que há de passar...


Eli Rodrigues











domingo, setembro 12, 2021

Last day

 Mesmo que pensasse todos os dias ou pusesse em causa a continuidade desta ligação, custa sempre cortar. Custa, mas, não queria que te custasse. Sei como és bom e como gostamos um do outro. Pena que isso não baste.


Eli

domingo, março 14, 2021

Clareado

 Balanças-me até à plenitude

De um beijo meio guardado

Em lábios perenes em quietude


Meu querido namorado

Transformas as mágoas em saúde

De um coração apaixonado.


Eli Rodrigues

sábado, março 13, 2021

Yesterday

 Outrora sentira algo desigual

Tão absolutamente fora do normal

Que quisera chegar aqui e despejar


Não tenho mais por onde escapar

Vejo as letras à minha frente

Mas não encontro o diferente


Deixo-me ficar

Não tenciono sons que me salvem

Ou jamais aquilo que poderia ter

Não há como sonhar

Ou voltar a escrever.


Eli Rodrigues

terça-feira, dezembro 22, 2020

Bagagens

 Percebemos bem o que foi outrora mudar tudo e todos procurando o nosso bem nos encontros casuais, nos lugares que não vinculamos, sem raízes, só com princípios.

Anda lá. Vem daí. Entregavam-nos um olhar pedinte, entre a pena e a coragem. Dávamos um sorriso solitário na esperança de uma amizade iniciada.


Magoaste a minha esperança. Falei em expetativa e tive que me resignar mostrando pouca mágoa, pouco querer, poucochinho. E eu que já estava nos degraus de uma coisa qualquer que me levasse. 


Mataste a poesia durante um bocadinho, porque não me percebes os sentires. 

Então, fico, aliás, ficamos mais uns dias nas sombras.

Eli