Agora nem nómada, nem emigrante.


domingo, abril 29, 2007

Um gesto de conspiração


Ali ao longe, uma ilha que não suaste
Que não desejaste à partida
Que não quizeste atravessar
.
Ali, um lugar de futuro e antítese
Um pedaço de chão e simbolismo
A magia num copo despido
.
Uma janela atravessada
A correr, com os pés marcados
Em solos pouco navegados
.
Ali. Não te rendeste à paciência
Tampouco à imagem
Talvez à tolerância
Da existência desta margem
.
Onde quererei estar afinal
Se em cada lugar me reflito por cada palavra banal
.
Cada sonho, uma despedida
Cada mar, uma partida.
.
Eli
.
:)
.
P.S. Imagens de Eli, neste blog, assim como as palavras, excepto as que devidamente assinaladas.

8 comentários:

PoesiaMGD disse...

Muitos sonhos!Muitos mares... e muitas chegadas! Um abraço

Cristina disse...

Muito lindo como sempre
:)
beijinhu

Amaral disse...

Como um gesto de conspiração ilumina margens do sol esquecidas...
Se uma partida, afinal, não passa pela despedida... é sempre novo o dia que desponta...

Miguel disse...

muito muito bom. adoro a parte final.

um beijo

MiguelGomes disse...

E eu que vivo permanentemente num mar...

susana - aveiro disse...

:)
bjs

Daniel Aladiah disse...

Querida Eli
excelente poema!senti-o...
Um beijo
Daniel

Anónimo disse...
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