Agora nem nómada, nem emigrante.


terça-feira, março 01, 2011

Father's


Deixo que a música me invada
Permito uma ou outra violação
Do meu espírito e minha mente
Para quê mantê-la conservada
Se já não há nada, nem coração
Que tanto sofrimento aguente

Gostava de não o esconder
De assim conseguir libertar
Isto que sou, que vos choro
Sem medo de me perder
E de um abraço encontrar
Neste lugar onde não moro

Atiro-me às lágrimas, ao desespero
Os dedos, na face, escorregam
Desejo estar, ser e sentir, mentir
Não consigo, devia, mas não quero
Os olhares do passado despertam
Recordando-vos aquele sorrir

Eli

13 comentários:

Oficial e Cavalheiro disse...

Não há desafio sufucientemente grande para o amor de Pai e Filho/a. É lei! Sou eu que o afirmo e tenho do meu lado a autoridade moral da minha condição de Pai.

Basta falar, ouvir, partilhar, compreender, sentir, abraçar...

Eu acredito!

Beijinhos

mfc disse...

A memória vale sempre a pena.
Um sorriso de tristeza e de compreensão também!
Para além disso tudo acaba, quando acabarmos também!

Anónimo disse...

:) ainda por aqui!!Ainda bem...continuas a pintar a tua tela de uma forma unica.
Eu perdi o mail...eliminei, mudei...enfim...
Um beijinho...bom voltar a "ouvir-te"...

Orfeu...:)

Eli disse...

Oficial e Cavalheiro

Nem imaginas como às vezes gostava de dizer mais, mas não quero expôr.

:)

Obrigada.





mfc

Queria explicar, mas não o vou fazer, senão já o teria feito!

:)




Orfeu

Sorrindo te li. Esta semana, cliquei no primeiro ano de existência do meu blogue e li alguns comentários teus. Voltei a saboreá-los por um momento.

Que bom teres aparecido. Faz-te notar mais vezes!

:)


Agradeço-vos! Gostei imenso dos vossos comentários!

Rafeiro Perfumado disse...

Isso da música nos "inavadar" a torto e a direito é que não me parece bem. ;)

Beijoca!

Filipe Ribeiro disse...

Antes de mais, obrigado pelos teus comentários no meu blogue!

Quanto ao tema que escreves...pai é sempre pai...e mais... tenho um pai que tem de fazer de pai e de mae...mas tudo se consegue.

Anónimo disse...

Há dias assim , em que a saudade nos invade e as lágrimas aparecem.
Beijinho.
:))


em_segredo

Daniel Silva (Lobinho) disse...

"Isto que sou, que vos choro
Sem medo de me perder
E de um abraço encontrar
Neste lugar onde não moro"

... parabenizo-te, Eli! E não moramos nunca no mesmo lugar. Temos sede de infinito.

Beijo

Sonhadora disse...

Minha querida

Há dias que a saudade de nós aperta...dói no peito.
Como sei do que falas.

Deixo um beijinho
Sonhadora

PnS disse...

Uma saudade que fica para sempre, é inexplicável, vive dentro de nós em silêncio...

Beijinhos

TERESA SANTOS disse...

Estive, estive cá e gostei!
Gostei de te ler, doeu-me ler-te!
Quanta mágoa!

Oficial e Cavalheiro disse...

Desculpa o atrevimento, mas arame farpado não combina com o teu sorriso... Eu preferiria algo mais fELIz. Porque não girassóis? Um enorme campo de girassóis...
Pensa nisso.

Eli disse...

Rafeiro

Obrigada pela dica.


Filipe Robeiro

Parece-me que o teu pai está de parabéns!


em segredo

Há dias para tudo, até para o que pensámos não existir ou ser possível!


Lobinho

Insaciável essa sede!


Sonhadora

Saberás de algo que não sei e vice-versa.

PnS

E será mais e mais!


Tersa Santos

E às vezes penso se não deveria não o escrever.


Oficial e Cavalheiro

Não tenho girassóis. Mudei na mesma. Embora haja sempre uma razão para as alterações.


Sorrisos para todos. Obrigada.

:))