Agora nem nómada, nem emigrante.


sexta-feira, julho 05, 2013

Às páginas


Por que razão dramatizo uma outra que me deixa na inércia, quando no final consigo dar a volta e transformar, reparar, sobreviver. Aproveitarei o tempo e levarei a temperatura a bom porto, assim como a inspiração que me dá um certo prazer. Não é o mal que me faz esconder, mas uma superstição doida que ninguém consegue explicar. Tenho-te em segredo, transpirando letras e vivenciando um pormenor semelhante. Não se trata de espelhos, nem de gémeos, mas é algo que faz dançar. Aquela sensação de segurança que aquele meu amigo me ouviu está patente em todas as minhas circulações. Sou como o sangue que bebe vento para conseguir recuperar o sentido interior. Ser-se especial só se consegue ler quando há uma cousa permanente que é única, sigular e está cá dentro apenas porque os demais existem. O sino toca em sim, relembro-me de acreditar, de me mimar e daqueles momentos tórridos em que me senti desejada. Visto-me de mim e vislumbro o sonho daquela mão que queima cá dentro, daquela ansiedade de ambivalências de ternura sem perder, sem perder. Desta vez ganho em pedaços doces de admiração sem preconceitos, que vive livre como eu nas fendas, nas muralhas, nas tormentas, nas navalhas. Suga-me o murro no estômago com o toque intenso das palavras.

Eli

;)

4 comentários:

Anónimo disse...

Olha você me mata com essas palavras.. Eu não desfiz de você quando disse que dramatizava. Mas é que toda vez que você nas histórias dramatiza ou quando vejo dor e dofrimento, isso me toca de um jeito que me dá vontade de sair correndo me agarrar à você e dizer; Daqui não saio, daqui ninguém me tira. kkk,Caracas isso é loucura eu sei. Mas me dá bate um desespero. Ahhh vontade de te abraçar fortinho e não soltar nunca mais!! Tostoso. E te quero e desejo tanto quanto antes. Como seria hein? Como seria nós dois juntinhos, seu beijo, toque.. tá vendo o que você faz me põe a imaginar essas coisas. ãhnnn.

Te amo, te gosto, te quero, tudo tudinhoooooo com você. Beijokinhas cheio de ternura.

Obs: Tô dódói, me dá um mimo -.-

Nelson Rocha disse...

Eli,

o belo segrega a cada sentença, e, atrevi-me a lê-lo como se fosse enviado com remetente,


.)

beijo,
NR

Eli disse...

Anónimo

Desconheço a origem de tal comentário, mas numa maneira muito própria, muito minha lhe diria: MENOS, muito menos.

Eli disse...

NR

Só lamentava se já não houvesse atrevimento que esvoaçasse pelos cantos mais recônditos de um destinatário cuja resposta poderá ser lida nas mensagens dobradas enviadas por um tal pássaro...