Agora nem nómada, nem emigrante.


sábado, junho 16, 2012

Imperfeita

Se eu fosse melhor, seria perfeita?! Sempre disse que o maior defeito das pessoas perfeitas era mesmo esse: serem perfeitas. Em tempos conheci um homem que era perfeito, achei eu. Na minha conceção do ser, não havia ponta solta ou o que quer que fosse a apontar-lhe. Uma índole fora de série, falávamos horas, inclusive ao telefone e até me escrevia cartas. Foi nessa base que constuí um edifício que julguei nunca desmoronar, visto ter sido um chão perfeito a sustentá-lo, ele nunca chegasse a cair. No entanto, todo o tempo é cruel e traz-nos a realidade imperfeita. E... é assim que sou. Todos os dias descobrimos uma forma de contornar as imperfeições: as nossas e as alheias. Aquele homem conseguiu destruir tudo o que tínhamos construído e, ainda hoje, não percebi bem como é que ele conseguiu deixar-me para trás daquela maneira. Mais tarde, confrontei-o. Não mais tarde num mesmo dia, mas nuns meses depois. Então, à minha questão "porquê?", ele disse-me que me deu uma lição. Disse ainda que eu me apegava muito às pessoas. Então, resolveu fazer com que eu aprendesse a não apegar-me tanto. Era um amigo. Foi um amigo. Acabei por não aprender algo que não fazia parte de mim. Talvez me apegue menos, mas nem por isso sou mais feliz. Passado quase um ano do nosso "afastamento", escrevi-lhe uma carta a contar uma coisa importante que tinha acontecido na minha vida, ainda na esperança de resgatar uma amizade que fora tão nobre, tão especial, tão importante. Em vão.

Isto já aconteceu há demasiado tempo para ser "desenterrado", mas, hoje, ao deparar-me com o tema "Perfeição" da Fábrica de Letras, não pude deixar de escrever sobre factos.

Resumindo, sou Imperfeita com muito gosto.

Eli Rodrigues

sexta-feira, junho 15, 2012

Não demores mais.

quinta-feira, junho 14, 2012

Andando

Vou sonhar mais uma vez. Apenas uma noite sob um robe mal aberto e mal fechado. Esquecendo o calor e deixando que as músicas mandem em mim. Aquela que me enviou um amigo, dizendo que gosta de mim, que me surpreendeu, porque a letra escrita em português puro me fez lembrar de mim. Paro também para não olhar em volta, porque a televisão se dispersa e permaneço no profundo da minha música, errante. Esta, que já leu as minhas lágrimas em tempo de revolta e saudade. Não sou uma pessoa saudosa, daquelas que me desespera a despedida. Mas, passado um tempo, aquele tempo que não sei explicar, doem as lembranças com a ausência. Então, lembramo-nos apenas de alguns pormenores daquelas pessoas, porque todas as memórias são seletivas e, a minha tem a liberdade de bloquear e desfazer-se das tristes.

Há bocadinho dei por mim a pensar que se há alguma coisa que me faz mesmo feliz na minha vida são os amigos, são as pessoas que escolhi e que me escolheram.

Então, com elas partilho estes pensamentos, estes sonhos. São essas pessoas que me ouvem realmente e me deixam esquecer-me de tudo quando falo e que me confiam suas vidas, seus problemas. É disto que me alimento realmente. De conversas, de partilha, de confiança, de momentos com os outros.

Uma noite mais e... parece-me que até gosto de não fazer a mínima ideia do que irá acontecer. O contrato acabará, regressei àquela casa que é apenas um niquinho minha e... sem dinheiro para sair dali, só espero ter força para me superar, porque este ano tenho objetivos.

Háde sempre haver música, palavras, eventos, letras, livros, pessoas e terei algo pelo que lutar! Mesmo!

Estou a deixar-me ir, sem pressas. A paz que sinto é necessária.

Eli

:)


P.S. Fotografia tirada por Eli, num momento tão certo como ideal.

terça-feira, junho 12, 2012

Stay


Se calhar perdi o momento, enquanto trabalhava. Deixei-me de ilusões. A realidade sabe-me a mim...

Eli

segunda-feira, junho 11, 2012

O amor acontece #7 (por Rafeiro Perfumado)


«Infelizmente, o amor acontece



O fim do dia aproximou-se, inexoravelmente, chegando a hora de largar o trabalho sensaborão e regressar a casa. O mesmo caminho, o mesmo comboio, os mesmos passageiros. Mas ali não encontra calor, é um mundo de caras fechadas, de prestações da casa atrasadas, de dramas familiares vividos em segredo.

Sempre achou que um dia o amor lhe sorriria, talvez ali mesmo, naquele comboio. Uma qualquer mulher encantadora sentar-se-ia ao seu lado, meteria conversa com ele sobre o livro que estava a ler e sorririam, sabendo que desceriam os dois na mesma estação, de mãos dadas para a vida.

Olhou para o lado. A velha de sempre, com o furúnculo na ponta do nariz, as unhas sebentas que agarravam uma caneta toda roída, com a qual fazia as palavras cruzadas de uma Nova Gente já com dois meses. Suspirou. Ainda pensou em dar-lhe uma dica para a 8 vertical, mas temeu que ela quisesse descer com ele na sua estação.

Sem dar conta, já estava em casa, ceando comida congelada, uma qualquer fast food que só lhe reconfortava o estômago, não a alma. Na televisão, os debates de sempre, os concursos repetidos até à náusea, tudo gritando o quanto tinha uma vida oca e sem sentido.

Deitou-se, esperando sinceramente não acordar, pois sabia que o dia que se seguiria seria igual a este que terminara. E foi então que o amor aconteceu. Foi é no apartamento ao lado, e com uma tal intensidade que passou a noite acordado, jurando que no dia seguinte ia levar uma caneta nova à velha, a ver se tinha sorte. »




Sete anos, sete participações. Comemoro a rir, pois as minhas expetativas já foram superadas.

Obrigada a todos!

(Ainda há mais! Esperem pelas próximas segundas-feiras.)

Eli :)

Post agendado

domingo, junho 10, 2012

Magnética



É aquela entrega, aquele querer, aquela vontade demasiado grande, que parece que não dá lugar nem espaço a mais nada, tal é a intensidade. É um esquecermo-nos de nós para nos entregarmos ao outro. Quando isto acontece em reciprocidade, chama-se amor. O sentimento tantas vezes explicado, tantas vezes ignorado, não contém mistério... pelo menos para mim. Talvez a maior dificuldade seja encontrar alguém que queira fazer isso connosco e manter de uma forma única e constante.

Eli

Lançamento do Livro "Corda Bamba"



Queridos leitores, tenho o gosto de vos convidar para a apresentação do livro de que já vos falei:


Corda Bamba,  Pastelaria Studios Editora


Eli Rodrigues :))

P.S. Estou muito contente por publicar mais um texto meu num livro. Desta vez com mais noventa autores!

:)

sexta-feira, junho 08, 2012

Por ter uma veia

Final do dia sem luz, sem imagens, sem. E eu sou só eu sem a solidão que há muito tempo não me aparece, nem estou saudosa dela, ou ela de mim. Sim, porque eu sei! Entretanto, empilham-se coisas no saco desigual, enquanto me perco nos meandros da rede. E... nada de novo... até que me lembro que, hoje aconteceu algo inesperado: alguém que não me conhece, que apenas lida comigo quando calha sempre por e com cortesia, não sei bem como, entregou-me os seus poemas para eu ler. Quando eu dei conta, já estavam na minha pen. Coisa estranha. Não sei explicar bem como é que aconteceu. Mesmo! No entanto, acho que ando a espalhar por aí sem reservas, para quem quiser, que escrevo, que tenho um blogue e, estou a dar conta, finalmente, ao fim de sete anos, que algumas pessoas querem saber mesmo qual é, sem ser um favor de "ah, diz lá, pode ser que tenha tempo...", coisa que sempre detestei. Aliás, foi por isso que raramente disse que tinha um blogue. Longe de mim que seja um frete lerem aquilo que escrevo. Sinceramente, eu gosto e acho muito engraçado voltar a ler mais tarde, uns dias, meses ou anos... porque fico-me sempre a pensar como é que aquilo me saiu... ou de onde veio mesmo. É inexplicável. Como eu costumo dizer a um ou dois amigos "Eu tenho uma veia".

Então, vou ali ler os poemas e já venho.

Ah... e eu acho que nem mereci uma confiança destas. Mas, depois de lhe contar - em menos de cinco minutos - este meu lado... ganhei este prémio.


Eli

:)

quinta-feira, junho 07, 2012

Sinais de Motivação



Há coisas mesmo muito estranhas. Ou, então, podemos-lhes chamar Sinais. Simplesmente, existem. Muitas vezes para nos ajudar, outras vezes sinto-os como que a confirmar o caminho, porque nós andamos numa estrada alcatroada ou não, sinuosa ou não, com muitos ou poucos trilhos, mas, o importante é não ficar parado. Vejo muita gente numa estagnação dando passos para o lado, achando que é a andar em círculos, sentido-se aparentemente seguro, ficando imóvel, que manterá a sua felicidade. Talvez um bem-estar esteja lá, mas não a busca incessante de um ser humano, que quer ser sempre mais. Isto só se se consegue, reinventando todos os dias uma forma de construir um caminho. Não estou a julgar, mas posso estar a fazer uma qualquer comparação. Comigo, as coisas passam-se assim e, não conseguiria viver ou até sobreviver sem encontrar uma motivação - qualquer ou não - que me fizesse mover.

Isto tudo para dizer que hoje acabei de ler um livro. Há muito tempo que não o fazia. Tenho alguns começados, até um que está quase no fim, mas, há muito tempo que estão assim... até que, há uns dias, estava eu de fim de semana no Norte - em casa - andava eu à procura de um livro para emprestar, mexendo em livros que já me tinham oferecido há muito tempo e que eu ainda não tinha conseguido ler - por  falta de tempo ou vontade... até para isso preciso de uma certa disposição - encontrei-o através de um sinal verdadeiramente especial para mim, e, apesar de normalmente só ler quando estou de férias, porque já ando ocupada a ler tantas outras coisas, tive a certeza que tinha que trazer esse livro para cá.

Ainda não sabia eu que esse livro trazia tanto para me dar. Quando o comecei a ler, vi que aquilo era realmente uma mensagem para mim. Tinha um conteúdo tão explícito, que não precisei de fazer o mínimo esforço para compreender o porquê de só agora o ler e o porquê de eu o "precisar" de ler agora.

Não vou entrar em pormenores, porque são demasiado pessoais e, apesar de escrever aqui sempre com uma inspiração muito pessoal, precisava só de dizer que me sinto completa, hoje, agora e sei que o caminho é mesmo este, seja lá para onde eu vá. Não sei, nem quero saber. Só sei que estou com uma enorme motivação para continuar.

Eli

:)

quarta-feira, junho 06, 2012

Aquele homem



Ele chorava. Mas que raio de homem seria aquele?! Escrevia coisas estranhas, palavras caras, mas sem se fazer sentir na ousadia de uma mania. Profundo, com pontuações próprias e sombrias. Pouco. Muito. Tantos vais e vens sentidos num balançar quase enérgico de alguém que já se deitou tantas vezes com a mesma mulher. Fez-me lembrar um Ele do meu passado. Não serão todos do passado, quando no presente não estão, não são. Existe alguma coisa melhor que o envolvimento dos seres humanos. Regramos para que não haja sofrimento, mas, das regras escapam-se bastantes "Cabrões", perdoem-me os sensíveis que não saberão concerteza sua teimada constância em tornar "cabras", suas fêmeas. À parte da forma saliência, deixo para trás este pensamento esguio e entro de novo na engrenagem. Talvez precise da ajuda de uma música que me mastigue enquanto sinto o cheiro a tabaco, que me mexe. Não diria isto a mais ninguém. Talvez uma leitora reconheça esta coisa secreta. Mas, que mania tenho eu de escolher o que conto a quem conto, principalmente, de manter em segredo o que me dizem. Coisas nossas, coisas... ou não servisse esta palavra para descrever tretas e mais tretas. Afinal, tudo se reume a quê?!... Não digo. Vou fazer como aquele homem que se atira às palavras que a noite lhe traz, quando se debruça numa insónia lambida por uma banda sonora achada por uma gaja qualquer que lha atirou, sem medo, num impulso. Assim são as coisas (digo isto, porque repetir-me ajuda-me a ganhar tempo, enquando os meus dedos não param de escrever) ah, já sabes de quem se trata, pois bem, atrirei-me também a deambular, porque saber que alguém lê, é como ter um amigo e... tenho tão poucos que lêem por querer ler, por querer encontrar alguma coisa aqui.

Eli

:)

Escrito ontem, publicado amanhã. (Hoje, lol.)

segunda-feira, junho 04, 2012

Coisas pequenas

Um dia destes, numa tarde descontraída, andava eu às compras no supermercado, quando fui espreitar a zona do peixe, coisa rara, visto não ter dinheiro para esses luxos (refiro-me a peixe fresco). Deparo-me com uma cena: uma senhora que estava a ser atendida, pedia à outra que trabalhava na peixaria para colocar várias enguias na balança. Vai daí, pede ao filho (que tinha cerca de doze anos) para ir confirmar com o pai se podia levar as enguias, que já estavam no prato da balança, atenção. Pouco tempo depois, aparece o filho a dizer que não. Então, a senhora que trabalhava na peixaria, com seu ar de nem sei bem que pense, perguntou se podia ir ali atender outra família que estava a escolher peixe congelado. Entretanto, aparece o pai e a senhora olhava para as enguias e dizia "ah, eu queria tanto", o filho dizia o mesmo e eu fiquei com pena. No entanto, logo a seguir, ouço o pai a falar em algo relacionado com o dinheiro. Na verdade, não sei bem o que pensar. Por um lado, fiquei com pena, mesmo, por ter que retirar as enguias já pesadas e voltar a colocá-las em exposição. Por outro lado, não sei se aquilo era mesmo "pobreza", no sentido de serem comedidos ao máximo, ou se era coisa do pai ser autoritário. Uma onda de pensamentos levou-me dali para fora, depois de ter feito o meu pedido. Hoje, ao ler o blogue da S*, lembrei-me disto. Nós nunca sabemos o que se passa na casa dos outros. Não venho aqui julgar, mas refletir. Se eu não fosse ensinada a poupar desde sempre, não saberia como fazer render "o peixe" (leia-se a comida e o dinheiro). Se não há trocos para iguarias, come-se sempre o que houver de mais barato e haja imaginação para nos reinventarmos. 

Eli


Sobre o meu trabalho

Podem dizer o que quiserem, mas eu gosto de me sentar assim e conversa com um pai de um aluno - neste caso de dois - e sentir a realização profissional que mereço.

Obrigada.

Eli

:)

O amor acontece #6 (por S*)

Quando lancei este desafio, a S* respondeu na caixa dos comentários:

"S* disse...



o amor acontece quando menos se espera... chega de mansinho e arrebata-nos por completo."


Entretanto, no dia em que comemorou dezanove meses com o seu amor, inspirou-se e escreveu:


"Hás dias em que stresso por todos os lados. Há dias em que o trabalho se complica, dias em que o dinheiro não estica, dias em que as preocupações me assombram de forma constante. Nesses dias, o único conforto está em ti. És tu. Tu acalmas-me. Abraças-me, seguras-me, proteges-me. Chego a casa, cansada do trabalho, das preocupações e da vida, mas o teu sorriso dá-me o conforto necessário. Tu tornas os meus dias mais fáceis. Tornas as preocupações menos preocupantes. Fazes as dores menos dolorosas. És aquele que está sempre “lá” para mim, aquele que me faz rir com as palhaçadas constantes, aquele que tem num abraço toda a força do mundo. És quem eu amo, és quem me ama. Isso faz de ti o homem mais especial do mundo."


P.S. Palavras para quê?! Eu também sou assim.

Eli :)


Post agendado e já publicado no blogue da S*.

sexta-feira, junho 01, 2012

30 666

Este blogue conta com 30 666 visitas desde há uns - talvez - dois anos para cá. Não me lembro de quando coloquei o contador... Ou foi há um ano?! Como é que descubro isto?! A verdade é que já tivemos um número maior com outro contador que um dia "pufff" desapareceu... Se calhar estava avariado! O que eu quero dizer com isto é que é muito curioso com os anos o número de comentários ter-se vindo a reduzir, mas o número de visitas a aumentar. Não que viva presa a isto da estatística, mas é curioso. Ainda bem que existe para eu ter uma noção da quantidade de visitas que passam por cá diariamente. Sinceramente, foi surpreendente, quando comecei a reparar. Nunca imaginei que tantos "ratos, cliques, teclados, indivíduos," passassem por cá. Somos uma rede e o mundo é cada vez mais pequendo devido às tecnologias do clique!

Peço desculpa aos visitantes que esperam mais comentários da minha parte, mas há muito que deixei de comentar tudo o que leio... Há blogues que leio mesmo tudo e há outros que leio algo, há outros que perco o fio à meada e depois vou lá ver se o encontro, outros que só clico de vez enquando... enfim... nada de obrigações.

Isto tudo para agradecer muito todos os que valorizam este blogue por o lerem, visitarem... e ficarem por aqui um pouco a fazem-lhe (me) companhia.

Muito obrigada.

Eli

:))))

Quando o trabalho e eu nos misturamos...


Este dia é muito especial para as Crianças e, se há aquelas que merecem comemorá-lo, há outras que nem tanto assim. Sim sim, pareço insensível?! Mas falo com conhecimento empírico. No entanto, nós estamos sempre lá para elas. É uma coisa estranha. Cansam-me, levam-me a paciência ao rubro e a lados nunca dantes sonhados por mim, mas, encontro novos limites dessa paciência. Parece que o copo enche, enche, transborda, mas cabe mais e mais... Porém, se há esses que me "massacram" para sentir se há outro limite para além do último, há outros que dá vontade de conhecer, estar, de até "levar para casa" como lhes digo por vezes na brincadeira. Na verdade é por estes que vale sempre sempre a pena e foi por eles que organizei uma peça de Teatro, que apresentámos hoje. Parece que foi um sucesso, mas tudo se deveu a todos e estou contente, porque não há nada melhor (profissionalmente) do que sentirmo-nos recompensados pelo nosso trabalho. Ontem e hoje estive em modo de paciência permanente, porque eles estavam tão felizes, que os seus maus comportamentos eram justificados pela excitação. Todavia, descubro uma geração de muitos meninos demasiado egoístas. Por mais que lute contra isso, eles não têm muita sensibilidade perante os colegas, estando constantemente a tentar sobrepor-se ao outro a todo o custo. Isto preocupa-me, pois é um exagero. Enfim. Depois, há aquele lado: estão sempre prontos a ajudar-me e, apesar de tudo o que fazem ou não fazem, da falta de concentração, do barulho, de correr nos corredores, das queixinhas constantes, estão sempre "lá para mim". Este é o maior trunfo desta turma, que é tão mista, tão heterogénea... que é tão minha... e que tenho mesmo pena de deixar. Passo pelo menos cinco horas com eles por dia... por isso, muitas vezes se enganam e me chamam "mãe", "tia" e outras coisas e, disso, rio-me. Gostava de ficar para o ano letivo que vem, mas já sei que vou para uma lista, onde só contam números. É isso que sou: um número. Nada mau, se fosse para todos igual...

Isto tudo para dizer que hoje apresentámos uma Peça de Teatro, na qual também participei... e que nos soube mesmo bem. Penso que lhes criei um momento inesquecível. Foram quatro sessões para onze turmas distribuídas. Nada mau. Gostei mesmo e creio que este dia da Criança se tornou realmente especial. (Eles são do terceiro e quartos anos, dos 8 aos 12 anos).

Eli

:)

Andar na "Corda Bamba"


Deixem-me que vos diga do fundo do meu coração que o que eu escrevo nunca é só meu. Quem me inspira normalmente não sabe que o faz e raramente lê aquilo que escrevo. Coisas... mesmo... Mas, quem escreve, sabe que esta atitude tão solitária nunca é apenas sobre o sujeito indivíduo que se predispõe às teclas ou à caneta. De repente, lembro-me do texto que será publicado neste livro. Já o escrevi há algum tempo, talvez um ano... e a pessoa que mo inspirou, leu-o e descobriu-se nele, sem saber que tinha sido sua fonte de inspiração! Talvez por isso seja o mais indicado para publicar num livro que tem por base histórias verídicas, embora muito do que se escreva tenha sempre a marca do seu autor.

Na verdade, andamos sempre na "Corda Bamba" mesmo sem sabermos. Eu, com mais 90 autores, publicaremos, através da editora Pastelaria Studios, pedaços de nós e orgulho-me muito por fazer parte de mais um livro.

Assim sendo, convido-vos a comparecer na apresentação desta obra, no dia 30 de junho, pelas 19 horas, na Fábrica Braço de Prata em Lisboa.


Eli

quinta-feira, maio 31, 2012

When I Find You, I'll Find Me



You'll find me.

Eli

segunda-feira, maio 28, 2012

O amor acontece #5 (por James Dillon)

"O amor acontece,



     «Amanhã vou encontrar-te, de esquina em esquina, em estradas marcadas pelo tempo, por neblinas Sebastianistas te encontrarei, por trilhos fechados com cadeados de puro ouro ornamentados de pedras preciosas invioláveis, mesmo assim persistirei para te encontrar, amanhã desfraldo velas latinas numa casca de noz e lanço-me por oceanos pejados de borrascas, amanhã, é amanhã.

     Maquiavel pergunta-se "como posso libertar um povo que prefere a escravidão?," destas amarras não quero ser libertado, aqui e agora prendam-me uma âncora ao pescoço e atirem-me borda fora, janela fora, torturem-me: mil dores de ácidos colados a esta minha pele suja são irrelevantes se no fim da equação viro a esquina pela milésima vez e me sorris em longínqua proximidade, mesmo que te reveles uma mera miragem alimentas esta alma perdida entre afagos e suspiros, sofregadamente brado por teu toque em minha pele encarquilhada devido a uma megera de metafísica que insiste empurrar-me na direcção oposta.

     Ontem desprezei-te e vi-te partir sem um olhar para trás, segui teus passos e o meu peito uivou de dor enquanto a distância aumentava, mal o olhar se cruzou pela última vez percebi o erro das minhas acções, incongruência de um coração que não encontra seu lugar neste corpo, dor e confusão numa relação simbiótica, os erros surgem e tarde demais abro os olhos, agora, sento-me neste quarto vazio próspero em recordações tuas que só para mim fazem sentido e olho para o horizonte, meu horizonte, ignoro inúmeras fatalidades de uma cidade imbuída no caos, desprezo gritos de ajuda, suspiros de dor, crises de existência, o único ponto é aquele foco contínuo de luz que marca teu lugar e para onde vou, ao longe meu farol que partiu por pedido e agora não regressa nem com suplica, arrependo-me prostrado de joelhos e lanço maldições e palavras de escárnio a não outro que a mim e à minha indefinição, sem um braço, sem uma perna, sem alma, sim, sem este pedaço no meu peito, com esta dor inatingível não, enrosco-me para chorar mas nem isso me concedem.

     Reúno comigo em concílios internos, em redundâncias líricas desligadas de conexão porque o sentido de A mais B foi suprimido com a ausência da razão pela qual me entregava à necessidade de absorver oxigénio, falo comigo próprio em busca de motivos para com surpresa encontrar seres minúsculos dentro de minha pele em convulsões confusas, em sistematizações desligadas de senso, em busca por algo mais, relembro as minhas queixas, relembro os meus motivos para te pedir para partir, e agora na sapiência tardia questiono uma existência que se revela vazia: sem o teu corpo para tocar, sem o teu respirar para sentir no pescoço, sem a tua pele para arranhar enquanto dormes, sem o teu apoio para escolher que norte seguir, sem a tua companhia para me tornares uno e completo, sem ti rumo para o fim do mundo, entrego-me ao oblívio, caio em redundâncias enquanto dou trinta e três voltinhas por minuto para nunca encontrar saída. Por favor regressa e trás contigo meu coração rendido caído algures no trilho. Por favor regressa e torna-me completo, por favor volta e acalma a tempestade em minha mente, por favor atira-me uma corda antes que o convite para o mundo de Dante se torne irresistível."»

James Dillon


P.S. Confesso que esta participação me surpreendeu. Continuo muito agradecida por partilharem as vossas ideias e sentires neste blogue, que se curva agora perante James Dillon.

Eli

:)

Post agendado

domingo, maio 27, 2012

Preconceito




Eu nem sou de "más línguas", mas ando aqui com uma coisa a modos que entalada e como este espaço serve mesmo para deambular os meus pensamentos mais recônditos e outros que não, aqui estou pronta a despejar! Não é que há dias ouvi esta conversa:

"- Então, como é ela?" - Perguntou a primeira. (Referia-se à maneira de ser da pessoa que namora com o filho da segunda.)
"- Parece boa rapariga..." (Respondeu com um ar tristonho, a segunda.)
"- Então, que é que se passa?" (A primeira quis saber qual era o problema, já que não conhecia a pessoa em questão de quem falavam.)
"- Só que..."
(Tudo em expetativa...)
"- Mas?!"
(Pressionou alguém, pensando já que a rapariga teria um defeito muito grande.)
"- É forte." (Respondeu a mãe do rapaz que namora com a rapariga gordinha.)
(Alguém disse:)
"- As pessoas gordas nao têm o direito a ser felizes?"
(Eu fiquei estupefacta! Acho que o meu queixo caiu no chão. Era um misto de sentimentos que me atormentava.)
(Acrescentou:)
"-É muito boa para o meu filho. Até fomos tomar lá um café na rua onde moram e não nos deixou vir embora sem jantar lá na casa deles."

Lamento que há quem ainda considere o aspeto físico assim tão importante. Sempre vi isso lá na minha terra por (eu) ter sido sempre maior que a média (mais larga, mais alta...), mas sinceramente, pensei que esse estigma, esteriotipo, preconceito, já lhes tivesse passado um pouco. Infelizmente, não!

Eli

quinta-feira, maio 24, 2012

Ele "mexe" comigo


Não sei explicar isto. Deve ser a força da atração masculina, que me puxa para ele. Não me lembro dele quando não estou com ele. Ao estarmos os dois no mesmo espaço, nunca estamos sozinhos, mas só me apetece meter conversa com ele. Não sei explicar bem isto, mas será por estar sempre rodeada de mulheres?! Sinto uma força que me faz meter conversa, fazer planos, dizer coisas engraçadas. Coisa estúpida e nada racional entende isto, mas o emocional também não. Também não vejo a coisa como física!!! Enfim, não estou aqui para explicar, mas porque precisava de "despejar" isto em algum lado. Só sei que me provoca uma atração que me faz não ficar indiferente.

Eli

:)

terça-feira, maio 22, 2012

Princesa do Teu Castelo


Não sei por que vou buscar aquela música, mas a tristeza encoraja uma tal inspiração repentina. A cobardia assola-me os poros e toda eu sou um grito. "Quero sair daqui, nao te quero procurar." O Sol ajudou-me. Precisava mesmo que as nuvens se afastassem para que eu percorresse a caminhada do poder. Quem diria, que cerca de meia hora depois, eu já estaria a bater às portas à tua procura, seguindo aquelas pistas. Eu sei, eu sei, devo ter paciência, mas... eu não sei esperar sem primeiro correr, caminhar, suar. As minhas pernas disseram que te caminhei. Nunca tinha dito tantas vezes o teu nome em voz alta. Os desconhecidos disseram desconhecer-te. Eu sempre soube que não dependia de mim. Mas, eu tenho que ir, sempre. E fui, tal como das outras vezes, mesmo quando só falo da parte em que não fui... Logo a seguir arrebato o medo e vou. Ponho-me ao caminho e entrego as cartas do destino à minha viagem. Não sei bem porquê, mas preciso de te saborear todos os dias e tenho escolhido uma viagem que me faz ficar assim... simplesmente nostalgica. És diferente, és especial, por isso não estabeleci prazos para ti. Eis-me aqui, porque um dia voltarei a ser a princesa no teu castelo, para que me faças rainha... sem contos de encantar, sem coisas de chorar. Apenas nós. E eu sei tão bem o que é isso, porque sinto já tantas "saudades do futuro".

Eli

:)

segunda-feira, maio 21, 2012

O amor acontece #4 (por Manuel Luis)


«O amor acontece. Numa quinta, por exemplo, num domingo de super lua, depois do silêncio da manhã; começa em cafés às 10h da manhã; de repente, no meio de uma neblina na acidez da aurora, depois de uma noite votada à alegria póstuma, que não veio; o amor acontece no desenlace das mãos, como tentáculos saciados, e elas movimentam-se no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor acontece-se; na insónia dos braços luminosos do relógio; o amor acontece nas geladarias diante do colorido dos gelados de figo e amêndoa; e no olhar do cliente errante que passou pelo café; às vezes o amor acontece nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no esvoaçar diferente de um filhote que caiu do ninho; no cantar aflito da Mãe; nas tanjerineiras, nas oliveiras, nos corrimões e nas sílabas do canto; quando um mocho se habitua à estaca empoeirada de polen, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acontecer; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles de vinho à volta das pipas; na semente tantas vezes semeada, às vezes vingada por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos entre o pólen e o gineceu de duas flores; num quarto refrigerado, forrado a madeira, cheio de brilho, onde há mais encanto que desejo; e o amor acontece na poeira que as flores vertem, caindo impercetível no beijo de ir e vir; no autocarro, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se erriça e acontece; no inferno o amor não acontece; no fogo do pinhal o amor  dissolve-se; em Coimbra o amor pode virar pó; no Mondego, frivolidade; no Sobral, tristeza; em Angola, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acontece; uma carta que chegou antes, e o amor acontece; na controlada fantasia do libido; às vezes acontece na mesma música que começou, com o mesmo brinde, diante dos mesmos chilreios; e muitas vezes acontece em ouro e diamante, nos meus Pais com idade avançada dispersando entre as estrelas; acontece nas encruzilhadas de Coimbra, Angola, Algarve; no coração que se dilata e quebra, e o cardiologista Ricardo sentencia o mixoma; na equipa  imprestável para com o amor da profissão; e acontece nos corredores, tocando na porta certa, até se desfazer na sala fresca e iluminada; e acontece de pois que vi as cores dos uniformes que veste o mundo dos proficionais; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes o amor acontece e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua refletindo sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acontece como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acontecer com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articula, e acontece o amor; na verdade; uma bebida; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; no castanho dourado do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acontece; a qualquer hora o amor acontece; por qualquer motivo o amor acontece; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acontece.
Texto baseado em factos reais que aconteceram e acontecem comigo.»

Manuel Luis






É com um enorme agrado que publico (mais) uma participação de um querido leitor.

Eli

:)

(Post agendado.)

quinta-feira, maio 17, 2012

Sim, meu amor, caracóis. Enlaça os teus dedos nos meus... cabelos, dedos... em mim.

Eli

Para ti, que não sabes que este blogue existe.

quarta-feira, maio 16, 2012

Viagens




Às vezes... quantas e quantas vezes... penso... que a vida é como uma viagem.

Há bocado, pensei que  - a vida - fosse como viajar de autocarro, mas os enjoos fizeram-me esquecer a analogia. Voltei logo ao comboio. Queria voltar a ler no comboio. Foi ele que me salvou - de um sufoco - numa das mais difíceis fases da minha vida.

Uma vez, num sexta-feira, já em abril, fui colocada num recôndito lugar de Lisboa. Então, só para não perder o tempo de serviço, resolvi ir à capital só para me apresentar. Afinal, nesse ano letivo só ainda tinha conseguido trabalhar um mês. Portanto, nessa sexta-feira, pus-me a caminho. Fui de carro até Aveiro. Apanhei o intercidades e, à chegada, solicitei o serviço de um taxista, dizendo-lhe para se dirigir à Amadora. Quando lhe especifiquei a morada para a Brandoa, ele disse que se soubesse que o objetivo final da viagem era esse lugar, não teria ido e que havia colegas seus a pensarem como ele. Só não me deixou ali mesmo, porque as minhas palavras (chamem-lhe "lábia") já nessa altura me valiam de muito. Então, apresentei-me na secretaria do Agrupamento onde iria fazer (mais uma) substituição temporária. Ao apresentarem-me à direção (coordenadora), inteiraram-me da turma, problemas, afins. Eu, sempre guerreira, sempre achei que podia tudo... mas esta experiência deu rios de outras coisas que não eram bem letras. Portanto, por falar em viagem, liguei ao meu irmão, que se tinha prontificado para me ir buscar. Expliquei-lhe tantas vezes onde estava "Brandoa, ao lado da igreja, junto a um largo..." e ele dizia que estava lá, no mesmo sítio que eu. Depois de umas (pelo menos dez) chamadas, ele apercebeu-se que estava na Reboleira e que eu não estava no mesmo sítio que ele, afinal. Deve ter perdido a tarde de trabalho para me ajudar. Pelo caminho, em direção à estação do Oriente, apercebi-me que ele tinha perdido muito tempo precioso no seu trabalho. Portanto, deixei-lhe uma nota no carro, para tentar compensar pelo menos o gasóleo... Cheguei a casa já à noite, depois de ter apanhado o carro em Aveiro. Quando aceitei a minha colocação, na aplicação informática, já passava da meia-noite. Algum tempo mais tarde, quando me deram o contrato para assinar, vi que este começava ao sábado. Tentei inteirar-me da causa, ao que me foi explicado, pela primeira vez, que afinal já não contava o dia da apresentação pessoalmente, mas sim o da aceitação na aplicação informática, para efeitos de início da contratação. Portanto, fui a correr para Lisboa, no próprio dia em que fui colocada, para ganhar três dias de serviço, mas só ganhei dois. Se tivesse ficado em casa, teria ganho três dias e não teria perdido, tempo, dinheiro... Valeu pela experiência, pela aprendizagem e, nos dias que correm, esse é o meu verdadeiro valor: aquilo que já vivenciei. 

Eli

segunda-feira, maio 14, 2012

Comboio


Tela branca, página em branco, espaço negro, onde posso escrever. Móvel ou imóvel. Persigo um momento tão imaginado. Sou eu a partir. Sou eu a chegar à estação e ele estará ali à minha espera. Apresso o tempo e... almoçamos juntos na torre mais alta e mais romântica daquela cidade preferida e sonhada.

Entretanto, chega a tarde nos meus olhos e encosto-me no seu colo, enquanto o Sol nos pisca os raios. O tempo foge. Ficamos ali, sentindo o cheiro de areia. Num beijo e noutro, como se não houvesse outro comboio para apanhar. Convida-me para ficar na casa dele e, com naturalidade, durmo. Acordo.

Outra insónia?! Outra vez a sonhar acordada?!
Eli

;)

P.S. Continuo a receber participações no Desafio "O amor acontece" e estou a gostar muito.

domingo, maio 13, 2012

O amor acontece #3 (por Gonçalo Cardoso)

"O amor acontece quando a diferença de idades não importa, os estados civis são acessório, e a opinião paterna nem sempre é respeitada. As lágrimas surgem, a verdade é sentida de forma tão íntima que os outros não percebem, e os conflitos surgem por um bem maior. Esse bem é o amor. Nasceu, sobreviveu e agora cresce nas margens do rio, sob uma paisagem verde num quadro granítico. O amor acontece! Baseado numa história verídica."

Gonçalo Cardoso




Cá está a participação sempre sentida do meu amigo. Obrigada por fazeres parte e aceitares o Desafio!

Eli

Corda Bamba


Corda Bamba é o nome do livro, onde irá ser publicado (mais um) texto meu, pela editora Pastelaria Studios. Desta vez, escrito em prosa.

A apresentação (lançamento) do livro será em Lisboa, no dia 16 ou 23 de junho. Ainda não está decidido. Se quiserem encomendar por mim, enviem-me um mail.

Eli Rodrigues

segunda-feira, maio 07, 2012

Gosto de James Blunt, so what?! Vão castigar-me?! Não serão suficientes os tempos que demoro a massacrar-me com sonhos?! E fico a pensar, mais uma vez na minha vida e vejo-me aquela romântica, sim aquela de outrora, já adormecida há décadas... esperando metaforicamente. Tentei ser outras coisas, se tentei!... Mas, aquela não era eu. Eram pedaços de mim a desfazerem-se na estrada dos desconhecidos. Continuo a caminho. Fui.

Eli

domingo, maio 06, 2012

O amor acontece #2 (por Sofia Marceneiro)

"O Amor acontece quando…
Te ouço, nas palavras estonteantes e quentes
Te penso, no arco-íris da minha alma

Te sinto, nos sorrisos mascarados de desejo
Te desejo, na pele que clama por ti
Te anseio, na vontade de te ter
Te sonho, na imperfeição mais perfeita
E assim… O Amor Acontece… Quando te sonho…"

Sofia Marceneiro


P.S. Mais uma participação sentida. Agradeço-te Sofia, por abrilhantares este espaço escuro.

Eli


Estou a namorar as tuas palavras. Não sabes, nem imaginas. Apenas me saem pensamentos tontos dos dedos e dos sorrisos. Não sabes, pois não?! Nem eu. Onde estás quando pensas em mim? Recuso-me a dizer Adeus. Bato o pé ao destino. Afasto-me de soslaio e tento compreender o tempo de espera que me é exigido e vivo nele, namorando... (suspiro) namorando o sonho.

Eli

quarta-feira, maio 02, 2012

Estagnada


Nem sei explicar bem, mas às vezes nem falo, nem escrevo para não me soar a puro egoísmo. É como se estivesse a afundar-me numa garrafa de água, quando há um oceano inteiro lá fora. Não gosto de me ver como "estagnada", se bem que as vivências diárias dizem-me o contrário, mas, quando vou a ver, só estou a percorrer um caminho sempre no mesmo lugar, quando dantes mudava-me tantas vezes que nem podia pensar. Na verdade, só queria repreender-me por parar e deixar simplesmente o tempo passar. Não pretendo assim tão grande coisa. Porém, aquela oportunidade tarda em chegar. Falha-me a paciência. Nunca foi o meu forte, mas estou a aprimorar-me. Gosto assim. Que haja sempre caminho para mim.

Eli