Agora nem nómada, nem emigrante.


domingo, fevereiro 15, 2015

Final

Sei bem que a tua pressa é acontecer-te outra que não eu. Foi por isso que estagnei num papel qualquer e não te escrevi. Penso todos os dias em esquecer os teus cabelos, ou pelo menos a sua cor ou o possível toque que teriam entre os meus dedos. Que saudade que já tenho sem antes me ter despedido. Vou, sinto que tenho que ir, para longe, para não te ver todos os dias, nem que seja só para não ter que enfrentar o teu sorriso ou as possíveis palavras que me acordem por dentro. Ah... como preciso de suspirar mais e melhor sem ter medo. Palavras nefastas te escreveria, ao contrário da simpatia, sem qualquer poesia... Mas, por ti, enfrentaria o não... o que sempre quis, mas já não quero ter. Amigo, sim, sim, sempre foste e sempre me hás-de ser. Nada mais depois deste ponto final após uma história que foi tão, mas tão mal sonhada. Como te quis... tanto que não coube em mim a desgraça de nunca te vir a ter. Até nem parece meu, isto de te abandonar em branco, sem sequer uma imagem fotografada para memória futura. É quase mentira que eu tenha desistido. Quero tanto saber, sentir, morrer por dentro, para depois renascer. Não há vida nesta falaciosa forma de amar. Já nem apaixonada estou. Não posso, não me permito. Escrevo apenas uma prosa ajudada, porque preciso de ter algo mais que me faça renascer... a intensidade, por favor, descobre-me e diz-me! Arrebata as minhas lágrimas uma vez que seja, um sábado qualquer, numa simplicidade que nos conheces. Toca no mais profundo, adivinha e esclarece. Assim, deixarei de vez de dançar de manhã. Não quero mais isto. Não há nada para mim além do horizonte. Após a linha, só o pêndulo do tempo, no crepúsculo da aurora negra de alma que transparece à noite o que os dedos reprimiram.

Eli

sábado, janeiro 31, 2015

Desenhas

Gosto de desenhos.

Eli

Sonhei que... #9

Esta semana sonhei que deitava a cabeça no colo... na barriga dele.

Eli

domingo, janeiro 04, 2015

Sonhei que ... #8

Ouvia o Z. a perguntar ou a falar sobre mim a uma amiga que não sei quem é. Houve toda uma situação. Havia paredes, era na Rua, quase muralhas... ele não me viu...

Eli

P. S. Na semana passada..

Sonhei que #7

... estava numa praia rochosa com o Z. e ele estava com calções e t-shirt azul ou cinzenta. Então, eu tocava-lhe na pele entre as duas peças.
Eli

P. S. Já há semanas.

terça-feira, dezembro 30, 2014

Quero levar-te para minha casa e tomar conta de ti.

Eli

sábado, dezembro 27, 2014

Destrói

 
Quando te encontro, não páro nos teus cabelos, porque tu não reparas nos meus. Ainda te sinto hoje, agora, como se algum dia tivesses tocado na minha pele. Durante cinco dias soube que não me querias, mas só hoje me "caiu a ficha" dolorosamente. Como é triste admitir finalmente o chão e beijá-lo com as lágrimas do meu silêncio, porque nada mais te posso dar. Tu não queres. Estou certa disso. Desta vez fiz diferente e não matei à chegada, não aniquilei. Vivi sem sobeviver, mas agora custa-me tanto deixar-te para trás sem ter ouvido o teu não. Por que será que preciso tanto de algumas palavras?! Queria gritar o teu nome e escrevê-lo centenas de vezes como fazem as adolescentes em cadernos, mas redimi-me novamente, porque a redenção traz a bênção futura do desaparecimento. Não desisti, se me perguntasses, dir-te-ia que tu desististe antes de qualquer olhar. Ainda não sei como lidar com isto. Será - mais - uma luta diária. Mas, no final, poderia contar-te que consegui sonhar. Sim, houve sonhos como há muito não deixava acontecer. Merda do amor, da paixão, do encantamento, desta coisa que deixo que me invada, que me detém, mas ao fim ao cabo só me destrói.

Quantas vezes pensei que só queria trazer-te para casa e tomar conta de ti. Simples assim, mas nem imaginas como a simplicidade assusta e eu não sou tão bonita como as outras.

Eli

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Anulação


E caminhava mais uma vez à minha frente, com um passo trôpego como se quisesse mostra-se debilitado. Jazia-lhe um poema na boca, mordiscando-me os lábios, como se de uma barba se tratasse. E, com suavidade se mostrou num tom que raramente lhe desconheço. "Homem", chamei. Será que ele entendeu que a profundidade que alcança com o seu caminhar é tão maior que uma bebida em mar alto, entre a morte de um olhar, onde me fico, onde me fixas.

A capacidade que tenho de me anular ainda me surpreende.

Eli

segunda-feira, novembro 24, 2014

Espirro






Enquanto decifro plantas que resistem à estação
de comboio, manifesto-me, ardentemente, atchim

Perco o Sul, sem café, sem resposta, sem angústia
Virgulando as vigarices que manipulo, tateando-o

Já não quero mais aquela resposta vibrante, não, não
quero simplesmente que a atitude me fique, exista

Os versos soam desencontrados, porque temerei sempre
Embora a cachaça me amordace a voz que soprarei.


 Eli Rodrigues


Fotografia por Francisco Matos.

segunda-feira, novembro 10, 2014

Não acontece...

... o amor.

Para mim, não acontece. (Ponto!) Posso afirmar que me apaixonei mil vezes e apaixono-me centenas, qualquer dia passo para as dezenas até não restar mais unidades. Não vale a pena dissertar mais tinta sobre isto. Até posso criar, fantasiar, como tantas vezes fiz, mas certifico que o amor não é para mim. Eu concordo houve interesses de cá para lá e de lá para cá. Posso também assumir experiências... Mas, o amor não é para mim.

Eli

sexta-feira, outubro 17, 2014

Largar


Não quero estar sempre a largar as mãos.
Habituei-me a deixar os sonhos, como se eles se quisessem livrar de mim. Espirro-os como se fossem bactérias.

Eli

quinta-feira, outubro 02, 2014

Estar apaixonado é sentir a eminência um orgasmo a cada instante.

Eli Rodrigues

quinta-feira, setembro 18, 2014

Lançamento I e Lançamento II (sábado)

Sábado pelas 15:00 h
(Campo Grande, 56, Lisboa)
Livro "Confissões"



Sábado 17:30
(Sana Malhoa Hotel em Lisboa)
Livro "Aquela Viagem"


Eli

P. S. Tenho uma pequena participação em ambos.

domingo, setembro 14, 2014

Desaparecimento




Não teria como o dizer, porque não teria outra palavra para começar que não fosse o não. Mais futuro que que o meu próprio desaparecimento seria impossível. Não haverá uma única palavra minha que não tenha escrito a vingar, porque de todos as que as leram, assim as transformaram. E, quando nelas viram poesia, só encontraram um forte rancor por não ter amado mais. Porque, a certa altura tive que me conter para não chorar, para não sentir, para não sonhar. Não temos como vivenciar um futuro sem olhar para o passado. Há um libertar em cada sonho que não disponho mais. Tive que me permitir viver em paz. Mas, quando me deslizo através de uma qualquer música intemporal, os meus dedos vibram por uma pele que me deixe tatuar, porque gosto mesmo de ser gostada e de ser bem tratada. Todos aqueles que quis entraram num tal espiral repentino de desaparecimento que não ouso mais esconder. Haverá no futuro alguma explicação para aquilo que não passei, não vivi, não escrevi?!

Eli Rodrigues

quarta-feira, agosto 27, 2014

Sôfrego

Antes de me transformar em pedra,
Que as minhas palavras de sal
Desaguam no teu telhado

Espera, já sou uma rocha,
Porque me desejaste mal.

Que o teu sôfrego ser
Me desencante, acordado!

Eli

quarta-feira, agosto 06, 2014

Depois do fim

Não sei  por que não estás
Tal como desconheço
Outras (razões) do teu apreço

E talvez não desejes saber
Que te senti por hoje, sem querer
Palavras partidas do nefasto

De tanto te esquecer

Lá para os lados do estômago
Pontadas centenárias sem eu lembrar
Tidas em inconsciência

Sabes, meras ortografias
Em contas bravias

Onde marquei o sete, malvado também és
E serás como todas as ideias que carrego...

Na imaginação.

Eli

segunda-feira, julho 21, 2014

Já que estás...

Páras em mim?


Eli

domingo, julho 20, 2014

sexta-feira, julho 18, 2014

segunda-feira, julho 14, 2014

domingo, junho 29, 2014

Resposta

Imagem de J. Calado

«Aausência de resposta é já em si uma resposta.»

quarta-feira, junho 18, 2014

Caem-me as palavras


Foto por J. Calado




Tenho tantas saudades de mim. Não sei bem quem é esta que não tem a mesma coragem, a mesma capacidade e até parte da auto-confiança se perdeu em algum lado. Gostava que danças com planos fizessem sentido. Gostava de poder construir com bases sólidas e sim que não fosse fácil, mas que mexesse com tudo de tão bom de tão cúmplice. Como anseio por aquele beijo prometido. Não estou mais em paz, nem deixarei de pensar em mim, de me anular. Não sei como é que o verão regressa e eu sem ter a sombra de uma cadeira colorida. Deixa-me que grite onde não há montanha nem mar.

Eli

Sonhei que... #6

... o vocalista daquela banda que vi no domingo ("União das Tribos") me mostrava uma carta que eu tinha escrito. Escrevi umas frases através do site www.obrigado.ctt.pt há alguns dias e enviei para pessoas que fazem parte da minha vida, a quem gosto de agradecer e de quem tinha a morada. Porém, eu não tinha a morada completa de um destinatário a quem queria enviar um Obrigada. Resolvi enviar mesmo assim. (Já que não se paga, não custa tentar.) No sonho, o Sérgio aparecia como mensageiro, tinha a carta com ele, mostrou-ma e disse-me que saberia como entregá-la, mesmo estando endereço insuficiente.
Eli


Dentre outros significados, sonhar com carta pode indicar que em breve você terá notícias de familiares ou amigos que você não vê há muito tempo. Fonte

segunda-feira, junho 16, 2014

"Aquela Viagem"



Aquela Viagem! - Nova Colectânea - Papel D´Arroz Editora
A viagem mais marcante
A mais inesperada, a mais longa a mais curta…
A viagem que sempre sonharam
Porque a imaginação não tem limite – Aquela Viagem!
A viagem que irão fazer antes do fim da vida…
A que já fizeram e não repetem
A que repetiriam todos os anos…
A volta ao mundo!
A melhor viagem de Verão.
De Inverno…
As melhores férias -ou não-
Tudo, e só tudo o que nos querem contar da vossa viagem
Reais ou imaginadas
Desta vez o desafio é mesmo esse, escrevam-nos, relatem-nos
Aquela Viagem! - a vossa - AQUELA… e só AQUELA...

REGULAMENTO DE PARTICIPAÇÃO:
A Colectânea reunirá manuscritos de autores de expressão Lusófona, maiores de 18 anos de idade.
A selecção de trabalhos enviados será efectuada pelo departamento editorial da Papel DArroz
papellivros@gmail.com

Passos para a participação:
- Cada participante deverá enviar uma breve nota de apresentação e uma foto actualizada. e-mail e contacto telefónico.

- A data limite para envio dos trabalhos para participação é o dia 5 de Julho de 2014

- Os manuscritos deverão ser digitados em word, em Times New Roman, 12pp e enviados por e-mail:

papellivros@gmail.com

- Relatem-nos... AQUELA VIAGEM

- Tamanho: 4 folhas A4
- Não existe qualquer pagamento de inscrição.
- Os autores seleccionados, deverão adquirir um mínimo de 3 exemplares da obra finalizada e editada. Os exemplares serão entregues na apresentação da obra ou via CTT (portes pagos pela editora, para Portugal Continental)
- Os autores poderão adquirir mais do que o número mínimo de exemplares , sempre com desconto de 30% sobre o PVP.

- O preço de venda ao público da obra será definido pela Papel DArroz, tendo em conta o número de páginas da obra editada.

- A Papel DArroz não reserva a exclusividade dos textos editados.
Os Autores não cedem os direitos de Autora à editora, podendo utilizar o trabalho editado noutras edições que achem pertinentes

e vamos VIAJAR
viagem connosco aqui
na Papel DArroz!
Esperamos as vossas histórias.

Papel DArroz- um livro um momento
(uma editora do grupo Múltiplas Histórias)

Foram-se

 (Fotografia por J. Calado)

Fazes ideia da quantidade de noites em que me lembrei que aquele pensamento que eu tinha vindo do nada poderia ter tido origem em ti?! Trata-se de uma estupidez, mas neste momento voltei a ter sentimentos e parece-me que está a "cair-me a ficha". Tarde demais, mas sinto-o agora mais do que dantes nos meses que se antecederam a este. Por que será que a minha paz se transformou num turbilhão de repente?! Gostaria de saber, mas... de cada vez que alguém se aproxima de mim, tu apareces na inconsciência do não saber. Que raio, podererei ser eu a voltar a controlar isso, ou terás tu a influência. Já dobravas o Cabo das Tormentas. Já tinhas uma atitude de homem. Era uma vez uma líbido... E mais não conto, porque num queres saber.

Eli

domingo, junho 15, 2014

"Seduz-me"...

... é o título do próximo livro onde tenho um texto.

Eli

"Seduzir com anormalidade"


Lobo Antunes

Há momentos e situações em que o olhar comunica mais que as palavras, isso também é intimidade. Creio que sou capaz de dizer muitas cosas sem falar, é o outro que também tem de compreender e de saber interpretar. Quando se estabelece essa relação de intimidade e de amizade, não é necessário falar. (...) Frequentemente é melhor não o fazer porque as palavras estão muito gastas.

António Lobo Antunes

quinta-feira, junho 12, 2014

sábado, junho 07, 2014

Sonhei que... #5

Sonhei que apanhava dinheiro (meu) que tinha caído e voado de uma caixa. Apanhava cada vez mais (principalmente notas de 10 euros). Alguém (conhecida) deu-me duas dessas notas e eu perguntei se eram minhas, ela não respondeu, só me as entregou.

«sonhar com dinheiro atrai muitas coisas positivas para a vida de quem sonha (...)
Se no seu sonho você vê muito dinheiro, esse é um sinal que sua vida se aproxima de uma fase muito positiva. Aquilo que você vem trabalhando há muito tempo finalmente será reconhecido e você conseguirá ter muitos ganhos com isso. Sua vida entrará em uma nova fase, muito positiva e cheia de conquistas inesperadas.

Se você sonhou que tinha muito dinheiro é um sinal para que esteja preparado para o que a vida lhe proporciona. Primeiramente é preciso não se afobar com seus ganhos e ter paciência para saber lidar com o pouco ou muito que tem. Quem não sabe lidar com o que ganha nunca terá nada, mesmo que ganhe muito.» Fonte

Eli

quinta-feira, junho 05, 2014

F***-**

 
Ninguém está interessado em mistérios constantes. Só eu me enganei ao pensar que poderia suscitar o interesse e fazer com que interessasse qualquer informação sobre mim. Vende-se este blogue que deixou de ter valor. Um tostão e leio o futuro por um ano, apenas porque acho que posso ter alguma intuição. Tudo mentiras para quem não acredita. Nem eu mesma sei qual é este limbo onde me encontro equilibrada. Não sei se quero estar no bem assim só porque tenho esta estúpida capacidade de me manter à tona. «são estrelas, senhor, são estrelas». E algum dia pensei, pensámos, que neste dia da Independência estaríamos tão apartados? "Morri na praia." É verdade, mas sei bem que nem até à areia deveria ter chegado.

Eli