Agora nem nómada, nem emigrante.


quinta-feira, maio 31, 2012

When I Find You, I'll Find Me



You'll find me.

Eli

segunda-feira, maio 28, 2012

O amor acontece #5 (por James Dillon)

"O amor acontece,



     «Amanhã vou encontrar-te, de esquina em esquina, em estradas marcadas pelo tempo, por neblinas Sebastianistas te encontrarei, por trilhos fechados com cadeados de puro ouro ornamentados de pedras preciosas invioláveis, mesmo assim persistirei para te encontrar, amanhã desfraldo velas latinas numa casca de noz e lanço-me por oceanos pejados de borrascas, amanhã, é amanhã.

     Maquiavel pergunta-se "como posso libertar um povo que prefere a escravidão?," destas amarras não quero ser libertado, aqui e agora prendam-me uma âncora ao pescoço e atirem-me borda fora, janela fora, torturem-me: mil dores de ácidos colados a esta minha pele suja são irrelevantes se no fim da equação viro a esquina pela milésima vez e me sorris em longínqua proximidade, mesmo que te reveles uma mera miragem alimentas esta alma perdida entre afagos e suspiros, sofregadamente brado por teu toque em minha pele encarquilhada devido a uma megera de metafísica que insiste empurrar-me na direcção oposta.

     Ontem desprezei-te e vi-te partir sem um olhar para trás, segui teus passos e o meu peito uivou de dor enquanto a distância aumentava, mal o olhar se cruzou pela última vez percebi o erro das minhas acções, incongruência de um coração que não encontra seu lugar neste corpo, dor e confusão numa relação simbiótica, os erros surgem e tarde demais abro os olhos, agora, sento-me neste quarto vazio próspero em recordações tuas que só para mim fazem sentido e olho para o horizonte, meu horizonte, ignoro inúmeras fatalidades de uma cidade imbuída no caos, desprezo gritos de ajuda, suspiros de dor, crises de existência, o único ponto é aquele foco contínuo de luz que marca teu lugar e para onde vou, ao longe meu farol que partiu por pedido e agora não regressa nem com suplica, arrependo-me prostrado de joelhos e lanço maldições e palavras de escárnio a não outro que a mim e à minha indefinição, sem um braço, sem uma perna, sem alma, sim, sem este pedaço no meu peito, com esta dor inatingível não, enrosco-me para chorar mas nem isso me concedem.

     Reúno comigo em concílios internos, em redundâncias líricas desligadas de conexão porque o sentido de A mais B foi suprimido com a ausência da razão pela qual me entregava à necessidade de absorver oxigénio, falo comigo próprio em busca de motivos para com surpresa encontrar seres minúsculos dentro de minha pele em convulsões confusas, em sistematizações desligadas de senso, em busca por algo mais, relembro as minhas queixas, relembro os meus motivos para te pedir para partir, e agora na sapiência tardia questiono uma existência que se revela vazia: sem o teu corpo para tocar, sem o teu respirar para sentir no pescoço, sem a tua pele para arranhar enquanto dormes, sem o teu apoio para escolher que norte seguir, sem a tua companhia para me tornares uno e completo, sem ti rumo para o fim do mundo, entrego-me ao oblívio, caio em redundâncias enquanto dou trinta e três voltinhas por minuto para nunca encontrar saída. Por favor regressa e trás contigo meu coração rendido caído algures no trilho. Por favor regressa e torna-me completo, por favor volta e acalma a tempestade em minha mente, por favor atira-me uma corda antes que o convite para o mundo de Dante se torne irresistível."»

James Dillon


P.S. Confesso que esta participação me surpreendeu. Continuo muito agradecida por partilharem as vossas ideias e sentires neste blogue, que se curva agora perante James Dillon.

Eli

:)

Post agendado

domingo, maio 27, 2012

Preconceito




Eu nem sou de "más línguas", mas ando aqui com uma coisa a modos que entalada e como este espaço serve mesmo para deambular os meus pensamentos mais recônditos e outros que não, aqui estou pronta a despejar! Não é que há dias ouvi esta conversa:

"- Então, como é ela?" - Perguntou a primeira. (Referia-se à maneira de ser da pessoa que namora com o filho da segunda.)
"- Parece boa rapariga..." (Respondeu com um ar tristonho, a segunda.)
"- Então, que é que se passa?" (A primeira quis saber qual era o problema, já que não conhecia a pessoa em questão de quem falavam.)
"- Só que..."
(Tudo em expetativa...)
"- Mas?!"
(Pressionou alguém, pensando já que a rapariga teria um defeito muito grande.)
"- É forte." (Respondeu a mãe do rapaz que namora com a rapariga gordinha.)
(Alguém disse:)
"- As pessoas gordas nao têm o direito a ser felizes?"
(Eu fiquei estupefacta! Acho que o meu queixo caiu no chão. Era um misto de sentimentos que me atormentava.)
(Acrescentou:)
"-É muito boa para o meu filho. Até fomos tomar lá um café na rua onde moram e não nos deixou vir embora sem jantar lá na casa deles."

Lamento que há quem ainda considere o aspeto físico assim tão importante. Sempre vi isso lá na minha terra por (eu) ter sido sempre maior que a média (mais larga, mais alta...), mas sinceramente, pensei que esse estigma, esteriotipo, preconceito, já lhes tivesse passado um pouco. Infelizmente, não!

Eli

quinta-feira, maio 24, 2012

Ele "mexe" comigo


Não sei explicar isto. Deve ser a força da atração masculina, que me puxa para ele. Não me lembro dele quando não estou com ele. Ao estarmos os dois no mesmo espaço, nunca estamos sozinhos, mas só me apetece meter conversa com ele. Não sei explicar bem isto, mas será por estar sempre rodeada de mulheres?! Sinto uma força que me faz meter conversa, fazer planos, dizer coisas engraçadas. Coisa estúpida e nada racional entende isto, mas o emocional também não. Também não vejo a coisa como física!!! Enfim, não estou aqui para explicar, mas porque precisava de "despejar" isto em algum lado. Só sei que me provoca uma atração que me faz não ficar indiferente.

Eli

:)

terça-feira, maio 22, 2012

Princesa do Teu Castelo


Não sei por que vou buscar aquela música, mas a tristeza encoraja uma tal inspiração repentina. A cobardia assola-me os poros e toda eu sou um grito. "Quero sair daqui, nao te quero procurar." O Sol ajudou-me. Precisava mesmo que as nuvens se afastassem para que eu percorresse a caminhada do poder. Quem diria, que cerca de meia hora depois, eu já estaria a bater às portas à tua procura, seguindo aquelas pistas. Eu sei, eu sei, devo ter paciência, mas... eu não sei esperar sem primeiro correr, caminhar, suar. As minhas pernas disseram que te caminhei. Nunca tinha dito tantas vezes o teu nome em voz alta. Os desconhecidos disseram desconhecer-te. Eu sempre soube que não dependia de mim. Mas, eu tenho que ir, sempre. E fui, tal como das outras vezes, mesmo quando só falo da parte em que não fui... Logo a seguir arrebato o medo e vou. Ponho-me ao caminho e entrego as cartas do destino à minha viagem. Não sei bem porquê, mas preciso de te saborear todos os dias e tenho escolhido uma viagem que me faz ficar assim... simplesmente nostalgica. És diferente, és especial, por isso não estabeleci prazos para ti. Eis-me aqui, porque um dia voltarei a ser a princesa no teu castelo, para que me faças rainha... sem contos de encantar, sem coisas de chorar. Apenas nós. E eu sei tão bem o que é isso, porque sinto já tantas "saudades do futuro".

Eli

:)

segunda-feira, maio 21, 2012

O amor acontece #4 (por Manuel Luis)


«O amor acontece. Numa quinta, por exemplo, num domingo de super lua, depois do silêncio da manhã; começa em cafés às 10h da manhã; de repente, no meio de uma neblina na acidez da aurora, depois de uma noite votada à alegria póstuma, que não veio; o amor acontece no desenlace das mãos, como tentáculos saciados, e elas movimentam-se no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor acontece-se; na insónia dos braços luminosos do relógio; o amor acontece nas geladarias diante do colorido dos gelados de figo e amêndoa; e no olhar do cliente errante que passou pelo café; às vezes o amor acontece nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no esvoaçar diferente de um filhote que caiu do ninho; no cantar aflito da Mãe; nas tanjerineiras, nas oliveiras, nos corrimões e nas sílabas do canto; quando um mocho se habitua à estaca empoeirada de polen, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acontecer; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles de vinho à volta das pipas; na semente tantas vezes semeada, às vezes vingada por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos entre o pólen e o gineceu de duas flores; num quarto refrigerado, forrado a madeira, cheio de brilho, onde há mais encanto que desejo; e o amor acontece na poeira que as flores vertem, caindo impercetível no beijo de ir e vir; no autocarro, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se erriça e acontece; no inferno o amor não acontece; no fogo do pinhal o amor  dissolve-se; em Coimbra o amor pode virar pó; no Mondego, frivolidade; no Sobral, tristeza; em Angola, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acontece; uma carta que chegou antes, e o amor acontece; na controlada fantasia do libido; às vezes acontece na mesma música que começou, com o mesmo brinde, diante dos mesmos chilreios; e muitas vezes acontece em ouro e diamante, nos meus Pais com idade avançada dispersando entre as estrelas; acontece nas encruzilhadas de Coimbra, Angola, Algarve; no coração que se dilata e quebra, e o cardiologista Ricardo sentencia o mixoma; na equipa  imprestável para com o amor da profissão; e acontece nos corredores, tocando na porta certa, até se desfazer na sala fresca e iluminada; e acontece de pois que vi as cores dos uniformes que veste o mundo dos proficionais; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes o amor acontece e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua refletindo sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acontece como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acontecer com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articula, e acontece o amor; na verdade; uma bebida; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; no castanho dourado do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acontece; a qualquer hora o amor acontece; por qualquer motivo o amor acontece; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acontece.
Texto baseado em factos reais que aconteceram e acontecem comigo.»

Manuel Luis






É com um enorme agrado que publico (mais) uma participação de um querido leitor.

Eli

:)

(Post agendado.)

quinta-feira, maio 17, 2012

Sim, meu amor, caracóis. Enlaça os teus dedos nos meus... cabelos, dedos... em mim.

Eli

Para ti, que não sabes que este blogue existe.

quarta-feira, maio 16, 2012

Viagens




Às vezes... quantas e quantas vezes... penso... que a vida é como uma viagem.

Há bocado, pensei que  - a vida - fosse como viajar de autocarro, mas os enjoos fizeram-me esquecer a analogia. Voltei logo ao comboio. Queria voltar a ler no comboio. Foi ele que me salvou - de um sufoco - numa das mais difíceis fases da minha vida.

Uma vez, num sexta-feira, já em abril, fui colocada num recôndito lugar de Lisboa. Então, só para não perder o tempo de serviço, resolvi ir à capital só para me apresentar. Afinal, nesse ano letivo só ainda tinha conseguido trabalhar um mês. Portanto, nessa sexta-feira, pus-me a caminho. Fui de carro até Aveiro. Apanhei o intercidades e, à chegada, solicitei o serviço de um taxista, dizendo-lhe para se dirigir à Amadora. Quando lhe especifiquei a morada para a Brandoa, ele disse que se soubesse que o objetivo final da viagem era esse lugar, não teria ido e que havia colegas seus a pensarem como ele. Só não me deixou ali mesmo, porque as minhas palavras (chamem-lhe "lábia") já nessa altura me valiam de muito. Então, apresentei-me na secretaria do Agrupamento onde iria fazer (mais uma) substituição temporária. Ao apresentarem-me à direção (coordenadora), inteiraram-me da turma, problemas, afins. Eu, sempre guerreira, sempre achei que podia tudo... mas esta experiência deu rios de outras coisas que não eram bem letras. Portanto, por falar em viagem, liguei ao meu irmão, que se tinha prontificado para me ir buscar. Expliquei-lhe tantas vezes onde estava "Brandoa, ao lado da igreja, junto a um largo..." e ele dizia que estava lá, no mesmo sítio que eu. Depois de umas (pelo menos dez) chamadas, ele apercebeu-se que estava na Reboleira e que eu não estava no mesmo sítio que ele, afinal. Deve ter perdido a tarde de trabalho para me ajudar. Pelo caminho, em direção à estação do Oriente, apercebi-me que ele tinha perdido muito tempo precioso no seu trabalho. Portanto, deixei-lhe uma nota no carro, para tentar compensar pelo menos o gasóleo... Cheguei a casa já à noite, depois de ter apanhado o carro em Aveiro. Quando aceitei a minha colocação, na aplicação informática, já passava da meia-noite. Algum tempo mais tarde, quando me deram o contrato para assinar, vi que este começava ao sábado. Tentei inteirar-me da causa, ao que me foi explicado, pela primeira vez, que afinal já não contava o dia da apresentação pessoalmente, mas sim o da aceitação na aplicação informática, para efeitos de início da contratação. Portanto, fui a correr para Lisboa, no próprio dia em que fui colocada, para ganhar três dias de serviço, mas só ganhei dois. Se tivesse ficado em casa, teria ganho três dias e não teria perdido, tempo, dinheiro... Valeu pela experiência, pela aprendizagem e, nos dias que correm, esse é o meu verdadeiro valor: aquilo que já vivenciei. 

Eli

segunda-feira, maio 14, 2012

Comboio


Tela branca, página em branco, espaço negro, onde posso escrever. Móvel ou imóvel. Persigo um momento tão imaginado. Sou eu a partir. Sou eu a chegar à estação e ele estará ali à minha espera. Apresso o tempo e... almoçamos juntos na torre mais alta e mais romântica daquela cidade preferida e sonhada.

Entretanto, chega a tarde nos meus olhos e encosto-me no seu colo, enquanto o Sol nos pisca os raios. O tempo foge. Ficamos ali, sentindo o cheiro de areia. Num beijo e noutro, como se não houvesse outro comboio para apanhar. Convida-me para ficar na casa dele e, com naturalidade, durmo. Acordo.

Outra insónia?! Outra vez a sonhar acordada?!
Eli

;)

P.S. Continuo a receber participações no Desafio "O amor acontece" e estou a gostar muito.

domingo, maio 13, 2012

O amor acontece #3 (por Gonçalo Cardoso)

"O amor acontece quando a diferença de idades não importa, os estados civis são acessório, e a opinião paterna nem sempre é respeitada. As lágrimas surgem, a verdade é sentida de forma tão íntima que os outros não percebem, e os conflitos surgem por um bem maior. Esse bem é o amor. Nasceu, sobreviveu e agora cresce nas margens do rio, sob uma paisagem verde num quadro granítico. O amor acontece! Baseado numa história verídica."

Gonçalo Cardoso




Cá está a participação sempre sentida do meu amigo. Obrigada por fazeres parte e aceitares o Desafio!

Eli

Corda Bamba


Corda Bamba é o nome do livro, onde irá ser publicado (mais um) texto meu, pela editora Pastelaria Studios. Desta vez, escrito em prosa.

A apresentação (lançamento) do livro será em Lisboa, no dia 16 ou 23 de junho. Ainda não está decidido. Se quiserem encomendar por mim, enviem-me um mail.

Eli Rodrigues

segunda-feira, maio 07, 2012

Gosto de James Blunt, so what?! Vão castigar-me?! Não serão suficientes os tempos que demoro a massacrar-me com sonhos?! E fico a pensar, mais uma vez na minha vida e vejo-me aquela romântica, sim aquela de outrora, já adormecida há décadas... esperando metaforicamente. Tentei ser outras coisas, se tentei!... Mas, aquela não era eu. Eram pedaços de mim a desfazerem-se na estrada dos desconhecidos. Continuo a caminho. Fui.

Eli

domingo, maio 06, 2012

O amor acontece #2 (por Sofia Marceneiro)

"O Amor acontece quando…
Te ouço, nas palavras estonteantes e quentes
Te penso, no arco-íris da minha alma

Te sinto, nos sorrisos mascarados de desejo
Te desejo, na pele que clama por ti
Te anseio, na vontade de te ter
Te sonho, na imperfeição mais perfeita
E assim… O Amor Acontece… Quando te sonho…"

Sofia Marceneiro


P.S. Mais uma participação sentida. Agradeço-te Sofia, por abrilhantares este espaço escuro.

Eli


Estou a namorar as tuas palavras. Não sabes, nem imaginas. Apenas me saem pensamentos tontos dos dedos e dos sorrisos. Não sabes, pois não?! Nem eu. Onde estás quando pensas em mim? Recuso-me a dizer Adeus. Bato o pé ao destino. Afasto-me de soslaio e tento compreender o tempo de espera que me é exigido e vivo nele, namorando... (suspiro) namorando o sonho.

Eli

quarta-feira, maio 02, 2012

Estagnada


Nem sei explicar bem, mas às vezes nem falo, nem escrevo para não me soar a puro egoísmo. É como se estivesse a afundar-me numa garrafa de água, quando há um oceano inteiro lá fora. Não gosto de me ver como "estagnada", se bem que as vivências diárias dizem-me o contrário, mas, quando vou a ver, só estou a percorrer um caminho sempre no mesmo lugar, quando dantes mudava-me tantas vezes que nem podia pensar. Na verdade, só queria repreender-me por parar e deixar simplesmente o tempo passar. Não pretendo assim tão grande coisa. Porém, aquela oportunidade tarda em chegar. Falha-me a paciência. Nunca foi o meu forte, mas estou a aprimorar-me. Gosto assim. Que haja sempre caminho para mim.

Eli

segunda-feira, abril 30, 2012

O Amor Acontece #1 (por mfc)

«A Minha Micas





A 19 de Julho morreu no meu colo, depois de 17 anos de uma cumplicidade imensa.
A alguns pode parecer caricato o amor por um bicho.
A mim parece-me absolutamente normal e natural.
Foi o único ser com quem convivi horas a fio por dia, durante tanto tempo, e que perdi para sempre.
Não o estou a comparar a outros amores (pai, avós, tios), mas este era como  um filho meu... o quinto!

Beijos.

mfc»




Esta foi a primeira participação nesta comemoração dos sete anos de blogue. Achei lindíssima esta partilha. Os meus parabéns por um amor assim.

Eli

P.S. Quanto às restantes participações, vou publicando uma a uma como se de uma surpresa se tratasse! Ainda estão a tempo para participar.


quinta-feira, abril 26, 2012

Ad eternum

Amor... coisa estranha essa que nos entra corpo adentro e, quando a jugamos adormecida ad eternum, ela solta-se, dançando ao som de certas músicas, como se estivesse sempre ali, assim, livre e viva e a gozar connosco por não a conseguirmos controlar.

Eli




Imagem daqui

segunda-feira, abril 23, 2012

Suspensa


... é assim que me sinto. São as pessoas que passam por mim, que me mantêm lá em cima, suspensa, no ar, ou não, mas são elas. São essas pessoas que eu preciso constantemente. Quando fico apática, quase inerte, acabo por seguir um caminho que me leve à comunicação com pessoas vivas, que me fazem levantar do chão. Gosto da forma como cada um me lê, me entende, me vê, me ajuda... porque cada um tem um papel distinto que teimo em destabilizar.

Queria dizer tanto, mas só consigo escrever tão pouco!

- Um amigo que encontro nas palavras escritas e cujo procurei sua voz.
- Um amigo que está tão longe e seu sotaque me lembra da minha história. Uma capacidade singular para me mostrar o caminho certo através da sua intuição. Uma sugestão certa para o caminho que desejo seguir.
- Uma amiga que me lembra o presente e partilha como se não houvesse amanhã, que me faz rir de mim, comigo. Uma coisa que quase não tem explicação. Ela chegou e, antes de estar com ela, já sabia que ia ser assim. Ouve-me de uma forma que sentir-me útil é dizer pouco.
- Uma amiga que me lembra o passado, mas regressa de tempos em tempos, porque é assim que é, porque não é preciso mais nada... e o que esta me fez hoje, foi mostrar-me sem saber que o meu caminho afinal é simples. E... agora... só queria que ela soubesse que pode descansar em mim.

Eli

(Agarrando o coração de todos os que hoje foram a casa e a família, sem saberem nunca do quão vivem em mim.)






quinta-feira, abril 19, 2012

O amor acontece?


Em tempos que tudo se atira à cara e também tudo se esconde, em que nos habituámos tanto a dizer como a esquecer... em que as vozes ganham outro rumo, será que o amor acontece?!

sete anos que escrevo aqui, nesta morada navegante.

Sete anos volvidos e, este blogue, mantém-se vivo... eu descanso nele mais uma vez.

Hoje, venho desafiar-vos para escreverem o que quiserem com o tema/título deste blogue "O amor acontece?" 

Respondam sob a forma de prosa, poesia... qualquer forma serve, até vídeo ou fotografia.

Mais tarde, publicarei as vossas ideias, que enriquecerão este blogue, tal como acontece cada vez que o lêem ou comentam.

Não se inibam, mesmo. Gostaria muito de receber as vossas opiniões, sensações...

Agradeço desde já a vossa colaboração, que enviem para o mail rodrigues1981@gmail.com

Têm até dia 29 de Abril para me fazer chegar as vossas participações.


Eli

Afinal, resolvi que têm o tempo que quiserem sem pressões, para enviar as vossas participações. Penso que um ano será tempo suficiente. Inspirem-se, que este blogue esperar! :))

(Vou publicando à medida que me enviem...)

Eli

segunda-feira, abril 16, 2012

Vaga




Vaga sou eu e as minhas palavras, porque me tocas em todas elas. Já as faço confundirem-se, já voltei a escrever sob a forma de mistério. A vitória não me alcança, apenas me rima uma esperança.

A música toca e arranca de mim mais um suspiro. Alguém me ouve contar esta história que tampouco ainda nem vai a meio e já encantou como se de um livro se tratasse. Quero muito arrancar as veias deste caminho e respirar artérias. Sem cruzamentos, sem tormentos.

E, num parágrafo, me descubras, feliz, por ti, por nós. Sonho-te com outros que me vivem. Tu, que nem sabes que este blogue existe. E... caminharás junto a mim num pôr do Sol qualquer.

Não importa, sabes... porque escrevo cheia de vida, de amor. A minha leitura recomeçou e a escrita nunca parou. (...), deixa de lado o sofrimento e acolhe-me no teu mar.

Eli

sexta-feira, abril 13, 2012

Noite


Amava-te sete vezes se assim parasses para me respirar.
Um compasso sem danças, um beijo sem esperanças...

Certezas. Tu, tu, tu.Eu. Esperar.
Teclas. Noites... Inseguranças

Uma história ao cair da noite.
Rodo num poema desafinado.

Logo, lambo-te as feridas
Deixa-me que te pernoite.

Um beijo descompassado.
Um sonho sem medidas.

Não sou eu quem rima, acredita.
Sabes, são os dedos a baloiçar.

Sem pontuação
Sem penetração

Deixarei de ser aquela maldita
Quando a faca me trespassar

Face a face, amor com amor
Dor, dor, tacteando teu calor

Eli

terça-feira, abril 10, 2012

Espero-te


Estava a escrever. Sentia o de sempre.
Uma pontada na veia, uma inspiração.
Incomum, mexo-me, mas não movo.

Deixa que a primeira pessoa fale. Em ti.
Trespassa o abandono, repele a falta.

Coragem, meu amigo, meu amor. Vem.
Segue a minha voz, pelos túmulos...
Sem passado, sem métrica, connosco.

Bicicletas a voar no azul do sonho.
Esquina, encontro. Apressa-te. Anda.

Abraço os meus olhos, sem dormir.
O sono pesa, o número sonha-se.

Agarra o rodopiar, aquela música.
Eu sou como tu, sendo eu. Mim.
Vem e descobre-me. Não durmas.

Conta as sílabas da respiração. Tu.
Ama as palavras. Sonho-te, sempre.

Não sabes.

Saberás?

Eli

quarta-feira, abril 04, 2012

sábado, 31 de março #2

Ainda na ressaca boa, deixo-vos aqui aquilo que me sai sobre sábado:

Mensagens escritas.

Conversa de gaja.

Vestido.

Tic-tac.

Ida a meio da tarde, amigos que vêm de longe... caminho a Lisboa.

Chegam em carros armadilhados de sorrisos.

Nervosinho chamado trânsito.

Conduzo.

Gasóleo à saída, chocolates no bolso.

Umas tantas piadas, uns elogios acostumados, amizade naquele sentido da palavra.

Pontualidade ao encontro de mais amigos.

Agora, sigo o carro da frente.

Sustos, adrenalina, palavras soltas.

"Fábrica Braço de Prata"

É aqui. Está a chover.

- Olhem, é a minha tia!

"Todos juntos, todos juntos".

Apresentações.

Mensagens em garrafas...

Entrada, labirinto, procura.

Sala. Natas.

Calmia, cadeiras. Sentar cinco, e eu, eu a meio... bem situada.

Livros. Os meus livros.

Dar, tocar, sentir.

Autografar.

Ouvir... ler e ouvir ler.

Voz. Eu.

Fotos...

Música! Ah! A música...

Brilho.

Sensibilidade.

Perseguição da tia.

Atravessar a cidade.

Jantar acalorado.

Simpatia acolhedora.

Gatinhos...

Sabor da palavra.

Casa.

Amigos resistentes.

Conversa pela noite dentro.

Chás... cafezadas.

Partilha.

Sofá.

Mantinha.

Calor Humano.


Eli

:)

P.S. Cliquem neste endereço para ver fotos da apresentação da Antologia de Inverno - Acordando Sonhos .

quinta-feira, março 29, 2012

Compasso de Espera de um Livro


Sinto-me um livro, ou como um livro que tem que ser lido por completo até saber o que vai acontecer. Ai... mas por que razão tenho que o ler tão devagar?! Por que motivo todos os capítulos têm que ser escritos sem história alguma, mas apenas uma interminável espera. Preferia que fosse um filme, que acontecesse mais rápido. Nunca me lembro de esperar tanto para viver o meio. Sim, porque o fim, não.

Eli :)

P.S. Mais do mesmo.

Apresentação do livro no sábado, pelas 18:30, em Lisboa - Fábrica Braço de Prata.

quarta-feira, março 28, 2012

Adrenalina


Sono profundo a meio da tarde. Sonhos inexistentes. Inércia, incapacidade. Suspiro ressonado, corpo abandonado, calor e frio, sem mexer, mexendo, sentindo os músculos parados. Abandono de dias e dias quase sem dormir, apaixonada. Platonicamente, mas realmente. Não é fácil perceber. Não encubro, não vislumbro, não escrevo... escrevendo rios e rios de sonhos que me circulam nas veias enquanto danço. A cama determina o toque suave no pijama... escondo-me... dormindo.

- Trim Triiiimmmmmmmmm

Acordo quase em sobressalto.

Olho para o número...

Quando penso que pode ser ele...

Tenho um segundo longo, muito longo e...

O meu coração dispara...

A adrenaliana sobe...

E, antes do terceiro

Trriiimmm

coloco a voz

atendo

- Estou...! ? ! ...

Ouço uma voz feminina e logo me concentro noutro assunto qualquer.

Eli

:P

sábado, março 24, 2012

Vossa Preferência


Queridos leitores, qual o post que gostaram mais neste blogue, no ano de 2011?

Eu sei que dá algum trabalho andar a ler todos os posts...

Podem clicar aqui e depois aqui para ter acesso a todos os posts de 2011 e escolher algum (alguns) do qual (dos quais) terão gostado mais.

Agradeço muito a vossa colaboração, pois irão ajudar-me a escolher aquele que será publicado posteriormente num livro.

Esta grande novidade só aconteceu devido aos vossos votos terem eleito este blogue com o honroso 2º lugar, no concurso do blogue Aventar, na sua categoria. O blogue referido, em parceria com a editora bubok, criaram este projeto e este blogue apanhou boleia

Vou esperar até quinta-feira (dia 29) para tomar uma decisão. Agradeço desde já a vossa colaboração.

Eli Rodrigues

:))

Podem enviar as vossas opiniões para o mail ou escrevê-las aqui nos comentários! Obrigada. :)

sexta-feira, março 23, 2012

Da espera

Há quem diga que se desespera, há quem diga que se alcança. Eu nunca fui muito ligada a esperas. No entanto, adoro esperar por algo especial. Em criança, ficava à espera daquela noite para abrir as prendas de Natal. Uma recordação tão boa, como todas as surpresas que têm aquele toque: foram preparadas para nós. Não gosto de saber as coisas antes do tempo, não gosto que me revelem coisas que não me dizem respeito. Contudo, sou impulsiva e esqueço-me dos compassos de tempo quando tenho aquele ímpeto de ir. Encontro-me num momento sem certezas como a das prendas que eu via ali e nem sequer tentava descobrir. Ficava contente simplesmente por existirem, sendo para mim, pensadas para mim. Este momento é único, diferente, tal como todos aqueles onde deposito esperanças.

Eli

:)

terça-feira, março 20, 2012

Sustenho


Como poderei explicar algo tão meu, tão sentido? Posso chamar-lhe esperança, posso chamar-lhe música, posso chamar-lhe borboletas, posso simplesmente não chamar... apenas viver.

Como pode o significado de um som pôr-me as veias a fervilhar?! Como será que isto tão cá dentro se manifesta fisicamente e não me sinto eu. Desembaralho-me e encontro o caminho nas pisadas nos sinais, sem tabuletas, sobre brasas. Agarro-te num abraço.

Eli

;)

O Amor


O amor é uma construção.

Eli

domingo, março 18, 2012

Resposta



Sem beleza, sem mágoas, choro e apaixono-me. Não reescrevo em cima da pedra, não por não a poder apagar, mas por me ser impossível voltar a pisar exatamente as mesmas pegadas. Quem me quiser, levar-me-á com tudo. São muitos sonhos, são muitas mágoas, muitos sorrisos, muitas desilusões. É uma música para cada ínfima parte de momento. Mas, será que por me apaixonar, devo chorar, ou será a alegria o único sentimento associado?! Quero tanto tanto expulsar isto pelos dedos enquanto o sinto. Escrevo-o, porque não o sei libertar de outra maneira... Que sinto eu? Perguntam-me vozes... Eu respondo-lhe: um enorme desejo de ser. Mais, mais, mais, mais, tanto. Apaixonei-me por cada pele que toquei com querer, por cada momento de ilsusão criada à volta de cada beijo... porque enquanto fecho os olhos, o escuro mata-me a inércia, vou, voo e aconteço.

Eli

;)

Trilho


É uma patetice escrever sempre sobre a mesma coisa. É o que eu sinto por aqui. Sou assim mais ou menos uma estrada com uma vida mais ou menos interessante, mas sedenta de intensidade, de pessoas, de coisas minhas, cumplicidades e... depois, uma necessidade enorme de regressar ao meu espaço, só meu, só.

Acabo sempre por cair no mesmo erro de descrever mais ou menos (também) um momento vivido ou imaginado, porém, sempre inspirado. E sou assim, um pouco aos parágrafos ora loucos, ora desenxabidos, ora mórbidos, ora tão longe, mas tão longe...

E, de repente, um ente envia-me uma ex-música que eu associarei sempre ao "trilho secreto" e fico saudosa de um momento da minha vida, (um dos) em que fui amada... e sorri simplesmente por deixar acontecer.

Já não choro. Já não me apaixono.

Numa correria desenfreada de ir sempre em frente, abraçando e acenando aos que por mim passam... volto a escrever mais do mesmo.

Eli