Agora nem nómada, nem emigrante.


segunda-feira, maio 14, 2012

Comboio


Tela branca, página em branco, espaço negro, onde posso escrever. Móvel ou imóvel. Persigo um momento tão imaginado. Sou eu a partir. Sou eu a chegar à estação e ele estará ali à minha espera. Apresso o tempo e... almoçamos juntos na torre mais alta e mais romântica daquela cidade preferida e sonhada.

Entretanto, chega a tarde nos meus olhos e encosto-me no seu colo, enquanto o Sol nos pisca os raios. O tempo foge. Ficamos ali, sentindo o cheiro de areia. Num beijo e noutro, como se não houvesse outro comboio para apanhar. Convida-me para ficar na casa dele e, com naturalidade, durmo. Acordo.

Outra insónia?! Outra vez a sonhar acordada?!
Eli

;)

P.S. Continuo a receber participações no Desafio "O amor acontece" e estou a gostar muito.

domingo, maio 13, 2012

O amor acontece #3 (por Gonçalo Cardoso)

"O amor acontece quando a diferença de idades não importa, os estados civis são acessório, e a opinião paterna nem sempre é respeitada. As lágrimas surgem, a verdade é sentida de forma tão íntima que os outros não percebem, e os conflitos surgem por um bem maior. Esse bem é o amor. Nasceu, sobreviveu e agora cresce nas margens do rio, sob uma paisagem verde num quadro granítico. O amor acontece! Baseado numa história verídica."

Gonçalo Cardoso




Cá está a participação sempre sentida do meu amigo. Obrigada por fazeres parte e aceitares o Desafio!

Eli

Corda Bamba


Corda Bamba é o nome do livro, onde irá ser publicado (mais um) texto meu, pela editora Pastelaria Studios. Desta vez, escrito em prosa.

A apresentação (lançamento) do livro será em Lisboa, no dia 16 ou 23 de junho. Ainda não está decidido. Se quiserem encomendar por mim, enviem-me um mail.

Eli Rodrigues

segunda-feira, maio 07, 2012

Gosto de James Blunt, so what?! Vão castigar-me?! Não serão suficientes os tempos que demoro a massacrar-me com sonhos?! E fico a pensar, mais uma vez na minha vida e vejo-me aquela romântica, sim aquela de outrora, já adormecida há décadas... esperando metaforicamente. Tentei ser outras coisas, se tentei!... Mas, aquela não era eu. Eram pedaços de mim a desfazerem-se na estrada dos desconhecidos. Continuo a caminho. Fui.

Eli

domingo, maio 06, 2012

O amor acontece #2 (por Sofia Marceneiro)

"O Amor acontece quando…
Te ouço, nas palavras estonteantes e quentes
Te penso, no arco-íris da minha alma

Te sinto, nos sorrisos mascarados de desejo
Te desejo, na pele que clama por ti
Te anseio, na vontade de te ter
Te sonho, na imperfeição mais perfeita
E assim… O Amor Acontece… Quando te sonho…"

Sofia Marceneiro


P.S. Mais uma participação sentida. Agradeço-te Sofia, por abrilhantares este espaço escuro.

Eli


Estou a namorar as tuas palavras. Não sabes, nem imaginas. Apenas me saem pensamentos tontos dos dedos e dos sorrisos. Não sabes, pois não?! Nem eu. Onde estás quando pensas em mim? Recuso-me a dizer Adeus. Bato o pé ao destino. Afasto-me de soslaio e tento compreender o tempo de espera que me é exigido e vivo nele, namorando... (suspiro) namorando o sonho.

Eli

quarta-feira, maio 02, 2012

Estagnada


Nem sei explicar bem, mas às vezes nem falo, nem escrevo para não me soar a puro egoísmo. É como se estivesse a afundar-me numa garrafa de água, quando há um oceano inteiro lá fora. Não gosto de me ver como "estagnada", se bem que as vivências diárias dizem-me o contrário, mas, quando vou a ver, só estou a percorrer um caminho sempre no mesmo lugar, quando dantes mudava-me tantas vezes que nem podia pensar. Na verdade, só queria repreender-me por parar e deixar simplesmente o tempo passar. Não pretendo assim tão grande coisa. Porém, aquela oportunidade tarda em chegar. Falha-me a paciência. Nunca foi o meu forte, mas estou a aprimorar-me. Gosto assim. Que haja sempre caminho para mim.

Eli

segunda-feira, abril 30, 2012

O Amor Acontece #1 (por mfc)

«A Minha Micas





A 19 de Julho morreu no meu colo, depois de 17 anos de uma cumplicidade imensa.
A alguns pode parecer caricato o amor por um bicho.
A mim parece-me absolutamente normal e natural.
Foi o único ser com quem convivi horas a fio por dia, durante tanto tempo, e que perdi para sempre.
Não o estou a comparar a outros amores (pai, avós, tios), mas este era como  um filho meu... o quinto!

Beijos.

mfc»




Esta foi a primeira participação nesta comemoração dos sete anos de blogue. Achei lindíssima esta partilha. Os meus parabéns por um amor assim.

Eli

P.S. Quanto às restantes participações, vou publicando uma a uma como se de uma surpresa se tratasse! Ainda estão a tempo para participar.


quinta-feira, abril 26, 2012

Ad eternum

Amor... coisa estranha essa que nos entra corpo adentro e, quando a jugamos adormecida ad eternum, ela solta-se, dançando ao som de certas músicas, como se estivesse sempre ali, assim, livre e viva e a gozar connosco por não a conseguirmos controlar.

Eli




Imagem daqui

segunda-feira, abril 23, 2012

Suspensa


... é assim que me sinto. São as pessoas que passam por mim, que me mantêm lá em cima, suspensa, no ar, ou não, mas são elas. São essas pessoas que eu preciso constantemente. Quando fico apática, quase inerte, acabo por seguir um caminho que me leve à comunicação com pessoas vivas, que me fazem levantar do chão. Gosto da forma como cada um me lê, me entende, me vê, me ajuda... porque cada um tem um papel distinto que teimo em destabilizar.

Queria dizer tanto, mas só consigo escrever tão pouco!

- Um amigo que encontro nas palavras escritas e cujo procurei sua voz.
- Um amigo que está tão longe e seu sotaque me lembra da minha história. Uma capacidade singular para me mostrar o caminho certo através da sua intuição. Uma sugestão certa para o caminho que desejo seguir.
- Uma amiga que me lembra o presente e partilha como se não houvesse amanhã, que me faz rir de mim, comigo. Uma coisa que quase não tem explicação. Ela chegou e, antes de estar com ela, já sabia que ia ser assim. Ouve-me de uma forma que sentir-me útil é dizer pouco.
- Uma amiga que me lembra o passado, mas regressa de tempos em tempos, porque é assim que é, porque não é preciso mais nada... e o que esta me fez hoje, foi mostrar-me sem saber que o meu caminho afinal é simples. E... agora... só queria que ela soubesse que pode descansar em mim.

Eli

(Agarrando o coração de todos os que hoje foram a casa e a família, sem saberem nunca do quão vivem em mim.)






quinta-feira, abril 19, 2012

O amor acontece?


Em tempos que tudo se atira à cara e também tudo se esconde, em que nos habituámos tanto a dizer como a esquecer... em que as vozes ganham outro rumo, será que o amor acontece?!

sete anos que escrevo aqui, nesta morada navegante.

Sete anos volvidos e, este blogue, mantém-se vivo... eu descanso nele mais uma vez.

Hoje, venho desafiar-vos para escreverem o que quiserem com o tema/título deste blogue "O amor acontece?" 

Respondam sob a forma de prosa, poesia... qualquer forma serve, até vídeo ou fotografia.

Mais tarde, publicarei as vossas ideias, que enriquecerão este blogue, tal como acontece cada vez que o lêem ou comentam.

Não se inibam, mesmo. Gostaria muito de receber as vossas opiniões, sensações...

Agradeço desde já a vossa colaboração, que enviem para o mail rodrigues1981@gmail.com

Têm até dia 29 de Abril para me fazer chegar as vossas participações.


Eli

Afinal, resolvi que têm o tempo que quiserem sem pressões, para enviar as vossas participações. Penso que um ano será tempo suficiente. Inspirem-se, que este blogue esperar! :))

(Vou publicando à medida que me enviem...)

Eli

segunda-feira, abril 16, 2012

Vaga




Vaga sou eu e as minhas palavras, porque me tocas em todas elas. Já as faço confundirem-se, já voltei a escrever sob a forma de mistério. A vitória não me alcança, apenas me rima uma esperança.

A música toca e arranca de mim mais um suspiro. Alguém me ouve contar esta história que tampouco ainda nem vai a meio e já encantou como se de um livro se tratasse. Quero muito arrancar as veias deste caminho e respirar artérias. Sem cruzamentos, sem tormentos.

E, num parágrafo, me descubras, feliz, por ti, por nós. Sonho-te com outros que me vivem. Tu, que nem sabes que este blogue existe. E... caminharás junto a mim num pôr do Sol qualquer.

Não importa, sabes... porque escrevo cheia de vida, de amor. A minha leitura recomeçou e a escrita nunca parou. (...), deixa de lado o sofrimento e acolhe-me no teu mar.

Eli

sexta-feira, abril 13, 2012

Noite


Amava-te sete vezes se assim parasses para me respirar.
Um compasso sem danças, um beijo sem esperanças...

Certezas. Tu, tu, tu.Eu. Esperar.
Teclas. Noites... Inseguranças

Uma história ao cair da noite.
Rodo num poema desafinado.

Logo, lambo-te as feridas
Deixa-me que te pernoite.

Um beijo descompassado.
Um sonho sem medidas.

Não sou eu quem rima, acredita.
Sabes, são os dedos a baloiçar.

Sem pontuação
Sem penetração

Deixarei de ser aquela maldita
Quando a faca me trespassar

Face a face, amor com amor
Dor, dor, tacteando teu calor

Eli

terça-feira, abril 10, 2012

Espero-te


Estava a escrever. Sentia o de sempre.
Uma pontada na veia, uma inspiração.
Incomum, mexo-me, mas não movo.

Deixa que a primeira pessoa fale. Em ti.
Trespassa o abandono, repele a falta.

Coragem, meu amigo, meu amor. Vem.
Segue a minha voz, pelos túmulos...
Sem passado, sem métrica, connosco.

Bicicletas a voar no azul do sonho.
Esquina, encontro. Apressa-te. Anda.

Abraço os meus olhos, sem dormir.
O sono pesa, o número sonha-se.

Agarra o rodopiar, aquela música.
Eu sou como tu, sendo eu. Mim.
Vem e descobre-me. Não durmas.

Conta as sílabas da respiração. Tu.
Ama as palavras. Sonho-te, sempre.

Não sabes.

Saberás?

Eli

quarta-feira, abril 04, 2012

sábado, 31 de março #2

Ainda na ressaca boa, deixo-vos aqui aquilo que me sai sobre sábado:

Mensagens escritas.

Conversa de gaja.

Vestido.

Tic-tac.

Ida a meio da tarde, amigos que vêm de longe... caminho a Lisboa.

Chegam em carros armadilhados de sorrisos.

Nervosinho chamado trânsito.

Conduzo.

Gasóleo à saída, chocolates no bolso.

Umas tantas piadas, uns elogios acostumados, amizade naquele sentido da palavra.

Pontualidade ao encontro de mais amigos.

Agora, sigo o carro da frente.

Sustos, adrenalina, palavras soltas.

"Fábrica Braço de Prata"

É aqui. Está a chover.

- Olhem, é a minha tia!

"Todos juntos, todos juntos".

Apresentações.

Mensagens em garrafas...

Entrada, labirinto, procura.

Sala. Natas.

Calmia, cadeiras. Sentar cinco, e eu, eu a meio... bem situada.

Livros. Os meus livros.

Dar, tocar, sentir.

Autografar.

Ouvir... ler e ouvir ler.

Voz. Eu.

Fotos...

Música! Ah! A música...

Brilho.

Sensibilidade.

Perseguição da tia.

Atravessar a cidade.

Jantar acalorado.

Simpatia acolhedora.

Gatinhos...

Sabor da palavra.

Casa.

Amigos resistentes.

Conversa pela noite dentro.

Chás... cafezadas.

Partilha.

Sofá.

Mantinha.

Calor Humano.


Eli

:)

P.S. Cliquem neste endereço para ver fotos da apresentação da Antologia de Inverno - Acordando Sonhos .

quinta-feira, março 29, 2012

Compasso de Espera de um Livro


Sinto-me um livro, ou como um livro que tem que ser lido por completo até saber o que vai acontecer. Ai... mas por que razão tenho que o ler tão devagar?! Por que motivo todos os capítulos têm que ser escritos sem história alguma, mas apenas uma interminável espera. Preferia que fosse um filme, que acontecesse mais rápido. Nunca me lembro de esperar tanto para viver o meio. Sim, porque o fim, não.

Eli :)

P.S. Mais do mesmo.

Apresentação do livro no sábado, pelas 18:30, em Lisboa - Fábrica Braço de Prata.

quarta-feira, março 28, 2012

Adrenalina


Sono profundo a meio da tarde. Sonhos inexistentes. Inércia, incapacidade. Suspiro ressonado, corpo abandonado, calor e frio, sem mexer, mexendo, sentindo os músculos parados. Abandono de dias e dias quase sem dormir, apaixonada. Platonicamente, mas realmente. Não é fácil perceber. Não encubro, não vislumbro, não escrevo... escrevendo rios e rios de sonhos que me circulam nas veias enquanto danço. A cama determina o toque suave no pijama... escondo-me... dormindo.

- Trim Triiiimmmmmmmmm

Acordo quase em sobressalto.

Olho para o número...

Quando penso que pode ser ele...

Tenho um segundo longo, muito longo e...

O meu coração dispara...

A adrenaliana sobe...

E, antes do terceiro

Trriiimmm

coloco a voz

atendo

- Estou...! ? ! ...

Ouço uma voz feminina e logo me concentro noutro assunto qualquer.

Eli

:P

sábado, março 24, 2012

Vossa Preferência


Queridos leitores, qual o post que gostaram mais neste blogue, no ano de 2011?

Eu sei que dá algum trabalho andar a ler todos os posts...

Podem clicar aqui e depois aqui para ter acesso a todos os posts de 2011 e escolher algum (alguns) do qual (dos quais) terão gostado mais.

Agradeço muito a vossa colaboração, pois irão ajudar-me a escolher aquele que será publicado posteriormente num livro.

Esta grande novidade só aconteceu devido aos vossos votos terem eleito este blogue com o honroso 2º lugar, no concurso do blogue Aventar, na sua categoria. O blogue referido, em parceria com a editora bubok, criaram este projeto e este blogue apanhou boleia

Vou esperar até quinta-feira (dia 29) para tomar uma decisão. Agradeço desde já a vossa colaboração.

Eli Rodrigues

:))

Podem enviar as vossas opiniões para o mail ou escrevê-las aqui nos comentários! Obrigada. :)

sexta-feira, março 23, 2012

Da espera

Há quem diga que se desespera, há quem diga que se alcança. Eu nunca fui muito ligada a esperas. No entanto, adoro esperar por algo especial. Em criança, ficava à espera daquela noite para abrir as prendas de Natal. Uma recordação tão boa, como todas as surpresas que têm aquele toque: foram preparadas para nós. Não gosto de saber as coisas antes do tempo, não gosto que me revelem coisas que não me dizem respeito. Contudo, sou impulsiva e esqueço-me dos compassos de tempo quando tenho aquele ímpeto de ir. Encontro-me num momento sem certezas como a das prendas que eu via ali e nem sequer tentava descobrir. Ficava contente simplesmente por existirem, sendo para mim, pensadas para mim. Este momento é único, diferente, tal como todos aqueles onde deposito esperanças.

Eli

:)

terça-feira, março 20, 2012

Sustenho


Como poderei explicar algo tão meu, tão sentido? Posso chamar-lhe esperança, posso chamar-lhe música, posso chamar-lhe borboletas, posso simplesmente não chamar... apenas viver.

Como pode o significado de um som pôr-me as veias a fervilhar?! Como será que isto tão cá dentro se manifesta fisicamente e não me sinto eu. Desembaralho-me e encontro o caminho nas pisadas nos sinais, sem tabuletas, sobre brasas. Agarro-te num abraço.

Eli

;)

O Amor


O amor é uma construção.

Eli

domingo, março 18, 2012

Resposta



Sem beleza, sem mágoas, choro e apaixono-me. Não reescrevo em cima da pedra, não por não a poder apagar, mas por me ser impossível voltar a pisar exatamente as mesmas pegadas. Quem me quiser, levar-me-á com tudo. São muitos sonhos, são muitas mágoas, muitos sorrisos, muitas desilusões. É uma música para cada ínfima parte de momento. Mas, será que por me apaixonar, devo chorar, ou será a alegria o único sentimento associado?! Quero tanto tanto expulsar isto pelos dedos enquanto o sinto. Escrevo-o, porque não o sei libertar de outra maneira... Que sinto eu? Perguntam-me vozes... Eu respondo-lhe: um enorme desejo de ser. Mais, mais, mais, mais, tanto. Apaixonei-me por cada pele que toquei com querer, por cada momento de ilsusão criada à volta de cada beijo... porque enquanto fecho os olhos, o escuro mata-me a inércia, vou, voo e aconteço.

Eli

;)

Trilho


É uma patetice escrever sempre sobre a mesma coisa. É o que eu sinto por aqui. Sou assim mais ou menos uma estrada com uma vida mais ou menos interessante, mas sedenta de intensidade, de pessoas, de coisas minhas, cumplicidades e... depois, uma necessidade enorme de regressar ao meu espaço, só meu, só.

Acabo sempre por cair no mesmo erro de descrever mais ou menos (também) um momento vivido ou imaginado, porém, sempre inspirado. E sou assim, um pouco aos parágrafos ora loucos, ora desenxabidos, ora mórbidos, ora tão longe, mas tão longe...

E, de repente, um ente envia-me uma ex-música que eu associarei sempre ao "trilho secreto" e fico saudosa de um momento da minha vida, (um dos) em que fui amada... e sorri simplesmente por deixar acontecer.

Já não choro. Já não me apaixono.

Numa correria desenfreada de ir sempre em frente, abraçando e acenando aos que por mim passam... volto a escrever mais do mesmo.

Eli

sábado, março 17, 2012

Sail




Façam-me o favor de não a associar necessariamente à publicidade, mas a um momento intenso.


Eli

:)

quinta-feira, março 15, 2012

Lançamento do poema

Perguntam alguns amigos:

(Falávamos do poema.)

- Mas vais lançá-lo mesmo?

- Sim, vou. - (Rindo...)

- (Risos...)

- Vou lançá-lo ao Tejo.


Ora, como já devem ter reparado ali em baixo, a apresentação da Antologia de Inverno "Acordando Sonhos", pela editora "Pastelaria Studios", decorrerá, sábado, dia 31 de março, pelas 18:30 h, na Fábrica Braço de Prata, Lisboa. (não faço a mínima ideia de onde fica). Sintam-se (muito) convidados a comparecer a este evento.



:)

Eli Rodrigues

:)

quarta-feira, março 14, 2012

Dia

Imagem de Eli

Como escrever tudo, como condensá-lo aqui sem o expressar explicitamente?!

Todos os anos nesta altura (dia) escrevo algo mais meu, mais pessoal, onde deixo de ser a Eli e transporto um pouco mais de mim, dando-me a nível pessoal. Já coloquei uma foto minha, por exemplo, em tempos que só publicava sombras na minha imagem... enfim. Eu nem sou saudosa de ficar a olhar para trás, mas sei fazer uma reflexão... quando quero. Aliás, na minha vida é sempre tudo como quero. Se não for assim, não é! (Rindo...) Então, fui ver o que publiquei no ano passado, assim como os comentários e foi bastante curioso encontrar aquelas pérolas. Não é um trinta e um, fazer os trinta, mfc, tens razão, mas, sabes, eu nunca pensei que o fosse. Sentia-me e sinto-me bem. Não sou pessoa para fazer resoluções de ano novo ou de aniversário, mas soube logo que ainda iria viver mais. Assim o fiz. As pessoas que o viveram comigo (conhecidos/desconhecidos) sabem-me bem e reconhecem o que sou e como sou. Acontece também por aqui, nesta casa que é a única que levo para todo o lado. Todas as pessoas com quem lido têm uma importância fulcral para o preenchimento dos meus dias com aquelas coisas que valem a pena. Durante este ano, fiz algumas mudanças imprevisíveis e tomei atitudes ainda mais impulsivas... fiz, aconteci, muito mais do que descrevo aqui, porque há coisas que jamais contarei "em público" ou para mais do que uma pessoa ao mesmo tempo. Durante mais de trinta anos me orgulhei de ser uma pessoa de confiança, em quem muitos se sentem bem em confiar e é esse o meu maior trunfo para triunfar!

Obrigada por me lerem.


Eli

:))

terça-feira, março 13, 2012

sábado, 31 de março



Apresentação do livro com o meu poema O mar é um espelho ...

Eli

segunda-feira, março 12, 2012

Foi


Uma chamada. Desliguei e fiquei a pensar no que poderia ter sido aquele momento se eu não o tivesse negado. Retraí-me. Então, as lágrimas apareceram. A minha face ficou com a tinta dos olhos que já estavam prontos para sair. Encolhi-me no meu vestido, porque me fiquei, porque não fui, porque não ousei.

Logo a seguir comecei a pensar porque razão o fiz. Por que motivo escondi a beleza do momento e me fiquei, se sempre desejei viver tudo, quase sem impasses. Talvez o risco valesse a pena pôr os sapatos vermelhos a caminho...

Eli

sábado, março 10, 2012

Voo



Vou ficar a saber sem caminhar daqui. Daqui a pouco. Sem presente, sem passado, um futuro tão breve, mas tão intenso, pele e pele... E os meus pensamentos maus serão traídos. Serei... pés, barriga e sorrisos, com cabelos despenteados, barba por fazer e tudo aquilo que nos unir. Coisas pequenas. Eu espero até que acabes de falar, aquilo que o universo conspirou. Como é bom poder ansiar-te. Dá-me as tuas mãos.

A cor deixará de ser cor. Só verei teus olhos no alcance... porque é assim que imagino o sentido de palavras ainda por escrever. Vou, mas não antes sem um adeus, breve. Voo, contigo.

Eli

:)

domingo, março 04, 2012

Da procura...



Deixei de procurar. Hoje coloquei aquele ponto final na busca. Não quero saber mais de lutas e desafios loucos sem conclusão alguma. Apetece-me ficar à espera que me encontrem, ao menos por hoje... Estendo-me no sofá, como se o meu conforto trouxesse alguma coisa. Não desisti. Não, não deixei de sonhar, mas acredito sozinha, por um pouco. Entretanto, ouço uma música que um ente qualquer me enviou em tempos e me faz ver lados negativos, coisa pouco comum em mim. Eu quero sempre mais. Nota-se pela minha letra e pelo meu desejo. Não me resigno. Preciso de um momento em que me sinta inteira e não apenas aquela que tem um pedaço, uma metade por aí. Incompleta. Deixem-me ficar aqui, envolta no escuro, para que deja difícil encontrar-me, porque eu já me cansei de deixar as portas abertas... Também se espera que seja Natal, pacientemente...

Eli

:)

sábado, março 03, 2012

Manuscritos



Sou colaboradora de um blogue que gostava que conhecessem. Ainda está muito no início, qual embrião ascendendo a feto... e ainda não escrevi para lá, mas já houve quem o fizesse. É um nascimento, algo muito querido e especial que não poderia deixar de partilhar. Fica o convite para a visita. As portas estão abertas, queridos leitores.

Obrigada.

:)

Eli

:)