Agora nem nómada, nem emigrante.
domingo, janeiro 22, 2006
A Voz
Era uma vez um menino que vivia numa ilha. Ele vivia com os pais, mas com os sonho de um dia sair dali e conhecer outros lugares, outras pessoas...
Logo pela manhã, assim que acordava, mal tomava o pequeno almoço, pegava na bicicleta e punha-se a pedalar para a escola, feliz, pois ia jogar à bola com os colegas e com a professora nova que gostava tanto de lhe fazer cócegas!
Esse menino cresceu. Tornou-se um jovem cabisbaixo. Não sorria, não sentia. Apenas esperava.
Um dia, apareceu-lhe uma borboleta encantada que exclamou:
- Sei que tens um grande desejo!
Ele disse, admirado:
- Como sabes?! Só és uma borboleta!
- Sei, porque eu senti-te triste e vim realizar o teu desejo. Mas preciso de duas coisas tuas, uma é a libertação material - dás-me a tua bicicleta. A outra é uma lágrima tua, com sentimento.
O jovem não quis chorar... quis antes guardar todo o sentimento para ele, muito menos lhe dar o pouco que tinha (a bicicleta).
Passadas cinco semanas, o jovem estava pensativo, a olhar o céu e a lamentar a sua triste existência. Permanecia num lugar alto de onde conseguia ver o mar em todo o seu explendor. Vislumbrava o horizonte e deixou cair uma lágrima.
Dentro de si, uma voz questionou:
- Dás-me o que tens?
Ele respondeu no pensamento... sem proferir qualquer palavra:
- "SIM".
Nesse momento, as cores do céu misturam-se com as cores da terra. O perfume do mar encheu-se de ternura e ele viu aproximar-se aquilo que julgava impossível...
- Aceito, mas se nunca me deixares, Voz.
- Sou a borboleta que conheceste. Estive sempre dentro de ti... mas precisaste de me ver para acreditar em mim.
Eli
:)
(Quando damos tudo o que temos, recebemos muito mais do que demos e não perdemos nada do que realmente já tínhamos...)
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Estrela
Estranho este meu sentir...
Estranho este meu eu... alone... assim...
Acompanhado de tanta gente a sentir
Garras de mim!!!
...
Tentáculos em sorrisos que não posso ocultar...
Sentimentos em salas de janelas altas...
As minhas veias a pulsar!
Em silêncios e falas...
(...)
A minha vida passou neste espaço
Em cinco meses do mesmo sonhar
Agora, sonhos vazios, um abraço
É tempo de recomeçar!
(...)
Tenho tantas páginas brancas por escrever
Tenho tanta alma e coração
Tenho tanto para crescer
Tanta imaginação...
(...)
Vi uma estrela brilhar
E num livro escrever
Um desejo de continuar
A renascer!
.
Eli
:)
quarta-feira, janeiro 18, 2006
Amigo

Estou bem. Uma amiga faz anos hoje (dia 18) e venho agradecer a sua presença, assim como dar-lhe os meus parabéns! Aproveito para deixar um abraço a todos os meus amigos e dizer (mais uma vez) que cada um tem um espaço só seu no meu coração, aquele espaço que fica vazio se não for ocupado pela pessoa que é dona dele! Reguemos as plantas da amizade!
Parabéns, ranha!
Eli :)
ranha - s. do verbo "ranhar"; congra.
|
domingo, janeiro 15, 2006
Morada

Andas com a esferográfica ténue nas linhas brancas e escreves para quem lê?! Ou deixas-me ao acaso para te admirar, apenas olhando para trás?! Sorrateiramente, o vento me bate nos olhos quando avisto o mar todas as manhãs. Mas, teimo em não ver o horizonte que me faz sonhar. Não possuo negro nem branco. O meu coração foi azul em ti e revi-me nos teus gestos. Cada vez que te tocavas, era eu que não queria fazer assim, pois foram traços que não me foram permitidos. Não posso e sei que nunca vou poder, apesar de ainda não o conseguir! És letras em mim, és teclas, és o clique! Vives as manhãs com sabor e eu durmo-as como sonhos que se matam por apenas existir. Agora, estás à entrada da minha porta, mas ela fechou-se, já não está escancarada, nem sequer entreaberta. Não sei se algum dia se abrirá, se não me pedires. No entando, a janela estará sempre lá, porque podes sempre ocupar o lugar de amigo que sempre mereceste. Moro aqui, na campainha do meio... sabes?! Quiçá sonharei muitas mais vezes nestes lençóis de nevoeiro... ou nestas ervas que já foram verdes...
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Passado

Quando olho para trás, consigo ver...
Quando olho para a frente, não.
Quando... capacidades infundadas
E estranhezas realizadas
Se fundem num só pensar
Deixam-me sonhar
Mas, não passa de passado...
Há momentos em que o amor
Fica ultrapassado
Pela autonomia da inteligência...
Em que, seja como for,
Cada momento, na sua existência
É, por ter sido, um ponto a favor
Na sua real excelência.
Pegadas
Suadas
Marcadas
Queridas
Sentidas
Desejadas
Mortas
Enterradas
Eli
terça-feira, janeiro 10, 2006
Aos amigos!
Nas férias do Natal, falei aqui do passeio e hoje venho mostrar um pouco do que eu vi.
As viagens de carro, a própria condução me fazia pensar em muitas coisas. Em lugares que ousava alcançar, em pessoas com quem ia estar nesses lugares, mas pensava sobretudo em mim e naquilo em que acredito, confio e sonho...
Foi uma época de reflexão em que me punha muitas vezes a conduzir na A25 e me deixava levar... ansiando que não fosse a única a fazer o mesmo. Muitas pessoas não aproveitam o que têm. Não dão valor ao simples calor humano de um amigo que o espera...
Foi tão bom saber os meus amigos junto a mim, com a mesma dose de confiança, reforçando o carinho... Lamento que não possa estar mais vezes com essas partes de meu coração... no entanto, vou tendo provas que aqui também posso triunfar, pois, quando aqui cheguei já vinha acolhida, já não vim sozinha no avião.
Gosto de sentir os amigos. Gosto da sua presença, que, mesmo teimosamente ausente, me leva a crer que é a mais próxima possível de momento devido às suas vidas tão preenchidas... Acredito que não sou esquecida, assim como não os esqueço. Sei perfeitamente que não posso esperar dos outros, o mesmo que faço, por isso é que às vezes me dão tanto e também eu fico a pensar se serei merecedora... pois, se acho que tais merecem, então eu também aproveitarei essa partilha tão saborosa...
:)
domingo, janeiro 08, 2006
Haverá?!
Haverá um lugar quente onde os que já foram nos possam esperar?!
Será que nos poderão acolher?!
Haverá esse lugar?
Será que nos podem ler?!
...
Será que me poderão ouvir os pensamentos, ou levar-me as palavras como uma banda sonora que não acaba, para nunca acabar o filme... e chegar à despedida... e quando não nos despedimos... ficamos.
(Pelo 7 de Janeiro de 1998)
Eli
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Felicidade
Conseguir ser um golfinho e abraçar o mar
Em todo o seu explendor
E, conseguir fazer-se desejar
Na retoma do Amor.
Deixar linhas de poemas em aberto
Pela telepatia descobrir,
Qual o gesto mais certo
Para te fazer sorrir...
Felicidade é sobretudo poder sonhar
É seguir o coração aparentemente frio
É deixar-me levar
Pelo grande desafio...
Eli
:)
sábado, dezembro 31, 2005
quarta-feira, dezembro 28, 2005
O passeio...
Adoro conduzir. Até ando mais devagar só para aproveitar a viagem e a música enquanto viajo!
Depois vou postar uma ou outra foto dessas viagens!
Quando chegar aos Açores vou aos vossos blogs todos marcar a minha presença! Agora só tenho visitado um ou outro! Desculpem a minha ausência, mas prometo compensar!!!
Entretanto, tenham uma boa passagem de ano!
Hmmm, nestas viagens penso muito... penso tanto sem precisar, mas gosto tanto de pensar... Fazem parte de mim os desvaneios...
Também erro e neste momento estou assim, com um pensar diferente... cabisbaixo, mas vai passar, deve ser só hoje...
Eli
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Feliz Natal
"Não sou esperto, nem bruto
Nem bem, nem mal educado,
Sou simplesmente o produto
Do meio onde fui criado."
Óbvio que poder-se-ão retirar muitas interpretações, mas neste sentir da minha terra, mesmo que eu me ache com um espírito de grande aventura para não me prender a ela... mesmo que eu não seja simplesmente isso, mas simplesmente eu... mesmo que eu conseguisse inspirar-me e escrever algo meu... hoje estou assim... nesta partilha, com o coração cheio de AMOR.
Que o espírito natalício esteja em cada um de vós... e volto a comentar-vos quando voltar aos Açores e à net em casa...
Obrigada pelo apoio, carinho, presença que tive de vós este ano! Que o próximo continue assim e que realizemos os nossos sonhos! Ah! Como sonho e gosto de sonhar...
Eli
:)
(Com um sorriso da alma e a escrever ao som da banda sonora do blog do Orfeu!!!)
quinta-feira, dezembro 15, 2005
O Espaço
domingo, dezembro 11, 2005
Só

Quantas vezes me pergunto se estou certa...
Quantas e quantas decisões tomei
De não deixar mais a porta aberta...
Mas, nesta luta, acho que errei.
Apetece-me desistir de tão cansada
De procurar na penumbra o Amor
De tentar alimentar-me da realidade sonhada
Que me persegue para onde eu for.
Estou rodeada de sorrisos, do meu,
Mas imensas dúvidas fazem-me parar.
Não consigo olhar o céu,
Nem deixar de pensar.
Apetece-me perguntar
"Até quando tenho que esperar?"
Mas, um dia volto a fechar
A porta por onde te recusaste a entrar.
Só. Sinto-me só.
Fico, mas sem sonhos, que dantes me acariciavam, mas que agora não quero, embora querendo, porque me atormentam e exigem de mim uma luta cujos resultados não passam de incógnitas... Há capacidades que não tenho e não me sinto perfeita, nunca o fui e acho que estão sempre à espera de alguém que o seja. Peço desculpa por ser feia, por ser exigente, por existir assim... mas não tenho capacidades sempre, sou tão eu que até me dói a alma... Só posso ter errado, mas nem eu mesma sei em quê... Só sei ser assim.
Eli
quinta-feira, dezembro 08, 2005
Biscoitos

As casas não existem apenas na nossa imaginação.
Hoje encontrei um lugar
Que já tinha sonhado com paixão
E que prometi reencontrar
Aquele espaço não era simplesmente uma imagem
Mas um pedaço de céu quente
Uma simplicidade de miragem
Um sonho remetido para um futuro consciente
Uma casa que li em livros e descrevia
Gargalhadas ao saudoso som do mar
Rochas negras em sintonia
Na mira de um olhar...
Eli
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Saudade numa carta deste lado do Mundo...

Às vezes chego a casa e deparo-me com sensações estranhas. Sinto-a casa, sinto esta ilha um espaço também meu, que me dá uma magia que não sei descrever...
Às vezes, chego aqui e fico a olhar para umas tantas janelas que se abrem e não me falam de nada que eu não ouse escrever...
Mas... fico.
Hoje, no meu quarto, cheguei à janela, olhei a imensidão até conseguir vislumbrar um minúsculo horizonte onde o céu acaricia o mar e senti aquilo que muitos chamam de telepatia: a pessoa a quem estava para ligar, ligou-me. Essa pessoa fantástica chama-se Susana (Aveiro) e já vos a apresentei. Desculpem a repetição, mas sei que ela ficará feliz ao ler isto e estou a pensar no sorriso dela que não aguento sentir ausente.
Às vezes, quando chego a casa, gostava de sentir assim uma pessoa que ouve, compreende, fala, confia... ou apenas uma voz do outro lado do telefone...
Às vezes, chegamos a casa e queremos apenas que essa casa seja um espaço ao qual podemos chamar "home". Este espaço (blog) é a minha casa.
Obrigada por me visitarem, porque cada comentário tem sido recebido com um sorriso!
Já falta pouco! Está quase!!!
Tantos abraços neste Natal! Adoro o Natal, mas este ano terá outro sabor! O sabor do espaço que nunca deixou de ser meu... lugares...
Viseu é nosso,
Viseu é nosso,
Viseu é nosso e há-de ser
Viseu é nosso até morrer!
:)
Eli
sábado, dezembro 03, 2005
Açores :)
Não sei se é da Ilha TerceiraOu se é dos arquipélago dos Açores
Porque esta ilha foi a primeira
E já me encantei com as suas cores...
Não sei porquê tanto desejei
Voar ao encontro deste lugar
Mas já sei que ficarei
Com vontade de cá voltar...
Olá!
Hoje quero contar-vos que a poesia nem sempre foi olhada por mim de forma semelhante. Dantes não conseguia alcançar a beleza da subjectividade. Escrevi rimas como estas que saem na hora, mas que não têm aquele calor, aquele sabor. Acho que qualquer um de vós irá compreender, mas sei que, este blog "obriga-me" a escrever. Dantes pegava numa caneta quando precisava e escrevia apenas para mim os desabafos, as paixões não correspondidas... escrevia poemas a fio e achava que não era eu que estava a escrever aquilo, mas, o que é certo é que escrevia...
Cheguei a colar na parede poemas escritos por mim, mas não os assinava só para saber a opinião de quem me visitava. Poucos sabiam desta minha faceta... quando liam perguntavam de quem era e eu ficava orgulhosa do que diziam (sem saberem que eram meus) e chegavam a escolher o que gostavam mais! Gostei muito deste feedback! Continuo a gostar. Neste quarto não colei nenhum poema meu, mas, neste espaço tenho escrito alguns, desses que saem e posso saber a vossa opinião sem me conhecerem, podendo ser sinceros, pois a maioria não me conhecem de lado nenhum e pode-se sentir à vontade para criticar, se bem que os que me conhecem também sentem, mas vocês entendem!!!
Hoje, abro o meu espaço a todos vós que me comentam agradecendo, porque me fazem companhia aqui, neste cantito dos Açores...
Nas paredes do meu quarto, tenho desenhos feitos pelos meus alunos, desenhos e construções que me mandaram pelo correio feitos pela Susana_Aveiro, postais: da Susy, da Filomena e da Geby, mapas da Ilha que imprimi antes de sair daí, um poema que a Tânia me deu antes de vir embora e muitas fotografias, apesar de não ter tantas como gostaria... Tenho também um recado escrito a Braille e umas outras coisas que não vou referir! Afinal tenho que resguardar o meu espaço!!!
Ah! Estrelas, daquelas que brilham no escuro e uma lua... Saudades das minhas estrelas coladas no tecto!!!
Postei esta imagem, porque é daquelas que gosto mais, porque mesmo ao pé do verde, temos logo o mar! Nós (eu pelo menos) imaginamos o mar com areia, mas, aqui, a areia é bastante escassa.
Partilho a foto, pois é isso tudo e um bocadinho do que vai ficar quando me for embora!
Isto de ver o mar todos os dias é uma inspiração para mim e nunca sofri do síndroma insular, o mar nunca foi evitado e nunca me assustei. Sinto que vim parar aqui, porque tinha que vir e desde sempre soube que tinha que partir para longe!
No entanto, quero regressar à base (piada, não é a das Lajes)...
Obrigada. :)
segunda-feira, novembro 28, 2005
Nenúfar
Era uma vez uma fada que voou tanto, que, quando queria descansar, não tinha onde poisar... Voava voava, mas só via nenúfares e água. Não pousava nas flores com medo de as estragar e na água com medo de se molhar!"Que faço eu, agora, que tenho já poucas forças nas minhas asas?!"
Então, o milagre aconteceu e o Nenúfar falou:
"Podes descansar nas minhas folhas, que são resistentes e aninhar-te nas minhas flores. É apenas o que te posso oferecer, pois mais não tenho..."
A fada lá continuou e só alcançava água... os Nenúfares ficavam para atrás.
Então, o milagre aconteceu e a Água revelou:
"Podes-te sentar em mim, porque os nenúfares são feitos de água, tu és feita de água e conseguirás descansar um pouco aqui, flutuando..."
A Fada lá pensou, pensou... e, quando as suas asas não batiam mais de tanto bater, deixou-se cair na Água... e flutuou... descansou... até que, com a corrente chegou de novo junto ao Nenúfar, que lhe lembrou:
"Por que fugiste, quando te ofereci um lugar quente, um colo?! Podes tentar ficar só, porque na Água só te vês a ti, ou podes ter-me a mim, que estarei sempre aqui à tua espera..."
Eli
sábado, novembro 26, 2005
Quebraram o Horizonte
Quebraraste o Horizonte ao qual assisti todos os dias como ermo...Julgaram-me ausente, mas fui eu que estive sempre AQUI.
Como posso não estar presente, se já o estou?!...
Mas, a presença não é no espaço, mas no lume que arde...
Cumpro os preliminares - Afeição...
Dou-me conta da tua Índole...
Voltas-te e vejo Carácter, Coração...
Capacidade de revelar, converter, cativar...
Cada pedra que se soltou nesse mar,
Foi resultado do gelo que tentaste criar,
Antes de me tentares vir buscar.
Espero pelo dia em que vou voar
Para sair
Da clausura deste lugar.
O Atlântico gelou no dia em que disseste vir.
Mas, no qual que não me enviaste sequer um olhar.
Amanhã, partirás - o gelo - em navios,
Mas, só me conseguirás alcançar,
Se não tiveres medo de naufragar!
Eli Rodrigues
(como sempre)
segunda-feira, novembro 21, 2005
Pa Ti :)

O que eu sonhar, agora, realizar-se-á.
Disseram-me anjos a cantar!
Sussuram o meu desejo aos teus ouvidos...
No futuro, vi-te, cambaleando, a chegar.
Ó árvore que te prostras, devagar
Movendo-te em torno da ansiedade
Reflectes na água uma nudez a espelhar,
Solta as raízes e traz-me liberdade.
Encontro chaves que não abrem tesouros,
Enclausurados em areia e em mar.
Mortes de outrens vêem-me passar,
Mas, deixam-me passear mouros...
Então, fico assim, num local estratégico,
Para lutar de espada em punho...
Espero, na calada, esperta e épica
E, num poema encontro soluções!
Feliz de mim, que vivo o momento,
Que apanho autocarros no pensamento,
Que circulo a sorrir por mim.
Que escrevo versos do nada!
Pois, existes e... assim... tudo me inspira
Porque, bebo dos reflexos do mar,
Que não atrasa a minha chegada,
Que me faz sentir perto do teu olhar...
Feliz! Sou! Olha o meu sorriso :)
Estes versos são para ti!
Assim, simples como o horizonte,
Que é mais do que uma linha,
Que separa o Oceano do céu...
E as estrelas do monte...
Verde como as telas...
Onde pintas a fonte,
Das flores...
Do Norte...
Eli
terça-feira, novembro 15, 2005
O Mar é um Espelho

Caminho por estradas que me passam debaixo dos pés
Rodando assim, como quem gira às voltas no mesmo lugar
Vejo-te em cada imagem, sinto-te como és,
Sandálias nos dedos e apenas um olhar...
O meu olhar percorre sozinho imagens
Que são o espelho de gotas marinhas
O mar reflecte o céu e suas miragens
Viro-me, desnudo as minhas...
Olho todos os dias para esse espelho do outro lado
Que toca músicas em silêncio e que não cheira a sal
Música que trago no meu pensamento alheado
Hoje cantei os sonhos, os tesouros e o amor fatal
Mas, não te encontrei abandonado...
Outrora sonhei com frotas
Que me vinham buscar
Agora persisto, persigo e revejo-me
Com alguém que não vai fracassar!...
Vira-se a página e só continua
Quem não quis ficar lá atrás
Tenho uma história para realizar, crua
Quererás escrevê-la? Serás capaz?
Eli
domingo, novembro 13, 2005
Hoje não ignorei os que passam fome...
Há tantas coisas no mundo que finjo não conhecer... Sei da fome, da guerra, da ganância pura, de crianças que não têm uma única coisa no mundo... que nem amor de pais têm...Eli
domingo, novembro 06, 2005
As pessoas fazem os lugares
Já disse tantas vezes "as pessoas fazem os lugares"... tantas que não as posso contar!
Usei muitas vezes esta expressão, porque onde quer que estivesse com aqueles que gosto, eles transformavam esse sítio num local feliz.
Era uma vez uma Borboleta muito clarinha, era tão clara que os raios de sol passavam através dela... parecia transparente, tanto que quase não fazia sombra!
Um dia, um pastor que andava num dos campos que ela frequentava, reconheceu nela uma marca de beleza natural e resolveu que no dia seguinte iria fotografá-la.
A Borboleta viu o pastor a olhar para ela com tanta atenção que se sentiu constrangida. Mas, logo o pastor partiu e ela ficou mais descansada. De qualquer forma, sendo uma Borboleta prevenida, resolveu pedir a uma Tulipa que a ajudasse da próxima vez que isso acontecesse. A Tulipa concordou.
No dia seguinte, assim que a Borboleta viu o pastor aproximar-se com a máquina fotográfica e correu para dentro da Tulipa que fechou as suas pétalas, escondendo-a.
O pastor ficou muito zangado, pois não encontrou a Borboleta no meio de tantas flores!
A Borboleta nunca mais foi vista. Então, o pastor resolveu pintar uma tela para perpetuar a imagem que tinha dela.
A Borboleta acabou por ficar sempre dentro daquela Tulipa, optou por não mostrar a sua beleza a mais ninguém e sucumbiu.
A Tulipa deixou de o ser e tornou-se em mais do que uma flor, transformou-se num lugar, as suas pétalas ganharam vida humana e povoaram o mundo de Amor.
A prisão mata.
As flores têm vida própria.
As telas perpetuam sentimentos.
As pessoas fazem os lugares!!!
Eli Rodrigues
sábado, novembro 05, 2005
Estória da Gaivota que se apaixonou pela Lua

"Era uma vez...", começava o velho contador de histórias. As crianças corriam para junto dele, sentavam-se na mantinha, com "perninhas à chinês" e fechavam os olhos para melhor ouvir e imaginar o que ele contava!
"Era uma vez um planeta chamado Terra. Ele não tinha luz própria, por isso contava com a luz de uma estrela muito especial que se chamava Sol. Na Terra, habitavam muitas formas de vida, tantas que, nunca chegarei a conhecer nem metade.
Acredito que, quando tenha morrido tenha ido morar para a Lua, pois lá extistiam formas de existência superiores àquelas que estragaram o planeta Terra."
Isto diz o velho, mas eu suponho que ela morreu, porque não obtinha nenhuma resposta da Lua, a distância foi fatal. Ela só via esse amor (homossexual) e não conseguia ver que o amor é liberdade. O amor platónico matou-a!
Eli Rodrigues
Esta estória (prefiro "história", apesar de saber a diferença, blá, blá), parca em palavras, foi escrita pela sugestão de antonior(http://coresepixeis.blogspot.com/). Já vários o fizeram e aconselho a escreverem a vossa estória também inspirada nesta imagem!!!
Ah! Já agora, aconselho a leitura do livro "Fernão Capelo Gaivota", que um amigo me emprestou há uns anos e do qual não me esqueci! (Não me esqueci do livro, nem do amigo!)
:)
quarta-feira, novembro 02, 2005
segunda-feira, outubro 31, 2005
O Sentimento
Era uma vez um Sentimento. O Sentimento tinha duas partes. Ele mantinha-se resguardado, com medo e não se deixava mostrar!
Um dia, resolveu fazer parte de um homem. Este sentiu-se muito feliz, pois tinha finalmente parte de um Sentimento para entregar a alguém.
Certo dia, apaixonou-se perdidamente. Resolveu então partilhar com uma mulher, metade de si. Entregou-lhe Parte do Sentimento. Este ficou muito feliz, pois a sua vida estava a fazer sentido finalmente! A Outra Parte (mulher) aceitou o sentimento de bom grado, ficou feliz, mas guardou-o na gaveta para usar quando achasse necessário. No primeiro dia, usou-o várias vezes para telefonar a ele. No dia seguinte, usou-o apenas para escrever uma carta ao homem. Passado uma semana usou-o para fazer sexo. Na semana seguinte, o sentimento começou a ficar sempre na gaveta.
O homem, por sua vez, usava sempre o sentimento. Transmitia-o a toda a gente com um sorriso. Notava-se bem que não se envergonhava de sentir. Cada vez que ia às compras, as pessoas diziam-lhe: "nota-se bem como está animado há uns dias, parece mais leve...". O homem sorria, os seus olhos brilhavam e prosseguia. Quando fez amor, achou que estava finalmente no auge da felicidade, mas não compreendia, porque é que a Outra Parte do sentimento não se manifestava de maneira semelhante, no entanto, não disse nada, para que o sonho de que o Sentimento prevalecesse em si não desabasse...
Passou um mês e a mulher esqueceu-se do sentimento. Enviava mensagens ao homem, beijava-o, mas deixara o sentimento na gaveta. O homem trazia o sentimento com ele, mas sentia-se cada vez mais triste sem saber porquê... Resolveu então perguntar à mulher pelo sentimento: "Amas-me?" e ela respondeu: "Não sei, não me lembro de que era o Sentimento que me entregaste." As lágrimas do Sentimento do homem cairam-lhe pela face... ela largou-lhe as mãos não compreendendo o porquê de não sentir.
Quando voltou para casa, abriu uma gaveta para queimar um pouco de incenso e descobriu lá o Sentimento que o homem lhe tinha dado. Estava morto.
O Sentimento só sobrevive a tudo e todos (distância, espaço,...) se for mantido no coração.
Assim acontece com o Amor, a Amizade, a Raiva, a Esperança...
sexta-feira, outubro 28, 2005
Roam-se!!!... (III)

Eh, eh, eh! Toca a roer de inveja destes "bacanos"!!!
Ora bem, estes fotogénicos vivem no meu lugar preferido da Ilha! Escolhi um lugar mesmo juntinho a eles, onde se vê apenas céu e mar junto a um pedacinho de verde. Nesses metros quadrados de erva moram estes "escolhidos", que também passam lá a noite, tal como pude (hoje) constatar! Apenas posso ir a esse lugar com um meio de transporte, pois fica junto à Praia da Vitória, que fica a mais de vinte quilómetros de Angra do Heroísmo, cidade onde habito nesta altura da minha vida (e com muita sorte minha!)!! Bem, hoje pude ir lá ver aquilo de noite, porque a Ana Coleta, a minha mais recente amiga, que está mais tempo comigo e que mais me atura - que pena que eu tenho dela - alugou um carro (devido a razões bastante interessantes - para ela) e levou aqui a amiga (dela) a esse lugar! De noite não se vê horizonte, mar, ou céu que se distingam, mas sabem, ouve-se o mar... e, quando se ouve o mar é como se estivéssemos em casa, como se nos ouvissem também, porque os nossos pensamentos são enviados pelas ondas como mensagens em garrafas e são lidas apenas por quem também ouve o mar tentando nos ouvir também!!!
Gostaria de deixar aqui um grande agradecimento às pessoas que mais me fizeram sorrir aqui: a Ana Coleta, a Xana e a maluca da irmã dela - Ana Rita - que veio para aqui só para não fazer nada: "roam-se"!!! Ela também tem um blog que se chama "A minha pessoa" (vais pagar a publicidade)!!!
Quando pensarem que estão mal, pensem que há sempre quem esteja bem melhor que vocês!
E estão autorizados a chamar-me à atenção quando vier para aqui com posts demasiado "tuli tuli" (leia-se "lamechas") a não ser que gostem deles e que também os escrevam, porque aí não terão autoridade!!! a) Mas nada de me maltratar!
Este post tem uma alínea! Leiam as letras pequenas!
a) Só me podem "chatear muito" se me conseguirem fazer rir!
:)
segunda-feira, outubro 24, 2005
Arrepio de conforto
Pingas de curiosidades caem junto à minha janela. Não as vi passar, mas ouvi-as, assim de mansinho. Deitei-me junto a almofadas brancas e deixei-me repousar. Uma tarde toda em que sabia de cor cada sonho que poderia ter sonhado, mas nem vi estrelas, nem as quis ver. Não desisti, nem tampouco me vejo a fazê-lo. Orfeu fala-nos em coragem, mas quem sou eu para ter "medo de naufragar"?!
sexta-feira, outubro 21, 2005
Roam-se!!!... (II)
Desta vez venho partilhar este lugar inspirador, onde estive...Quem gostava de ter estado ali?! O.K., sem "mim" a chatear!!! :)
Roam-se! lol Quem está a roer-se?! Hmmm digam lá!!!
Com quem queriam estar ali?!
Vamos lá a ver quem "desbonina" um pouco de si!
Clareza e sinceridade!!!
:)
Um beijinho por cada coment!!!
:)
sábado, outubro 15, 2005
Roam-se!!!...
Descobri o porquê do encanto dos Açores... pelo menos nesta ilha!
Lugares excepcionais, pessoas que nos acolhem de braços abertos e nos transmitem um pouco do calor que deixámos tão longe.
Vocação. Eis a palavra que me fez voar sem olhar para trás...
Este lugar faz-me sentir bem. É já uma casa para mim. Sim, é muito longe, mas não é tanto assim, porque dou muito mais valor a cada contacto de cada pessoa, porque cada mensagem, cada telefonema, cada e-mail, cada coment, cada pensamento, cada sorriso, cada... faz-me sentir que tenho amigos que se dedicam. Cada palavra que chegou até mim pelos mais diversos meios de comunicação, veio dar-me força para continuar! Não que o trabalho não me dê força, porque, presentemente, é ele que ma dá em todo o seu esplendor, que me faz brilhar com esforço, cansaço, mas muito amor...
Mas, que seria de mim sem a minha vida, aquela, a "própria" em que se encaixa cada um que conheço melhor que o outro e que me entregam a amizade, a esperança de uma possível visita, ou palavras que aconchegam o coração!
Esta imagem é para vós que me deixam sonhar com um regresso aos sorrisos, que me deixam uma freste aberta, ou uma porta escancarada para a minha chegada!...
Roam-se, pois estou a deixar/adiar vivências, mas estou a compensar com uma imagem como esta, ou simplesmente com o mar que vejo todos os dias, no trajecto que faço, ou mesmo da minha casa! Depois de ter deixado tanto para trás, aguardo aqui pelo Natal, do qual tanto gosto, para ver sorrisos que recordo, sorrisos renovados e sorrisos que desconheço!
sábado, outubro 08, 2005
Barcos?!
segunda-feira, outubro 03, 2005
Aquele sorriso...
Eis o sorriso que não posso ver chorar...Parece estar tão perto,
Mas, apenas o posso alcançar
Através de uma voz...
Sabes bem que mais do que
Um lugar que te posso dar aqui
São os locais onde já estás enraizada,
Aqueles que conquistaste com o teu sorriso!
Não esperando nada...
Aquilo que preciso...
Tens-me ouvido como palavras em poesia
Como rimas em acrósticos
Defines a noite e o dia
Dos deuses dos agnósticos.
E as dificuldades transversais
De quem não te pegar ao colo
São marcas banais
Que não merecem lágrimas pelo solo!
E, aqui continuo assim, esperta e perspicaz
À espera de roer cordas e soltar amarras
Daquilo que, constantemente me apraz!
Mas, tu, não esperes e saberás!
Saber?! Saber... Oh... que saberemos nós?
Sabemos as marcas da amizade escrita, lida,
Falada, sentida!...
:)
Dedicado à Susana_Aveiro que também se dedica a mim!
(Como sempre, foi o que saiu!)












