Agora nem nómada, nem emigrante.


quarta-feira, julho 13, 2011

Monstros



Imagem de Eli



 Não me dês menos que tudo.

Eli


sexta-feira, julho 01, 2011

Estou a sorrir, porque gosto de mim, da minha vida, de tudo o que conquistei, piscando o olho ao que está para vir!

;)
E se nunca chegar a minha vez?...

quarta-feira, junho 15, 2011

Tiques

Eles apanham os meus tiques à velocidade da luz!

É aterrador! É supreendente! É hilariante!

:))

Eli

domingo, junho 12, 2011

Feitiço


Gostaria que aquela feiticeira nos devolvesse o tal encanto. Fechas a ternura em ti e vislumbro uma pedra lapidada, mas tão pouco feliz, tão pouco entusiasmada, que, quando consigo detectar o brilho nos teus olhos, agarro-me a ele e não o quero perder mais. Em tempos, sentiste-te enfitiçado, sei-o bem. Li-o. Quero mais.

quinta-feira, junho 09, 2011

Porquês



Às vezes penso que é por pensar demais, mas logo depois penso melhor e vejo que tenho respostas nas minhas próprias pisadas... a minha vida é uma resposta. Como poderia eu seguir outro trajecto, se este é o meu?!

Não sou feliz.
Quem se importa com isso?!

(Eu. Só eu.)

Nunca deixei de ser eu.
Importam-se apenas que esteja bem.

Bem não chega.

domingo, junho 05, 2011

Reflexões abstratas



Faço reflexões sem conta, que não escrevo, que não digo. Voltei àquele tempo em que pensava demais e sei que isso não me faz bem, mas não consigo evitá-lo... mas não consigo escrevê-lo como dantes. Há uma pausa espiritual e a pragmática que pouco divulgo, acentua-se. Na hora exacta, que o tempo trará, conseguirei a abertura que tanto pretendo... penso eu.

Eli

:)

domingo, maio 29, 2011

Grito




Às vezes apetece-me gritar! Dar um grito, sim! Mas, depois logo penso que ele deveria sair surdo, porque até quero que ele não se ouça. Se digo isto é porque, se quisesse que se ouvisse, talvez o desse mesmo e até com um megafone. O problema é meu. Aliás, é sempre meu se não o resolvi, continuo a tê-lo. Às vezes, os problemas e as soluções caminham de mãos dadas e o problema é esse. Se me desvio do problema, desvio-me da solução. Ainda não sei como conviver com ele.

Eli

sábado, maio 28, 2011

Palavras


Eu só precisava delas. Nem sequer eram as certas, nem as tais, mas as tentativas, porque iríamos lá chegar depois. Não entendo tantas coisas. Como posso sentir coisas tão antagónicas?! Ora sou um deserto, areia, pó, ora terra fértil, abundante am água... Às vezes parece que não me deixas ser eu, outras vezes não deixas mesmo. Parece que o círculo começa e acaba em ti. Não sou uma linha fechada. Desconheces-me. Sinto falta de ti. Esqueceste-te de nós.

Eli

quinta-feira, maio 19, 2011

Ela



Ela escondia-se. Malvada. Fazia previsões. Escusada. Assim, sem saber como reagir, como agir, como iluminar... continuou, errante nos seus passos. Apenas uma menina, esta menina... sendo uma crescida escondida nas palavras, uma mulher lutadora forjando a fragilidade. Parou. Por momentos, soube o que não queria. Parou outra vez. Imaginou o filme dos dias e ficou-se. Em cada esquina, um amigo atrás de comunicações pessoais, sociais... deleitando-se com a paz de um momento regado de amor.

Eli

:)

quarta-feira, maio 18, 2011

Pós

Numa noite imprevista, aquela folha que o calendário não escolheu e o amor não agendou, o frio não guardou o gelo e não gelou nem enfraqueceu o alimento. Numa onda de inquietude, som brando ao longe. Caminhava eu nem formosa, nem segura, apenas me dirigia sem dadas, nem palavras. Ia. Num mundo inacabado, a protecção, a previsão, a amabilidade sorriu-me. Um homem foi pedir boleia num sonho quase cruel, numa noite de tempestade. Bruxa da manhã, luz sombria. Não vás, não vás.

Eli

domingo, maio 08, 2011

PEC (Dia 14 de Maio pelas 20 horas)

...à semelhança de Encontros de Blogueiros e Amigos, vamos juntar o pessoal que quiser aparecer para comida ("bobida") e boa disposição...



Retirado do blogue do Gonçalo:

«Este é um blog que pretendo que seja bastante reflexivo, acompanhado sempre que possivel de alguma componente cultural...espero que gostem e que partilhem as vossas experiências sempre que possivel(...)

O local está escolhido e será no Restaurante "Buraco" em Aveiro, próximo à famosa Praça do Peixe e bem perto da Capela de São Gonçalinho.


A morada é a seguinte:
Rua dos Marnotos, 31-33
Localidade: Vera Cruz, Aveiro
Código Postal: 3800-220

T: 964052528

Com a ajuda inestimável da minha amiga Celisol, e também assistente logística deste evento, estamos em condições de colocar à disposição a seguinte informação à vossa consideração:

"Dos quatro pratos a seguir indicados podemos escolher dois:

Bacalhau com natas;

Arroz de pato;

Carne de Porco à Alentejana;

Grelhada mista

O preço é 11 € por pessoa e inclui:

-entradas: pão, manteiga, azeitonas e queijo

-prato

-1 garrafa de vinho para cada duas pessoas, ou em alternativa sangria ou sumos

-café."



As inscrições para o jantar estão abertas até dia 11 de Maio e devem ser feitas para o e-mail goncalofoc@gmail.com, com as seguintes informações: nome, respectivo contacto telefónico, número de acompanhantes e menu seleccionado.
 
Contra a crise, atrevam-se a sair do "Buraco"...»
 
 
Eu vou. E tu?
 
Eli

quarta-feira, abril 27, 2011

Cultos

- Oh, professora, por que é que os homens lêem o jornal?

- Para ficarem cultos.

(Eli)

:P

sábado, abril 23, 2011

Longe


Às vezes tenho a sensação que não posso ser feliz durante muito tempo. Há-de haver alguma coisa que faz com que o factor sorte se distancie. Não, não sou uma vítima. Pelo contrário. Sou uma mulher lutadora, que comete erros, que gosta de falar sobre eles para que sejam superados. Reconheço o valor do outro e admiro-o. Na verdade, a minha admiração pelo outro tem muito a ver com a sua vida e pouco a ver comigo. Gosto de pessoas que vivam a sua vida e que se saibam superar a si mesmas, não se ficando tacanhas à espera que a vida lhes aconteça sem fazer nada por isso. Quem me conhece bem, sabe das minhas lutas e do meu prazer na comunicação. Porém, poucos que privam comigo lêem o que escrevo. Às vezes, penso que quando estou a falar disso, esperam que eu acabe, porque é um mundo à parte, por isso acabo por evitar o assunto. Este é extremamente importante para mim, porque as palavras saciam-me e fazem-me bem, tão bem. Por isso é que valorizo todas elas, inclusive as minhas, onde deixo que a minha alma transpareça, embora deixe o mistério presente, tal inevitável para mim. Tenho a sensação que estou sempre longe. Parece que a separação entre mim e os meus é algo inevitável e quase desejável para que tudo corra bem. Gosto muito de sentir que reuno em meios de comunicação (internet e telemóvel) alguns contactos fulcrais. Ou seja, mesmo que seja a tal nómada assumida, também tenho alma de eremita. Estou tão bem entre as pessoas, como depois me resigno àquela solidão que acaba por ser necessária. O longe permanece sempre para os que querem que permaneça. Mesmo quando estava nos Açores, eu sentia-me próxima de algumas pessoas com quem falava (quase) diariamente, numa companhia cúmplice que até hoje mantenho. Como tal, todos os que fui conhecendo ao longo do tempo em que vivo têm ainda um papel fulcral. Quando eles querem ir "embora", às vezes pergunto-lhes porquê e aceito as suas decisões, porque posso querer estar perto de todos, mas não devo, nem é possível e aceito a condição de todos aqueles de quem gosto, pois meu coração é imensamente grande. Eu deixo-os ir. Só volta quem realmente quer. Acima de tudo gosto de ser bem tratada. Sei que todos gostam, mas a pior coisa que pode acontecer é alguém de quem goste se zangar comigo. Fico muito triste. Um distanciamento lógico de um amigo é aceitável, mas um afastamento de quem gosto sem razões, sem explicações faz-me reflectir sem parar. Parece que não descanso bem. Um dia, um amigo muito importante para mim (ainda hoje o é) chateou-se comigo e disse-me porquê. Ele tinha razão, eu tinha feito uma coisa que não devia. Na altura não tive consciência, mas quando ele me disse, eu aceitei, pois tinha razão. Pedi-lhe desculpa e nunca mais o voltei a fazer. Já passaram anos e ainda me lembro disso. A sensação foi horrível. Gosto de falar e esclarecer as coisas. O meu amigo perdoou-me. No entanto, enquanto não o fez, andei mesmo em baixo. Eu sou assim e lido com o Longe desta maneira. Tudo depende, é certo, mas quanto mais gosto das pessoas mais as procuro e gosto do tal feedback.

Eli

sexta-feira, abril 22, 2011

Procuro


Desceu a noite, meu amor, desceu
Tacteando, procurei um beijo teu
Que faríamos nosso, uma vez mais

Desceu a noite, meu amor, desceu
Subiu o dia, escondido num bréu
Prometeste o beco entre mãos fatais

(...)

Eli

quinta-feira, abril 21, 2011

Segunda Maldição


Seu corpo adormeceu eternamente, mas sua alma bebeu da lama e renasceu, tal Fénix fosse se assim existisse. O seu cavalo preto ganhou luz e brilho. Passou a vaguear o mundo à procura da maldição. Logo depois se apercebera que a maldição teria sido morrer sem conhecer o amor, aquele bravio que agora via em tons escarlate a vaguear nos corações humanos. Descobrira gentes porcas a fazer amor com a alma e gentes limpas a consporcar o nome do Amor. Afinal, aqueles que o faziam, sentiam-no, tal era o tom da cor.
Aquele homem, outrora menino, com mãos de anjo e lábios de veneno, procurava renascer, reencarnar, mas não conseguia.

Certa noite, vagueava entre os incensos de uma Páscoa anunciada e umas rezas malditas entre sussurros labiais... Repetiam-se nomes. O Norte, de súbito, baixou e o Sul esquecido ficou. Sentiu-se repelido das orações e ajoelhou-se. Prostrado, proclamou-se e penetrou nas entranhas de uma mulher. Logo depois, sentiu uma enorme dor. Era do nascimento. Nasceu de novo. Quando abriu os olhos, o tom escarlate estava por toda a parte. Nunca saberia distinguir os falsos dos verdadeiros, mas tinha um corpo. Tinha vivido séculos em assombração.

Eli

quarta-feira, abril 20, 2011

Maldição



Era uma vez um menino. Era maldito. Nasceu assim. Cresceu assim, como que assombrado por uma informação que lhe foram passando dia após dia, década após década. Nunca fora adorado, nunca desejado, nunca sequer maltratado, não fossem os deuses descerem à terra e vingarem-se. Por detrás de um olhar escuro, escondia-se uma sombra sombria. Sua mãe esquecera-o logo no berço, ainda amamentava e já o leite lhe escorria pelos seios, tal era a falta de amor que lhe transbordava... aqui nem era água, seria uma mescla esbranquiçada.

-Mas, por que não o alimentas.
-Meu alimento não o sacia.

Os negros olhos da criança foram perdendo o brilho e cresceu pelos montes, olhando de soslaio os humanos. Sentia-se um cavalo. Era livre como eles.

Sua famíla de gentes abastadas de pobreza de espírito deixava um caldo e um naco de pão à porta dos estábulos... não... eram currais mesmo.

Foi mandado para a escola. Aprendeu a ler e só aí descobriu que nem todos eram como ele. Estranhamente se sentiu especial. Tinha qualquer coisa que os outros não tinham.

Um dia, chegou à escola montado num cavalo bravo e todos lhe fugiram. A fama de tolo ganhou finalmente proporções maiores. Então, fugiu. Escapar a toda aquela merda foi um toque de desolação por não terem mais quem lhes limpasse o esterco, mas também um alívio-

- Que leve a maldição com ele.
- Qual maldição?
- Não sei.

O padre tinha dito que aquela marca no pescoço era do demónio. Havia uma lenda. Quem assim nascesse traria décadas de horror à sua terra. Porém, que se tinha livrado da porcaria, com quinze anos mal feitos foi aquele pobre rapaz.

Fez-se soldado quando encontro outros pelo caminho. A sua destreza em dominar cavalos selvagens trouxe-lhes uma grande fonte de rendimento. Nunca tinham visto a sua marca. Estava tapada pelos longos cabelos, que assim como a barba, foram crescendo dia após dia. Cortava as pontas com a sua velha navalha.

Certo dia, estava a dormitar junto ao rio, com o chapéu a tapar-lhe a cara, quando ouviu um barulho.

O som de um tiro e logo a seguir a morte. O falecimento...

Eli



Este espaço começou com o lugar dos seguidores "há pouco tempo" e conta com cem. A quantidade não é significativa. A a maioria dos que vêm cá ler mais vezes não é seguidora e nem deixa comentário, mas vivo bem com isso, porque a aceitação faz parte da minha condição.

Porém, não posso deixar de agradecer ternamente aos que comentam, muitas vezes sem eu merecer.

Seis anos de blogue. Esta é a minha casa mais duradoura, mais minha e a que me conhece mais intimamente. Sintam-se convidados a partilhá-la. Há várias divisões, imaginárias, mas nunca deixando de ser eu que as descreve, assim como o que se lá passa...

O amor acontece.

sexta-feira, abril 15, 2011

Etapas

Imagem de Eli

Voltei a colocar a música, uma vez mais, uma vez mais, repetindo como se não houvesse exaustão.

(Fitas-me.)

Olho de soslaio para uma recordação solitária e viro-lhe a cara, porque não preciso dela. Tenho-me em olhos escuros... quase sombrios. Vejo-me, sopro-me, abraço-me, porque me deixo ser quem sou, sem receios. Passeio despida de preconceitos, ambivalente, persistente. Um passo mais, uma caminhada... Olhos postos no horizonte. Sobrevivo àquela mágoa que me impediu de viver por momentos. Meu coração voltou a bater. Clique. Não sei explicar, mas existe. Existes.

São as cores da música que me inspiram, me trazem paz e me elevam a Alma. Tenho. Sou.

Um demónio aproxima a sua voz do meu ouvido cantando-me as letras, aquelas... e eu teclo errante uma pele tacteada... ensino o que não sei e digo o que não quero. Confusão. Paixão... E... Suspiros entre mágoa. Sensibilidade, aprendizagem... Quão mortal sou!

sexta-feira, abril 08, 2011

Meu coração


Meu amor, como poderei eu dizer-te o quão o meu coração bate por ti?!

Escrever que estou apaixonada por ti, sacia-te. Não. Vá, diz-me, sacia. Sim. Apenas num momento e prontamente pedes mais e o muito nunca chega, nem quero que tal alma nómada páre noutro sítio senão o caminho à raiz, do coração. Teu. Meu. Nosso. Falo, escrevo, ouço... a música no coração. As vibrações bastam por um milésimo de segundo, pois logo a seguir a palavra saudade bate-me à janela, à porta...

Adoro-te.

Na beleza de um sorriso, no amor de um olhar, na perspicácia de um abraço, nos dedos de uma mão aprendiz de mim... com ou sem reticências, és sangue que me corre na alma.

Eli

:))

Ondas


Mastigas... aquele alimento. Umas reticências... metade pensamento, metade emoção. Mistura. Desconcentração. Pétalas que hão-de vir junto à pele. Aquelas que vão. Foram em duas ondas gigantes de abraços que procuras aí, tendo-as aqui. Não em dupla, mas tens. Serão as noites vindouras. Todas. Vem. São as palavras a chave de um sabor, aquele. Fruta, frio, paixão, perdição. Encontro. Again, and again. Espiral de indas e vindas, olhar. Ondular...

Sentidos exaltados. Gelo que faz arder. Sonos trocados. Fonte de prazer.

Eli

:)

quarta-feira, abril 06, 2011

O jarro

Pequenos gestos, que não ignoro, mesmo que não façam a maior diferença de todas. Hoje de manhã, fui trabalhar sem vontade, sentia-me mesmo em baixo, sem forças psicológicas. Quando cheguei à sala, uma menina esperava-me com um ramo de flores colhido e amorosamente amarrado com uma prata.

- Oh, professora, aqui tem isto, porque põe nódoa, é para não se sujar.

(Sorri carinhosamente.)

Apressei-me a agradecer-lhe com beijinhos.

- Sabe o que é isto?

- Sei, é salsa!

Um jarro e salsa a fazer um raminho. Seguidamente, entregou-me uma concha em forma de coração. Naquele momento não duvidei mais, aquilo era mesmo para mim que sentia o coração assim, num estado triste, mas ela nem imaginou. Apenas foram as suas mãos puras que me trouxeram tal beleza.

Aquela flor que que só conseguia ver em tons de cinza foi ganhando cor durante o dia. Parece que o Universo adivinhou-me e conspirou para que o meu estado melhorasse. Várias pessoas (sem saberem de mim) apareceram pelos vários meios de comunicação habituais perguntando-me como estava (estou) e visivelmente a minha resposta começou a melhorar consideravelmente. Até aquela formação que pensei que hoje não me traria nada de útil me conseguiu surpreender.

Na verdade, há um brilho na minha vida que não quero que se apague. Pelo contrário, é uma luz que me faz caminhar preenchida. Assim, estou eu, pronta para a caminhada, a viagem.

Eli

:)

sexta-feira, abril 01, 2011

Promessa




Às vezes, acordamos com a sensação que o mundo está lá fora e não cá dentro. Temos a ligeira impressão que se ficarmos na cama, escondidos, nada nos vai afectar. É uma sensação de protecção e conforto. Só depois nos lembramos que o mundo está mesmo ali, dentro de nós. Ele acontece. Move-se a cada gesto, seja por que motivo for. Os objectivos são os mais variados. Se for um dia em que tenha que acordar quatro ou cinco horas mais cedo, o que implica que durmo menos essas horas, acordo com uma sensação de dever incrível e a obrigação é a motivação maior, aliada à responsabilidade dos compromissos. Estes são uma espécie de chave de segurança, embora enganadora, porque eles só existem verdadeiramente enquanto os sentimos. Por isso é que não gosto de promessas. Estas são absolutamente desnecessárias. Se acreditarmos em alguém, não será pela palavra "prometo" que ela terá mais motivação para cumprir aquilo que quer ou se predispõe.

Eli

:)

quinta-feira, março 31, 2011

Anything



Não agarro o pressuposto, porque ele não se encaixa em mim, em nós. Arranco-o de uma estocada só. Delibero unilateral. Apenas um lado. Pancada de emoção. Fuga. Aproximação. Final. Recomeço. Continuação. E que beleza se transforma em sabedoria?! E que... resta? Só quero o tudo, a sós, connosco... e gritar àqueles e aos outros. Sim. Era uma vez uma menina que vivia num castelo velho, velhinho. Era outra vez e a menina... a mesma... soltou as amarras e voou, voou. Nunca esquecerá essa sensação. Duas mãos, um coração e a emoção. Ah! Essa! Vadia emoção, no que me transformaste sem explicação?! Corre. Foges? Não. Conseguir. Tentas. Tenta. Tudo. Apenas. Quero Tudo.

Eli

quarta-feira, março 30, 2011

Facto


(Imagem de Eli)

Talvez tenha nascido no tempo e no espaço errado para saber dizê-lo como deveria. Não devo, não temo. Esboço os dedos de energia e deixo-me flutuar entre um sonho único, complexo, meditando pouco, sentindo muito. Acreditar em maiúsculas e certezas escritas faz-me olhar o mundo com outro alento. Nem novo, nem velho. Um meu qualquer que encontrei sem ter encontrado. Olho para trás e não há letras de rainhas, de meninas, de... nadas. Há sangue quente a correr-te nas veias, uma densidade só. Ânsia pela apoximação, leito compreendido, facto, pacto. Sem obrigações, com quereres inagualáveis. Jorra a torneira da paixão, invade, clama, canta... por mim. Encantas-me.

Eli

:)

domingo, março 27, 2011

Docemente



Vem, docemente... vamos aconchegar o beijo com o calor.
Entrega-te aos meus olhos com essa emoção, tua, amor.
Seremos tanto e tanto. A intensidade sem máscaras...
As pétalas no caminho. O cheiro a floresta.
A manta em comum. Um sorriso que não cabe em mim...

Eli

:)

sábado, março 26, 2011

Instrumental



Apetece-me pensar, porque o pensamento me foge para as sensações boas que trago. Apete-me ouvir a música dos sonhos e sentir. Aquele, onde o meu toque se leu ternura, aquele que me aconchegou entre o sono e o sonho... entre a viagem e o caminho. Todos, ambos, nós, num despertar.

Eli

:)

segunda-feira, março 21, 2011

H #14


Nessa noite, voltei a escrever no meu diário.

Durante essa semana, sempre que chegava ao meu carro, logo pela manhã, tinha lá uma rosa vermelha presa no pára-brisas.

Uma semana depois, estacionei o carro e, quando estava a chegar junto à porta, carregadíssima de compras, aquele Desconhecido estava lá e ofereceu-me ajuda. Eu recusei, agradeci-lhe e sorri ao mesmo tempo que quase fazia malabarismo para tentar abrir a porta. Que mania de fazer sempre tudo sozinha! Os iogurtes cariram ao chão, abriram-se e ri-me da minha figura. Ele também. Quando entrei e pousei as coisas, oferecei-lhe algo para beber. Então disse-me:

D: Recusou a minha oferta, então recuso a sua, também. Quem sabe um dia destes aceito.

Despedi-me. Tranquei a porta e fui tomar o meu merecido banho longo. Incrível como o meu pensamento ainda ia ter sempre às vivências com o H.

Durante essa semana, mal saí de casa. Não voltei a encontrar o Desconhecido ou o H.

Numa Segunda-feira de manhã, acordei com o barulho das obras, ouvi alguém a bater à porta e pensei que fosse o Desconhecido. Lá fui eu, de pijama, sonolenta, com um olho aberto e o outro fechado, tocando nas paredes para não me desiquilibrar.

Abri a porta.

Primeiro, só via a luz branca e uma sombra. Abri e fechei os olhos várias vezes.

Eu: H!?

H: Sim, parece que não me estás a ver, já que estás com os olhos fechados.

(Soltámos uma gargalhada.)

H: Não me queres ver, nãoo é?!

Eu: Hmm?! Não, quero dormir. Estava a dormir... Ai...

H: Estou a ver que a hora não é apropiada. Esperei lá fora, mas pensei que não estivesses a dormir com o barulho das obras...

Eu: Pois...

Convidei-o a entrar. Sentei-me numa ponta do sofá. Ele sentou-se na outra.

Contou-me da sua viagem. Tinha ido ver a sua família, resolver alguns conflitos do passado. Pareceu-me que ainda não estavam muito resolvidos, pois falava como se ainda estivesse lá a vivê-los.

Olhou-me nos olhos. Desviei o olhar, sempre que me fitava.

Eu: Então foste-te embora e deixaste-me aquela folha...

H: ...mágica.

Como não poderia ter pensado naquilo?! Aquela folha era a última tecnologia! Fiquei com aquele olhar surpreendido, embora tentasse disfarçar, porém, era impossível!

H: Como me tinhas dado aquela para te enviar mensagens, resolvi fazer o mesmo. Não reparaste na dobra?

Eu: Ah!...

H: A única coisa que me escreveste foi o H desenhado de uma forma peculiar!

Eu: Poderias ter explicado!

H: Queres que tire a máscara?

Eu: Não.

E aninhei-me na mantinha do sofá, fitando o seu olhar.


Eli

:)

quarta-feira, março 16, 2011

Trinta



Sinto-me tão bem... o meu corpo está em pleno acordo com o meu eu.
Somos um só, sem incompatibilidades.

hmmm

:)


E nada mais importa...

domingo, março 13, 2011

The Eli

(Imagem de Eli)


Sempre gostei de pegadas
Já escrevi em lágrimas
Já sofri sem ninguém saber
Já menti porque tinha que ser
Sei disfarçar quando me emociono, mas já não sei se quero
Sempre me fiz de forte
Sou uma sonhadora nata
Evito saber o que não me diz respeito
Consigo imaginar as fotos antes de as ver na máquina
Há trinta anos que procuro o amor da minha vida
Adoro o meu trabalho assim
Os meus amigos ocupam uma parte principal da minha vida
Já me apaixonei por quem não conhecia
Há anos que guardo segredos
Há uns meses que comecei a ver mal ao longe
Gosto tanto do meu carro
Tenho momentos de felicidade por coisas mínimas
Não sou nem quero ser tríste
Sou selectiva
Gosto bastante de escrever
Sou preguiçosa
Gosto de elogios sentidos e verdadeiros
Invisto tempo em quem me faz bem
Gosto que me escrevam
Tenho muito peso a mais
Desapaixono-me num instante
Não digo quando não gosto de uma prenda
Tenho um problema na coluna
Sou sorridente
Gosto de falar com desconhecidos
Tenho saudades de andar de avião
Digo (quase) sempre o que penso
Não uso saltos altos
Detesto o cheiro a hortelã
Gosto muito de mim


Eli

:)


Agora cliquem aqui para ouvi o que vamos fazer a seguir.

:))

quinta-feira, março 10, 2011

Às vezes gostava...






Às  vezes gostava que o que sinto através da música se traduzisse em gestos.

Às vezes gostava que os meus sentimentos passassem do sonho...

Eli

terça-feira, março 01, 2011

Father's


Deixo que a música me invada
Permito uma ou outra violação
Do meu espírito e minha mente
Para quê mantê-la conservada
Se já não há nada, nem coração
Que tanto sofrimento aguente

Gostava de não o esconder
De assim conseguir libertar
Isto que sou, que vos choro
Sem medo de me perder
E de um abraço encontrar
Neste lugar onde não moro

Atiro-me às lágrimas, ao desespero
Os dedos, na face, escorregam
Desejo estar, ser e sentir, mentir
Não consigo, devia, mas não quero
Os olhares do passado despertam
Recordando-vos aquele sorrir

Eli