Agora nem nómada, nem emigrante.


segunda-feira, outubro 31, 2005

O Sentimento

Dali


Hoje vim falar de outra parte de mim. As insónias. São horas a fio passadas numa luz ténue, onde consigo vislumbrar, claramente, apenas algumas estrelas que colei nas paredes do meu quarto.
Esta noite surgiu-me uma história que vos vou contar, daquelas que gosto, que nos fazem pensar...com filosofias e lógicas das minhas

Era uma vez um Sentimento. O Sentimento tinha duas partes. Ele mantinha-se resguardado, com medo e não se deixava mostrar!

Um dia, resolveu fazer parte de um homem. Este sentiu-se muito feliz, pois tinha finalmente parte de um Sentimento para entregar a alguém.

Certo dia, apaixonou-se perdidamente. Resolveu então partilhar com uma mulher, metade de si. Entregou-lhe Parte do Sentimento. Este ficou muito feliz, pois a sua vida estava a fazer sentido finalmente! A Outra Parte (mulher) aceitou o sentimento de bom grado, ficou feliz, mas guardou-o na gaveta para usar quando achasse necessário. No primeiro dia, usou-o várias vezes para telefonar a ele. No dia seguinte, usou-o apenas para escrever uma carta ao homem. Passado uma semana usou-o para fazer sexo. Na semana seguinte, o sentimento começou a ficar sempre na gaveta.

O homem, por sua vez, usava sempre o sentimento. Transmitia-o a toda a gente com um sorriso. Notava-se bem que não se envergonhava de sentir. Cada vez que ia às compras, as pessoas diziam-lhe: "nota-se bem como está animado há uns dias, parece mais leve...". O homem sorria, os seus olhos brilhavam e prosseguia. Quando fez amor, achou que estava finalmente no auge da felicidade, mas não compreendia, porque é que a Outra Parte do sentimento não se manifestava de maneira semelhante, no entanto, não disse nada, para que o sonho de que o Sentimento prevalecesse em si não desabasse...

Passou um mês e a mulher esqueceu-se do sentimento. Enviava mensagens ao homem, beijava-o, mas deixara o sentimento na gaveta. O homem trazia o sentimento com ele, mas sentia-se cada vez mais triste sem saber porquê... Resolveu então perguntar à mulher pelo sentimento: "Amas-me?" e ela respondeu: "Não sei, não me lembro de que era o Sentimento que me entregaste." As lágrimas do Sentimento do homem cairam-lhe pela face... ela largou-lhe as mãos não compreendendo o porquê de não sentir.

Quando voltou para casa, abriu uma gaveta para queimar um pouco de incenso e descobriu lá o Sentimento que o homem lhe tinha dado. Estava morto.

O Sentimento só sobrevive a tudo e todos (distância, espaço,...) se for mantido no coração.

Assim acontece com o Amor, a Amizade, a Raiva, a Esperança...

Eli

sexta-feira, outubro 28, 2005

Roam-se!!!... (III)



Eh, eh, eh! Toca a roer de inveja destes "bacanos"!!!

Ora bem, estes fotogénicos vivem no meu lugar preferido da Ilha! Escolhi um lugar mesmo juntinho a eles, onde se vê apenas céu e mar junto a um pedacinho de verde. Nesses metros quadrados de erva moram estes "escolhidos", que também passam lá a noite, tal como pude (hoje) constatar! Apenas posso ir a esse lugar com um meio de transporte, pois fica junto à Praia da Vitória, que fica a mais de vinte quilómetros de Angra do Heroísmo, cidade onde habito nesta altura da minha vida (e com muita sorte minha!)!! Bem, hoje pude ir lá ver aquilo de noite, porque a Ana Coleta, a minha mais recente amiga, que está mais tempo comigo e que mais me atura - que pena que eu tenho dela - alugou um carro (devido a razões bastante interessantes - para ela) e levou aqui a amiga (dela) a esse lugar! De noite não se vê horizonte, mar, ou céu que se distingam, mas sabem, ouve-se o mar... e, quando se ouve o mar é como se estivéssemos em casa, como se nos ouvissem também, porque os nossos pensamentos são enviados pelas ondas como mensagens em garrafas e são lidas apenas por quem também ouve o mar tentando nos ouvir também!!!

Gostaria de deixar aqui um grande agradecimento às pessoas que mais me fizeram sorrir aqui: a Ana Coleta, a Xana e a maluca da irmã dela - Ana Rita - que veio para aqui só para não fazer nada: "roam-se"!!! Ela também tem um blog que se chama "A minha pessoa" (vais pagar a publicidade)!!!

Quando pensarem que estão mal, pensem que há sempre quem esteja bem melhor que vocês!

E estão autorizados a chamar-me à atenção quando vier para aqui com posts demasiado "tuli tuli" (leia-se "lamechas") a não ser que gostem deles e que também os escrevam, porque aí não terão autoridade!!! a) Mas nada de me maltratar!

Este post tem uma alínea! Leiam as letras pequenas!

a) Só me podem "chatear muito" se me conseguirem fazer rir!

:)

segunda-feira, outubro 24, 2005

Arrepio de conforto

Foto por Clifford Ross

Pingas de curiosidades caem junto à minha janela. Não as vi passar, mas ouvi-as, assim de mansinho. Deitei-me junto a almofadas brancas e deixei-me repousar. Uma tarde toda em que sabia de cor cada sonho que poderia ter sonhado, mas nem vi estrelas, nem as quis ver. Não desisti, nem tampouco me vejo a fazê-lo. Orfeu fala-nos em coragem, mas quem sou eu para ter "medo de naufragar"?!
Sim, não esqueci cada sentimento que me prometi. O que cada conchinha pequena me disse antes ter sido destruída pelos dedos dos meus pés, aqueles que encolhem com a ansiedade... Cada lugar que vejo na minha memória refere filmes passados com cores que não são mais do que preto e branco, porque são passado. Não vivo no passado, nem viverei, porque no futuro também não me ficarei a desejar. Vivo agora. Sobrevivo à largada de sonhos em barcos que partiram e deixaram-me ficar. Não me foram capazes de dizer que poderia sonhar apenas um pouco mais.
Sonhadora por natureza, consegui evitar ser algo que apenas desencadeia coisas parecidas com Tears, ou com música ao entardecer... Porra! Só quero aquela pequena parte que me está reservada! Será que terei que esperar muito mais?! Quero tudo. Quero.
Meus lábios demonstram tristeza. Provam o frio de gelo sem cor, sem sabor. Aquilo que não quero para mim, já o sei há muito. São as pequenas coisas que me fazem aguentar.
A chuva chegou e a tempestade ajudou-me a largar os sótãos, os baús, as recodações, os poemas, as letras... a chuva lava-me de pensamento que não evito.
Querer querer, mas não me deixarem mais do que já quero....
Quebram-me, colam-me, mas eu não sou de quebrar, nem de colar.
É numa estrada destas, numa imagem destas que a penumbra assombra o meu caminho, indicando passos pelos pesadelos felizes que anseio em guardar, pois não passam de caminhos onde quero caminhar.
Quero caminhar em florestas assombradas e arrebatá-las junto a mim.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Roam-se!!!... (II)

Desta vez venho partilhar este lugar inspirador, onde estive...

Quem gostava de ter estado ali?! O.K., sem "mim" a chatear!!! :)

Roam-se! lol Quem está a roer-se?! Hmmm digam lá!!!

Com quem queriam estar ali?!

Vamos lá a ver quem "desbonina" um pouco de si!

Clareza e sinceridade!!!

:)

Um beijinho por cada coment!!!

:)

sábado, outubro 15, 2005

Roam-se!!!...


Descobri o porquê do encanto dos Açores... pelo menos nesta ilha!
Lugares excepcionais, pessoas que nos acolhem de braços abertos e nos transmitem um pouco do calor que deixámos tão longe.
Vocação. Eis a palavra que me fez voar sem olhar para trás...
Este lugar faz-me sentir bem. É já uma casa para mim. Sim, é muito longe, mas não é tanto assim, porque dou muito mais valor a cada contacto de cada pessoa, porque cada mensagem, cada telefonema, cada e-mail, cada coment, cada pensamento, cada sorriso, cada... faz-me sentir que tenho amigos que se dedicam. Cada palavra que chegou até mim pelos mais diversos meios de comunicação, veio dar-me força para continuar! Não que o trabalho não me dê força, porque, presentemente, é ele que ma dá em todo o seu esplendor, que me faz brilhar com esforço, cansaço, mas muito amor...
Mas, que seria de mim sem a minha vida, aquela, a "própria" em que se encaixa cada um que conheço melhor que o outro e que me entregam a amizade, a esperança de uma possível visita, ou palavras que aconchegam o coração!
Esta imagem é para vós que me deixam sonhar com um regresso aos sorrisos, que me deixam uma freste aberta, ou uma porta escancarada para a minha chegada!...

Roam-se, pois estou a deixar/adiar vivências, mas estou a compensar com uma imagem como esta, ou simplesmente com o mar que vejo todos os dias, no trajecto que faço, ou mesmo da minha casa! Depois de ter deixado tanto para trás, aguardo aqui pelo Natal, do qual tanto gosto, para ver sorrisos que recordo, sorrisos renovados e sorrisos que desconheço!

sábado, outubro 08, 2005

Barcos?!


E de tanto querer,
Não quis mais...

E de tanto correr,
Alcancei o cais.

Barcos, onde não me levais?!

O mar... parte cruel da terra

Que encerra
Sonhos,
Que enterra
Palavras,
Que...

segunda-feira, outubro 03, 2005

Aquele sorriso...

Eis o sorriso que não posso ver chorar...
Parece estar tão perto,
Mas, apenas o posso alcançar
Através de uma voz...

Sabes bem que mais do que
Um lugar que te posso dar aqui
São os locais onde já estás enraizada,
Aqueles que conquistaste com o teu sorriso!
Não esperando nada...
Aquilo que preciso...

Tens-me ouvido como palavras em poesia
Como rimas em acrósticos
Defines a noite e o dia
Dos deuses dos agnósticos.

E as dificuldades transversais
De quem não te pegar ao colo
São marcas banais
Que não merecem lágrimas pelo solo!

E, aqui continuo assim, esperta e perspicaz
À espera de roer cordas e soltar amarras
Daquilo que, constantemente me apraz!

Mas, tu, não esperes e saberás!

Saber?! Saber... Oh... que saberemos nós?
Sabemos as marcas da amizade escrita, lida,
Falada, sentida!...

:)


Dedicado à Susana_Aveiro que também se dedica a mim!
(Como sempre, foi o que saiu!)

sexta-feira, setembro 30, 2005

Chuva

Quando vem a chuva para resolver
As mágoas do pensamento?
Quando vem ela para retomar
A sensação de conforto no tormento?

Espero-te em casa, porque aí as minhas lágrimas
Cairão em almofadas velhas e usadas...
Prefiro o aconchego do frio, às horas passadas
A sonhar em segredo...

Chuva que é tecto de beijos salgados,
Que mostra o romântico do medo,
Que espera ansiosamente,
Por nos no ver apaixonados!...

E sabia tão bem o quente do teu cobertor...
O abraço que me davas à porta...
Exaltei-me com o nosso amor,
Mas, de sonhos estou morta!

Só lá estarei à espera de letras
Que me enviares em nuvens
Tal como os sinais me dão
Alento à imaginação...

Tempestades de Inverno
Espero-as também... assim...
Num lugar apenas.
Enquanto esperares por mim.

terça-feira, setembro 27, 2005

Sonhar, só sonhar...

Pé ante pé procuro o azul que me diga que posso sonhar à vontade e deixar-me desejar tudo aquilo que me faz levantar das trevas e ver o branco.
Carinhos e palavras escritas à mão são pequeninas coisas que me fazem nunca chorar.
Sorrir e rir fazem parte de línguas maternas que se aprendem em colos e em brincadeiras na terra. Actividades que sujam a roupa, mas lavam a alma.
Sonho muito mais do que antes, porque agora, cada vez que vivo, são pedaços de paraíso, são ondas brancas.
O sabor a sal na boca que se emana através dos olhos.
Os ouvidos sentem arrepios que só a linguagem dos peixes entende.
As aventuras dão abstracto e trazem a objectividade de um futuro feliz... de encontros fugazes que imagino em forma de pesadelos.
Não existem pesadelos. Se sonho com coisas más, ainda bem que vivo isso apenas em sonhos, logo, na minha forma positiva de encarar tudo vejo que ainda bem que os pesadelos se passam a dormir. Gosto de pesadelos, mas a dormir.
Minha alma contenta-se com músicas e memórias, mas alimenta-se do muito mais que há-de vir.
Leccionar é um pouco da minha vida, o constante, o necessário, mas sonho com tudo, porque o sonho é ilimitado. Alguém escreveu que o difícil é realizar... nada de novo, mas nada de impossível até que nos provem o contrário!
Mais do que nunca, sou eu a escrever ao som do vento e de motores de máquinas que me levam até longe... máquinas do pensamento e que nos acordam...
Acordo muitas vezes de sonhos acordade e considero tudo uma loucura que a minha pragmática exclui,... mas logo me lembro que sou humana e que o que não conseguir com as palavras, alcançarei com o olhar...
Areia, deixa-me sentar, que quero descansar um pouco de tanto lutar!

Açores 20:04

quarta-feira, setembro 21, 2005

Não vejo estrelas

Há muito que não vejo estrelas brilhar
Nem tampouco as consigo vislumbrar
Existe ainda a esperança de as alcançar
Com este triste, mas constante olhar...

Volto-me e vejo nuvens atrás e à frente
Das minhas costas... vejo aquilo que sonhei
Não vejo o que o mar não me consente
Acabei com algo do que desejei
Mas nada me transparece o presente...

Coisas que se traduzem em reticências
De intervalos de tempo na vida...
Dão-me filosofias e amor a crenças
Mas nunca, lamentavelmente, serei consentida!

10:48 Açores

sábado, setembro 17, 2005

Happy

Sinto-me bem sozinha, porque trago na minha alma e pensamento pessoas que me preenchem.
Vou andando na rua com um sorriso que sou incapaz de disfarçar. Gosto muito disto aqui, mas gosto muito mais do que tenho aí, mas, trazendo-vos no pensamento é quase como se estivessem cá! Hoje descobri mais um pouco da ilha, a parte onde se situa este "Cntro Cultural" e... a seguir vou buscar fotografias... aquelas de Mira (e Figueira), as que tirei no "Bond Jau", etc... Muitas já de aqui... E vou olhar para aqueles sorrisos e sorrir também com este sprriso que só alguns sabem o que significa!
Obrigada pelos comentários que me dão muita força!

sexta-feira, setembro 16, 2005

O mar

Já vivo perto do mar
Como tantos me viram desejar

Passo horas a fio a perguntar
Quem estará do outro lado em mim a pensar?!

sexta-feira, setembro 09, 2005

Partida para a Terceira na Segunda-Feira

Vou-me embora.
Passei a vida toda a querer ir embora. Usava mesmo esta palavra. Umas vezes imaginava África, outras ainda lugares longínquos da Europa, mas tantas e tantas vezes que sonhava com os Açores... Sempre soube que ia chegar a minha vez. Sim, porque a minha vocação já cá estava quando eu me idealizei, criei e transformei. Este "eu" que tenho é um resultado de opções...

Li um texto magnífico sobre o percurso que irei traçar. Não era o meu, mas vi nele uma inspiração.

Falava em estrelas que estão à minha espera para brilhar!

Vejo tudo o que está a acontecer na minha vida é com mérito, mas porque existe Deus que me deu esta oportunidade... essas oportunidades... e eu agarro-as e luto!

Vou partir para a aventura do desconhecido, o que me encanta e faz vibrar...

No entanto, deixo cá uma vida construida com dedicação que não tenciono deixar para trás. Comigo vão todos vós. Levo-os a cada um no seu lugar que está no meu coração. Se não o ocuparem, esse lugar não será de mais ninguém... Mas, para mim, uma relação é como uma planta... nós semeamos, depois tratamos e regamos. Mas esta planta é muito especial, porque precisa de duas águas para se manter viva... se um falhar, ela ainda sobreviverá com uma água durante algum tempo, mas... acabará por morrer.

Sei que os que sinto verdadeiramente nunca deixarão morrer planta alguma, sejam rosas, papoilas, nenúfares, todas elas precisam de ser regadas!

A Amizade é um bem que se conquista e orgulho-me de partilhar este sentimento com bastantes pessoas...

Amigos, mesmo que eu pareça fria na hora da despedida, mesmo que a partida pareça breve, sei que sentirei muito a vossa falta, porque já o sinto e estou ainda aqui tão perto.

Nos Açores existe internet, por isso este blog será também um meio de comunicação! Usem-no!

Persigo este sonho, mas outros se levantam que me fazem sonhar ainda mais, porque os sonhos têm cor... só não são susceptíveis ao tempo, nem ao espaço...

Vejo que os meus sonhos brilham com uma intensidade tal, que consigo vê-los a milhas de distância... "onde só chega quem não tem medo de naugfragar".

Eli Rodrigues :)

(como sempre)

terça-feira, setembro 06, 2005

Sorrio...

Sorrio muito...
... porque os meus músculos só se movem nessa direcção.
... porque faço coisas que não imaginava fazer...
... porque vais além da ilusão.
... porque te sinto ao te ler...

sexta-feira, setembro 02, 2005

Segurando nos braços o Sol



Ponho as mãos vazias em cima da esperança
E peço-lhe que não me revele nada
Porque não mais vou esperar
Nem tão pouco guardo a lembrança
De acordar de madrugada
E escutar a porta a fechar.

Desta vez não houve luto
Nem tão pouco sei se senti tudo o que estava a pensar
Criei ilusões em bruto
E, num poema, fiquei-me a desejar.

Hoje sorrio muito! Tanto tanto tanto!...
Que os teus olhos de tanta alegria
Se transformam num pranto
De não querer mais o que queria!...
Deitei-me nesse envolvente manto
E sonhei acordada com tanta porcaria!

Mas, veio a música e os sorrisos dos amigos
Que me põem em carros sem conduzir
Levam-me assim... não vejo perigos
Apenas não consigo deixar de sorrir!

Entregam-me o sol com carinho
Deixam-me memórias em fotografias
Que me indicam o caminho
E onde estão todas essas guias!

Proferem-se prosas alegres em rimas e piadas
Numa onda de amizade embriagadas...

Numa onda generalizada
Deixo um ENORME OBRIGADA!!!

segunda-feira, agosto 29, 2005

Tristeza

Consegues ver o que te quero dizer?
Não, é impossível, porque me deixaste morrer.
Assim não falo, minha boca calar-se-á
Porque não tenho a quem me dirigir...

Não tenho lágrimas para ti, porque será?
Desapareceste assim ao surgir...
Não tenho mantas, nem vento, mas sou má
E nas trevas ainda espero ver-te mentir

Aguento assim, calada
Desejando conseguir
Algo que vá além do nada
Vontade de voltar a sorrir...

02:37 Eli Rodrigues

domingo, agosto 28, 2005


A Natureza mostra muitas vezes os nossos estados de espirito... Posted by Picasa

Dúvida...

Chegaste de mansinho e espreitaste pela porta que ainda estava aberta... não que fosses tu a deixá-la assim, mas porque eu não a fechei para ti.
Sinto tantas vezes tudo opaco e, quando aparece algo transparente, não o consigo alcançar...
E depois mordo os lábios para não chorar, porque sou forte e não quero partir, não quero que partas.
Ah... já partiste?! Não vi, não dei conta, não sei de onde venho, mas sei para onde vou. Não sei quem és, mas sei muito do que sou.
Sou prosa e, quando sibilo, sou poesia, porque pessoas como tu mo permitiram...
Então, chego a casa novamente, pouso as tralhas e dou-me conta que eu também faço parte delas... Afinal não deixei lá tudo, também me trouxe. Carrego-me nos braços com o peso suficiente que me faça cair, porque já não flutuo... porque não sei flutuar sozinha.
O preço de um abraço que não tive e um corpo que não quero e que no fundo sei que nunca foi meu.


(Perdoem-me a repetição, pois este post está no blog Next Street, mas queria que ele também ficasse neste cantinho só meu... Obrigada pela compreensão...)

terça-feira, agosto 23, 2005

Continuação

Queria soltar as amarras e correr atrás
Daquilo que me faz sorrir todas as manhãs
Mas, o espaço (e quiçá o tempo) é capaz
De me prender entre palavras vãs

Voo de um lado para o outro assim
Desejando que me apareças entre o azul e o mar
Sei que te lembras de mim
Mas não o sei quantificar

Queria enviar-te poemas de solidão
E ler-tos com alma e sentimento
Queria pegar em paus e transformar o pão
E ao entardecer dar-te alimento

Ouço música que canto para ti
Mas tu não sabes que me fazes sorrir
Gosto que gostes do aqui
E que fiques com vontade de vir

Gosto de coisas certas, mas o errado
Faz-me aprender e fundamentar
Algo que resumi de um passado
E que me fará voltar!

sexta-feira, agosto 19, 2005


Que bom quando nos fazem feliz... Posted by Picasa

Pequenas palavras

Há coisas caras que nos fazem olhar,
Há pessoas tristes que nos fazem pensar,
Há lugares para escrever,
E outros para nos inspirar.

Não anseio muito mais que um poema,
Que uma palavra para eu ler.
Volto ao reencontro com a tinta e o papel
Mas é difícil sem teclas, difícil sem sofrer.

Não vejo caminhos que sejam trilhados por ti.
Não vi, nada, nem um mapa me deixaste...
Mas, umas pegadas na areia deixaste
Que o mar se encarregou de apagar...

Gosto do que pessoas assim me fazem sentir
Parece que amigos destes me fazem flutuar :)

Sabes... parece que ficamos mais leves
E a música nos encanta ainda mais e faz-nos pular...

quarta-feira, agosto 17, 2005

Angústia

Dou comigo a massajar o pescoço
Com as suas mãos, como se algo me estivesse a sufocar
Mas o ar não passa...
Talvez porque não quer passar...

Vejo o vermelho da traqueia
Sinto algo que não vem dos pulmões, nem do estómago, será do coração?!
Sinto que a minha cabeça está sempre cheia
De coisas que dispenso, tal como a ilusão!

Mas nem as lágrimas querem nada comigo...
Será da habitual desilusão
Mas eu sinto nele um amigo
Que me dará a sua mão...

segunda-feira, agosto 15, 2005

Captando o que me envias através de sons em palavras...

Estou aqui. Ou talvez não.
Talvez esteja aí, junto a ti.
Pegas nesses pergaminhos que me fazem sorrir
E lês-me poesia directamente ao coração.

Pegas nessa pena pesada e, parado continuas a flutuar...
Voas no meu pensamento
Como o que voa e vai, como aquele desejar
Que volte tudo e se viva o momento.

Sim. Quero. Quero ver o lado branco em vez do negro...
Quero sair dos sonhos e da ansiedade.
Mostras-me o véu,
Mas não sei se mo revelarás.

domingo, agosto 14, 2005

Vivo o momento

Consigo lembrar-me do sol que me queimava a pele...
Agora é das cores que me recordo em torno da areia.
Rompi com a solidão, rasguei roupas e rompi com ele
Penetrando cada mão de vazio... cheia...
E deixar para trás cada recordação.

Durou um segundo cada pensamento sem filosofias
Imaginando a diferença de não ser ilusão
Enquanto tu deixavas a tua sombra gravada em pó
Mudei. Mudo sempre e mudarei...




(Desculpem-me por não ser melhor...)

sábado, agosto 13, 2005


Voltei. Posted by Picasa

terça-feira, agosto 02, 2005


Clifford Ross recolhe imagens como as sonhamos. Vou ver o mar, sentir o sol e a musica... vou sentir os amigos e rir muito. Os dias que estarei fora, lembrar-me-ei de todos aqueles que me apoiam. Pisem areia por mim. As pegadas ficam sempre gravadas em quem nos traz na alma e pensamento... Posted by Picasa
Respira-se fundo e suspira-se com a ausência
E queixamo-nos da incomodatória presença de alguém
Que nos pede não mais do que simples clemência
Mas, que nos quer abandonar também.

Medo. Temos medo de começar tudo de novo.
Doem as feridas quando saram de sangue jorrado.
Escrevem-se marcas que se gravam num corpo todo
E aquilo que me pedes é que nunca te tivesse amado?!

Não, não quero coisas fáceis.
O quotidiano é demasiado óbvio para querer esse corpo novamente.
Sei que me dão luta as coisas difíceis
E quero lutar até mesmo quando estiver doente.

Espera. Doente já estou.
Meus pensamentos circulam fora do coração.
Não posso chamar amor a nada que sinto, tudo que sentia de forte voou
E não quero mais essa ilusão...

segunda-feira, agosto 01, 2005


Quando deixamos o nosso anjo sozinho... Posted by Picasa

sábado, julho 30, 2005


Encontramos imagens fabulosas nos nossos sonhos a dormir, em palavras que nos as descrevem de modo singular e noutros lugares, como numa casa naufragando debaixo de um raio... Que v�em nesta imagem? Posted by Picasa

Adeus

Vieste assim, pequeno e sem magia, como uma palavra oca que desconhecia...
Levaste-me para junto de ti, porque querias um corpo para estimular.
Deixei. Deixei que aqueles gestos banais e loucos me transformassem naquilo que tu quisesses. Era só isso que eu queria ser para ti. O que me pediste.

Então, a tua carne soube-me a sangue e o meu sangue soube-te a vitória.
Imaginei que tais desavaneios fossem apagados e tudo voltasse atrás.
À minha procura, busca incessante de preenchimento de sortes nulas de quem sempre padecia por completo.

E, em cada beijo teu, não vi a lua, não vi o céu e tapaste tudo aquilo que ainda conseguia alcançar com estes olhos fatigados de morte ao amanhecer.

Uma vez mais retorno a uma leito frio, que jamais aqueceste e que já esqueceste.
Não te quero para mim, nem tampouco quererei sonhos de homens com corpos de lata e sem sabor a verdade. Caminho, mas não ultrapasso.
Deixo pegadas desconhecidas, pois jamais quererei ser alcançada por ti.

sexta-feira, julho 29, 2005


Por do sol no polo norte, porque vivo no entardecer da noite, a aurora antes do dia nascer... descubro-me cada vez mais na noite e identifico-me com ela sentindo a sua beleza, paz, intensidade... Posted by Picasa