Agora nem nómada, nem emigrante.


sábado, fevereiro 23, 2013

Beijos de Bicos

Este é o título do próximo livro no qual também sou coautora.

Hoje, sábado, dia 23 de fevereiro, pelas 21:00, estarei no lançamento, na Fábrica Braço de Prata em Lisboa, disponível para trocar beijocas!

Quem quiser um autógrafo, um sorriso, ou uma palavra dita na minha voz, aproxime-se!




 

Eli :))

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Enquanto não vens

às vezes gostava se fugir às regras
do terra à terra e proteção que vês
gostava sem pontuação, como crês
e nunca me deixo dessas merdas

ainda assim, fizer-me uma vez mais escrever
enquanto não estás, tenho muitas saudades
preciso muito de te abraçar, de te beber
anda passear comigo e dançar de mãos dadas

Eli

domingo, fevereiro 17, 2013

Própria Morte

Hoje chorei a minha morte
A minha própria morte

Porque não sei se terei algum dia
Tempo para a chorar,
Para me despedir de mim...

Serei mais do que uma eterna reticência
Que se lembrou de si,
de se inspirar com a grandeza de existir,
de ser...

e de o escrever.

Eli

Completo

Nunca saberás por que chorei aquela noite
Não verás resposta nos meus versos recalcados
Desbruçar-me-ei no mistério de os apagar

Em mãos sozinhas, sem gostar
sofrerei o passado para não ver nele o futuro

Qual natureza?! Quais folhas de outono?
Qual primavera, qual caminhada?

Não quero sonhar mais nada.

Alongar-me-ei sem mais pressas de finalizar
Palmas de dedos a tactear
Gosto quando me pedes para amar
Porque o que eu faço com as teclas,
com a música e contigo
é fazê-lo sem dizê-lo

Para quê falar mais e mais?
Dar asas à necessidade que jamais voará?

Leva-me a dançar em teus braços
Na cozinha, no teu espaço, no meu
E transforma nossa a tua cama
Com uma voz gritante de quem quer a felicidade
De quem deixou lá atrás os traumas

Monstros eliminados, fotografias arrumadas
Ama o meu toque, numa noite, numa noite

Alguma vez viverei a verdadeira libertação?!

Eli

Poemas Estúpidos

Poemas estúpidos
Que não são poesia
Nem sei que são
Qualquer porcaria

Atirei-me para aqui
Sem parar de escrever
Num pensamento, fugi
Só por não te ter

Porque a ansiedade
Perturba-me a rotina
é uma tamanha saudade

Preciso de me afastar
Esquecer...

Eli

Rimar

A música gira
E não quero mais parar

Já me dói o corpo
de não poder respirar

Quero tal mimo


Entre poemas que me dirás
Danças que segurarás

E...

No meio de tantos nãos sem o negar
Houve um sim que me fez parar
Sabes lá por que me viste chorar

Porra! E eu nem queria rimar

Larga-me as palavras

Deixa-me sonhar

Sinto-te perto e longe

Como se fosses bipolar

Não quero mais acreditar

Mas a esperança prendeu-se
Perdeu-se, quis-me
E não me consigo libertar

Anda de uma vez errar

Rapidamente

Ousa

Não me faças esperar!

Eli

Dantes

Dantes, procurava uma imagem
Agora, permito-me atirar-te
seguir-te o exemplo e, sabe-se lá
se também o olhar
quando vires o Tejo desfocado
ao chegar
no comboio marcado

Traz-me o olhar de um sonho
aquele que me deste uma vez

até mim, por favor,

aguardo.

Eli

Pranto de ontem

Por que me pedes que te leia
quando já te li tanto

E digo-te entre pensamentos
Para que não me decubras

o pranto.

Foi só uma noite, assumo.
Mas, nem te contei
Apenas to libertei
Como quem faz um resumo

Apenas por costar de ti.

Eli

Odeio sem

Odeio
Odeio ter assim tantas palavras
E não escrever nenhumas
apenas por birra

Sou uma mulher sozinha
assim como uma flor espirra
Ou um nome de uma vizinha

Ou, até, quiçá, uma melodia

sou barata, sou roupa, sou inquieta
apenas quando não estou parada

sem morte, sou tia
Com ela, nunca deixarei de ser

E uma libertação

Em água, me chega

Para abandonar sonhos.


Eli

sábado, fevereiro 16, 2013

Vomitar

Só lamento não verbalizar
de forma eloquente
este embargar
de voz que me treme de repente

E, enquanto não ponho isto num poema
tento respirar
mais uma vez

é como se o choro
fosse um vomitar
que nunca mais alivia

E, que fico sempre com vontade
de falar mais e mais
do que devia.

Eli

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Livro com Histórias de Amor


Queridos leitores, este convite é vosso. Podem levar! (Dia 23 de fevereiro - sábado - em Lisboa - Fábrica Braço de Prata - pelas 21:00)

É com muito gosto que sou coautora de mais uma coletânea,  produzida pela Pastelaria Studios Editora. 

A obra chama-se "Beijos de Bicos" !

Eli

P.S. Que quiser encomendar o livro, envie-me um email para rodrigues1981@hotmail.com .


quinta-feira, fevereiro 14, 2013

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Rosto

Sem rosto...
Escolhi-te assim no meio de um dia qualquer, sem esperanças que a madrugada me instigasse a escrita ou tampouco a capacidade de me inspirar. De me voltar. De me dececionar. Precisava de voltar a ver que o caminho existe, mesmo que seja elevado em sonolências profundas de um abismo qualquer. Não teimo na poesia, porque não me lês. Nunca me lês a mim. Lês-te apenas num passado do qual não faço parte. Se limpasses os olhos, talvez visses que a água que poderias beber caiu do céu. Destapa-te, para que te possa responder às cartas mais profundas.

Eli

domingo, janeiro 27, 2013

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Se vieste cá, se gostas, então Vota! :)


Hoje (25) e amanhã (26) são os últimos dois dias para votar. Conto convosco!

Clica na bolinha e depois e Vote.

(Agora estão a pedir verificação depalavras. São mais uns segundos.)

Eu e o blogue agradecemos!

Eli

:)

Dá para votar todos os dias.

terça-feira, janeiro 22, 2013

O lugar da mulheres é na cozinha?

Resolvi responder a este post do Bagaço Amarelo, que escreve no seu blogue "Não Compreendo as Mulheres", que tanto admiro.

 (...)
 
Há situações em que as mulheres passam mais do que as oito horas a trabalhar e depois mais quase outras tantas em casa. Acredita que não estou a exagerar. Também há o contrário, claro, tenho que salvaguardar essas exceções, pois sei bem que existem. No entanto, na maioria dos casos, elas aceitaram isso como sendo "normal", pois sempre lhes foi incutido que isso era o correto. Aliás, lá na minha terra é exatamente isso que se passa. Quando eu falo(ava) na divisão de tarefas, elas acham(avam) sempre que eu sou(era) "diferente" que não sei como é na realidade e tal e tal. Porém, também devo dizer que é assim em algumas casas - pois - sempre que eles se chegaram a fazer alguma coisa, elas criticaram-os severamente. Ou seja, isto é uma dualidade e não querendo que isto seja uma crítica, cada um sabe de si, claro, mas se querem tarefas divididas, então que sejam mesmo divididas!

Passa-se muitas vezes é ela dizer como quer que seja feito e ele faz. Ou então, não faz porque não foi decidido pelos dois e não quer ser mandado! Este assunto tem pano para mangas.

Também conheço senhoras a dizer:
"Ah, feito por uma mulher, o serviço doméstico fica muito melhor. Um homem não sabe limpar."
ou
"Tiveste sorte por teres uma menina para te ajudar em casa."

Hello! Se estiverem a educar os homens a seguir os exemplos de alguns pais e alguns avôs (falo unicamente neste aspeto), continuarão a não saber o que são tarefas domésticas que toda a gente tem que saber fazer!

Quando estudei fora de casa, tinha dois colegas que também tiveram que se mudar e dividir casa. Pois, as mães deles iam lá uma vez por semana limpar a casa, alternadamente. Sim, isto não é coisa apenas do século XIX e ainda bem que não vivi nesse tempo.

Eli

:)

domingo, janeiro 20, 2013

«1»


«
Marta carregava a sua bagagem de mão com algum custo. Deveriam ser só sete quilos, mas ela teria camuflado cerca de quinze. Uma mochila com o computador e o que mais lá coube, o máximo de roupa vestida e uma bolsa. Despachara apenas uma mala grande. Uma azul escura. A maior que tinha encontrado. Em casa, quando a pesou, a balança indicava quase cinquenta quilos! Teve que tirar, tirar, tirar... Ir assim para o desconhecido para uns meses - três meses - deixava-a um pouco apreensiva, mas, ao mesmo tempo sabia que apanhar aquele avião era o que deveria fazer. Sentia dentro de si, principalmente quando ouvia aquela música cantada pela Mafalda Veiga "Só hoje senti, que o rumo me levava p'ra longe"... 
»

Eli

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Ensino

- Estou disposta a ir para qualquer lado. Então, se for na minha área e se ganhar o suficiente, nem preciso de saber mais nada.

- Do mundo?

- Sim, eu sempre fui cidadã do mundo. Só quero ir... partir... para onde precisem de mim. Dêem-me uma turma de grande ou pequenos. Só quero ensinar.

Carruagem


Encontro-me mais ou menos assim... como se de uma espera se tratasse. Sem lentidão ou com ela... tanto faz. Desligo tudo, fico à espera, mas não fico parada. Pode ser que este andamento me dê algum poder de encantamento e finalmente me encontre com uma sorriso eloquente! Preciso muito que este comboio páre para que eu possa entrar na carruagem certa. Não, nunca desistirei, mas também, não forçarei. Hoje, tomei um chá bontito numa carruagem com alguém que me entendeu e me sorriu. Tantas amigas e amigos assim, mas, nada de amor... Melhor sentar-me.

Eli

P.S. Sem grande vontade de escrever...

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Gorda feliz




Toda a gente deseja ser aceite... e a nossa sociedade, movida pelas aparências, coloca bem de parte e aponta o dedo a situações fora do habitual, mesmo que isso não faça nada a ninguém. No entanto, sei que é mais fácil falar (escrever) do que viver. Eu sempre tive excesso de peso (muito) e também sofri com isso, mas foi antes de começar a pensar por mim e de ver realmente o mundo com outros olhos. Sabes, as pessoas gordas são as primeiras a criticar a outra gorda que vai na rua com uma saia mais curta, que usa biquini na praia ou simplesmente vai de mão dada com um namorado mais magro do que ela. Os preconceitos nunca irão acabar, assim como outras falhas que nos fazem ser humanos. Porém, parte de dentro de cada um vitimizar-se ou levar tudo à frente e sentir-se bem consigo mesma! Não é mesmo nada fácil emagrecer, muito menos manter o que se emagreceu, mas se queres isso, força! Olha, caso não saibas, até há homens que preferem as gordas, tal como há mulheres que preferem gordos, ou então há a preferência por altos, ou por baixos, ou então, não há preferência sequer! Conheço muito bem quem não tem esses tabus. Quando deixares de os teres contigo mesma, acredita que conseguirás encontrar alguém que não os tenha. Se alguém tiver vergonha de ti (beijar na rua, por exemplo), então, larga essa pessoa, pois ela não gosta de ti.(...) Boa sorte para ti mesma e para enfrentares tudo e todos de cabeça erguida! :D


Há muito tempo que sigo este blogue e, ao fazer um comentário que já se alongava, resolvi transcrevê-lo para aqui. Muitas vezes, escrevo comentários que se deveriam tornar autênticos posts, em vários blogues!

Eli

:)

P.S. Sou gorda e sou feliz!

terça-feira, janeiro 08, 2013

Blogues do ano - 2012

À semelhança do ano passado, o blogue Aventar está a promover eleição dos blogues do ano, cada um na sua categoria. Dá para votar diariamente. Se quiserem votar neste blogue, cliquem neste link:



Está na categoria Auto-Conhecimento/Reflexões Psicológicas

Cliquem na bolinha "O Amor Acontece?" e depois em VOTE



Obrigada a quem ainda vem aqui, quem me lê e ainda quem se der ao trabalho de passar por lá durante estes dias para o VOTO!

Eli

:))

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Feliz





Ela é uma sonhadora
Quando está apaixonada
Levanta-se pela manhã
E não pensa em mais nada

Ela canta às escondidas
Quando está na expetativa
Dança e rodopia
Como se fosse uma diva

Imagina que lhe escrevem
Sem rimas e sem poesia
Mesmo assim, com amor
Com letras de maresia

Eli

:)

sexta-feira, dezembro 21, 2012

quinta-feira, dezembro 20, 2012

quarta-feira, dezembro 19, 2012

terça-feira, dezembro 18, 2012

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Felicidade? Sim.


Está bem, eu saio de cena. Também, este teatro nunca foi meu e, mesmo nos momentos de sonho, eu abri bem os olhos. Sabes porquê? Sabes?! Não sabes. Eu já estou habituada a sentir menos, a preparar-me mais. Sei falar, sei manter uma boa conversa, um discurso coerente, cheio de experiências verdadeiras e de sentires que preenchem. Não me resigno, porque para sair deste estado assim, só se for para melhor mesmo. Eu sei ser feliz.

:)

Eli

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Fingimento





Foi como eu disse que ia ser. Eu ainda pensei em fingir, mas, fingimento?! Eu?! Eu algum dia faria isso comigo mesma ou mesmo contigo?! Não posso estar apaixonada, não me permito a mais que umas horas de ansiedade, que obriguei a acabar, pois isto no máximo, quando existe, tem sempre o prazo de uma semana. De que valem as lágrimas a seguir ao ponto final?! Nada. Pois, não as uso com frequência. Talvez tenha chegado àquele ponto na minha vida em que já fiz tudo no que diz respeito a procurar. Depois, é engraçado quando reconhecemos que temos um passado e, por mais que tente marginalizá-lo, ele existe. É preciso ter muita imaginação para conseguir viver bem com ele e ainda ser esta eu.

Não vou dar mais a morada desta casa, porque aqui lê-se muito este eu que eles não compreendem e estou cansada de explicá-lo. Se calhar, deveria ter ficado esperta de repente e ter realmente fingido um bocado que tudo era lindo assim. Mas, como não era, regresso a mim mesma e à total disponibilidade para a missão. Só sou uma pessoa (a)normal que não liga aos padrões com que se esbarra. E se tivesse sido verdade?! E se eu acreditasse?! Não, não sou burra. Não sou parva e, por favor, não me façam de parva.

Eli