Guardei uma imagem para usar quando quiser... escondi a história que escrevi até ao final do segundo capítulo. Reservo tudo, elevo do chão... coloco a música da paixão, para me enganar. Sobrevivo aos pequenos cortes e fico-me pela imaginação. Pudera eu construir, edificar, mas há em mim uma barreira que não me permite não ser feliz. Como é bom ser-se eu! Mais ninguém poderá dizer isto, jamais! Sou uma sobrevivente com uma garra para amar, tocar, sentir, maior do que a plenitude alguma vez sonhou. Nem que a dança mais ténue me roube o momento, nem que a conversa mais fugaz me desvie do trilho. O que importa é caminhar, de preferência abraçada... se não gostas daqui, não gostas de mim, porque eu estou aqui e tenho esta veia carregada de letras, este horizonte sem cor... apenas o negro me poderá entender em dias de divagar? E... vais olhar-me, beijar-me, mas não vou sentir nada. Chorarás por não me ter, porque não quero quem não me ame por completo.
Eli
:)















