Agora nem nómada, nem emigrante.
terça-feira, novembro 13, 2012
Cumplicidade
Eu gostava de aparecer simplesmente como se isso fosse normal há já muito tempo. Que não temesse a minha poesia. Que me quisesse profunda, normal ou simplesmente quieta. Quando a anormalidade assiste a nossa vida mais vezes do que o previsível, acabamos por deixar os sonhos mais comuns e mais saborosos para trás, defendendo-nos da sociedade com um compromisso de independência. Parece que nunca mais serei a mesma, aquela que naturalmente é e só por ser, imagina um pedaço de proteção, carinho e cuidado de alguém extremamente especial. São coisas vagas, são participações pouco plenas, mas subir a fasquia parece cantar e eu não tenho voz.
Eli
segunda-feira, novembro 12, 2012
Dos Desaparecimentos
Lembro-me da promessa. Não era uma promessa qualquer. Era um convite. Uma viagem até ali bem perto, até ele. Carregou com o meu olhar durante uma noite inteira, até que lhe perguntei sobre ela...
... ao que ele respondeu:
- Nem sei se te leve até lá, porque podemos deixar de ser amigos. Eu não quero perder a tua amizade.
E eu voltei a questioná-la:
- E a promessa?
- Isso que disse foi num jogo de palavras, pensei que tivesses percebido.
- Então, significa que eu sonhei com um momento contigo e apenas choveram pétalas no teu colo?
- Como? Explica-te. Nunca te percebo quando falas assim.
- Se eu tenho que explicar tudo, tu não deverias ter prometido aquele lugar cómodo.
Entretanto, desapareceu. Nunca mais me disse nada.
Detesto promessas.
Eli
Jantar de Natal de Blogueiros em Lisboa (dia 1)
Parece que ultimamente só encontro excelentes iniciativas cada vez que me passeio pela blogoesfera!!!
AQUI NESTE POST têm os contatos para se inscreverem até dia 15 de novembro!!!
Podem responder-me aqui na caixa dos comentários ou para o mail rodrigues1981@gmail.com .
Eli
Então, desta feita, resolvi aderir à iniciativa de um jantar em Lisboa, no dia 1 de dezembro. Já me inscrevi, mas preciso da vossa companhia! Qual de vocês, leitor(a) deste blogue me quer acompanhar ao Jantar?! :)
AQUI NESTE POST têm os contatos para se inscreverem até dia 15 de novembro!!!
Podem responder-me aqui na caixa dos comentários ou para o mail rodrigues1981@gmail.com .
Eli
quarta-feira, novembro 07, 2012
Adormecer
Já falei deste projeto no meu outro blogue, mas creio que faz todo o sentido sonhar aqui também. Quem gosta de histórias - dizem que são infantis, mas são intemporais - pode visitar o site Adormecer que para mais é escrito por um autor, cuja escrita admiro muito.
Em todos os lugares, há espaço para sonhar. Se eu adormecer e sonhar, quem contará a minha história?!
Eli
:)
Coletânea "Beijos de Bicos"
A Pastelaria Studios Editora está a promover uma nova obra, cujo tema é o Amor!
Já estou a trabalhar na minha história para enviar até final do mês...
Regulamento :
Envio do pequeno conto, em formato Word, para pastelarialivros@gmail.com
Até dia 30 de Novembro de 2012
Para participar:
- O tamanho da história: até 10 folhas (páginas) A4
- O vosso manuscrito deverá ser enviado num ficheiro word. times new roman 12pts
- Deverá estar devidamente identificado
- Qualquer pessoa poderá participar, obedecendo ao tema sugerido.
- A participação não obriga a nenhum compromisso monetário, por parte dos Autores.
-Os autores participam gratuitamente.
-Os Autores podem adquirir os exemplares que desejarem (com desconto de autor)
-Todos os passos, até à publicação da obra, serão partilhados com os participantes seleccionados.
Tal como de costume.
- Todos os manuscritos que não obedeçam ao regulamento, não serão considerados
Cumprimentos (e larguras, lol)!
Eli
:)
Prémio Dardos
A Brown Eyes, atribuiu este
troféu a este blogue, o qual agradeço desde já!
Houve tempos que ignorei prémios, desafios e a própria blogosfera. Depois, chega (sempre) um dia em que "caio na real" e não quero perder mais...
Pelo que percebi, este prémio começou com uma intenção nobre. O Prémio Dardos foi
criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade que, em 2008, concedeu no seu
blog, Leyendas de el pequeno Dardo, os primeiros Dardos, destinados a quinze
blogues, que, por sua vez indicariam outros 15 blogues. O prémio espalhou-se e
tem como objectivo reconhecer o empenho e o valor de quem escreve na blogosfera
mas, como é impossível conviver ou participar sem que tenhamos que obedecer a
regras, cada nomeado, que queira participar e aceitar o convite, terá que:
1
- Exibir o selo;
2
- Linkar quem o premiou;
3
- Escolher outros blogues para indicar o prémio;
4
- Avisar os escolhidos.
Os
nomeados são:
Ando meio perdida, mas hoje dei-me ao trabalho de copiar link a link porque quero continuar a ir aos vossos blogues, assim como reconheço a importância das vossas visitas.
Obrigada,
Eli
sábado, novembro 03, 2012
PPC (Amigo Secreto)
(Como eu gosto destas coisas...)
A Polo Norte do blogue Quadripolaridades está a promover um jogo chamado
Polar Post Crossing
Polar Post Crossing
tipo "Amigo Secreto" que consiste mais ou menos no mesmo só que desta feita com postais de Natal.
Podem enviar os vossos dados à PN até final do mês como poderão ver se clicarem no link.
Quem quiser participar, veja tudo explicado neste link.
Eu já me inscrevi e irei participar com todo o gosto!
:)
Eli
sábado, outubro 27, 2012
quinta-feira, outubro 25, 2012
Aceitação
Decidi colocar de parte os meus sonhos... já há algum tempo!... E não é que dá resultado?! A vida parece outra, mais leve, mais minha, mais presente. Penso que não estabelecer objetivos que carreguem ainda mais os dias, pode ser uma salvação. Aceitar a vida como ela é, sem estar sempre a recorrer a "nãos" também pode facultar uma arma poderosa na luta do quotidiano. Quando me voltar a vontade de levar tudo à frente, quando tiver poder para carregar todas as páginas nos ombros, mostro-me ao mundo, fecho o guarda-chuva e deixo ser dia, em vez de recorrer apenas ao encanto da noite, para que me compreenda.
Eli
quarta-feira, outubro 24, 2012
Massagem
Uma limpeza na casa e a seguir, o que apetece?!
Limpeza na alma, update dos sentires...
Uma mudança, alguém novo...
Uma massagem.
Nos tempos que correm, os toques, as sensações têm mais valor...
Relaxamento...
Os músculos carregam todas as tensões, frustações...
Embora libertar?!
Eli
:)
sábado, outubro 20, 2012
Aconchego
Imaginava um fim de semana de noite aconchegante... com a companhia mais ternurenta, mais carinhosa... mas os planos mudam do nada e, de repente, já não tenho o chá prometido, já não vivo o abraço quente... Ainda que leia na paragem, um reflexo de alguém sincero, não posso crer que a minha vida tenha ficado este vazio tão repentino. É tão bom quando um calor, como uma música, nos envolvem e nos sentimos... me sinto, me senti... protegida. Levei-te a coragem. Não voltaste a partir por uma falta de promessa, por uma confusão, porque eu não fui segura... então, se é por favor, agora não.
Eli
quinta-feira, outubro 18, 2012
"Ocultos Buracos"
Queridos leitores:
Convido-vos para o lançamento do livro acima mencionado, onde tenho uma participação (um texto).
(Somos 98 autores!)
Cumprimentos,
Eli
Mas
Durante a minha vida fui desenhando um caminho qualquer, entrando por encruzilhadas, perdendo-me no escuro. Quando pude aproveitar os momentos, estive lá. Estivemos. No entanto, atiraram-me com um "mas" e o colorido háde ser apagado.
Eli
terça-feira, outubro 16, 2012
Suspira-me
Ainda que pouco veja, tanto sinto, tanto pressinto
Ainda que nada toque, toda eu, arrepio
Ainda que eu verse sem música, assobio
Vens tu e inspiras-me de mãos esguias
Sem medo de me perder, encontro-me
Na nossa dança de beijos
Podia promete-te o mundo
Mas, prefiro viver-te ao segundo.
Eli
:))
segunda-feira, outubro 15, 2012
Despertar
Num despertar de música, assim
fiquei eu, tão nua de preconceitos, que eu própria me vislumbrava num
momento muito próximo dentro do nosso futuro. Abrangias-me o abraço
dentro do teu abraço como se já não faltasse mais nada para ser plena a
realização da imagem. Entretanto, os cheiros misturavam-se e os corpos
contorciam-se. Contei-te ao ouvido que já pensava em escrever
descrevendo, mas ainda não o tinha feito e para te provar que as minhas
palavras nao sobrevivem de tristezas, aqui te beijo, aqui te quero.
Eli
domingo, outubro 14, 2012
Sem dançar, sem respirar
Por que me levas o tapete onde voava?
Por que me deixas assim, sem dançar?
Onde estão as perguntas que desejava?
Não respiro.
Queres ver-me chorar...?
Eli
sábado, setembro 29, 2012
Tive
Era uma vez... uma casa...
Hoje, ia a caminhar na rua... como tenho feito nos últimos tempos, na vinda de um trabalho curto, mas uma rotina preciosa... e naquela estrada longa, vi um menino dos seus dez anos e uma menina dos seus sete anos. Ele levava-a pela mão. Ele, cabelo escuro, curto o suficiente para ser corte de rapaz. Vi que se olhavam nos olhos de vez enquando, enquanto iam dizendo algo. Ele mais alto, quase se baixava e ela esticava-se. Ela, cabelos loiros, quase a tropeçar, pois tinham que andar depressa. Os primeiros pingos tinham caído. Estava a começar a chover. Mochilas às costas como eu. Como eu gosto. Outono nas árvores. De tão apressados, ela tropeçou nos seus passos e ele segurou-lhe a mão com firmeza. Joelhos rasparam levemente no chão. Vi que ele lhe perguntava como ela estava, pelos gestos. Até que ela lhe deu a mochila e correu à frente dele... Parece-me que ele ficou uns quatro passos atrás, a correr (também) com orgulho da sua irmã.
Eli
sexta-feira, setembro 21, 2012
terça-feira, setembro 18, 2012
Piano's
Não vês que estou só?! Não me vês, porque eu já sou antiga. Sou como a eterna estátua da fertilidade, sabias?! Sim, podes sorrir, porque ultimamente alimento-me de vozes alheias e dos meus sorrisos íntimos entre rede e tempo. Escolho o piano, se me permites. Será que cresce alguma coisa das sementes que lancei à terra?! Não me apetece regar. Quero antes ver quem tem uma gota de água que me sacie, que me traga o rio e me leve até ao Oceano.
Eli
:)
terça-feira, setembro 04, 2012
Chuva
Apetecia-me correr na chuva. Apetecia-me sair daqui agora e sentir a chuva no rosto, nos braços, nas pernas, nas pálpebras. Beber da chuva com os lábios quentes e frios. Atirar todos os guarda-chuvas, todas as proteções, todos os impedimentos e simplesmente ir eu, só eu mesma. Nem sei como é que depois de uma nuvem tão negra que me pairou, eu voltei a ser normal, a sentir-me bem. Os problemas continuam cá, mas a minha capacidade para os resolver voltou.
Eli
:)
segunda-feira, setembro 03, 2012
Setembro
Há momentos de estupidez autêntica em que me esqueço de ser orgulhosa e de que esse mecanismo é a melhor defesa que encontrei em todos os meus anos de vida. Há pessoas que acreditam em tudo, eu acredito em todas as pessoas. Eu sou aquela que dá sempre o mesmíssimo benefício da dúvida e deixo que as pessoas, as conversas, tudo me flua. Não sou impedimento de nada nem de ninguém. Graças a mim, não há barreiras à minha volta, portanto, posso bem ser quem eu quiser, mesmo que por vezes me veja a desfalecer, levando comigo toda a lógica. Sim, queria ser mais feliz, sim, queria aproveitar o meu tempo para as melhores conversas, mas quando as coisas que queremos não dependem apenas de nós, o melhor é fazer todo o esforço por aceitar, por mais que isso custe. Quando vi aquela lesma, vi o simbolismo das minhas rotinas profissionais. Ora, na minha vida, já passei por muitos lugares, levando quase literalmente a casa às costas. E, agora, o sistema retrocedeu tanto, que não é devagar devagarinho, é retroceder. Pelo menos tenho um Plano B, que apesar de não me fazer feliz ou realizada, é outra luta, maior, mais difícil, mas embora lá arregaçar as mangas.
Eli
domingo, setembro 02, 2012
Manhã difícil
Amanheci quase vazia, não fosse uma preocupação inerente ao estado físico que não consigo controlar. Adormeci tão tarde que parecia nem ter dormido. As coisas teimam-se em estragar. E eu não sei muito bem como proceder. Temo perder o controle do meu equilíbrio do qual me orgulho, quando as peças de avaria. E ia assim, no carro, com medo de uma eventual avaria que no fundo nunca pensei que fosse acontecer. Sou assim, treino-me para pensar pelo melhor, mas eu vivo no realismo, vivo. Nesse momento, com ambas mãos no volante, reparei que não sou uma mulher completa. Sentia-me meia mulher, ou mulher às partes... necessitava urgentemente de desanuviar de uma onda de negativismo e voltar a mim.
Eli
sábado, setembro 01, 2012
Today
E eu insisto, como se ainda houvesse um lado positivo em tudo isto. Estou a arrastar um dos dias mais longos do ano. Eu podia perguntar onde estão os amigos, mas eles também iriam perguntar onde estou eu. Bem vistas as coisas, a minha vida é como a de um caranguejo, que ora retrocede, ora dá passos para o lado. Eu sei que é melhor que ficar parada, blá, blá, blá. Desta vez, enganei o destino e não esperei pela lista. Resta saber se sobreviverei com o pouco. Penso que sim. A minha sorte irá mudar... ou não, claro. Porra!
Eli
segunda-feira, agosto 27, 2012
Conhecer
Sempre que começo a conhecer alguém novo, dou-lhe sempre "crédito". É como se viesse logo incluído com todos os benefícios da dúvida e por aí adiante. Isto claro se houver o mínimo de empatia entre nós. Se for um espécime masculino em quem eu tenha um interesse em conhecer melhor, gosto de lhe dar prioridade, mesmo que ele nunca se aperceba, mesmo que ele nunca tenha vindo a saber... ou mesmo que saiba, porque eu até sou bem capaz de lhe dizer... isso e muito mais. Na verdade, é um potencial amigo e, na verdade, só não é meu amigo quem não quiser e... claro, futuramente, quem não o merecer. Os meus amigos não são poucos, mas cada um ocupa o seu lugar com aquela particularidade, pois já nos aceitámos e respeitamos como somos. No amor, a coisa é mais ou menos o mesmo, como diz a Bridgit no seu diário "ele ama-me tal como eu sou".
Eli
:)
De mim
Eu esforcei-me, eu juro que me esforcei, mas não consegui... então, agora, parece que o mundo me deixou aqui, assim, completamente sozinha. Os meus olhos desfocam-se e já nem sei o que quero ver. Por que razão me entristece tanto ter que abandonar diariamente um sonho que sempre me preencheu?! Não toco por puro prazer, toco por necessidade, porque há um qualquer objetivo em me manter viva... e esta música troca-me os acordes de uma ponte qualquer, aquela que não...
Há uma tristeza no piano que tocou, na música que não ficou e naquilo que sinto quando se trata de rejeição. Eu esforcei-me por não vir aqui escrever-te, escrever-nos, eu tentei mesmo, mas perante as lágrimas, preciso de despejar, despachar, assombrar, assombrar esta capacidade que tenho de me entregar... que nunca me levou a um porto seguro. Sim! Nunca! Era isso que tinhas que ter lido hoje.
Afoguei-me vezes demais. Não soube nadar, nem saberei jamais, por mais que me esforce, apenas apanhei boleia em embarcações masculinas. Isto não é um poema, mas é "ajudado".
Já não pergunto "será de mim?", porque eu sei "é de mim".
Eli
segunda-feira, agosto 20, 2012
O amor acontece #17 (por S.)
«Revia todas as manhãs, tardes, noites, horas do nada, do tempo morto, vazio, as lições que as outras vidas ou histórias de fantasia lhe conferem, a juntar à sua...
Repetia o gesto, a palavra soberana, a fórmula certa, a chave, aquilo que julga entender e que intuitivamente entende a cada primeiro olhar cruzado...
Olha-se ao espelho, conta rugas, linhas em que se desdenha e que de pronto se corrige...foi vida...
Desde cedo tivera essa tendência, que alguns ajuizariam de narcísica de se olhar ao espelho...não para o corpo que assumiu já tantas formas, mas para o rosto especialmente...para a boca de lábio grosso, o nariz orgulhosamente empinado e enfim o manifesto reflexo da sua alma...os olhos avelã, de pestana parca e brilho dependente do estado do sentir...queria manifestamente, desde a primeira vez que tomou consciência desse gesto, decorar a sua cara em cada idade...ao ver-se hoje a entrar na barra da idade mais que madura, teórica, ainda se vê adolescente, apaixonada, noiva, casada, grávida, amante extasiada, desgostosa, só...como é possível desenlear filmes atrás de filmes em projecções de memórias ao olhar um rosto ao espelho...
Perde a conta do tempo, basta pouco para ser tanto e diz a si mesma, na voz inequívoca de Deus dentro, palavra de coração que a eterna questão que se coloca não tem fim...
Por teres nascido com asas, seria evidente que te enamorarias eternamente por pássaros...
Gostas de gaiolas? Não...pois não...nem nas douradas te manténs...
Então porque teimas em agrilhoar o sentir ao evidente equívoco de possuir?...
Se tu não és, nem nunca serás de ninguém para sempre, se já te levantaste após lamberes o corpo e a alma em feridas lancinantes, se constatas que tudo volta a acontecer, afinal o que julgas ter perdido quando te questionas olhos nos olhos contigo mesma?
O amor és tu...convence-te...»
S.
P.S. Conclui-se assim a aprensentação deste rubrica. Fiquei agradavelmente supreendida com a forma como enriqueceram este blogue. Muito obrigada.
Eli
quarta-feira, agosto 15, 2012
segunda-feira, agosto 13, 2012
O amor acontece #16 (por Zeza)
«O som de um momento.
E na altivez de quem chega majestoso, consciente da sua presença, o véu aveludado da noite, ia apoderando-se de mim. Parava tudo à minha volta, por mais forte que fosse o vento, qualquer tormenta ou desalento, só o anoitecer importava, única força que me tomava.
E eu ficava horas, no escuro a observar, cada sombra desenhada, pela luz da "encantada", aquando a sua visita aguardada. Nada sentir, apenas deslumbrar, um quadro primitivo, que todas as noites se repetia, antecedendo o dia.
Uma noite, as sombras mudaram, oscilaram, dançaram. O silêncio foi interrompido por um outro obeservador, sentado perto, quase ao meu lado, soltou palavras de apreço e respeito, pela lua que me movia o peito.
E sem altivez, mas consciente da minha presença, aproximei-me do intruso do meu momento egoísta, em que o luar era a única coisa a valer ser vista.
Se os ramos das árvores dançam no escuro, fazendo das sombras desenho puro, porque não dançarmos também? Que importaria não haver melodia, que importaria o resto do mundo, se naquele mundo não havia mais ninguém?
E na altivez de quem possui uma fortunas, em forma de momento, a emoção foi una, e dançamos, dançamos, dançamos sem parar, entre sorrisos, olhares, gestos e outras formas de falar, e dançamos, como quem dança, ao som de música nenhuma, apenas a do coração a disparar...»
Zeza
P.S. Obrigada pela participação e reflexão.
Eli
:)
sábado, agosto 11, 2012
Amor Verdadeiro?
Ele não gostou da minha música preferida. Ainda bem que era um Ele qualquer, sem significado (aparente), apenas mais uma tentativa de conhecer alguém, nas esquinas da vida... Às vezes gostava que alguém caísse na tentação de me amar, de me amar verdadeiramente e que fizesse tudo ao seu alcance para me fazer feliz... e olhem que não é difícil. Como eu me alegro com uma simples conversa boa, uns sorrisos à mistura, uma vontade de rir... e entretanto apetece-me logo fazer planos juntos e deixar para trás uma vida de coisas vãs e sem aquele significado. Eu nunca fui de desperdiçar oportunidades, eu não posso arrepender-me de não ter tentado, porque eu tentei sempre. Será que o meu mal é lutar e deveria esperar por alguém que finalmente lutasse por mim?! Por que não me acontece naturalmente algo que deveria ser igual para toda a gente!? Todos deveriam ter direito a encontrar o amor! Devo ter feito algo de muito errado. Parece-me que pode ter sido a profissão que escolhi e nunca, mas mesmo nunca questionei. Agora, já posso contar alguns afastamentos depois de observarem a minha condição de nómada. Às vezes eu só queria que me compreendessem... eu queria tanto viver uma história de amor a sério... estou cansada de forjar novidades, de me entregar a uns míseros tostões para que a solidão desapareça de projeto de futuro... mas parece que nada do que eu faço vale a pena... há sempre um enorme travão... se acelero, esborracho-me e é essa a história do meu coração. Antigamente, não queria ler os sinais, mas agora leio-os tão bem... que demasiado visíveis para os ignorar.
Eli
segunda-feira, agosto 06, 2012
O amor acontece #15 (por VS)
«E depois do adeus
Podem não faltar razões e motivos para terminar um relacionamento. Mas, sinceramente, não me parece que se possa identificar vencedores e vencidos. O tal amor pelo outro pode ter acabado, mas para além disso há um vínculo de confiança e segurança que é quebrado. E isto é válido para ambos os lados. É difícil não nos sentirmos uma merda. Se de um lado há quem espere por um telefonema, do outro está alguém que equaciona telefonar.
As coisas até podiam estar muito más, mas eram nossas. Podemos ter a certeza de que ficamos melhores sozinhos e que cada um de nós merece ter ao seu lado alguém cujo sentimento seja recíproco. Mas a segurança e o conforto de alguém que já conhecemos, é tentador. Contudo, é necessário, para o bem de todos, resistir a essa tentação porque repetir o fim será ainda mais doloroso. Eu sei que há excepções e que há quem volte a ser feliz ao lado do ex. Não conheço é muitos casos.
Terminar uma relação não é fácil. Deixar para trás alguém com quem convivemos anos e, em algumas situações, até desejamos que sejam felizes pois sabemos que são pessoas excepcionais. O único problema é não existir ou ter acabado a razão que nos juntou. E é por isso que se recorre aos clássicos não-és-tu-sou-eu, preciso-de-espaço ou podemos-continuar-a-ser-amigos. Estas são as formas mais fáceis de sair de uma relação e que geram menos perguntas. Dão a impressão que se trata de uma situação passageira.
Se é difícil terminar, voltar a encontrar a pessoa que já nos viu nus e com quem partilhamos segredos, sonhos e medos também não é fácil. E mesmo não querendo fazer parte da vida dessa pessoa, queremos estar no nosso melhor, demonstrar que estamos bem, sentir que significamos alguma coisa e que houve uma altura em que fomos especiais. Sentir que por mais anos que passem essa relação deixou a sua marca e que não seremos apenas um comum mortal. Mas a verdade é que não podemos exigir o que não estamos dispostos a oferecer.
VS
P.S. Esta participação surgiu claramente de alguém que veio até aqui através do "não compreendo as mulheres". Agradeço portanto ao Bagaço Amarelo e à pessoa que partilhou este sentimentos com este blogue.
:)
Eli
P.S. Post agendado
Podem não faltar razões e motivos para terminar um relacionamento. Mas, sinceramente, não me parece que se possa identificar vencedores e vencidos. O tal amor pelo outro pode ter acabado, mas para além disso há um vínculo de confiança e segurança que é quebrado. E isto é válido para ambos os lados. É difícil não nos sentirmos uma merda. Se de um lado há quem espere por um telefonema, do outro está alguém que equaciona telefonar.
As coisas até podiam estar muito más, mas eram nossas. Podemos ter a certeza de que ficamos melhores sozinhos e que cada um de nós merece ter ao seu lado alguém cujo sentimento seja recíproco. Mas a segurança e o conforto de alguém que já conhecemos, é tentador. Contudo, é necessário, para o bem de todos, resistir a essa tentação porque repetir o fim será ainda mais doloroso. Eu sei que há excepções e que há quem volte a ser feliz ao lado do ex. Não conheço é muitos casos.
Terminar uma relação não é fácil. Deixar para trás alguém com quem convivemos anos e, em algumas situações, até desejamos que sejam felizes pois sabemos que são pessoas excepcionais. O único problema é não existir ou ter acabado a razão que nos juntou. E é por isso que se recorre aos clássicos não-és-tu-sou-eu, preciso-de-espaço ou podemos-continuar-a-ser-amigos. Estas são as formas mais fáceis de sair de uma relação e que geram menos perguntas. Dão a impressão que se trata de uma situação passageira.
Se é difícil terminar, voltar a encontrar a pessoa que já nos viu nus e com quem partilhamos segredos, sonhos e medos também não é fácil. E mesmo não querendo fazer parte da vida dessa pessoa, queremos estar no nosso melhor, demonstrar que estamos bem, sentir que significamos alguma coisa e que houve uma altura em que fomos especiais. Sentir que por mais anos que passem essa relação deixou a sua marca e que não seremos apenas um comum mortal. Mas a verdade é que não podemos exigir o que não estamos dispostos a oferecer.
Música: Somebody That I Used To Know»
VS
P.S. Esta participação surgiu claramente de alguém que veio até aqui através do "não compreendo as mulheres". Agradeço portanto ao Bagaço Amarelo e à pessoa que partilhou este sentimentos com este blogue.
:)
Eli
P.S. Post agendado
quinta-feira, agosto 02, 2012
Adeus's
Tubarões... dormi com eles na mesma cama, enquanto me rebolava para conseguir posição. Abro uma pestana apenas, porque as outras estão coladas pela maquilhagem do adia anterior... o preto desfez-se e o azul atormentou a minha face. Como poderia algum ente da minha espécie me adorar, se passei de humana a animal?! Percorre-me um arrepio desde o olhar até ao joelho. Sem medo, que não sou dessas mariquices, fiz-me ao caminho e deitei-me numa cama tão desconhecida como o meu comportamento, procurando apenas o conhecimento de uma pele quente. Não direi mais não, porque antes um susto pequeno que um grande nada a vida inteira. Assim, atirar-me-ei de penhascos de solidão, batendo vezes sem conta nos rochedos de almas de alguéns que querem a magia que ainda lhes posso dar. Pouca, pois não me resta grande coisa.
Eli
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