- Oh, professora, por que é que os homens lêem o jornal?
- Para ficarem cultos.
(Eli)
:P
Agora nem nómada, nem emigrante.
quarta-feira, abril 27, 2011
sábado, abril 23, 2011
Longe
Às vezes tenho a sensação que não posso ser feliz durante muito tempo. Há-de haver alguma coisa que faz com que o factor sorte se distancie. Não, não sou uma vítima. Pelo contrário. Sou uma mulher lutadora, que comete erros, que gosta de falar sobre eles para que sejam superados. Reconheço o valor do outro e admiro-o. Na verdade, a minha admiração pelo outro tem muito a ver com a sua vida e pouco a ver comigo. Gosto de pessoas que vivam a sua vida e que se saibam superar a si mesmas, não se ficando tacanhas à espera que a vida lhes aconteça sem fazer nada por isso. Quem me conhece bem, sabe das minhas lutas e do meu prazer na comunicação. Porém, poucos que privam comigo lêem o que escrevo. Às vezes, penso que quando estou a falar disso, esperam que eu acabe, porque é um mundo à parte, por isso acabo por evitar o assunto. Este é extremamente importante para mim, porque as palavras saciam-me e fazem-me bem, tão bem. Por isso é que valorizo todas elas, inclusive as minhas, onde deixo que a minha alma transpareça, embora deixe o mistério presente, tal inevitável para mim. Tenho a sensação que estou sempre longe. Parece que a separação entre mim e os meus é algo inevitável e quase desejável para que tudo corra bem. Gosto muito de sentir que reuno em meios de comunicação (internet e telemóvel) alguns contactos fulcrais. Ou seja, mesmo que seja a tal nómada assumida, também tenho alma de eremita. Estou tão bem entre as pessoas, como depois me resigno àquela solidão que acaba por ser necessária. O longe permanece sempre para os que querem que permaneça. Mesmo quando estava nos Açores, eu sentia-me próxima de algumas pessoas com quem falava (quase) diariamente, numa companhia cúmplice que até hoje mantenho. Como tal, todos os que fui conhecendo ao longo do tempo em que vivo têm ainda um papel fulcral. Quando eles querem ir "embora", às vezes pergunto-lhes porquê e aceito as suas decisões, porque posso querer estar perto de todos, mas não devo, nem é possível e aceito a condição de todos aqueles de quem gosto, pois meu coração é imensamente grande. Eu deixo-os ir. Só volta quem realmente quer. Acima de tudo gosto de ser bem tratada. Sei que todos gostam, mas a pior coisa que pode acontecer é alguém de quem goste se zangar comigo. Fico muito triste. Um distanciamento lógico de um amigo é aceitável, mas um afastamento de quem gosto sem razões, sem explicações faz-me reflectir sem parar. Parece que não descanso bem. Um dia, um amigo muito importante para mim (ainda hoje o é) chateou-se comigo e disse-me porquê. Ele tinha razão, eu tinha feito uma coisa que não devia. Na altura não tive consciência, mas quando ele me disse, eu aceitei, pois tinha razão. Pedi-lhe desculpa e nunca mais o voltei a fazer. Já passaram anos e ainda me lembro disso. A sensação foi horrível. Gosto de falar e esclarecer as coisas. O meu amigo perdoou-me. No entanto, enquanto não o fez, andei mesmo em baixo. Eu sou assim e lido com o Longe desta maneira. Tudo depende, é certo, mas quanto mais gosto das pessoas mais as procuro e gosto do tal feedback.
Eli
sexta-feira, abril 22, 2011
Procuro
Desceu a noite, meu amor, desceu
Tacteando, procurei um beijo teu
Que faríamos nosso, uma vez mais
Desceu a noite, meu amor, desceu
Subiu o dia, escondido num bréu
Prometeste o beco entre mãos fatais
(...)
Eli
quinta-feira, abril 21, 2011
Segunda Maldição
Seu corpo adormeceu eternamente, mas sua alma bebeu da lama e renasceu, tal Fénix fosse se assim existisse. O seu cavalo preto ganhou luz e brilho. Passou a vaguear o mundo à procura da maldição. Logo depois se apercebera que a maldição teria sido morrer sem conhecer o amor, aquele bravio que agora via em tons escarlate a vaguear nos corações humanos. Descobrira gentes porcas a fazer amor com a alma e gentes limpas a consporcar o nome do Amor. Afinal, aqueles que o faziam, sentiam-no, tal era o tom da cor.
Aquele homem, outrora menino, com mãos de anjo e lábios de veneno, procurava renascer, reencarnar, mas não conseguia.
Certa noite, vagueava entre os incensos de uma Páscoa anunciada e umas rezas malditas entre sussurros labiais... Repetiam-se nomes. O Norte, de súbito, baixou e o Sul esquecido ficou. Sentiu-se repelido das orações e ajoelhou-se. Prostrado, proclamou-se e penetrou nas entranhas de uma mulher. Logo depois, sentiu uma enorme dor. Era do nascimento. Nasceu de novo. Quando abriu os olhos, o tom escarlate estava por toda a parte. Nunca saberia distinguir os falsos dos verdadeiros, mas tinha um corpo. Tinha vivido séculos em assombração.
Eli
quarta-feira, abril 20, 2011
Maldição
Era uma vez um menino. Era maldito. Nasceu assim. Cresceu assim, como que assombrado por uma informação que lhe foram passando dia após dia, década após década. Nunca fora adorado, nunca desejado, nunca sequer maltratado, não fossem os deuses descerem à terra e vingarem-se. Por detrás de um olhar escuro, escondia-se uma sombra sombria. Sua mãe esquecera-o logo no berço, ainda amamentava e já o leite lhe escorria pelos seios, tal era a falta de amor que lhe transbordava... aqui nem era água, seria uma mescla esbranquiçada.
-Mas, por que não o alimentas.
-Meu alimento não o sacia.
Os negros olhos da criança foram perdendo o brilho e cresceu pelos montes, olhando de soslaio os humanos. Sentia-se um cavalo. Era livre como eles.
Sua famíla de gentes abastadas de pobreza de espírito deixava um caldo e um naco de pão à porta dos estábulos... não... eram currais mesmo.
Foi mandado para a escola. Aprendeu a ler e só aí descobriu que nem todos eram como ele. Estranhamente se sentiu especial. Tinha qualquer coisa que os outros não tinham.
Um dia, chegou à escola montado num cavalo bravo e todos lhe fugiram. A fama de tolo ganhou finalmente proporções maiores. Então, fugiu. Escapar a toda aquela merda foi um toque de desolação por não terem mais quem lhes limpasse o esterco, mas também um alívio-
- Que leve a maldição com ele.
- Qual maldição?
- Não sei.
O padre tinha dito que aquela marca no pescoço era do demónio. Havia uma lenda. Quem assim nascesse traria décadas de horror à sua terra. Porém, que se tinha livrado da porcaria, com quinze anos mal feitos foi aquele pobre rapaz.
Fez-se soldado quando encontro outros pelo caminho. A sua destreza em dominar cavalos selvagens trouxe-lhes uma grande fonte de rendimento. Nunca tinham visto a sua marca. Estava tapada pelos longos cabelos, que assim como a barba, foram crescendo dia após dia. Cortava as pontas com a sua velha navalha.
Certo dia, estava a dormitar junto ao rio, com o chapéu a tapar-lhe a cara, quando ouviu um barulho.
O som de um tiro e logo a seguir a morte. O falecimento...
Eli
Este espaço começou com o lugar dos seguidores "há pouco tempo" e conta com cem. A quantidade não é significativa. A a maioria dos que vêm cá ler mais vezes não é seguidora e nem deixa comentário, mas vivo bem com isso, porque a aceitação faz parte da minha condição.
Porém, não posso deixar de agradecer ternamente aos que comentam, muitas vezes sem eu merecer.
Porém, não posso deixar de agradecer ternamente aos que comentam, muitas vezes sem eu merecer.
Seis anos de blogue. Esta é a minha casa mais duradoura, mais minha e a que me conhece mais intimamente. Sintam-se convidados a partilhá-la. Há várias divisões, imaginárias, mas nunca deixando de ser eu que as descreve, assim como o que se lá passa...
O amor acontece.
sexta-feira, abril 15, 2011
Etapas
Imagem de Eli
Voltei a colocar a música, uma vez mais, uma vez mais, repetindo como se não houvesse exaustão.
(Fitas-me.)
Olho de soslaio para uma recordação solitária e viro-lhe a cara, porque não preciso dela. Tenho-me em olhos escuros... quase sombrios. Vejo-me, sopro-me, abraço-me, porque me deixo ser quem sou, sem receios. Passeio despida de preconceitos, ambivalente, persistente. Um passo mais, uma caminhada... Olhos postos no horizonte. Sobrevivo àquela mágoa que me impediu de viver por momentos. Meu coração voltou a bater. Clique. Não sei explicar, mas existe. Existes.
São as cores da música que me inspiram, me trazem paz e me elevam a Alma. Tenho. Sou.
Um demónio aproxima a sua voz do meu ouvido cantando-me as letras, aquelas... e eu teclo errante uma pele tacteada... ensino o que não sei e digo o que não quero. Confusão. Paixão... E... Suspiros entre mágoa. Sensibilidade, aprendizagem... Quão mortal sou!
sexta-feira, abril 08, 2011
Meu coração
Meu amor, como poderei eu dizer-te o quão o meu coração bate por ti?!
Escrever que estou apaixonada por ti, sacia-te. Não. Vá, diz-me, sacia. Sim. Apenas num momento e prontamente pedes mais e o muito nunca chega, nem quero que tal alma nómada páre noutro sítio senão o caminho à raiz, do coração. Teu. Meu. Nosso. Falo, escrevo, ouço... a música no coração. As vibrações bastam por um milésimo de segundo, pois logo a seguir a palavra saudade bate-me à janela, à porta...
Adoro-te.
Na beleza de um sorriso, no amor de um olhar, na perspicácia de um abraço, nos dedos de uma mão aprendiz de mim... com ou sem reticências, és sangue que me corre na alma.
Eli
:))
Ondas
Mastigas... aquele alimento. Umas reticências... metade pensamento, metade emoção. Mistura. Desconcentração. Pétalas que hão-de vir junto à pele. Aquelas que vão. Foram em duas ondas gigantes de abraços que procuras aí, tendo-as aqui. Não em dupla, mas tens. Serão as noites vindouras. Todas. Vem. São as palavras a chave de um sabor, aquele. Fruta, frio, paixão, perdição. Encontro. Again, and again. Espiral de indas e vindas, olhar. Ondular...
Sentidos exaltados. Gelo que faz arder. Sonos trocados. Fonte de prazer.
Eli
:)
quarta-feira, abril 06, 2011
O jarro
Pequenos gestos, que não ignoro, mesmo que não façam a maior diferença de todas. Hoje de manhã, fui trabalhar sem vontade, sentia-me mesmo em baixo, sem forças psicológicas. Quando cheguei à sala, uma menina esperava-me com um ramo de flores colhido e amorosamente amarrado com uma prata.
- Oh, professora, aqui tem isto, porque põe nódoa, é para não se sujar.
(Sorri carinhosamente.)
Apressei-me a agradecer-lhe com beijinhos.
- Sabe o que é isto?
- Sei, é salsa!
Um jarro e salsa a fazer um raminho. Seguidamente, entregou-me uma concha em forma de coração. Naquele momento não duvidei mais, aquilo era mesmo para mim que sentia o coração assim, num estado triste, mas ela nem imaginou. Apenas foram as suas mãos puras que me trouxeram tal beleza.
Aquela flor que que só conseguia ver em tons de cinza foi ganhando cor durante o dia. Parece que o Universo adivinhou-me e conspirou para que o meu estado melhorasse. Várias pessoas (sem saberem de mim) apareceram pelos vários meios de comunicação habituais perguntando-me como estava (estou) e visivelmente a minha resposta começou a melhorar consideravelmente. Até aquela formação que pensei que hoje não me traria nada de útil me conseguiu surpreender.
Na verdade, há um brilho na minha vida que não quero que se apague. Pelo contrário, é uma luz que me faz caminhar preenchida. Assim, estou eu, pronta para a caminhada, a viagem.
Eli
:)
sexta-feira, abril 01, 2011
Promessa
Às vezes, acordamos com a sensação que o mundo está lá fora e não cá dentro. Temos a ligeira impressão que se ficarmos na cama, escondidos, nada nos vai afectar. É uma sensação de protecção e conforto. Só depois nos lembramos que o mundo está mesmo ali, dentro de nós. Ele acontece. Move-se a cada gesto, seja por que motivo for. Os objectivos são os mais variados. Se for um dia em que tenha que acordar quatro ou cinco horas mais cedo, o que implica que durmo menos essas horas, acordo com uma sensação de dever incrível e a obrigação é a motivação maior, aliada à responsabilidade dos compromissos. Estes são uma espécie de chave de segurança, embora enganadora, porque eles só existem verdadeiramente enquanto os sentimos. Por isso é que não gosto de promessas. Estas são absolutamente desnecessárias. Se acreditarmos em alguém, não será pela palavra "prometo" que ela terá mais motivação para cumprir aquilo que quer ou se predispõe.
Eli
:)
quinta-feira, março 31, 2011
Anything
Não agarro o pressuposto, porque ele não se encaixa em mim, em nós. Arranco-o de uma estocada só. Delibero unilateral. Apenas um lado. Pancada de emoção. Fuga. Aproximação. Final. Recomeço. Continuação. E que beleza se transforma em sabedoria?! E que... resta? Só quero o tudo, a sós, connosco... e gritar àqueles e aos outros. Sim. Era uma vez uma menina que vivia num castelo velho, velhinho. Era outra vez e a menina... a mesma... soltou as amarras e voou, voou. Nunca esquecerá essa sensação. Duas mãos, um coração e a emoção. Ah! Essa! Vadia emoção, no que me transformaste sem explicação?! Corre. Foges? Não. Conseguir. Tentas. Tenta. Tudo. Apenas. Quero Tudo.
Eli
quarta-feira, março 30, 2011
Facto
(Imagem de Eli)
Talvez tenha nascido no tempo e no espaço errado para saber dizê-lo como deveria. Não devo, não temo. Esboço os dedos de energia e deixo-me flutuar entre um sonho único, complexo, meditando pouco, sentindo muito. Acreditar em maiúsculas e certezas escritas faz-me olhar o mundo com outro alento. Nem novo, nem velho. Um meu qualquer que encontrei sem ter encontrado. Olho para trás e não há letras de rainhas, de meninas, de... nadas. Há sangue quente a correr-te nas veias, uma densidade só. Ânsia pela apoximação, leito compreendido, facto, pacto. Sem obrigações, com quereres inagualáveis. Jorra a torneira da paixão, invade, clama, canta... por mim. Encantas-me.
:)
domingo, março 27, 2011
Docemente
Vem, docemente... vamos aconchegar o beijo com o calor.
Entrega-te aos meus olhos com essa emoção, tua, amor.
Seremos tanto e tanto. A intensidade sem máscaras...
As pétalas no caminho. O cheiro a floresta.
A manta em comum. Um sorriso que não cabe em mim...
Eli
:)
sábado, março 26, 2011
Instrumental
Apetece-me pensar, porque o pensamento me foge para as sensações boas que trago. Apete-me ouvir a música dos sonhos e sentir. Aquele, onde o meu toque se leu ternura, aquele que me aconchegou entre o sono e o sonho... entre a viagem e o caminho. Todos, ambos, nós, num despertar.
Eli
:)
segunda-feira, março 21, 2011
H #14
Nessa noite, voltei a escrever no meu diário.
Durante essa semana, sempre que chegava ao meu carro, logo pela manhã, tinha lá uma rosa vermelha presa no pára-brisas.
Uma semana depois, estacionei o carro e, quando estava a chegar junto à porta, carregadíssima de compras, aquele Desconhecido estava lá e ofereceu-me ajuda. Eu recusei, agradeci-lhe e sorri ao mesmo tempo que quase fazia malabarismo para tentar abrir a porta. Que mania de fazer sempre tudo sozinha! Os iogurtes cariram ao chão, abriram-se e ri-me da minha figura. Ele também. Quando entrei e pousei as coisas, oferecei-lhe algo para beber. Então disse-me:
D: Recusou a minha oferta, então recuso a sua, também. Quem sabe um dia destes aceito.
Despedi-me. Tranquei a porta e fui tomar o meu merecido banho longo. Incrível como o meu pensamento ainda ia ter sempre às vivências com o H.
Durante essa semana, mal saí de casa. Não voltei a encontrar o Desconhecido ou o H.
Numa Segunda-feira de manhã, acordei com o barulho das obras, ouvi alguém a bater à porta e pensei que fosse o Desconhecido. Lá fui eu, de pijama, sonolenta, com um olho aberto e o outro fechado, tocando nas paredes para não me desiquilibrar.
Abri a porta.
Primeiro, só via a luz branca e uma sombra. Abri e fechei os olhos várias vezes.
Eu: H!?
H: Sim, parece que não me estás a ver, já que estás com os olhos fechados.
(Soltámos uma gargalhada.)
H: Não me queres ver, nãoo é?!
Eu: Hmm?! Não, quero dormir. Estava a dormir... Ai...
Eu: Pois...
Convidei-o a entrar. Sentei-me numa ponta do sofá. Ele sentou-se na outra.
Contou-me da sua viagem. Tinha ido ver a sua família, resolver alguns conflitos do passado. Pareceu-me que ainda não estavam muito resolvidos, pois falava como se ainda estivesse lá a vivê-los.
Olhou-me nos olhos. Desviei o olhar, sempre que me fitava.
Eu: Então foste-te embora e deixaste-me aquela folha...
H: ...mágica.
Como não poderia ter pensado naquilo?! Aquela folha era a última tecnologia! Fiquei com aquele olhar surpreendido, embora tentasse disfarçar, porém, era impossível!
H: Como me tinhas dado aquela para te enviar mensagens, resolvi fazer o mesmo. Não reparaste na dobra?
Eu: Ah!...
H: A única coisa que me escreveste foi o H desenhado de uma forma peculiar!
Eu: Poderias ter explicado!
H: Queres que tire a máscara?
Eu: Não.
E aninhei-me na mantinha do sofá, fitando o seu olhar.
Eli
:)
quarta-feira, março 16, 2011
Trinta
Sinto-me tão bem... o meu corpo está em pleno acordo com o meu eu.
Somos um só, sem incompatibilidades.
hmmm
:)
E nada mais importa...
domingo, março 13, 2011
The Eli
(Imagem de Eli)
Sempre gostei de pegadas
Já escrevi em lágrimas
Já sofri sem ninguém saber
Já menti porque tinha que ser
Sei disfarçar quando me emociono, mas já não sei se quero
Sempre me fiz de forte
Sou uma sonhadora nata
Evito saber o que não me diz respeito
Consigo imaginar as fotos antes de as ver na máquina
Há trinta anos que procuro o amor da minha vida
Adoro o meu trabalho assim
Os meus amigos ocupam uma parte principal da minha vida
Já me apaixonei por quem não conhecia
Há anos que guardo segredos
Há uns meses que comecei a ver mal ao longe
Gosto tanto do meu carro
Tenho momentos de felicidade por coisas mínimas
Não sou nem quero ser tríste
Sou selectiva
Gosto bastante de escrever
Sou preguiçosa
Gosto de elogios sentidos e verdadeiros
Invisto tempo em quem me faz bem
Gosto que me escrevam
Tenho muito peso a mais
Desapaixono-me num instante
Não digo quando não gosto de uma prenda
Tenho um problema na coluna
Sou sorridente
Gosto de falar com desconhecidos
Tenho saudades de andar de avião
Digo (quase) sempre o que penso
Não uso saltos altos
Detesto o cheiro a hortelã
Gosto muito de mim
Eli
:)
Agora cliquem aqui para ouvi o que vamos fazer a seguir.
:))
quinta-feira, março 10, 2011
Às vezes gostava...
Às vezes gostava que o que sinto através da música se traduzisse em gestos.
Às vezes gostava que os meus sentimentos passassem do sonho...
Eli
terça-feira, março 01, 2011
Father's
Deixo que a música me invada
Permito uma ou outra violação
Do meu espírito e minha mente
Para quê mantê-la conservada
Se já não há nada, nem coração
Que tanto sofrimento aguente
Gostava de não o esconder
De assim conseguir libertar
Isto que sou, que vos choro
Sem medo de me perder
E de um abraço encontrar
Neste lugar onde não moro
Atiro-me às lágrimas, ao desespero
Os dedos, na face, escorregam
Desejo estar, ser e sentir, mentir
Não consigo, devia, mas não quero
Os olhares do passado despertam
Recordando-vos aquele sorrir
Eli
domingo, fevereiro 27, 2011
H #13
Quando acordei, olhei para aquele livro, metade escrito, metade por escrever. Abri-o e o papel caiu. Então, pensei, se ele quer que eu escreva no espaço branco, eu hei-de escrever. Se valerá de alguma coisa? Provavelmente, não. No entanto, já tinha feito tantas coisas que não chegaram a conclusão nenhuma...
Peguei na minha caneta preta. Preferia a tinta preta para escrever coisas minhas, coisas pessoais, coisas íntimas, coisas... escrever.
Não consegui. Comecei por rabiscar, rascunhar, riscar e, quando terminei, tudo se reumia a um H.
Ouvi baterem à porta. Vesti qualquer coisa e fui a correr abrir. Vi um desconhecido a transpirar.
D. : Bom dia, desculpe incomodá-la. Era só para lhe pedir a chave da cabine do gás para fazer as obras que a sua senhoria me pediu.
Eu : Ah.
Voltei-me, fui buscá-la e entreguei-lha.
Quando ele se foi embora, observei-o com atenção a afastar-se. Pareceu-me bastante atraente.
Eli
Blog feito com amor
Eu vi amor aqui e ali... tal borboleta beija cada flor...
Trouxe este prémio do blogue Santo & Pecador. Achei que ficava bem aqui.
Quem quiser o prémio, pode e deve levar, partilho-o com todo o gosto.
Eli
:)
Answer
Ouvi dizer que tinhas uma máscara
Fixa nos parâmetros da solidão
Incandescente até mais não
Cara tapada, dias sem cara
Imaginando os mares revoltos
Ao meu lado, um sorriso rasgado
Lento, lento... com os gestos soltos
E apressado, apressado, apressado
Compensando a ausência do mistério
Avaliando a capacidade
Velha, gasta, branca de saudade
Areias percorridas sem chão
Lamentando
Há muito a verdade
Encontrada no desafio
Inteiro, bravio
Rindo, sendo gente
Olhando quem faço feliz.
Eli
:)
sábado, fevereiro 26, 2011
Sobre as Gordinhas
Encontrei o texto que passo a citar num blogue. Li este post e achei que ficava lindamente aqui, simplesmente porque me apetece. Está escrito em português do Brasil, mas com o novo acordo ortográfico, ficam poucas as diferenças. Talvez choque alguns. Quem estiver de dieta, não leia por favor. Depois não digam que não adverti os(as) mais sensíveis!
A preferência pelas gordinhas, dizem os psicanalistas, reside na sensualidade natural que possuem, ao contrário das magras, cada vez mais masculinas.
Teorias e opiniões que tentam explicar o poder de sedução das gordinhas sobre alguns homens não faltam. Para o psicanalista Paulo Sauberman, todo esse apelo pode ter na origem o fato de essas mulheres serem extremamente sensuais e femininas, ao contrário das magras, que ficam cada vez mais masculinas ao tentarem se adequar aos padrões de beleza mais modernos.
“As gordinhas possuem curvas bem femininas e pele macia. Já as mulheres mais magras estão perdendo a cintura, fazendo musculação e trabalhando o abdômen. Alguns homens podem estar rejeitando esse novo padrão estético feminino, extremamente masculino (e em alguns casos assexuado) e se interessando pelas mulheres que ainda conservam sua feminilidade. Nesse caso, as gordinhas certamente estão em vantagem”, conta.
OBRAS DE ARTE – Sauberman diz ainda que o fato de que, em outros períodos históricos, como a Renascença, o padrão de beleza feminina ter sido baseado nas gordurinhas em excesso mostra que o fascínio por esse tipo de corpo não é novo. “A gordura, durante muitos anos, foi sinónimo de beleza e sensualidade. Grandes obras de arte retratam isso. A preferência de alguns homens de hoje por esse padrão pode mostrar também que nem tudo mudou com o tempo. O corpo magro pode até ser o símbolo atual, mas o importante é que há espaço para todos os gostos”.
Já para a psicanalista Ana Lúcia Melgaço, os homens que procuram as mulheres mais gordas podem estar procurando na verdade uma relação de aconchego e de proteção.
“As mulheres mais gordas inspiram o colo, o conforto e a figura materna. Algumas esculturas populares, inclusive, transformam mulheres mais gordas no encosto de um sofá, o que indica a tendência. Isso não significa, no entanto, que esses homens estejam procurando uma mãe para suas relações, mas a sensação de proteção que as gordinhas proporcionam pode ser um elemento de sedução”, diz.
Segundo Ana, outro possível desejo dos homens baseado nas mulheres mais gordas é o da fartura. “Neste caso, os seios grandes e fartos são o símbolo maior. As gordinhas inspiram abundância e isso pode ser extremamente atraente”.
Homens declaram seu amor pelas cheiinhas e ressaltam: a silhueta fina de top model não tem nada de sensual.
A empresária Elizabeth Gomes, de 1,56m de altura e 88kg, ficou curiosa quando uma de suas amigas disse que tinha um irmão que adorava namorar mulheres gordinhas. Como ela também tem gordurinhas em excesso e estava sozinha, resolveu marcar um encontro para conhecê-lo. O resultado não poderia ser melhor: um namoro que já dura quatro meses.
“Foi paixão total à primeira vista. Ele é tudo que eu sonhei. Outro dia, apareceu com uma torta de chocolate para mim. Eu logo recusei, dizendo que estava de regime. Sabe o que ele fez? Disse que tinha trazido a torta porque eu precisava manter o meu corpinho! Agora ele vive me trazendo tortas de presente. Diz que faz isso para eu manter a forma”, conta.
O namorado de Elizabeth não é o único homem a se declarar fã das mulheres gordinhas. Para muitos, a silhueta esquálida das top models está longe de ser atraente. “Sexy mesmo é aquela curvinha, que revela a gula bem feminina. Minha namorada é linda e cheia de vitalidade. Além disso, tem uma simpatia e um sorriso que são raros em pessoas magras, que se torturam em regimes e vivem de mau humor. Não a trocaria por nenhuma modelo escultural”, diz o empresário Roberto Torres dos Santos, que namora a administradora Érica Monteiro de Souza, com 1,60m de altura e 98kg.
Ele tanto insistiu que a namorada desistiu dos regimes que fazia há mais de dez anos: “Sempre digo que gosto dela do jeito que ela é. De que adianta sofrer para emagrecer e perder junto o brilho do sorriso? Ela é linda e não precisa perder peso”.
MAGRAS ESNOBES – Muita gente famosa também vê atrativos pelo excesso de peso. Para o ator Caio Blat, as gordinhas têm uma sedução especial: “Não acho que a aparência é fundamental em um relacionamento amoroso, mas confesso que as meninas gordinhas esbanjam sensualidade e simpatia e isso é importante. Muita garota magra e linda não consegue ser assim”, comenta.
Já a atriz Marilena Cury, orgulhosa em mostrar seu excesso de peso, diz que muitos homens se sentem atraídos por essas mulheres porque as mais magras são, em geral, bem mais esnobes.
“Os homens adoram sexo e as gordinhas sabem disso. É por isso que nós fazemos o maior sucesso. Já as mulheres mais magras gostam de ser mais difíceis”, conta.
PRECONCEITO – Marilena diz que não tem problemas com o excesso de peso e sempre se acha bonita na frente do espelho. “Sou extremamente sexy e muitos homens concordam comigo. Adoro ser gorda, adoro sexo e estou muito bem comigo. Esse é um dos segredos de ser sedutora e atraente”, diz.
A apresentadora Silvia Poppovic diz que o mais importante é que muitos homens estão largando o preconceito e assumindo que gostam mesmo das mais cheinhas.
“Isso é muito positivo. O padrão de beleza atual, de mulheres magras demais, está completamente fora da realidade. Muitos homens estão assumindo que gostam mesmo é de carne e boas curvas e mostrando para as mulheres que não é fundamental seguir a tendência da moda”.
Mas Marilena Cury diz, no entanto, que nem todos os homens conseguiram superar os preconceitos. “Conheço gente que adora mulher gordinha, mas tem vergonha de ir à praia com ela ou de sair na rua. Bom mesmo é mostrar aquela loira de corpo escultural para os amigos. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse é um preconceito que praticamente não existe mais”.
Leonardo Valente
Agora, vou só ali comer um chocolatinho e já volto para ler e responder aos vossos comentários.
HEHEHEHEHEHE
Eli
:)
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Acabar versus Começar
Às vezes, as coisas começam ao contrário.
Como acabam?
Nunca sabemos.
A única certeza é que tudo termina, mesmo sem haver uma conclusão.
Para existirem, têm que iniciar. Podem é desaparecer num segundo.
Eli
:)
Um dia feliz
Hoje sinto-me tão bem! De manhã, antes de sair de casa, olhei-me ao espelho e pensei que estava mesmo bonita!
:))
Por isso, procurei uma música/vídeo que me faz sorrir para partilhar esta boa disposição!
:)
Be happy
Eli
:))
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
H #12
Coloquei uma música e hesitei. Por uns momentos, não li. Fiquei a sonhar com uma réstia de esperança.
No bilhete estava escrito:
Deixo este espaço em branco para que possas escrever a tua história. Eu preciso de me afastar. Tenho decisões a tomar das quais tu não fazes parte. Vou fazer uma viagem.
H
Deixei-me cair sobre o sofá. Relembrei aquela manhã, aquelas noites, aquele tempo (perdido?!) que esperei por ele observando as estrelas e as ondas do mar. Tinha chegado o dia de deixá-lo para trás na minha vida.
Ouvi a música, reli o bilhete, olhei para o espaço em branco e senti que tinha que me afastar. Não o iria procurar.
Definitivamente, precisava de um pão fresquinho com manteiga pura e algo quente para beber. Afastei as madeixas do cabelo para trás. Estavam secas. Senti que tinha passado mais tempo no sofá do que imaginei.
Escureceu. Registei a nossa história num caderno branco sem linhas, juntei o bilhete àquelas páginas e adormeci.
Eli
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
H #11
Algum tempo depois, levantei-me do colo dele. Tocou-me levemente na ferida que tinha na cara. Perguntou-me o que tinha acontecido. Balbuciei algumas palavras com os olhos semi-cerrados. Com a sua ajuda, levantei-me devagar, bebi um pouco de água.
H : Eu levo-te a casa.
Eu : Lá sabes tu onde é a mi... ah, pois, tu sabes. Como é que descobriste?
H : Procurei uma pista durante algumas horas seguidas a passear pelas ruas daqui. Foi só afastar-me um pouco mais que vi a tua...
Eu : ... biclicleta.
Interrompi e não disse mais nada. Acompanhou-me em silêncio. Abriu-me a porta. Sentia a roupa ainda molhada e pedi-lhe para se ir embora. Queria ficar sozinha. Ele saiu. Quase o empurrava.
Tomei um banho, quando voltei à cozinha, encontrei um bilhete no chão. Tinha sido deixado debaixo da porta.
Eli
terça-feira, fevereiro 22, 2011
"Desejo post alegres 2011"
Não percebi bem qual é a intenção, mas resolvi aderir antes que me chamem de "cortes"!
HEHEHEH
As regras são:
1-Colocar nome e endereço do site que a indicou:
Este mimo foi-me oferecido pela Sus do blog Suspiros da Alma.
2-Dedicar para cinco seguidores assíduos e cinco seguidores novos do blog:
Ora, aqui vai:
Blogues com barba já a ficar grisalha:
Pé de Meia
O Sabor da Palavra
Misantrofia
Rafeiro Perfumado
O Lado B da Vida
Blogues novos (para mim):
Pedro Gaivota
Diário de Uma Presidiária
Não Compreendo as Mulheres
Areia a Mais para a Minha Camioneta
Myosotis
Eli
domingo, fevereiro 20, 2011
Porque hoje voltei a acreditar no Amor...
...partilho convosco este vídeo que guardo no meu pc, pois ajuda-me a sonhar (ainda mais).
Eli
:)
H #10
Imagem de Eli
Estava a lavar as mãos, frágil, mal me segurava em pé, quando resolvi chamar por ele. Não me respondeu. Comecei a duvidar da sua espera, mas logo pensei que não iria embora sem mim. Foi então que ouvi uns passos e imaginei que devia ser ele.
Pela sombra no chão, reparei que não era. Comecei a sentir medo. Estava na casa de banho masculina e um homem desconhecido iria entrar. Pensei em andar o mais rápido que conseguia. Vi-o. Possuía uma grande estatura. Estava vestido com umas roupas sujas. Abriu um sorriso mórbido, negro. Assustei-me. Queria fugir, mas não tinha por onde. Parou junto à porta e olhou-me com os olhos esbugalhados de raiva. Cheguei-me para trás. Avançou com três passos firmes, agarrou-me nos pulsos e encostou-me à parede. Comecei a gritar umas vogais quase mudas. Pôs os seus pés em cima dos meus para que não me mexesse. Quando me largou um braço para me levantar a saia, dei-lhe uma bofetava com toda a força que ainda me restava. Ele fez-me o mesmo. Só que foi tanta a violência que caí no chão. Pensei em desistir. Comecei a chorar. Ele grunhia. Quando se baixou, dei-lhe um pontapé entre as pernas, rebolei-me e consegui sair dali. Escapar-me, escapar, pensava, pensava. Senti que ele não tinha vindo atrás de mim. Quando cheguei cá fora, senti o Sol forte a bater-me nos olhos e não conseguia ver. Mesmo assim não parei de correr pela praia fora. Quando senti a água do mar debaixo dos pés, olhei para trás, vi que estava sozinha, então deixei-me cair. A água fria ia e voltava. Sentia dores no corpo todo. O mar beijava-me a face. A água salgada misturava-se com o sangue. A pele ardia-me.
Não sei exactamente quanto tempo depois, o H apareceu e perguntou-me o que tinha sucedido. Não consegui falar, nem tampouco tinha forças para sair dali. A água tinha-me anestesiado. Era a primeira vez que tomava banho de mar num Inverno profundo. Levou-me até à areia seca.
H : Tinha ido buscar-te água. Toma, bebe.
E eu só consegui chorar no seu colo.
Eli
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