Dá-me uma imagem que não seja apenas a minha a minha imaginação devorada por milhões de neurónios e suas ramificações. Oferece uma imagem que eu alcance de olhos fechados sempre que os abra. O que o instante me traz é oferecido pelo que sou e não pelo que me trazem. Constuo caminhos em cima de comida e deito-me no futuro deleitado no passado. Apregoo o presente, mas o tempo não existe. O tempo não existe. O tempo não existe... e de tanto dizer o que era, o que sou passou para o passado. A confusão instala-se nos outros. Eu sorrio, observando mil pensamentos no momento que não sinto, mas inspiro como se de um raio, trovoada se tratasse. E o preto, ah, sim... aquela música de arrepiar no brilho do sonho, tão escuro, tão belo.... barbeado por mares e devorado por solidão. Dei-te o melhor pensamento, o meu. Aquele que me faz sorrir, sozinha, a conduzir. Mas tu não sabes. No nevoeiro permanece o mistério... que um dia se há-de revelar... Ou não!!!
Dá-me uma imagem. Aquela.
:)
Imagem de Eli!...

