Agora nem nómada, nem emigrante.


quarta-feira, dezembro 22, 2010

Passou

Imagem de Eli


Não passou o Natal, mas passou o negativismo. A onda má foi varrida da minha alma. Hoje, decidi que consigo. Voltei a ser eu. Não há quem me derrube. O entusiasmo voltou. A depressão foi banida. Sento-me no parapeito de uma janela, encosto a cabeça. Nem faz frio, nem calor, encontro-me em paz.


Quando fiz a minha árvores de Natal, tinha outros sonhos, outras ambições, agora impossíveis. No entanto, abandono-a, porque o Natal não são coisas, mas eu com o espírito de agora e de outrora à lareira.

Eli

:)


terça-feira, dezembro 21, 2010

apagou-se o raio da luz





























































































segunda-feira, dezembro 20, 2010

A Luz ao Fundo do Túnel

Imagem de Eli

A derrocada, a salvação, a... eu. E num caminho imaginário, nunca me tinha recordado assim, tão desprovida do tanto e do pensamento alto. As companhias salvam-me de momentos maus, meus... E entretanto, consegui ver uma "luz ao fundo do túnel". Só peço para que não aconteçam mais coisas tristes. Já me basta esta onda onde me vejo ser levada... como se estivesse debaixo de água sem conseguir respirar. O fôlego falta-me e o trabalho esbate um pouco, fazemdo-me esquecer de mim. É intenso... custa. No entanto, ainda há um pedacinho de esperança ao qual me quero agarrar com todas as forças.

Eli

domingo, dezembro 19, 2010

Natal...




Era sobre qualquer coisa relacionada com o Natal. Já não sei como o descrever. A minha energia já nem gera boa disposição. Mas eu tento. Ainda há pouco pensei em como mudei neste último ano. Não, não faço balanços, porque a vida não pára que eu possa pensar. Já era suficientemente mau. Agora, pronto, é o que é.

Eli

quarta-feira, dezembro 15, 2010

...

Imagemdaqui

Eu não merecia isto, juro.


terça-feira, dezembro 14, 2010

Natal dos Bloguistas #2




O Texto:

Aviso já que fora a primeira frase, não se aproveita nada deste texto. Deve ser dos piores que já escrevi até hoje. Acho que ando a ficar muito clara no meu modo de escrever.

Gosto muito do Gonçalo, grande amigo, daqueles que até já parece família, de tal forma que discutimos e dizemos o que pensamos sem qualquer preconceito. Enfim, mas falta-lhe aquela qualidade (comigo) que se chama pontualidade. Eu sou uma pessoa pontual em qualquer tipo de compromisso (quer social, quer profissional ou até pessoal). Então, fico irritada quando tenho que esperar por alguém. Cada minuto que passa é um agravar do meu estado de espírito que dantes estava bem melhor... No entanto, como já sei o que a casa gasta, acabei por relaxar e desta vez nem fiquei mal-disposta. Entretanto, chegou a Cat e lá fomos em direcção a Lisboa! Mesmo com GPS foi dificíl encontrar as outras duas blogueiras a quem o Gonçalo prometera boleia. Relembrei, mais uma vez, de uma razão para não concorrer para Lisboa - o trânsito.
Entretanto, chegámos mais uma vez (quase duas horas) atrasados! Eu senti logo à partida, que tinha ficado no lugar "menos sociável" (citando o Rafeiro). Passo a explicar:

0 S X X X X X X X X X
E C X X X X X X X X X

E - Eli
0 - Fantasma

Numa mesa comprida, em que (praticamente) toda a gente tinha uma pessoa de cada lado e outra à frente, eu apenas tinha uma pessoa do meu lado direito, que já conhecia (C-Cat). A pessoa (S) que estava à frente dela foi a única que fiquei a conhecer de alguma forma e ainda nos rimos. Senti-me bem com elas, mas acho que poderia ter aproveitado mais. Não venho para aqui fazer queixinhas.

O restaurante era bonito. À chegada cumprimentei todos os presentes com dois beijinhos, coisa que nem costumo fazer. Com os meus amigos costuma ser um aceno e um olhar geral. Apenas cumprimento quem se dirige a mim. No entanto, como não conhecia as pessoas com quem me ia sentar a jantar, resolvi cumprimentá-las.

Ao sentar-me foi-me colocado um prato de sopa. Conheci um novo sabor. Nesta caso, "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Seguidamente, fui conversando com as pessoas mais à direita, mas mal as ouvia, por isso, desisti pouco tempo depois. Creio que ela vai criar mesmo um blogue!

Ora, quando serviram o prato principal, tive a maior desilusão, o que me fez ficar um bocadinho menos disposta. Nunca pensei que isso me fosse afectar. Em todos os outros jantares, nunca pensei muito na comida, estava tudo bom. No entanto, tinha andado a brincar com o facto de levar uma sandes de frango e olhem que senti bem falta dela!

Gostei do crepe, mas não dos acompanhamentos. Entretanto, comecei a ver umas fatias de bolo de chocolate, ali mesmo atrás de mim então achei que o suminho e a sobremesa iria salvar a barriguinha! Quando chegou a altura de a saborear, descobri que não era aquela a minha sobremesa, mas outra com um aspecto manhoso, para o qual os meus olhos não estavam preparados. Logo, perguntei se podia trocar, mas não só não tinham para o número de pedidos (reservas) como não havia a mais para mim, mesmo que eu quisesse pedir uma à parte. Penso que esse serviço deixou muito a desejar.

Enfim, ao menos tivemos Música ao vivo tocada só para nós, o que não é todos os dias!

Lá contribuí, novamente, para o Banco Alimentar, desta feita com uma garrafa de azeite e duas de atum.

Finalmente, houve troca de prendas e eu sonhei que pudesse ser comida. Desta vez acertei. Recebi um chupa-chupa com direito a dedicatória, cujo está na fotografia. Só não sei quem o ofereceu, por isso, quem foi que se acuse para eu agradecer.

Lamentámos o facto de não termos feito maior alusão aos blogues. Acabou por ser um jantar pouco blogueiro. Também não senti o espírito natalício, mas tudo isto é só culpa minha.

Achei piada a um blogueiro que me reconheceu dos tempos de estudante em Viseu, coisa mui insólita e inesperada.

Também a Elvira tem amigas em comum comigo, cujo facto tínhamos descoberto uns dias antes do jantar!

Serei muito conhecida?! Só espero que quando escrever um livro, todas essas pessoas e muitas mais o comprem e divulguem! (Não, Rafeiro, não te quero roubar popularidade!)

À tarde, recebi uma mensagem da Izzie que me pediu para contribuir com as minhas gargalhadas no jantar. (Não era preciso pedires!)

Durante o jantar, lembrei-me várias vezes da minha amiga Ana. (Depois posso explicar porquê.)

Bem, logo a seguir, seis dos dezanove, os resistentes, fomos comer um pãozinho com chouriço!

Concluímos a noite com dança e sorrisos...

Regresso a casa, distrito de Leiria... e adormecer já quando o dia tinha começado. Depois, tinha dito que acordava à hora X e não consegui sair da cama... lamento. Obrigada pelos pormenores, pelos gestos de afecto e por tudo o que me deram, pois foi muito mais do que eu ofereci.

P.S. Como sabias que eu era a mais atraente?! (hehe)

Eli

:)

sábado, dezembro 11, 2010

Medinhos

Imagem de Eli

Solto aquele medo. Está bem, "medinho", porque nada me afugenta assim tanto. Calco umas pedras deste chão e já penso que sou gente. Ainda tenho tanto que desbravar. Este terreno está inerte. Preciso de mais. Gostava de saber por que é que os momentos melhores são sempre os mais fugazes.... Já nem me dou ao trabalho de perceber, de agarrar, de puxar... deixo-me ir, como se fechasse os olhos e me deixasse cair num vazio, à espera que me puxem novamente. Reabro os olhos e sinto uma mão a puxar-me, deixo-me levar por essa noite, quando volto a observar o envolvente, já não me envolves. "Depois comunico". Pois sim, vale mais filosofar com a ideia de uma anilha perdida num dedo de outrem. Encontrar pessoas simpáticas e normais é um factor positivo. Gosto do respeito, da igualdade, do muito. Como consegues fingir um momento tão... e torná-lo fugaz ao virar de uma página?! Ao menos, assim, escrevo.

Eli

:)

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Solteira

Imagem de Eli


Sim, eu ainda me emociono. Sim. Às vezes, parece que me arrancaram o órgão dos sentimentos e que me consigo distanciar de tudo o que me faz parte. Há momentos que não entendo por que não desato num pranto. Aprendi a ser silenciosa, quando corro o risco de não conseguir falar... Hoje, com pessoas que conheci recentemente, consegui sentir-me envolvida. Às vezes, estou perto de pessoas que já conheço há anos e não sinto a mesma disposição e à vontade. Apetece-me conhecer mais e mais pessoas assim e deixar-me sentir bem no meio delas. Cada um falava da sua história. Uma que casou mais de trinta anos, outro que casou no ano passado. Um que esteve casado cinco anos e outro que vai casar para o ano. Eu sou solteira, e então?!... Todos me respeitaram, sem pressões, sem me perguntar porquê ou por que razão não arranjei ninguém. Cada um deu de si à conversa com uma naturalidade fantástica. Quando falo com as/os minhas/meus amigas/amigos solteiras/solteiros, eu sei que nos entendemos. Não deixo de viver ou de ter histórias para contar. Como disse há dias a um deles "eu moro sozinha, mas tenho uma vida"! Nenhum de nós planeou uma coisa ou outra. Impossível! Cada um viveu consoante o que lhe foi apresentado e lutou o bastante para que as relações funcionassem. Porém, não estamos para estar juntos só por estar. Bem sei que "está na moda" casar/juntar e que os amigos da minha idade o têm feito, mas sinto que tenho um longo percurso pela frente. Então, quando estou com pessoas como aquelas com quem estive hoje, consolido as minhas certezas e que consigo ser feliz assim. Sim, carago, eu sou feliz. 
:)

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Descontracção

Imagem de Eli

Mesmo que a minha cara tenha estado descontraída, assim que me sento para escrever, os meus pensamentos recorrem àquelas imagens tão únicas, tão minhas, tão... parte de um passado que não volta. O lamento não vale a pena, os troncos das árvores apenas envelhecem, parte por parte, castanho por verde e amarelo a imitar azul... Nas festas e jantares, um novo brilho se abre à humildade e ao amor... um pedaço de mim escreve automaticamente e as letras fogem ao ritmo da música que não, não me traz poemas. A poesia magoa-me. A ausência de palavras também. Necessito disto. Numa perspectiva quase animalesca, sobrevivo graças a isto. Clico em ti e não me trazes nada de novo. Esqueço. Horas e horas a esquecer. Olho através dos vidros do carro. Aumento o volume de uma guitarra tão sonhadora quanto a minha alma me permite. Não desisti. Eliminei-te. Não fazes parte, jamais. A mentira dá sempre lugar a uma outra vontade. Qualquer, sim, mas outra!

:)

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Explicação

Imagem daqui

Não, não caso. Pensei eu naquele dia com todas as forças. E lembrei-me sempre daquela certeza que só eu sei quanto vale.

Ai e tal... não podes ser tão radical, diriam-me uns tantos sábios com quem me cruzo, mas fez tanto sentido aquela decisão, que se alguma vez a explicar em voz alta, compreenderão.

Se quero tanto que me entendam, por que não explico?!

Hoje, os meus alunos mostraram-me mais uma vez que eu tenho a capacidade de lhes esclarecer todas as dúvidas como se de magia se tratasse. Se tenho este jeito, poderia usá-lo sempre.

Mas, não. Eu preciso de me fechar tants vezes quantas as que me fizer sentir confortável.

Eli

terça-feira, novembro 30, 2010

Insólito

Imagem daqui


Como será possível?! Não dormi um único minuto na noite passada. Trabalhei durante o dia e estou aqui sem sono, sem cansaço a mais, apenas eu igual a todos os dias!...

Eli

segunda-feira, novembro 29, 2010

Memória dos flocos brancos

Imagem de Eli

Sim, já vi que sim. Tal como o azul do céu que brilhou naquela tarde. Sim, eu conheci-o tão bem. Eu conheço-me tão bem e leio nos sinais um caminho. O mundo leva-nos à frente e diz-me para renuvescer. A neve nunca mais voltará a ser a mesma, nem os flocos terão a mesma forma ou feitio. Talvez uma lágrima pública se escape atrevés do branco. Nem deixarei as janelas. Nem quero um boneco. Nada será igual.

Eli

sábado, novembro 27, 2010

A verdade

Fotografia tirada por Eli

Como poderei escrever sempre com uma ideia que nunca digo?! Quanto tempo mais serei capaz de aguentar este sufoco! Quero gritar isto, mas não quero dar asssim esta informação. Conheço as pessoas, elas sobrevivem à minha volta. Como poderei, por um lado, não partilhar?! Por outro lado, deverei entregar mais uma preocupação àqueles que nem sabem que ela me existe?!

Às vezes quero tanto esquecer a realidade da ausência, que as lágrimas rebentam do sufoco onde permanecem, quando o sorriso prevalece.

Ser-me-á permitido... sim, eu sei que eu faço, eu aturo, eu seguro, porque quero. Acima de tudo, sim, eu dou valor, embora muitas vezes ninguém saiba qual é a minha corrida, como é o meu respirar e por que é que me agarro tanto ao que tem valor para que a felicidade permaneça na minha alma, nem que seja apenas pelo tempo possível, sim, porque a esperança traz-me um pouco de alegria e paz, embora não possa esperar tudo, a alegria não vem, exijo a paz.

Há dias, esta semana, sonhei levemente com algo, que no próprio sonho, sabia ser impossível. Não me venham dizer que "ah, tudo é possível". Eu sei que NÃO é! Por isso, me fecho, por isso não falei do sonho e de outras coisas, porque sei que ninguém me pode ajudar. Só eu me posso entender melhor, assim, sozinha.

Manda-me sinais... como aqueles que li... apenas porque acredito.

De que me vale ser nómada...
De que me vale ser rica...
De que me vale gostar...
De que me vale ter...
De que me vale sorrir...
De que me vale...?

A minha dor é tão difícil de suportar
Que nem todos os abraços serviriam para a acalmar
Eu escorrego entre as teclas de uma música
Que insiste em não parar
E não consigo mais
E preciso superar

Deixem-me libertar
Só uma vez, só mais uma vez...

Quero tanto chorar mais e mais e mais e mais
Não preciso que me digam que sou isto ou aquilo

Eu tenho direito a sofrer e preciso de viver e sentir
... atabalhoadamente as minhas lágrimas
Para as limpar a seguir
E... quem sabe, numa paz
... dormir.

Preciso tanto dele.
Tanto tanto tanto
Dá-me a mão, por favor
Preciso que me façar levantar outra vez
Preciso
... da tua presença, aqui e na minha vida.

Não me deixes assim triste...
Nem consigo respirar assim.
O meu coração bate descompassadamente

E não sei como será um Natal sem ti,
... porque nunca o vivi...

Preciso de viver sozinha,
... porque preciso de chorar sozinha.

Eli

terça-feira, novembro 23, 2010

Simplesmente


Vou buscar uma imagem antes de escrever o texto. E, quando olho para ela, aqui, neste espaço, depois de escolhida, penso que poderia muito bem ter sido uma das fotografias que tirei quando morei nos Açores! No entanto, esta imagem é tão continental e não fica nada a dever aos Arquipélagos portugueses. Estou a viver num lugar privilegiado e sinto-me feliz, porque tenho sobretudo esperança acima de tudo. Posso dizer que adoro o que faço, o lugar onde moro, os amigos que fiz e acredito no preenchimento que sinto cá dentro. Resumindo, muito simplesmente, assim sou eu, simplesmente.

Eli

:)

quinta-feira, novembro 11, 2010

Vontade


Esqueci-me.
Esqueci-me das ideias que trazia aqui.

Entretanto, relembro uma ideia, uma que diz que "quando não há novidades, fabrico-as". Esta ideia é tão minha, que o tamanho da letra, o tipo, nada importa. Sou eu neste conceito de fazer acontecer. Sinto-me poderosa. Aquela vontade de vencer as vicissitudes e os desânimos preenche-me tão, tão... tanto, que qualquer música é sentida por cada poro do meu corpo. A minha pele arrepia-se a cada segundo e quero mais, muito mais.

Aquela vontade superior que me transcende e me mostra que é possível. Sim, eu acredito.

Eli

:)

Uma fonte de inspiraçao: Música

terça-feira, novembro 09, 2010

Novidade interessante

Imagem daqui alterada por Eli

No meu tom, na minha expressão, com um sorriso que me caracteriza, venho convidar-vos a juntar-se a mim, a nós... Num espírito natalício, com a partilha sempre acentuada, sentemo-nos à volta de uma mesa recheada de histórias e cultura...

Vinde, que o lugar sugere uma noite de coração quente.

Sensivelmente um ano depois... 

Podem fazer as inscrições para o "Natal dos Bloguistas" para mim, Jantar de Blogueiros a acontecer no dia 11 de Dezembro de 2010, em Sintra.

Abraço.

Eli

:)

quarta-feira, novembro 03, 2010

DestinoS

...

Procuro incessantemente um lugar onde possa estar escrito que tenho razão, que todos os sinais são peças fundamentais do meu caminho. Ouço uma música que o fazia assemelhar-se a mim. Os gostos uniam-se. Como vou conseguir sobreviver a este nó?!

Ontem, o Sol brilhou entre a multidão e procurei uma letra no céu e não é que ela estava lá mesmo?!

Olha para mim. Olha por mim.

Precisava de fugir para que também chegasse a minha vez de ser egoísta.

Eli

terça-feira, outubro 26, 2010

Naufrágios

Imagem de Eli


Ainda que o turbilhão já tivesse passado
Atiro-me ao Oceano em pensamentos
Perguntando por mim

Terei apenas sussurado?
Por isso, não passam os tormentos
Arrisco mais uma noite assim...

"Aqui estou eu", pronta para amar
E não me vale de nada a sabedoria aplicada
Enquanto, em cada invetida, naufragar.

Eli

terça-feira, outubro 12, 2010

Lápides



Ninguém quer falar da solidão. Todos fingem que ela não existe. Ainda hoje, ao telemóvel com uma amiga (sim, amiga, não conhecida ou colega ou outra coisa), deparámo-nos com uma situação deveras invulgar. Somos as duas (bem) sucedidas quer pessoal, quer profissionalmente e estávamos mais uma vez sozinhas... confinadas a umas paredes largas demais, até para mim, que cresci para os lados, tudo a que tinha direito.

Depois, os assuntos que nos assolam verdadeiramente têm que nos passar ao lado? Mas que falsas seríamos se não abordássemos cada tema com o direito que temos?!

Na verdade, estou bem. Não me estou a queixar do que tenho, do que sou. No entanto, as circunstâncias espaciais confinam-me a isto.

E... pela primeira vez na minha vida, pesquisei lápides no google. Ya. Não quero pena. Apenas pretendo continuar a falar das coisas.

Eli

sábado, outubro 09, 2010

N Y


Se calhar a inspiração passou naquele exacto momento.
Nem vislumbro soluções, nem escrevo a branco.

Sinto o meu pensar na vida brando demais.
Ocupo-me com inspirações banais.

São momentâneas, escassas e tacanhas...
... as palavras que amontoo... estranhas.

E se eu ousasse?!
E se eu viajasse?!

E se um ditongo me percorresse o espírito aventureiro?!
E se as perguntas de repente tivessem um terceiro?

Eli

:)

Inspiração

quarta-feira, outubro 06, 2010

Capacidade

Fotografia por Eli

Se calhar... talvez... isto sirva mesmo para me mostrar, mais uma vez que tenho aquela capacidade e que tenho que fazer alguma coisa com ela. O controle, a ambivalência, o amor, a abrangência. Quando olho à volta e não tenho pouco espaço onde me possa resignar, as portas mantêm-se abertas, selectivamente. Como se de manhã os passos fossem curtos, racionais, quase indiferentes àqueles com quem durmo. Um sonho. Sonhei contigo, em segredo, entre um acalmar e um abraço, in... discreto. Estavas lá. Eras. Depois, tomei aquele banho e parti. Encontrei mais um pedaço de ilha continental! Que estranho, a voz ficar rouca... a cabeça dói e nem a música me salva. Fiquei demasiado vacinada. Será que este momento pode ser um ponto de viragem para o infinito?! Seria eu a estrela mais brilhante do teu céu?!

Eli

sexta-feira, outubro 01, 2010

Não tenho medo...

Imagem daqui

Talvez a minha força nem esteja ao alcance dos cobardes... Os Sonhos amontoam-se uns atrás dos outros, mas não conseguem realizar-se sozinhos. Dou-lhes um pontapé e eles põem-se a mexer. Entre ditongos e queixas permito que alguns espreitem pela janela, onde a linha do comboio se desfaz a cada minuto com a passagem. Não parti nessa viagem e não me encontrei com ele.

Eli

sexta-feira, setembro 24, 2010

Alcobaça




Vou. É por um mês. Não, não são férias. Orgulhando-me por me entitular de "Nómada".

Vou... Ser Feliz.

Eli

:)

terça-feira, setembro 21, 2010

Onde?


Imagem de Eli

Isto foi tudo menos uma linha recta
O que desesperei, esperei
Aquilo em que estava certa
Transformei

Não sei muito bem o que faça
Com o teu sorriso rasgado
Se ate uma mordaça
Ou te deite a meu lado

Ainda que tudo não passe de uma imagem
Nós sentimos as emoções
Ultrapassarem a outra miragem
Corações.

Eli

:)

Som

quinta-feira, setembro 16, 2010

Professores... Da Espera que Desespera





Como estamos (os contratados do costume) todos à espera... descobri que um sindicato publicou a seguinte notícia:

"A DGRHE procederá a nova colocação (bolsa de recrutamento) no dia 17/09/2010 "

Só não entendo por que é que, no site oficial do Ministério da Educação, não só não nos avisam de tal, como também alteram as notas informativas já publicadas em dias anteriores.

Aliás... eu até faço uma ideia...

Eli

(com dor de cabeça)

Suspira


Fotografia tirada por Eli


Cada som no escuro
Brilha na luz com tanta intensidade
Que a inspiração de um parágrafo
Me traz aquela típica ansiedade

Quero-te entre as letras do falar
Do teclar, do sorrir
Do caminho para te abraçar
Em metáforas a surgir

Imagino-te a sonhar com um sorriso nos lábios
Um pensamento antes de adormecer
Uma imagem, um cheiro, um beijo
Antes de adormecer

Eli

:)

Para ouvir...

Procura-se Lista de Colocações. Quem encontrar é favor reenviar...



Ainda não fiz as malas, ainda não fui colocada. No ano passado, por esta altura, saíam listas diárias com as vagas imediatamanete preenchidas para que os alunos não tivessem de esperar mais. Tanto colocações anuais como temporárias.
Porém, este ano, anuciaram que nas primeiras quatro listas só sairiam vagas anuais. Nós suspirámos um pouco com uma vaga anual, principalmente eu que nunca tenho essa sorte. Sim, é uma sorte ficar um ano todo numa escola. Mas, felizmente, nos últimos dois anos, consegui trabalhar (em sete escolas)!
Mas, para não me esquecer do que ia a dizer, saiu apenas uma lista de professores em Setembro, na outra quinta-feira. Será que esta quinta sairá outra?! É que tenho visitado a página inúmeras vezes e nem são capazes de colocar lá uma data a anunciar. Bem disse um amigo meu, colega também, que nos ano passado as colocações eram diárias porque havia eleições!
Na verdade, eu sei de fonte segura, que ainda há muitos lugares por preencher em várias escolas. Então, de que é que estão à espera?! Eu sei, cada dia que deixam passar, são uns euros que não saem nos bolsos deles! Já não bastava não fazerem os contratos até 31 de Agosto.
E... outra coisa, este ano houve uma lista de renovações. Quem teve sorte, viu o seu lugar garantido por mais um ano!
Eu gostava de saber por que é que essas pessoas, estando atrás de mim na lista têm essa possibilidade e eu não. Aliás, eu sei, a lei permite que quando houver vaga e tiver entrado na escola antes de Dezembro, a pessoa fique.
A lei permite.
Também permite que eu ande de escola em escola e não seja valorizada por ser "tapa-buracos" e assumir as turmas quando as professoras têm bebés ou ficam doentes.

Enfim... foi uma partilha que me apeteceu ter depois do último post, se bem que há muito mais para falar sobre este assunto!

:)

Eli

Obrigada pelos comentários. Gosto imenso!

terça-feira, setembro 07, 2010

Partilhas








Boa Noite!

Para que possam perceber aquilo por que passo e a instabilidade que me caracteriza, leiam com atenção estes testemunhos que retirei daqui 



Luís Juvenal Mendes




29 anos, professor de Biologia e Geologia



"O que vale é a entreajuda"



Decidi que queria ser professor muito cedo - nem sabia de quê, precisamente, mas professor, como aquele que me ensinou Ciências no 7.º ano ou o de Geografia, no 9.º; pessoas que estavam ali para nos ensinar mais do que os conteúdos do programa, que nos guiavam no mundo como amigos; firmes, mas amigos. É assim que eu quero ser, que continuo a querer ser, e só por isso fiz esta opção de adiar outras dimensões da minha vida. Sei que, para já, não posso ter casa, namorada, filhos.



Por agora, tenho de concorrer para onde tenho a possibilidade de ganhar tempo de serviço até conseguir arranjar um lugar no quadro, o que espero que possa acontecer quando tiver uns 40 anos de idade. Este ano estou pela segunda vez em Aljustrel, a 480 quilómetros de minha casa, que é em Guimarães. Já lá estive no ano passado e apostei na possibilidade de renovação de contrato para me poupar à angústia e à solidão. Se tenho de ficar longe, ao menos que seja onde já tenho alguns amigos, onde conheço pessoas - ninguém imagina o que é partir do nada todos os anos.



Aceito isto sem dramas - tem de ser assim, é a única forma de atingir o que quero e de não magoar ninguém. Já vi que chegue de colegas cujos casamentos não resistem às separações, que sofrem por não poderem ver os filhos a crescer ou que têm de os levar de terra em terra. No ano passado tinha duas colegas com filhos pequenos. E, nestes casos, o que vale é a entreajuda entre os professores contratados. Muitas vezes éramos nós, os homens, a ir buscar as crianças à escola e a ficar com elas quando as mães tinham reuniões - quem mais as podia ajudar, tão longe de casa?



E, apesar de tudo, acho que tenho muita sorte. Licenciei-me em 2006 e nos dois primeiros anos só consegui lugar nas Actividades de Enriquecimento Curricular, a ganhar 300 euros por mês ou pouco mais. Em certos dias, trabalhava em três escolas diferentes, a dar Ciências Experimentais a miúdos do 4.º ano. Para ir de uma escola para a outra apanhava um táxi ou, então, telefonava ao meu pai para me ir buscar e levar. Não ganhava para as despesas. Depois, no ano seguinte, fui colocado com um horário incompleto, em Lousada. Ou seja: durante três anos continuei a depender dos meus pais. Já tinha vergonha.



Este ano fiquei colocado a 31 de Agosto; vou preparar para exame do 11.º ano os mesmos alunos a quem já dei aulas no ano passado, quando estavam no 10.º; e tenho todas as razões para acreditar que, daqui a uns anos, quando encontrar estes miúdos, vou sentir que de alguma maneira os marquei, que fui mais do que um professor que lhes ensinou Biologia e Geologia.



Para além disso, tenho um carro (usado, mas um carro) e um quarto que posso pagar, numa casa que já conheço e que fica numa terra que já não me é estranha e onde tenho amigos. Tudo razões para estar feliz, até porque há outra coisa que também se aprende: a receber com alegria aquilo que a vida nos dá.



Fernanda Martins



36 anos, professora de Português e Francês



"Não me livrei dos pesadelos"



Hoje diz-se que quem segue a via do ensino sabe o que o espera: o desemprego. Não era assim quando me licenciei em Português/Francês há 14 anos. E a prova é que a minha irmã, que fez o mesmo dois anos antes, é professora e está no quadro.



Dois anos, duas vidas tão diferentes: ela ganha mais uns 300 euros por mês, tem uma carreira e, principalmente, não sofre com esta instabilidade, este medo. Porque eu tenho 36 anos e há 14 que não sei o que é passar um mês de Agosto sem pesadelos e lágrimas.



"Quando efectivar casamos", dizia eu ao meu namorado. Mas os anos passavam e eu de escola em escola - Vila Real, onde vivia; depois Mondim de Basto, Peso da Régua, Miranda do Douro, Peso da Régua outra vez e outra ainda, e depois Celorico de Basto... Efectivação... nada. Ao fim de sete anos de namoro, o que é que havíamos de fazer? Casámos. Com uma certeza: filhos, nem pensar! Só quando efectivasse. Felizmente o destino pregou-nos, desta vez, uma partida boa...



Quando o nosso filho nasceu, há três anos, já vivíamos, como hoje, em Oliveira de Azeméis. Mas continuava a andar de escola em escola e, quando é assim, não nos podemos dar ao luxo de criar raízes - a casa onde moramos é o sítio onde vamos dormir enquanto o sistema não nos atira para outro lugar; e o dia-a-dia tem de se organizar de maneira a que nos consigamos bastar a nós próprios, sem ajudas.



No entanto, as coisas modificaram-se. Em nome da estabilidade pedagógica, o Governo tornou possível a renovação de contrato mediante determinadas condições, o que significava a esperança de ficar alguns anos no mesmo lugar.



Pela primeira vez, fizemos planos. Pedimos um empréstimo e comprámos um terreno em Gaia, para construir uma casa. Se tudo corresse bem, ficaria até 2013 em Grijó, onde fiquei colocada no ano passado.



Mas em Julho apanhei um susto: ligaram-me da escola a dizer que não tinham horário completo para mim, uma das condições para a renovação do contrato. Quando, dias depois, me disseram que aquele problema estava ultrapassado, não consegui impedir-me de pensar que podia surgir outro. Bastava que um colega destacado por falta de componente lectiva colocasse a minha escola em primeiro lugar na lista de preferências e eu já lá não ficava.



Foi assim que, com 36 anos de idade e 15 a trabalhar, dei comigo a chorar de alegria, na segunda-feira passada, por ter ficado colocada no sítio que escolhi. Não foi desta que me livrei dos pesadelos.



Sónia Maurício



31 anos, professora de Matemática



"Temos de ser fortes"



Antes de mais tenho de dizer que tenho muita sorte - se não fosse o suporte financeiro dos meus pais já teria desistido de ser professora ou, então, não poderia ter casado e muito menos ser mãe. Mas ter esta ajuda não é a única condição para se ser professor: temos de ser muito fortes - física e psicologicamente.



Não escolhi uma carreira difícil. Quando optei por Matemática não havia falta de lugares no quadro. Dizia-se que até os licenciados em Engenharia Tropical e Subtropical (um curso que, se não me engano, havia nos Açores) conseguiam ser admitidos como professores da disciplina... Acontece que, quando acabei o estágio, em 2003, já não era assim. No primeiro ano não tive noção do drama, porque arranjei trabalho num colégio; mas no segundo pensei: "O que é que eu fiz da minha vida!?"



Três meses sem ocupação fizeram-me agir: apesar de só conhecer os computadores na óptica do utilizador, concorri a tudo quanto era vaga de Informática. Em Janeiro telefonaram-me: tinha ficado colocada em Seia (a 90 quilómetros de Coimbra, onde vivo) e ia dar EOTD. "Vou dar o quê?! Que é isso!?"



Bem, tratava-se de Estrutura, Organização e Tratamento de Dados e os miúdos estavam nada menos do que no 12.º ano e a alguns meses de um exame nacional. Não os enganei. Disse-lhes: "Não sei nada disto e vou ter de estudar muito. Mas se vocês estudarem tanto e se esforçarem tanto como eu, têm 20 no exame!" Safámo-nos todos.



Desde então passei por inúmeras escolas, a maior parte das vezes em substituições ou com horários incompletos. Estive alguns meses em Trancoso, com um horário de 12 horas que me obrigava a fazer quatro horas de viagem por dia, quatro dias por semana; no mesmo ano estive em Maceda, Santa Maria da Feira, onde arrendei um quarto, porque entretanto engravidei e não podia viajar; no ano seguinte conheci duas escolas de Coimbra; depois passei dois anos em Arganil e, no ano passado, estive de novo em Coimbra, desta vez destacada, devido a uma gravidez de risco.



Este ano - tal como muitas colegas e amigas de estágio - não fiquei colocada. Acho que foi a primeira vez que não telefonámos umas às outras no dia das colocações. Afinal, isto já é normal. Íamos dizer o quê?



Escrito por Graça Barbosa Ribeiro a partir de entrevistas aos três professores


Agora só faltava falar da minha experiência, mas nunca mais acabava...

:)

domingo, setembro 05, 2010

Shiu



Tanta inspiração, tanto que os meus dedos querem escrever e parece-me que não há mais tinta. A possibilidade de um nascimento, o brotar de um aroma, uma brisa em tom rosa-velho, uma imagem sentida. As fotografias ficaram obsoletas. Sobrevoaram as borboletas que esvoaçam no meu olhar, com asas de mar...

Eli

:)

sábado, setembro 04, 2010

O que diz o teu sorriso?

Eli

Ando há tanto tempo a esconder um sorriso que deveria estar estampado na capa de todos os jornais e revistas. Se ele vale um abraço, um toque ou pelo menos outro sorriso, então eu envio-o a todo o meu mundo para que se partilhe ainda mais. Desafio-vos a publicarem o vosso sorriso e escreverem sobre o que ele provoca nos outros. Há uma certeza que os outros espelham. Vamos ser felizes e esboçar o nosso nome, para que o individualismo marque a personalidade da dádiva e da vida com força e poder comum!

Eli

sexta-feira, setembro 03, 2010

Foi

Imagem de Eli


Desculpa-me aquela mentira. Aquela... quando digo que estou bem e não estou. Quando te conheci, acenaste-me lá de cima e eu, ao ver todos os teus feitos de herói e guerreiro, pedi-te que descesses e privasses comigo. Os dias passaram, as semanas vieram e os teus feitos tornaram-se cada vez mais escassos. O que te disse pode ter parecido escasso, mas tinham tanto empregnado que não consegui dizer mais. Sabes, é uma raridade eu não consguir falar.

Eli

:)