Agora nem nómada, nem emigrante.


quarta-feira, janeiro 30, 2013

Rosto

Sem rosto...
Escolhi-te assim no meio de um dia qualquer, sem esperanças que a madrugada me instigasse a escrita ou tampouco a capacidade de me inspirar. De me voltar. De me dececionar. Precisava de voltar a ver que o caminho existe, mesmo que seja elevado em sonolências profundas de um abismo qualquer. Não teimo na poesia, porque não me lês. Nunca me lês a mim. Lês-te apenas num passado do qual não faço parte. Se limpasses os olhos, talvez visses que a água que poderias beber caiu do céu. Destapa-te, para que te possa responder às cartas mais profundas.

Eli

domingo, janeiro 27, 2013

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Se vieste cá, se gostas, então Vota! :)


Hoje (25) e amanhã (26) são os últimos dois dias para votar. Conto convosco!

Clica na bolinha e depois e Vote.

(Agora estão a pedir verificação depalavras. São mais uns segundos.)

Eu e o blogue agradecemos!

Eli

:)

Dá para votar todos os dias.

terça-feira, janeiro 22, 2013

O lugar da mulheres é na cozinha?

Resolvi responder a este post do Bagaço Amarelo, que escreve no seu blogue "Não Compreendo as Mulheres", que tanto admiro.

 (...)
 
Há situações em que as mulheres passam mais do que as oito horas a trabalhar e depois mais quase outras tantas em casa. Acredita que não estou a exagerar. Também há o contrário, claro, tenho que salvaguardar essas exceções, pois sei bem que existem. No entanto, na maioria dos casos, elas aceitaram isso como sendo "normal", pois sempre lhes foi incutido que isso era o correto. Aliás, lá na minha terra é exatamente isso que se passa. Quando eu falo(ava) na divisão de tarefas, elas acham(avam) sempre que eu sou(era) "diferente" que não sei como é na realidade e tal e tal. Porém, também devo dizer que é assim em algumas casas - pois - sempre que eles se chegaram a fazer alguma coisa, elas criticaram-os severamente. Ou seja, isto é uma dualidade e não querendo que isto seja uma crítica, cada um sabe de si, claro, mas se querem tarefas divididas, então que sejam mesmo divididas!

Passa-se muitas vezes é ela dizer como quer que seja feito e ele faz. Ou então, não faz porque não foi decidido pelos dois e não quer ser mandado! Este assunto tem pano para mangas.

Também conheço senhoras a dizer:
"Ah, feito por uma mulher, o serviço doméstico fica muito melhor. Um homem não sabe limpar."
ou
"Tiveste sorte por teres uma menina para te ajudar em casa."

Hello! Se estiverem a educar os homens a seguir os exemplos de alguns pais e alguns avôs (falo unicamente neste aspeto), continuarão a não saber o que são tarefas domésticas que toda a gente tem que saber fazer!

Quando estudei fora de casa, tinha dois colegas que também tiveram que se mudar e dividir casa. Pois, as mães deles iam lá uma vez por semana limpar a casa, alternadamente. Sim, isto não é coisa apenas do século XIX e ainda bem que não vivi nesse tempo.

Eli

:)

domingo, janeiro 20, 2013

«1»


«
Marta carregava a sua bagagem de mão com algum custo. Deveriam ser só sete quilos, mas ela teria camuflado cerca de quinze. Uma mochila com o computador e o que mais lá coube, o máximo de roupa vestida e uma bolsa. Despachara apenas uma mala grande. Uma azul escura. A maior que tinha encontrado. Em casa, quando a pesou, a balança indicava quase cinquenta quilos! Teve que tirar, tirar, tirar... Ir assim para o desconhecido para uns meses - três meses - deixava-a um pouco apreensiva, mas, ao mesmo tempo sabia que apanhar aquele avião era o que deveria fazer. Sentia dentro de si, principalmente quando ouvia aquela música cantada pela Mafalda Veiga "Só hoje senti, que o rumo me levava p'ra longe"... 
»

Eli

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Ensino

- Estou disposta a ir para qualquer lado. Então, se for na minha área e se ganhar o suficiente, nem preciso de saber mais nada.

- Do mundo?

- Sim, eu sempre fui cidadã do mundo. Só quero ir... partir... para onde precisem de mim. Dêem-me uma turma de grande ou pequenos. Só quero ensinar.

Carruagem


Encontro-me mais ou menos assim... como se de uma espera se tratasse. Sem lentidão ou com ela... tanto faz. Desligo tudo, fico à espera, mas não fico parada. Pode ser que este andamento me dê algum poder de encantamento e finalmente me encontre com uma sorriso eloquente! Preciso muito que este comboio páre para que eu possa entrar na carruagem certa. Não, nunca desistirei, mas também, não forçarei. Hoje, tomei um chá bontito numa carruagem com alguém que me entendeu e me sorriu. Tantas amigas e amigos assim, mas, nada de amor... Melhor sentar-me.

Eli

P.S. Sem grande vontade de escrever...

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Gorda feliz




Toda a gente deseja ser aceite... e a nossa sociedade, movida pelas aparências, coloca bem de parte e aponta o dedo a situações fora do habitual, mesmo que isso não faça nada a ninguém. No entanto, sei que é mais fácil falar (escrever) do que viver. Eu sempre tive excesso de peso (muito) e também sofri com isso, mas foi antes de começar a pensar por mim e de ver realmente o mundo com outros olhos. Sabes, as pessoas gordas são as primeiras a criticar a outra gorda que vai na rua com uma saia mais curta, que usa biquini na praia ou simplesmente vai de mão dada com um namorado mais magro do que ela. Os preconceitos nunca irão acabar, assim como outras falhas que nos fazem ser humanos. Porém, parte de dentro de cada um vitimizar-se ou levar tudo à frente e sentir-se bem consigo mesma! Não é mesmo nada fácil emagrecer, muito menos manter o que se emagreceu, mas se queres isso, força! Olha, caso não saibas, até há homens que preferem as gordas, tal como há mulheres que preferem gordos, ou então há a preferência por altos, ou por baixos, ou então, não há preferência sequer! Conheço muito bem quem não tem esses tabus. Quando deixares de os teres contigo mesma, acredita que conseguirás encontrar alguém que não os tenha. Se alguém tiver vergonha de ti (beijar na rua, por exemplo), então, larga essa pessoa, pois ela não gosta de ti.(...) Boa sorte para ti mesma e para enfrentares tudo e todos de cabeça erguida! :D


Há muito tempo que sigo este blogue e, ao fazer um comentário que já se alongava, resolvi transcrevê-lo para aqui. Muitas vezes, escrevo comentários que se deveriam tornar autênticos posts, em vários blogues!

Eli

:)

P.S. Sou gorda e sou feliz!

terça-feira, janeiro 08, 2013

Blogues do ano - 2012

À semelhança do ano passado, o blogue Aventar está a promover eleição dos blogues do ano, cada um na sua categoria. Dá para votar diariamente. Se quiserem votar neste blogue, cliquem neste link:



Está na categoria Auto-Conhecimento/Reflexões Psicológicas

Cliquem na bolinha "O Amor Acontece?" e depois em VOTE



Obrigada a quem ainda vem aqui, quem me lê e ainda quem se der ao trabalho de passar por lá durante estes dias para o VOTO!

Eli

:))

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Feliz





Ela é uma sonhadora
Quando está apaixonada
Levanta-se pela manhã
E não pensa em mais nada

Ela canta às escondidas
Quando está na expetativa
Dança e rodopia
Como se fosse uma diva

Imagina que lhe escrevem
Sem rimas e sem poesia
Mesmo assim, com amor
Com letras de maresia

Eli

:)

sexta-feira, dezembro 21, 2012

quinta-feira, dezembro 20, 2012

quarta-feira, dezembro 19, 2012

terça-feira, dezembro 18, 2012

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Felicidade? Sim.


Está bem, eu saio de cena. Também, este teatro nunca foi meu e, mesmo nos momentos de sonho, eu abri bem os olhos. Sabes porquê? Sabes?! Não sabes. Eu já estou habituada a sentir menos, a preparar-me mais. Sei falar, sei manter uma boa conversa, um discurso coerente, cheio de experiências verdadeiras e de sentires que preenchem. Não me resigno, porque para sair deste estado assim, só se for para melhor mesmo. Eu sei ser feliz.

:)

Eli

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Fingimento





Foi como eu disse que ia ser. Eu ainda pensei em fingir, mas, fingimento?! Eu?! Eu algum dia faria isso comigo mesma ou mesmo contigo?! Não posso estar apaixonada, não me permito a mais que umas horas de ansiedade, que obriguei a acabar, pois isto no máximo, quando existe, tem sempre o prazo de uma semana. De que valem as lágrimas a seguir ao ponto final?! Nada. Pois, não as uso com frequência. Talvez tenha chegado àquele ponto na minha vida em que já fiz tudo no que diz respeito a procurar. Depois, é engraçado quando reconhecemos que temos um passado e, por mais que tente marginalizá-lo, ele existe. É preciso ter muita imaginação para conseguir viver bem com ele e ainda ser esta eu.

Não vou dar mais a morada desta casa, porque aqui lê-se muito este eu que eles não compreendem e estou cansada de explicá-lo. Se calhar, deveria ter ficado esperta de repente e ter realmente fingido um bocado que tudo era lindo assim. Mas, como não era, regresso a mim mesma e à total disponibilidade para a missão. Só sou uma pessoa (a)normal que não liga aos padrões com que se esbarra. E se tivesse sido verdade?! E se eu acreditasse?! Não, não sou burra. Não sou parva e, por favor, não me façam de parva.

Eli

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Postais :)))


Quem quiser receber um postal de Natal, pois ainda me restam alguns, apesar de eu já ter escrito quase 20, pode enviar a sua morada para o meu mail (rodrigues1981@gmail.com).

E se no PPC vos calhasse apenas uma morada?! Não tem um blogue, nem tenho qualquer referência sobre essa pessoa. Claro que se lê o blogue da PN, receberá o seu postal de igual modo, que eu já escrevi, mal recebi a morada!

Eli

:)

P.S. Para o "meu amigo secreto", que deverá vir a este blogue, um sorriso. Palavras só depois! LOL

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Preconceito alheio






Qualquer início, quando é comigo, está sempre condenado a correr mal. Não é que seja pessimista, nem que me sinta uma vítima das teclas do destino, avançado por sinal... Estou cansada de preconceitos e esteriótopos na cabeça das outras pessoas. Quando vejo pessoas a dizerem que uma mulher difícil é que tem valor e uma fácil é abandonada... mas o que é isto?! Para quê complicar?! Às vezes sinto-me mesmo única no meio de todo um branco, onde não há ninguém por perto.

Valoriza-me, mima-me, mas não me obrigues a distanciar-me. Às vezes fico com a sensação que não posso ser eu mesma, não me posso dar, tenho que ter um controlo qualquer que não entendo muito bem, mas sei que é cultural! Já aprendi isto há muito tempo. Será possível que há pessoas que nunca evoluem?!

Eu queria respirar fundo, bem do fundo da alma e acreditar, mas mais uma vez me vejo condenada à frustração. Eu gosto de mim, da minha companhia, mas quero experimentar a felicidade do companheirismo. Maldita paixão que se esfumaça sempre mais cedo... sem bem que continuará sempre a ser imprevisível!

Apetece-me dizer asneiras!

Eli

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Jantar de Natal (Blogueiros 2012)

Visão muito pessoal e egocêntrica:


Ora bem, eu estive a pensar se deveria ou não escrever sobre o jantar, até que descobri que deveria mostrar a minha perspetiva...

... a minha "reduzida perspetiva". Porquê?! Porque muita gente nem deu conta que eu estive lá, mas eu estive! Mesmo! São poucas as provas e as testemunhas, mas devido ao meu tamanho grande, deviam ter-me visto!!!

Ora, a minha amiga Carla foi avisada que teria este jantar (ela não é blogueira) e nem teve como escapar. Pôs-se a jeito o carro dela e veio-me buscar. Ainda me levou ao "Shopps" primeiro, pois como tenho tempo a mais, não comprei a prenda com antecedência! :P

Parece que ela foi a menina de mais longe das que estavam lá presentes. Palmas para ela (mesmo que não tenha sido).

Ora bem, quase quarenta pessoas resolveram sair da sua zona de conforto, como diz o meu amigo Gonçalo. Este, que tinha organizado os cinco anteriores encontros onde eu fui, desta vez deixou-me entregue a mim, "só pa ver se cresço". Ainda mais?!

Ora bem, demos logo com o restaurante, pois eu fiz o trabalho de casa, levando até a foto do mesmo! Parque de estacionamento como se quer, gps desligado e lá vão as meninas!

19:35 - Chek In - presépio à porta, Carla a admirar e eu a querer entrar!

À chegada, ficámos primeiro assim quase paradas. Eu nem sabia se sorria, se fugia com tantos desconhecidos logo ali, em pé. O Luís, moço tímido, ainda me disse o nome do blogue dele quando lho perguntei, mas não decorei. Por falar nisso, onde é que andas, rapaz!? Foste tu que ficaste com a prenda da Carla! Bem fixe! Um caderno para escreveres, sem linhas, como tanto gosto!

Ora bem, ainda perto da porta, assim naquela de ainda poder fugir, como ninguém dizia nada, eu mandei uma piada sobre o bacalhau que estava pendurado e o senhor do restaurante riu-se. A Carla e talvez mais alguém fez-me também esse favor e a partir daí nunca mais parei.

Ora, estava por ali o Senhor Jedi Master Atomic, que fez o favor de se meter na conversa e a partir dali, pronto, metemos a segunda e a conversa nunca mais parou.

Conhecemos a Ana Santos, que amavelmente veio falar connosco e quando eram já 20:00 mandou-nos sentar.

 Eu e a Carla sentámo-nos lado a lado e depois veio o Jedi que insistiu em ficar à minha frente, ensinando-me uma coisa de pernas que não posso contar aqui! (Ahahahah) Daí que ninguém se sentou ao lado dele! (Estou a brincar!)

Do meu lado direito e quase de costas, pois as mesas estavam "tortas" fazendo uma figura geométria estranha, ficou a Sofia, que me disse já não ter blogue. Tenho pena de ela ter ficado "mal sentada", portanto não lhe dava muito jeito conversar.

A certa altura, a meio das entradas, perguntei pelo Henrique, pois poderia ser um dos homens presentes na sala sem eu saber... mas ainda estava atrasado. O blogue deste menino era o único que eu conhecia deste mundo, cujo autor estaria presente, daí a minha curiosidade em conhecê-lo.

Ora bem, lá para as 20:30, chega então o Henrique que se sentou no lugar vazio à frente da Carla. O Jedi, como cavalheiro que tenciona ser, cedeu o seu lugar à Raquel, livrando-se finalmente de mim e da Carla que tinham sido a sua primeira escolha!!! (LOL)

Se a conversa já estava ao rubro com o Jedi, a seguir não baixou realmente a fasquia. Como eu disse lá, tive muita sorte pois tive uma primeira parte até ao final das entradas com boa companhia e quando veio a Açorda ainda mais ganhei!

Ao lado da Carla ficou a Benedita que fixei logo, pois tinha andado a ver (e a seguir) os blogues da lista e o seu tinha um título que me tinha chamado à atenção.

Quanto a prendinhas, uma menina recebeu uma caixinha com postais de Natal que ofereci e referi na altura, mas ainda ninguém se acusou! Se calhar nem tem blogue...

A minha prenda tinha o meu número preferido: o sete!

Quando o Jedi, sim, que estranho, que perseguição, me viu com a prenda na mão acusou-se logo e disse:

- Tens três minutos para abrir!

E eu vi aquele embrulho tão pequenino e pensei, tal como já tinha dito na mesa, "vai-me sair outra coisa sem jeito nenhum", como me acontece sempre neste tipo de jantar de Natal...

Mas, quando abri a caixinha, tinha lá nada mais nada menos que o meu objeto preferido:

Uma Ampulheta!!! (Daí os três minutos!)

Fiquei assim num misto de agradecimento e de magia por ter acontecido algo tão engraçado!

Andei a dizer na caixa de comentários do Jedi que ele não tinha dado prenda, mas era a brincar, porque sou eu quem a tem!!! (LOL)

Bem, saí dali quase de fugida, não sem antes assinar o livro do restaurante, com um grande sorriso  e posso afirmar claramente que apesar de só ter conhecido melhor o Henrique, um pouco da Raquel e brincado com o Jedi, a sensação final era óptima, como se quer. Para a próxima, espero que vá mais gente cujo blogue eu conheça e que também dê para circular mais.

Cheguei a casa, fui ler o blogue praticamente todo do Henrique, quase até cair! É tão raro conhecer alguém assim tão interessante!



Há por aí muitos outros relatos mais completos e engraçados que o meu, mas, como disse no post anterior, vou escrever mais "abertamente", embora o mistério me caraterize a escrita por aqui...

Foi tão bom aquele jantar, aquela noite. Adorei!


 Eli


P.S. Se alguém pretender que eu retire o link, é só avisar. Obrigada. Desculpem se invadi a vossa privacidade.

domingo, dezembro 02, 2012

Não publicar

Talvez hoje, esta noite, haja aqui um ponto de viragem. Sempre escrevi neste blogue de uma forma misteriosa, que me caracterizou com a palavra enigmática vezes sem conta. Está na altura de mudar. Para começar, vou publicar aqui um texto escrito já há uns meses, mas que eu tinha decidido que ficaria apenas guardado nos rascunhos. Decidi ser explícita!





Gostava de poder escrever o teu nome aqui, sem chorar, sem medo de te magoar, sem medo de te perder. Dizer-te que o tempo investido em ti foi tão bom, foi como o despertar de uma alma. Foi um sonho renascido, pensando que entre o meu soluçar ainda poderia encontrar alguém íntegro, bom. Dizes-me que não me queres fazer sofrer, mas a cada afastamento que me provocas, é como se tivesse que estar a ser obrigada a ficar sozinha. Logo a seguir, dizes que me desejas felicidade... Mas, qual felicidade?! Qual?! Se não queres fazer parte dela. Pudera eu mandar no sentimento como me pediste, como me disseste para ser. Mas, sabes o que é que eu vejo? Vejo um homem cheio de medo de voltar a querer amar alguém. Eu não te vou consertar. Mas, gostaria que quisesses um dia voltar a sonhar e por que não comigo?! Será mesmo que nunca mais vais sentir nada igual assim?! Magoaste-me quando me disseste isto. Eu consegui controlar-me para não fazer pressão, mas é-me tão natural querer estar contigo, partilhar coisas contigo, sorrir contigo, que uma palavra dita no meio de um sorriso... nunca pensei que me deixasses assim, sem sequer ser tua amiga. Pronto, eu controlei insuficiente. Mas, se me pediste para ser como sou, se gostas da minha espontaneidade, por que raio me afastas só por eu ter dito uma piada bem disposta?! Fazes ideia de como passei o resto da tarde?! Posso não ter o teu amor, nem quereres o meu, mas pensei que o amigo estivesse lá, mesmo, mesmo e hoje pensei que te lembrasses uma vez que irias torcer por mim, que torcias por mim desde o dia em que disse que nunca tinha sido colocada em agosto. Estou cansada. Estou farta de lutar. Bem sei que Deus só nos dá as provações pelas quais conseguimos passar, mas fogo, custa-me deixar ao menos viver um amor?! Eu sei que tudo faria para o manter, para fazê-lo sobreviver...
Estou cansada de tudo. Ser nómada deixou de ter piada. Ser solteira também.

Eli

sexta-feira, novembro 30, 2012

Esticar

Que contracenso! Pensei que fossem dois corações, mas afinal era só um. Mudava a cor, a perspetiva... e ficava-me assim, sem dormir. Digo a toda a gente que não consigo. É uma verdade meio caducada, pois o motivo alterou-se. Gerou-se uma ansiedade... a música vibra-me.

Eli

:)

Existes

É difícil explicar um quadro de algo que se adivinha fofo. Como já detestei esta palavra, irritando-me até sempre que a ouvia. Agora até a uso, embora não faça grandes descriminações. Por um lado, ainda bem. Sinal que evoluí. Como é bom sonhar assim em branco quando se prefere sempre o preto!... Como é bom sentir a beleza da naturalidade. Como é bom acreditar. Gosto de sentir. As noites estão diferentes.

Eli

:)


P.S. Mudei o tipo de letra.

quinta-feira, novembro 22, 2012

Tribunal dos Nadas




- Eu não sei fazer mais nada.
- Como?!
- A única coisa que sempre fiz foi tratar dos meus filhos.
Tinha vinte e sete anos. Um número ímpar que lhe dizia tanto como uma vida inteira que se resumia a um Curriculum Vitae de frustração. Nem uma oportunidade. Susana saiu de mais uma entrevista de emprego, que lhe tinham arranjada, sem esperança nenhuma. Desceu pelas escadas, sentindo aquele cheiro estranho a velho entranhado nas paredes. Não aguentaria três andares num elevador com dois metros quadrados. Abeirou-se da estrada, sentou-se no passeio. Imaginou o resto da sua vida como uma inexistência plena de nada.
Vivera na capital. Arredores, num cubículo arranjado pelo homem que tomou conta dela. Como não tinha família e conhecera aquele homem aparentemente seguro de si e do seu interesse, ela apaixonou-se. Mais velho trinta anos, coisa que nem imaginou ser importante. Tendo ela vinte anos na altura que o conheceu, suspirou num porto seguro que a protegesse, sonhou que a amasse, a fizesse feliz e assim constituiriam família.
Assim foi. Susana engravidou algum tempo depois de começar um relacionamento com ele. Foi uma felicidade verdadeira. Ele sustentava-a. Entretanto, ela conseguira encontrar um trabalho a lavar e limpar as zonas partilhadas de um prédio: escadas, sótão, sala de reuniões, elevador, etc.
Quando teve o filho, deixou de trabalhar, dedicando-se exclusivamente ao menino. Chamou-lhe Simão. O pai do rapaz aparecia cada vez menos, desculpando-se sempre com o trabalho. Um dia, estando ela já tão estoirada por não conseguir dormir, pois o miúdo não lhe dava uma noite descansada, pressionou aquele a quem chamava de marido, um companheiro meio ausente meio presente e perguntou-lhe, encarando-o:
- Tens outra?
Ele baixou a cabeça. Não disse nada. Sentou-se na beira da cama. Ela abanou-o compulsivamente.
Então, ele resolveu contar-lhe:
- Sempre tive outra família, mas quando te conheci não consegui resistir aos teus encantos.
Susana chorava compulsivamente. Simão berrava no berço. O seu pai pegou nele ao colo, beijou-o, colocou-lhe a chupeta e ele acalmou. O som do silêncio também ajudou Susana a raciocinar.
- Quando esperavas dizer-me?
- Não sei. Quando engravidaste, pensei em dizer-te logo, mas depois, estavas… estávamos tão felizes, que não queria acabar com esta emoção.
- Tens outra família mesmo?
- Tenho.
Receando perder a (in)dependência, acabou por aceitar viver assim desde que ele nunca lhe falasse da outra família. Viveria assim na ilusão de felicidade, embora, na ausência dele, chorasse incessantemente em silêncio.
Teve mais duas filhas.
Cinco anos depois, tendo ela vinte e cinco anos, ele faleceu. Ficou viúva sem alguma vez ter casado como o seu sonho de infância. Ficou viúva sem ter tido um marido. Ficou viúva e não poderia recorrer a nada, sem herdar nada.
Sem dinheiro para a renda e não tendo como sustentar três crianças, foi levada para um lar no Norte do país. Um lar onde acolhiam mães com as suas crias e ajudavam-nas a sobreviver.
Na verdade, ela sentiu-se bem naquele espaço asseado e acolhedor. Pensava muito no conforto que os seus filhos tinham ali, senão estariam na rua a apanhar frio.
Matriculou-os num Jardim de infância IPSS que trabalhava em concordância com o Lar onde residia, assim como o orfanato das crianças, tendo assim todas as condições para ir procurar trabalho. O Simão já tinha quase cinco anos.
Viviam na grande cidade do Porto.
A relação da Susana com as Educadoras de Infância era muito saudável e positiva, pois Susana estava sempre preocupada com o bem-estar das crianças.
Tinha uma excelente relação com os seus filhos. Havia muito carinho naquela família. Eram muito afáveis.
Susana passava o dia a procurar emprego. Ela não se importaria de fazer o que quer que fosse, pois tinha-lhe sido dito que a sua estadia no lar era temporária. Então, teria que arranjar uma casa urgentemente e um emprego para sustentar todas as despesas.
Susana procurava emprego, qualquer trabalho incansavelmente. Todos os dias à noite, chorava devido aos calos nos pés por tanto percorrer a cidade a pé, mas principalmente por não ter saída.
Contou a sua história à Educadora de Infância do seu filho mais velho, que a informou que o seu filho iria para a escola (1º Ciclo – Ensino Básico), pois estava quase com seis anos. Recearam ambas pelo futuro de uma criança que tinha tantas capacidades, mas que estava em risco. Os mais pequenos nem se apercebiam da realidade. O menino lia os olhares das suas referências.
Alguns meses depois, a Susana já tinha arranjado casa para alugar com o dinheiro de algumas horas que conseguiu a trabalhar na limpeza de casas de particulares. Estava mais animada. Ainda tinha um longo caminho a percorrer, mas o risco de ser expulsa do Lar já seria menor. A situação parecia controlar-se com ajuda exterior para alimentação.
Preparava-se para se mudar. Não tinha emprego.
Estando já o Simão na escola, orgulhosamente no primeiro ano, a aprender a desenhar as vogais, a lê-las e a cantar os ditongos, a correr e a brincar com os colegas, aconteceu o que mais se temera.
Susana foi chamada a tribunal para ser informada de que os filhos lhe seriam retirados e, nesse mesmo dia, ela deveria deixar o Lar, pois era só destinado a mães com filhos.
Foi a polícia primeiro buscar o Simão à escola, sem lhe explicar nada. A única reação do menino foi chorar sem saber o que lhe estava a acontecer. Seguidamente, foram ao Jardim de Infância buscar as duas meninas. Quando ele as viu, acalmou-se, mas ficou sem saber entender. Foram levados para um orfanato em S. João da Madeira, quando no Porto havia muitos e ficariam mais próximos da mãe. Susana nem teve tempo de se despedir. Quando chegou à escola e ao Jardim para se despedir, eles já tinham sido levados.
Recolheram os poucos pertences daquela mãe em sacos de plástico. Não teve direito nem a mais uma única dormida sequer.
Mas, o tribunal assim decidiu. As únicas referências que aquelas crianças tinham eram as pessoas da escola, a mãe e do lugar onde viviam. Foi-se-lhes retirado tudo.
Imagino que o Simão não deve ter cantado mais os ditongos durante muito tempo.
Só imagino, pois não sabemos mesmo o que lhes aconteceu.
Parece-me que aquela mãe, não tendo ninguém no Porto… acredito que deve ter sido acolhida por uma ponte qualquer…

(Baseado em factos reais.)

Eli Rodrigues

quarta-feira, novembro 21, 2012

Atrás

 
Engulo em seco depois de não respirar em exercícios conjuntos. Para quê aguentar num treino de experiências que não nos leva a lado nenhum?! Não corro. Os sons parecem reconhecer-me a mente e ficam a sentir-me por instantes, num processo de reconhecimento para que as palavras sejam tão minhas quão gostaria que fossem. Páro. Encontro uma dança de guitarras com maiúsculas desaparecidas. Como eu precisava de uma verdade. Os sonhos cansaram-se de mim. Gastei-os a todos, confesso. Admito que ainda olho para trás, mas é só para ter a certeza que existiu, mesmo que seja um grito de quase três vezes. Olho lá bem fundo no passado, enquanto uma música me lembra a imaginação. Vejo Um e Outro Homem  e Outro e Outro. Apaixonaram-se por mim...

Eli

quarta-feira, novembro 14, 2012

Profunda

Assim de um modo atabalhoado, já era tarde... e eu tinha simplesmente cozido umas pêras pela primeira vez. Sentei-me no sofá a saborear uma parte delas, colher na mão, pensamentos na outra e foi então que um amigo me ligou e fiquei perdida entre pensamentos vazios e sonhos pouco conseguidos. Mais tarde retornei e expus-me. Lembro-me sempre daquela parte do filme em que o Seth imagina o sabor da pêra através de uma descrição doce. Fez-se clique. As pêras que ele recolheu no cesto depois de a perder para os outros anjos, em grande velocidade, fizeram com aquela parte da perda se atenuasse. E eu pergunto-me: alguma vez serei profunda na realidade?! Sei que quando for, deixar-me-ei para trás para que um nós se faça num clique, num sabor.

Eli

terça-feira, novembro 13, 2012

Jantares de Natal

Sejam ou não blogueiros, sejam ou não chegados a comemorações natalícias, lembrem-se que podem contar com a minha companhia e a de mais algumas pessoas bem simpáticas! Falo por experiência!

Estou a pensar ir também ao Jantar de Natal no Norte, que será dia 8 de dezembro. Para isso, precisarei de contar com a vossa companhia. Alguém?!

Se queres participar no Jantar de Natal em Lisboa (dia 1 de dezembro), envia a tua

pré-inscrição, para:




Se queres participar no Jantar de Natal no Norte (dia 8 de dezembro), envia a tua

pré-inscrição, para:




Em ambas as pré-inscrições deves enviar, o teu email, o nome de blog e

o teu nome de blogger. Se não tiverem blogue, também podem ir! :)


Se se inscreverem, avisem-me.
(Ainda não me inscrevi no Jantar do Norte.)


Para mim, isto é mais um motivo para juntar e/ou conhecer pessoas simpáticas, alegres, divertidas!

:)

Eli



Cumplicidade


Eu gostava de aparecer simplesmente como se isso fosse normal há já muito tempo. Que não temesse a minha poesia. Que me quisesse profunda, normal ou simplesmente quieta. Quando a anormalidade assiste a nossa vida mais vezes do que o previsível, acabamos por deixar os sonhos mais comuns e mais saborosos para trás, defendendo-nos da sociedade com um compromisso de independência. Parece que nunca mais serei a mesma, aquela que naturalmente é e só por ser, imagina um pedaço de proteção, carinho e cuidado de alguém extremamente especial. São coisas vagas, são participações pouco plenas, mas subir a fasquia parece cantar e eu não tenho voz.

Eli

segunda-feira, novembro 12, 2012

Dos Desaparecimentos






Lembro-me da promessa. Não era uma promessa qualquer. Era um convite. Uma viagem até ali bem perto, até ele. Carregou com o meu olhar durante uma noite inteira, até que lhe perguntei sobre ela...

... ao que ele respondeu:

- Nem sei se te leve até lá, porque podemos deixar de ser amigos. Eu não quero perder a tua amizade.

E eu voltei a questioná-la:

- E a promessa?

- Isso que disse foi num jogo de palavras, pensei que tivesses percebido.

- Então, significa que eu sonhei com um momento contigo e apenas choveram pétalas no teu colo?

- Como? Explica-te. Nunca te percebo quando falas assim.

- Se eu tenho que explicar tudo, tu não deverias ter prometido aquele lugar cómodo.


Entretanto, desapareceu. Nunca mais me disse nada.

Detesto promessas.




Eli